terça-feira, novembro 07, 2017

Tocova muda de versão sobre seu paradeiro

Manuel Tocova, presidente interino do Município de Nampula, contradiz-se sobre o seu paradeiro e afirma não estar em parte incerta, como avançara ontem à Stv.
Tocova afirmou que estava a ser ameaçado de morte e detenção por parte de desconhecidos que o acusam de ter assassinado o edil de Nampula. O presidente interino do Município de Nampula acrescentou ainda que faziam de tudo para sujar o seu nome alegadamente por pensarem que seria candidato nas eleições intercalares.
Entretanto, hoje tem outro discurso e outros culpados. Falando à rádio pública, Tocova acusou certas pessoas de pretenderem fazer passar a imagem de Nampula como uma cidade sem Governo, e referiu que estava fora da cidade pura e simplesmente para tratar de assuntos familiares.
Na mesma ocasião, Tocova reafirmou que não tinha cometido erro algum ao nomear administradores e vereadores apesar de ter sido condenado pelo tribunal.

Fonte: O País – 07.11.2017

VICE-PRESIDENTE DO ZIMBABWE FOI DEMITIDO

O vice-presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, foi demitido, anunciou, esta segunda-feira, o ministro da Informação, Simon Khaya Moyo.
"O excelentíssimo Presidente Mugabe exerceu o seu poder para exonerar, com efeito imediato, o honorável vice-presidente Mnangagwa das suas funções de vice-presidente da República do Zimbabué", disse Khaya Moyo aos jornalistas, em Harare.
Emmerson Mnangagwa, de 75 anos, apelidado de "crocodilo", tem sido criticado nas últimas semanas por pessoas próximas ao Presidente Mugabe, incluindo a primeira-dama, Grace Mugabe, que o censurou por ter fingido ter sido vítima de uma tentativa de envenenamento em Agosto passado.
Os apoiantes do vice-presidente do Zimbabwe sugeriram, na altura, que a culpada da alegada tentativa de envenenamento seria a Primeira-dama, que desmentiu as alegações.
O ministro da Informação acrescentou que "ficou claro" que o comportamento de Emmerson Mnangagwa "durante o exercício das suas funções se tornou incoerente com as suas responsabilidades oficiais".
"O vice-presidente apresentou sistemática e constantemente falta de lealdade, desrespeito, desonestidade e falta de seriedade", explicou.
A sua demissão ocorre numa altura em que a guerra pela sucessão do Presidente de 93 anos se intensifica, apesar de Mugabe já ter anunciado que se candidatará a um novo mandato em 2018.

Fonte: Notícias a Minuto, in Rádio Moçambique – 07.11.2017

segunda-feira, novembro 06, 2017

PR defende austeridade nos órgãos do Estado

Manuel Tocova, edil interino de Nampula, encontra-se desde a manhã de hoje “em parte incerta”. Em contacto telefónico com a nossa reportagem, Tocova explicou que preferiu sair da circulação porque está a ser vítima de uma armadilha.
“Levaram um indivíduo, que dizem ter sido pago por mim, 50 mil meticais, para assassinar Mahamudo Amurane” explicou.
Tocova explica que tudo começou no sábado, quando indivíduos armados entraram na sua casa e ameaçaram o seu guarda. No mesmo dia, acrescenta, os mesmos indivíduos foram ao encontro do vereador da Polícia Municipal e revistaram o carro, pensando que ele (Tocova) se encontrava lá. Ao que tudo indica, de acordo com Manuel Tocova, o vereador reconheceu os indivíduos, que são da polícia. Ler mais (O País – 06.11.2017)

Nampula em colapso? Não vejo a situação de ânimo leve

Eu sei que muitos não vêem a situação do Município de Nampula como a vejo, não lhes preocupam como me preocupa. Mas como isto não preocupa a muitos se move todo o país? Se se confirma que o presidente interino encontra-se fugitivo, a questão é de como vai a gestão daquele município ainda que estamos num país onde quando um camião carregando qualquer produto se avaria “toda” a gente corre não para socorrer mas para tirar (pilhar) o que lá resta?
No caso de Nampula alguém está convencido de haver gente santa que desde aquela hora que se deu a conhecer o assassinato do edil não agiu que nem Caphirizhange, em Tete, onde toda gente correu para tirar combustível ou aqueles que na via de Nelspruit sairam dos seus carros luxuosos para retirarem para si bebidas de um carro acidentado?
A grande questão é de quem vai responder do que eventualmente tenha sido ou esteja a ser roubado em Nampula?

Não estará a cidade de Nampula a retroceder ao estado de há algumas décadas? Como se restaurará aquela cidade? Não está em total colapso? Eu não vejo a situação de ânimo leve.

Manuel Tocova em fuga e deixa Nampula sem liderança

Manuel Tocova, edil interino de Nampula, encontra-se desde a manhã de hoje “em parte incerta”. Em contacto telefónico com a nossa reportagem, Tocova explicou que preferiu sair da circulação porque está a ser vítima de uma armadilha.
“Levaram um indivíduo, que dizem ter sido pago por mim, 50 mil meticais, para assassinar Mahamudo Amurane” explicou.
Tocova explica que tudo começou no sábado, quando indivíduos armados entraram na sua casa e ameaçaram o seu guarda. No mesmo dia, acrescenta, os mesmos indivíduos foram ao encontro do vereador da Polícia Municipal e revistaram o carro, pensando que ele (Tocova) se encontrava lá. Ao que tudo indica, de acordo com Manuel Tocova, o vereador reconheceu os indivíduos, que são da polícia. Ler mais (O País – 06.11.2017)

Moçambique: Revolta e manipulação na origem dos ataques em Mocímboa da Praia

Analistas moçambicanos consideram que revolta de populações rurais e manipulação interna e externa podem ter levado a ataques armados à polícia em Mocímboa da Praia e de outros tumultos no país, no último mês.
Todo o cenário "faz parte de uma situação de crise social" em que "as populações rurais" de diferentes pontos "estão a responder, a atacar um Estado que elas pensam que não lhes está a servir", refere o historiador Yussuf Adam, pesquisador desde a década de 70 na província de Cabo Delgado.
O ataque a Mocímboa insere-se no mesmo quadro, defende, apesar das culpas apontadas por autoridades locais e população a uma "seita" islâmica radical que foi conquistando jovens da vila e os levou para a agressão.
Sem descartar essa radicalização, Yussuf Adam diz que "ainda hoje" faltam dados sobre como aconteceu, ao mesmo tempo que, a seguir aos ataques, se partiu para uma "generalização abusiva" sobre a existência de terroristas a partir de relatos conhecidos há anos de jovens muçulmanos que se reúnem com vestes e costumes próprios na região, mas sem atacar o Estado.
Centrar a discussão das causas dos ataques de 5 de outubro na radicalização islâmica é redutor, defende, numa região em que há vários pontos de atritos. Ler mais ( Deutsche Welle – 05.11.2017)

domingo, novembro 05, 2017

Angola encomendou 25 viaturas de luxo para a tomada de posse de João Lourenço

Companhia aérea russa especializada no transporte de grandes cargas garantiu a entrega de 25 "viaturas de luxo" Mercedes especificamente para a cerimónia.
Uma companhia aérea russa especializada no transporte de grandes cargas anunciou ter garantido a entrega, num único voo entre Alemanha e Angola, de 25 "viaturas de luxo" Mercedes, especificamente para a cerimónia de posse do novo Presidente angolano, João Lourenço.
A informação consta de uma nota disponibilizada já este mês pela própria Volga-Dnepr Airlines, consultada hoje pela agência Lusa, na qual acrescenta que as viaturas, numa carga total de 110 toneladas, foram transportadas com recurso a um Antonov 124-100, um dos maiores aviões de carga do mundo, cujo interior foi adaptado para o serviço.
De acordo com a Volga-Dnepr Airlines, com sede em Ulianovsk, na Rússia, o transporte foi feito entre Leipzig e a capital angolana, em nome da embaixada de Angola na Alemanha e consistiu numa frota de 25 viaturas Mercedes de luxo.
Incluía ainda três carros de polícia e dois Mercedes blindados classe G, uma encomenda global de 30 viaturas que a Volga-Dnepr Airlines refere ter sido feita para a cerimónia de tomada de posse de João Lourenço como novo Presidente angolano, a qual teve lugar a 26 de setembro último, sucedendo a 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos. Não foram adiantados valores relativos a esta encomenda. Ler mais ( Deutsche – 05.11.2017)

sexta-feira, novembro 03, 2017

Viaturas do barulho vão para Guebuza, Chissano, Adelino Muchanga e Verónica Macamo

Os donos das encomendas de luxo

Armando Emílio Gue­buza e Joaquim Alberto Chissano, anti­gos presidentes da República, Verónica Nataniel Macamo, presidente da Assem­bleia da República e Adelino Muchanga, presidente do Tribunal Supremo (TS) são parte das altas individualidades que en­comendaram e receberam as viaturas de luxo. As aquisições, que acontecem num momento particularmente inapropriado tendo em conta os deficits económicos resultantes, em parte, da suspensão das doações dos parceiros internacionais, estão a gerar uma onda de indignação colectiva sem precedentes.

A conferência de imprensa convo­cada e concedida no início da noite desta quarta-feira, pelo Secretário Permanente do Ministerio da Economia e Finanças, Domingos Lambo, só veio adensar as críticas públicas por ter ficado claro que, efectivamente, parte dos carros de luxo foi encomendada e adquirida este ano e parte no ano passado, portanto num momento em que o governo continua a exigir contenção às aos moçambicanos, particularmente às populações mais desfavorecidas.

COMO AGE O INIMIGO INTERNO

A EXPRESSAO “como age o inimigo” evoca, nos que viveram no tempo do Presidente Samora Machel, (o tempo revolucionário), várias conotações (emoções) e múltiplos significados, entre nostálgicos aos odiosos, por vários motivos, e que a história regista mas o discurso político presente parece não pretender recordar e muito menos exprimi-lo em voz alta e publicamente. Não será isso uma acção desse inimigo interno?
Segundo o conceito desse tempo, o inimigo desdobrava-se em interno e externo e, enquanto o externo era claramente identificável mesmo fisicamente, o interno era tão complexo e até invisível porque era um Judas: vestia a mesma farda, comia no mesmo prato, falava a mesma linguagem do grupo (movimento, partido, etc.), identificava-se vivamente com o grupo, etc., mas era um inimigo cujo resultado final da sua acção era destrutivo.
O inimigo interno, ainda segundo o sentido desse tempo, podia ser um infiltrado que, por isso, estudava e imitava a forma de ser do seu alvo, penetrando-o até ao seu “intestino” e, uma vez aí instalado, e já tido como amigo, como parte do sistema, imperceptivelmente, destruía calma, silenciosa e impunemente o seu “amigo” sem este desconfiar e até com o beneplácito da vítima.
Esta táctica do inimigo sugere que este se faz amigo da sua vítima, elogia-a na negativa para que esta erre mais e, para não cair na desgraça da vítima, evita sugerir algo de positivo, esperando e desejando que a vítima tome decisões erradas e se destrua sem que ele (o inimigo) seja responsabilizado. E quando a vítima for destruída, o inimigo salta, desresponsabiliza-se e abandona-a para se apoiar no dirigente substituto a ser tratado da mesma maneira.

José Jaime Macuane: “Fui vítima de um crime de natureza política”

Em grande entrevista ao nosso jornal, o académico moçambicano Jaime Macuane abriu o peito, pela primeira vez, depois do atentado que sofreu há pouco mais de ano e meio. No seu jeito característico de homem frontal nas suas análises e opiniões, Macuane comentou de tudo um pouco. Dos temas mais polémicos aos suaves, o presente e perspectivas para o futuro, falou sem rodeios e sem fugir a qualquer assunto, incluindo o que mais lhe marcou num passado recente: o atentado que sofreu.

Há um ano e meio, foi vítima de um atentado que o silenciou enquanto analista político com intervenções semanais no programa Pontos de Vista da STV. Como é que interpretou este acto?

Embora seja trágico e em certo ponto duro, o atentado não foi assim tão surpreendente, tendo em conta o contexto social vivido na época. Era de se esperar, como disse numa edição do programa Pontos de vista: “todos nós podíamos ser potencialmente vítimas da violência que havia no momento”. O acto em si de forma alguma me demove do facto de acreditar que é meu dever, também direito, contribuir para que se possa debater as questões do meu país. E mesmo que sejamos vítimas desta violência que periodicamente se abate sobre nós, acho que recuar e deixar de participar não fará com que esse espírito de resolver as coisas de forma violenta acabe. Pelo contrário, vai dar mais espaço e encorajar ainda mais os protagonistas destes ataques, que pretendem silenciar os moçambicanos que não fazem nada mais do que exercer os seus direitos.

quinta-feira, novembro 02, 2017

Police, army, SISE heads changed

By Joseph Hanlon

In a post-Congress reshuffle triggered by ill health and the need to prepare for the integration of Renamo forces, President Filipe Nyusi last week appointed new heads in the military, police and security services.

Lagos Lidimo steps down as director general of the State Intelligence and Security Service (SISE), while Graca Chongo retires as armed forces (FADM) Chief of Staff. Both are known to be seriously ill. And the deputy commander of the national police (PRM), Jose Weng San, died two weeks ago after a lengthy illness.

Lazaro Menete, formerly commander of the army, is promoted to be the new armed forces head, replacing Chongo. Prior to his army service, he was a rear admiral and navy commander. The armed forces deputy chief of staff Raul Dique was named by Nyusi last year, and is one of the senior officers who came from Renamo after the 1992 peace accord. Menete is replaced as army commander by Ezequiel Muianga, former chief of staff of the Presidential Guard.

Tatana chifunha nkuma

As coisas repetem-se. Sem querer, eu sou obrigado a acreditar que, na verdade, o mundo é redondo, circular, etc. As coisas acontecem ciclicamente e a razão está aí bem explícita como a luz do dia: “o mundo é redondo”. Eu até poderia acreditar na necessidade de muita coisa se repetir, mas nunca tinha pensado que era tudo que tinha que se repetir, até o nascimento. “Digo-lhe a verdade: ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo” – disse Jesus a Nicodemos, em João 3:3.
Há anos, li um texto que contava a história de um homem que, no tempo da grande fome, ele descobriu uma colmeia de onde extraiu uma grande quantidade de mel. Só que aquele homem era muito “inteligente” como muitos pais que o mundo revela em todas as épocas de fome. 
O que ele fez?
Amigo leitor, eu não me lembro de toda história, mas se eu te contar o pouco que me vem à memória, fartar-te-ás de rir. Claro, podes até não rir, porque a história, pelo menos na parte de que me recordo, é tristinha.
Vamos ao que interessa: esse tal pai, não sei se era pai também, porque, por aquilo que ouvi nas telenovelas, pai é aquele que cria, cuida, ama, responsabiliza-se por tudo o que os filhos necessitam para crescer. O simples facto de alguém gerar crianças, como resultado, se calhar, da satisfação de suas necessidades biológicas, não lhe dá o direito de ser chamado de pai. É verdade, sim. Eu concordo com isso, caro leitor. Não é qualquer um que a gente tem de chamar de pai. Esse alguém deve merecer esse “grau”.
Estou a falar muito, não é? Até parece que não estou interessado em contar essa história. Está bem. Já vou contar. Esse homem, depois de extrair aquela enorme quantidade de mel, depositou-a num grande pote e escondeu-o numa lixeira onde deitavam, sobretudo, as cinzas. É normal lá nas comunidades rurais, onde cada um tem um grande pátio, escolher-se um sítio, nas extremidades do pátio, para depositar cinzas. Foi, então, assim que esse tal senhor achou um lugar oportuno para esconder o seu mel.
Depois de esconder o mel naquele lugar, arranjou uma cana, ou seja, uma mangueira que ele mergulhava no fundo do pote e lhe permitia sugar o mel. Assim, ele chupava o seu mel sozinho, sem dar nem à sua esposa nem aos seus filhos.
Isso de comer sozinho não era o pior. Sabe, meu amigo, o que ele fazia? Para mim, isso já é o cúmulo do absurdo. Dói-me lembrar e até contar-te.

Dhlakama diz que assassino de Mahamudo Amurane nunca será revelado

O presidente da Renamo alertou esta quinta-feira que o assassinato do autarca de Nampula, Mahamudo Amurane, há um mês, vai acabar em silêncio porque as autoridades moçambicanas “não têm a cultura de dizer a verdade”.
Afonso Dhlakama considerou uma farsa as actuais investigações e sustentou que os mandantes do crime nunca serão conhecidos, acusando o Governo de estar a propiciar estes silêncios, tal como aconteceu com outras figuras assassinadas por motivações politicas.
“Alguma vez o Governo moçambicano ou da Frelimo já disse a verdade quando se trata de violência ou criminalidade?”, questionou Dhlakama, insistindo que as autoridades “só prometem investigar, prometem perseguir para depois informar ao publico”.
“Mesmo agora o edil de Nampula, não espero que o Governo venha dizer que foi tal fulano [que o assassinou]. Podem prender um e outro porque tinha `boca cumprida`, mas os autores mesmo, os atiradores, nunca serão apresentados”, sublinhou o líder do maior partido da oposição em Moçambique.
Após o assassinato de Mahamudo Amurane, a 4 de Outubro, a Polícia fez duas detenções, de um empresário de construção civil e um vereador municipal, que estavam na companhia do então presidente durante o ataque, tendo depois sido constituídos arguido no caso.
Desde então, não são conhecidos os contornos das investigações sobre a morte do autarca, que estava em vias de rompimento com o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política, com o qual havia sido eleito edil de Nampula.

Fonte: Voz da América, em Notícias Sapo – 01.11.2017

quarta-feira, novembro 01, 2017

LINHA ABERTA 31 10 2017: Sobre o Provedor da Justiça

Se a Renamo capitalizasse o deputado Muhamad Yassine e o MDM capitalizasse o deputado Venancio Mondlane entre outros com capacidade de argumentação, Mocambique teria tido uma oposição muito forte.
Para mim, capitalizá-los significa produzir no mínimo dez deputados da Assembleia da República, dez da Assembleia Provincial, cinco da Assembleia Municipal deste calibre.

terça-feira, outubro 31, 2017

Pelo menos 200 mortos num acidente em laboratório nuclear

O colapso de um túnel num laboratório nuclear na Coreia do Norte terá causado a morte a pelo menos 200 pessoas, segundo órgãos de comunicação social japoneses, citados pelo Notícias ao Minuto. A informação avançada cita um funcionário norte-coreano. O funcionário conta que o acidente ocorreu no dia 10 de Outubro e foi escondido. 
Em causa estava a construção de um túnel subterrâneo que acabou por colapsar. Mais de 100 pessoas ficaram presas no local e as tentativas de salvamento levaram ainda a mais um colapso que elevou o número de mortes.
De acordo com a televisão japonesa Asahi, a mesma fonte acredita que o solo em redor do laboratório nuclear ficou enfraquecido devido aos testes nucleares, o que poderá ter espoletado o colapso.
A Coreia do Norte ainda não reagiu oficialmente à fuga de informação e não confirmou o sucedido.

Fonte: O País – 31.10.2017

Governo e Conselho Islâmico querem conter radicalismo

O governo provincial de Cabo Delgado reuniu, semana finda, com a comunidade muçulmana local para analisar os acontecimentos do início do mês, cuja autoria foi atribuída a grupos radicais professando a religião islâmica.
Na ocasião, o Conselho Islâmico reiterou o seu distanciamento e repudiou aos atentados protagonizados em Mocímboa da Praia e deixou o seu comprometimento em colaborar com as autoridades locais, em particular, para assegurar a paz e a estabilidade. Ler mais ( O País, 31.10.2017)

PROCURADOR CONDENADO POR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

O Procurador distrital de Macossa, em Manica, centro de Moçambique, Tinosse Filipe Mejenje, foi condenado, esta segunda-feira, pelo Tribunal Judicial da Cidade de Chimoio pela prática de crimes de violência psicológica e ofensas corporais voluntárias simples contra a sua esposa, Elsídia Filipe, porta-voz do comando provincial da Polícia em Manica.
O juiz da secção cível do Tribunal judicial de Chimoio decidiu aplicar ao procurador-agressor pelos crimes ora referidos, uma pena de sete meses de prisão convertidos em multa e indemnizar a vítima no valor de 120 mil meticais (1,976.16 dólares norte-americanos) pelos danos corporais e morais causados.
Segundo apurou o O País, o procurador ora condenado começou a partir para a violência há mais de um ano, após ter ouvido rumores de que a sua esposa estava a manter uma relação amorosa com um outro homem, facto que aquele guardião da legalidade não conseguiu provar em sede do Tribunal.
Há mais de três meses, quando Majenje tomou conhecimento que a sua parceira estava cansada de actos que configuram a violência doméstica e que já havia aberto um processo-crime contra si, decidiu abandonar a casa, deixando a vítima e uma filha menor à sua sorte, daí que próxima semana o tribunal deverá constituir réu o procurador, no processo de pensão de alimentos que já segue seus trâmites legais.

Fonte: AIM – 31.10.2017

STV Estado compraviaturas 31 10 2017

segunda-feira, outubro 30, 2017

Manuel Tocova foi julgado ao estilo do tribunal popular revolucionário

Prontos, o “Tribunal Popular Revolucionário” de Nampula condenou Manuel Tocova, Presidente Interino do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, por crime de alegadamente de desobediência.
Pelo decurso deste processo, vêm-me à cabeça muita coisa que marca a minha vida e uma das coisas é uma lição de que o padre Dionísio Simbe, da então paróquia de Nacala-Porto, uma vez nos deu. Ele falou-nos de como resistiu em deixar que dois jovens a quem havia dado boleia no seu carro fossem levados ao SMO, questionando aos soldados que caçavam jovens da lei que lhes permitia recrutar jovens dos carros e ou ruas. Nisto, muitos colegas começaram a comentar emocionalmente e dizendo que era o que cada um devia fazer. Entretanto, o padre Dionísio desaconselhou-nos com argumento de que se o fizessemos estariamos sujeitos a levar tiro na cabeça e que se ele o tinha feito foi porque sabia que aqueles soldados haviam lhe reconhecido como o padre de Nacala.
Manuel Tocova, um membro do partido da oposição em Moçambique é daqueles que devia ter evitado confrontar com tribunais de Moçambique, um país onde todos não somos iguais perante a lei. Disso todos nós sabemos. Lembremo-nos das detenções, julgamento e condenação de membros do MDM aquando as eleições intercalares de Inhambane e do julgamento  Manuel Araujo, Presidente do Conselho Municipal de Quelimane foi julgado noutro Tribunal Popular Revolucionário de Gurue, acusado que havia agredido fisicamente a um cidadão, enquanto a Yolanda Dambe, Sónia Horácio Dzimba estão a passear à sua classe, Fernanda Moçambique é promovida no seu partido e tantos outros. DESOBEDIÊNCIA? Que José Abudo, Provedor da Justiça o diga.
A outra razão para evitar confrontação com ELES, é na situação em que o MDM e sobretudo em Nampula se encontra desde Fevereiro último.
Obs: 1. Em nome da moral e dos bons costumes e sou dos opus e opõe o tipo de exonerações e nomeações operadas por meu companheiro Manuel Tocova. Essa minha posição é também em nome de coesão, paz e reconciliação em Nampula.
2) Sobre a alegada desobediência, muitos conhecedores da lei até duvidam e uma das dúvidas vem de António Frangoulis que questionam se a legalidade da Procuradoria de exigir canselarem-se as exonerações e nomeações.
3) O outro facto, é se aquele documento supostamente sem assinatura, timbre e com data que não correspondia àquela a de divulgação, era legal.

4) Se em Moçambique, todos nós fóssemos iguais à lei, e a condenação de Manuel Tocova fosse indiscutivelmente legal eu não escreveria isto. 

domingo, outubro 29, 2017

O Estado não pode ficar indiferente ao que se passa

Ao som de uma ópera tocada no seu computador de mesa, numa sala com prateleiras cheias de livros versando um pouco de todas as ciências e sob nuvens de tabaco fumado a cachimbo, o filósofo moçambicano Severino Ngoenha falou ao nosso jornal da violência que vem marcando o país e deixou duas conclusões: “Não somos um povo pacífico” e o “Estado não deve ficar indiferente ao que se passa dentro das igrejas” Ler mais (O País – 28.10.2017)

Entrevista a Joana Simeão

Jornalista Francisco Ribeiro Soares, entrevista Joana Simeão, vice-presidente do Grupo Unido de Moçambique (GUMO), em Lisboa aqui 

sábado, outubro 28, 2017

Provedor de Justiça: “Titulares de órgãos públicos confortam-se com ilegalidades”

Um número considerável de titulares dos órgãos dos poderes públicos sente-se bem confortado com arbitrariedades, abusos, ilegalidades e injustiças, posicionando-se em confronto com o princípio de actuar em obediência à lei e ao direito. O número de queixas procedentes é superior ao de queixas que improcederam, sendo 71 as que procederam e 41 as queixas que não procederam. O número de recomendações (feitas pelo provedor de justiça) aumentou em relação ao período anterior, na medida em que, entre Abril de 2016 e 30 de Março de 2017, foram dirigidas às entidades visadas 27 recomendações, sendo oito acatadas, quatro não acatadas e 15 a aguardar as respectivas respostas.

Fonte: O País – 25.10.2017

Titosse e quatro funcionários do FDA expulsos

O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) determinou a expulsão do Aparelho do Estado de cinco funcionários do sector, indiciados no desvio de fundos do Fundo de Desenvolvimento Agrário – FDA.
Trata-se de Setina Beatriz Titosse, antiga Presidente do Conselho de Administração (PCA), Neide Fernando Xerinda, Directora-Geral-adjunta, Brasilino das Virtudes Salvador, Joaquim António Mazive e Celeste Maria Ismael (técnicos do departamento agrário) todos no banco dos réus, em conexão com o desfalque de cerca de 170 milhões.

MDM volta a postar em Venâncio Mondlane para edil de Maputo

Militantes do MDM manifestaram, hoje, alegria pela aprovação de Venâncio Mondlane para candidato do par-tido para as próximas eleições autárquicas na capital. Esta é segunda vez que Mondlane é aprovado como candidato do MDM, sendo que em 2013 que perdeu para David Simango.
Confiante no bom resultado em 2018, o candidato do MDM agradeceu aos membros do partido e promete apostar na melhoria da cidade de Maputo.
O passo a seguir é a criação de condições para a conquista do eleitorado, segundo explica o delgado político do MDM na cidade de Maputo.
Este encontro serviu também para a eleição do novo Conselho Político da cidade de Maputo, apresentação do relatório das bancadas Parla-mentar e Municipal do MDM, bem como a apreciação da moção de apoio da candidatura de Daviz Simango à eleição presidencial de 2019.

Fonte: O País – 28.10.2017

quinta-feira, outubro 26, 2017

EM PORTUGAL: ATRIBUÍDO NOME DE LOURENÇO DO ROSÁRIO A CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS

A atribuições teve lugar durante o Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa, que decorre de 23 a 28 de Outubro, na cidade de Santarém, Portugal.
Participam no simpósio cerca de 1500 delegados, vindos de academias desta área, espalhadas pelo mundo.
A direcção da Escola Superior de Educação de Santarém decidiu atribuir o nome do académico moçambicano Lourenço do Rosário ao seu Centro de Estudos Africanos.
A atribuição do nome Lourenço do Rosário, ao Centro de Estudos Africanos da Escola Superior de Educação de Santarém, justifica-se segundo os seus promotores, pelo facto de este académico, enquanto colaborador daquela instituição de ensino superior de Portugal, de 1988 a 1992, "ter promovido a aproximação das instituições africanas àquela instituição e ter introduzido os estudos africanos no estabelecimento de ensino, nomeadamente nos cursos de pós-graduação".
Lourenço do Rosário é membro da Academia de Ciências de Lisboa.
Também pelos serviços relevantes prestados na aproximação das relações académicas entre Moçambique  e Portugal e entre Moçambique e Brasil, Lourenço do Rosário já foi condecorado pelo governo brasileiro com o Grau de Comendador da Ordem do Cruzeiro do Sul, em 1999 e pelo governo português, com o grau de Oficial da Ordem de Santiago da Espada, em 2008.
Na cidade de Quelimane, capital da província da Zambézia, foi também atribuído o seu nome a uma das suas ruas. (RM-Lisboa)

Fonte: Rádio de Moçambique – 26.10.2017

quarta-feira, outubro 25, 2017

Renamo garante participação nas intercalares de Nampula

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, garantiu, hoje, que o seu partido irá participar nas eleições intercalares no município de Nampula.
“A Renamo vai concorrer e vai ganhar sem dificuldades”, reiterou Afonso Dhlakama.
Dhlakama fez estes pronunciamentos na sequência da aprovação da realização de eleições intercalares em Nampula, por parte do Conselho de Ministros nesta segunda-feira.
O governo vai notificar a Comissão Nacional de Eleições para propor a data da realização da eleição intercalar, numa altura em que falta apenas um ano para a realização das quintas eleições autárquicas na história do país.

Fonte: O País – 25.10.2017

terça-feira, outubro 24, 2017

Conselho de Ministros aprova realização de eleições intercalares em Nampula

Na sequência do impedimento permanente do edil de Nampula, por morte, o Governo vai notificar a CNE para propor a data de realização da eleição intercalar na terceira maior cidade do país.
Sobre as decisões do edil interino, o Governo diz que está a acompanhar a situação, incluindo a advertência feita pela PGR, o garante da legalidade. O executivo acredita que os órgãos competentes, Tribunal Administrativo, venham a intervir no caso para propor a legalidade no município de Nampula.
Ainda hoje, o Conselho de Ministros aprovou a proposta de lei que pune o terrorismo e actos conexos, que será submetida à apreciação do Parlamento.
Fonte: O País – 24.10.2018

Júlio Jane é o novo Director-Geral do SISE

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou, hoje, Júlio dos Santos Jane para o cargo de Director-Geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE).
Jane exercia o cargo de Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique e substitui Lagos Lidimo na direcção da secreta.
Fonte: O País – 24.10.2018

sábado, outubro 21, 2017

Saudades do Mark Chingono

Tenho saudades de ler o “Mark Chingono no seu livro The State, Violence and Development. The political Economy of the war in Mozambique” por uma razão. 
Ele escreve algo como esta: os moçambicanos gostam de confusão. Li o livro em 2001. Uma das coisas que me marca nesta obra é qualquer coisa como: “Quando há qualquer confusão, moçambicanos correm para lá para assistir e  aplaudir... Os moçambicanos gostam de confusão”

terça-feira, outubro 17, 2017

Entre parêntesis

José Jaime Macuane
...Muitas pessoas estão a questionar onde andava o aparelho de segurança enquanto os "meninos" de Mocímboa da Praia estavam a ser encubados e porquê não se levou a sério os alertas que vinham de várias fontes (não vou aqui considerar a explicação conspiracionista, mais picante e que me parece oportunista).
A resposta a isso não é simples, mas vou tentar dar uma explicação parcial, simples, mas não simplista. Os mais puritanos considerem isso uma hipótese a testar.
Aí vai: o aparelho securitário ficou refém das prioridades estreitas e "short-sighted" de segurança definidas neste país, que de um foco nas verdadeiras ameaças de segurança do país e do Estado passou a priorizar as ameaças políticas aos governantes do dia. Entenda-se isso aos opositores e críticos e ao mero exercício de direitos cidadãos (manifestação como um deles) que possam colocar a nu as mazelas da má governação (má governação existe em todo o mundo, menos em Moçambique, segundo alguns). Como argumento preliminar, apontaria o recrudescer da repressão nos últimos tempos como sugerindo que as coisas foram neste sentido... Ler mais 

Moçambique: FMI reafirma que sem transparência não haverá financiamento

O organismo interrompeu a ajuda a Moçambique após a descoberta de dívidas secretas de pelo menos dois mil milhões de dólares.
A retomada da ajuda financeira a Moçambique pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) carece da clarificação do uso do dinheiro das dividas ocultas que o país contraiu ao Credit Suisse e VTB da Rússia, reafirma a organização.
O corte de apoio ao orçamento de Estado moçambicano foi na sequência da descoberta de empréstimos secretos - de pelo menos dois mil milhões de dólares - que o governo contraiu com os referidos bancos.

PGR quer anulação de acordos assinados por ministro dos Transportes e seu irmão

A Procuradoria-Geral da República requereu a anulação dos memorandos de entendimento assinados no ano passado entre Ministério dos Transportes e Comunicações e as empresas Conelder, associada à família do ministro desta pasta, divulgou uma fonte da instituição.
De acordo com a fonte, citada hoje pelo jornal Notícias, a PGR entende que se tratava de uma situação de conflito de interesses, na medida em que os contratos foram assinados pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, e pelo seu irmão, o falecido administrador da Carnelder, Adelino Mesquita.
Os contratos, assinados em julho do ano passado, são referentes à concessão dos principais portos nacionais às empresas Carnelder Moçambique e Carnelder Quelimane.

domingo, outubro 15, 2017

Presidente da Assembleia Municipal de Sussundenga indiciado no desvio de 2 milhões MT

O Presidente da Assembleia Municipal de Sussundenga, em Manica, está detido desde a última sexta-feira, indiciado de envolvimento no roubo de cerca de dois milhões de meticais dos cofres da edilidade local.
A informação foi avançada pelo Procurador-Chefe daquele distrito, o qual esclareceu que tal medida visa investigar o seu envolvimento no crime.
O caso foi despoletado já há alguns meses e foi denunciado pelo Presidente do Conselho Municipal de Sussundenga.
Enquanto se compõem as peças do crime de desvio dos cerca de dois milhões de meticais, a procuradoria com aval do tribunal decidiu deter Jacob Muiambo, para mais investigações.
“Encontramos algumas evidências. Porque o indiciado em liberdade poderia perturbar a instrução do processo. Optamos por promover sua detenção, acto que teve a colaboração do tribunal judicial”, disse o procurador Remigí Guiamba.
Guiamba disse por outro lado, que em paralelo decorre uma auditoria ao nível do Conselho Municipal de Sussundenga, a qual está na sua fase conclusiva, além de outras acções visando a recuperação dos bens adquiridos com o valor roubado.
A Procuradoria não avança com outros nomes envolvidos no caso, mas diz que além do Presidente da Assembleia Municipal, outros dois arguidos, por sinal funcionários do Conselho Municipal afectos à vereação de finanças, também estão a ser ouvidos.

Fonte: O País – 13.10.2017

quarta-feira, outubro 11, 2017

O inimigo e a intriga, calúnia e boato

O inimigo não é capaz de abandonar a arrogância, o culto da intriga, da calúnia e do boato. (Samora Machel)

As palavras têm poder. Quando são bem empregadas elas podem edificar, encorajar, trazer paz, esperança e salvação. Mas quando são mal utilizadas, seu efeito é catastrófico, como o fogo destruidor (Tiago 3:6). Que efeito têm os boatos? Eles podem destruir amizades e afinidades. A Bíblia diz em Êxodo 23:1: “Não levantarás falso boato, e não pactuarás com o ímpio, para seres testemunha injusta.”
Conforme descrito em Provérbios, os mexericos são tão prejudiciais e duradouros como ferimentos físicos: “Malho, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo” (Provérbios 25:18). Os boatos são uma perda de tempo precioso. Pessoas ocupadas e dedicadas em cumprir fielmente o seu dever não encontrarão tempo nem se intrometerão nas questões alheias: “Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes intrometendo-se na vida alheia; a esses tais, porém, ordenamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu próprio pão” (2 Tessalonicenses 3:11-12).
Os boatos arruínam amizades: “O homem perverso espalha contendas; e o difamador separa amigos íntimos” (Provérbios 16:28). Os boatos baseiam-se em rumores: “O que anda mexericando revela segredos; mas o fiel de espírito encobre o negócio” (Provérbios 11:13). O mexeriqueiro é aquele que sai difamando ou fazendo fofoca, como o querubim caído em Ezequiel 28:16. O “fiel de espírito” refere-se à pessoa que é confiável. O cristão deve ser íntegro, honesto, justo e de confiança. Ele deve saber dominar a própria língua e usá-la para edificar, ensinar a verdade, encorajar no caminho do bem e advertir em amor e bondade.

In Bíblia (11.10.2017)

sábado, outubro 07, 2017

Editorial: Pura covardia

A intolerância política no país continua a ganhar proporções alarmantes sob olhar indiferente das autoridades que têm o dever de colocar cobro nessa situação. A título de exemplo, o assassinato do presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Mahumudo Amurane, representa o cúmulo da violação de liberdade de expressão e política. Amurane foi ironicamente assassinado no “Dia da Paz” em Moçambique, na sua residência particular no bairro de Namutequeliua, por um indivíduo desconhecido que disparou três tiros à queima roupa.
O assassinato do edil de Nampula representa uma enorme tragédia não só para os munícipes de Nampula, mas também para o resto do país. Amurane não era apenas um edil, mas um homem comprometido com o seu povo e a sua cidade. Amurane mostrou que é possível estar no poder para servir o povo e não aos seus interesses pessoais, como temos vindo a assistir no país. Em menos de quatro anos, ele fez de Nampula uma cidade aprazível. Transformou os espaços da urbe e devolveu a dignidade aos munícipes.
O brioso trabalho de Amurane, certamente, causou inveja a um bando de incompetentes que olha para o Estado como se de uma vaca leiteira se tratasse. Num país governado por abustres, Amurane foi assassinado por ser uma pessoa idónea, íntegra e incorruptível.

sexta-feira, outubro 06, 2017

Assassinio do grupo x

Moçambique é um país pobre, disso compreende-se. Mas será que não é possível investir em polícia capaz de apanhar os assassinos e levá-los à barra da justiça?
Eu não creio que seja difícil, mas que em Moçambique temos um problema sério. Falando somente da província de Nampula sobre quantos assassínios que se podem atribuir a esquadrões da morte já vimos reportados desde 2014
Eu lembro-me e reagi sobre o caso de Murrupula, em 2014, que até os corpos foram exumados mas que até aqui os autores nunca ao tribunal. O caso foi atribuido à PRM, mas nunca houve consequência.
Em Outubro de 2016, em Ribáuè, dois cidadãos foram mortos a queima roupa por indivíduos que se transporavam numa viatura da marca Toyota Hilux. Até aqui nunca me informei se eles foram ou não detidos.
No final do ano de 2016, em plena cidade de Nampula, o cidadão José Naitele foi morto a queima roupa, atingido por mais de dez balas y os atores do crime são até agora desconhecidos. 
Agora, o dia 4 de Outubro, em plena cidade de Nampula, é assassinado o Presidente do Município do mesmo nome. Já lá vão mais de 48 horas e não se fala de nenhum autor concreto. Sobre o assassinado de Amurane muitas  especulações para aproveitamento da sua morte do seu sangue para fins inconfessos que exigência às autoridades para apanhar os autores do crime e puní-los. Ouso dizer que se neutralizassem os primeiros, ter-se-ia poupado a vida de Mahamudo Amurane. O mesmo digo quanto aos assassinos de Amurane que se forem apanhados e condenados se pouparão vidas de muitos outros.


­Nota: Já há bons familiares e amigos que me aconselham deixar de me dedicar sobre assuntos desta natureza porque já temem das acções dos bandidos à solta.

quinta-feira, outubro 05, 2017

Assaltantes com vestes islâmicas atacam cidade moçambicana

Fontes locais dizem que atacantes roubaram armas e tentam controlar a vida de Mocimboa da Praia

Um grupo de pessoas com vestes islâmicas atacou um comando da Polícia, matou três agentes a tiros e assumiu o controlo na madrugada desta quinta-feira, 5, de Mocimboa da Praia, uma vila satélite de Pemba, a capital da provincia moçambicana de Cabo Delegado.
Pelo menos foram contabilizados até agora cinco mortos, sendo três policias e dois atacantes, e dezenas de feridos.
A VOA apurou junto de fontes locais que um dos atacantes foi capturado.
O grupo com armas de fogo e vários materiais contundentes atacou o comando da Força de Proteção dos Recursos Naturais, ligada à Polícia, roubou armamento e, em simultâneo, invadiu a vila, que já controla.

Manuel de Araújo considera que a paz foi assassinada

De Araújo diz não ter dúvidas de que responsáveis pelo assassinato de Amurane pretendem amedrontar o sonho de um povo
O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, considera que a morte do seu homólogo de Nampula um duro golpe à liberdade e democracia. “Não mataram só Amurane, mataram o 04 de Outubro! Mataram a Paz! Mataram a esperança de um povo! Mas dos escombros desta paz assassinada, nascerá a esperança de um país verdadeiramente livre, onde não se baleia a perna de um compatriota ou se mata a concidadãos por pensarem de forma diferente”, disse numa publicação na sua conta do Facebook.
De Araújo diz ainda não ter dúvidas de que os autores do crime pretende estremecer os sonhos dos moçambicanos. “Não tenho dúvidas sobre a natureza nem sobre as motivações dos assassinos, que em pleno dia da paz, atiraram sem hesitação na pomba da paz, para de uma forma clara e inequívoca amedrontar o sonho de um povo”.

MDM apela justiça no assassinato de Amurane

“MDM repudia fortemente este acto de brutalidade e agressão gratuita”
A Comissão Política do MDM, alargada a outros quadros, esteve reunida de urgência, na manhã de hoje, na cidade da Beira, para analisar o assassinato de Mahamudo Amurane. No final, o presidente do partido, Daviz Simango, leu um comunicado no qual apela às autoridades de justiça para clarificar o crime.
“Estamos perante um acto criminal de natureza pública de todas formas condenável. O MDM repudia fortemente este acto de brutalidade, agressão gratuita e covardia”, disse Daviz Simango.
O MDM exortou ainda a polícia a tomar medidas necessárias no sentido de neutralizar os autores do crime.
Circulam nas redes sociais informações apontando o MDM como mandante do crime, dada as desavenças entre a vítima e a liderança do partido. Sobre o assunto, Simango reagiu, dizendo: “Temos visto as redes sociais a fazerem a desinformação, deixemos que a justiça faça o seu trabalho”, reiterou.
Na ocasião, Daviz Simango solidarizou-se com a família enlutada.

Fonte: O País – 05.10.2017

Líder da Renamo defende que assassinato de Amarune não foi orquestrado pelo MDM

Dhlakama diz que assassinato tem motivações políticas
O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, admite a hipótese de Mahamudo Amurare ter sido assassinado por motivações políticas, mas põe de lado a possibilidade de tal acto macabro ter sido orquestrado pelo MDM, e apela a polícia a encontrar os assassinos.
“Não quero aceitar que a motivação tenha saído do MDM. Daviz Simango não tem esquadrão da morte, ele não teria coragem de pedir o esquadrão para abater o seu membro”, disse Dhakama.
Para Dhlakama, eventuais acordos secretos políticos ou económicos, entre Amurane e supostos parceiros, que não foram cumpridos, podem ter ditado a morte do edil de Nampula.
Contudo, para Dhlakama, o mais importante neste momento é clarificar o crime.

Fonte: O País – 05.10.2017

quarta-feira, outubro 04, 2017

Mahamudo Amurane assassinado em Nampula

Mahamudo Amurane, edil da cidade moçambicana de Nampula, foi assassinado com três tiros.
Em Moçambique, o edil de Nampula foi assassinado. Mahamudo Amurane foi baleado esta tarde (04.10.) com três tiros. E não resistiu aos ferimentos, de acordo com a directora clínica do Hospital Central de Nampula.
Segundo o correspondente da DW em Nampula, para já, desconhecem-se os autores do ataque. A polícia diz estar a investigar o caso. Não é claro como o autor dos disparos se pôs em fuga, nem são conhecidas eventuais motivações do crime.
Mahamudo Amurane foi orginalmente eleito pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), mas, nos últimos anos, afastou-se gradualmente do partido. Em agosto último Amurane admitiu deixar o partido e concorrer à presidência do município de Nampula nas eleições do próximo ano encabeçando outro projeto político.
Entretanto, Lutero Simango, líder da bancada parlamentar do MDM, segundo maior partido da oposição moçambicana, disse à agência de notícias Lusa que o crime representa "um grande choque" e apelou às autoridades para que descubram o que se passou. 
"O que está a acontecer em Moçambique, hoje, é que o crime está cada vez mais a controlar o Estado e isso é mau para a democracia e para tudo", concluiu. 

Fonte: Deutsche Welle – 04.10.2017

terça-feira, outubro 03, 2017

Os seis

Por Elisio Macamo

Num país normal devia ser normal posicionar-se criticamente sem ter de pedir desculpas a ninguém. O nosso país, infelizmente, não é normal. Há uma resistência à crítica que filtra o que se diz da pior maneira possível. Se você é da Frelimo e o seu partido é criticado, você faz da pessoa que critica o verdadeiro problema e chama-o de invejoso. Se você não é da Frelimo e os outros são criticados, você faz da pessoa que critica o verdadeiro problema e chama-o de lambe-botas e intelectual a soldo da Frelimo. Cansa, mas é o país que somos.
Nos últimos tempos tenho vindo a criticar algumas coisas na Frelimo e, em especial, na postura do seu chefe que tem sido tudo menos feliz e inspiradora de confiança no futuro. Não há nada de novo nessa minha postura. Mesmo o inimigo público número 1 do país, de quem me confessei fã, nunca escapou às minhas críticas. Sempre critiquei o seu discurso contra a pobreza; critiquei a prerrogativa que ele manteve de intervir nas universidades públicas que, no caso da UEM, levaram à reitoria dessa Universidade um indivíduo que foi destruir uma boa parte do que os seus predecessores tinham construído; sempre critiquei o esbanjamento de recursos públicos que as suas presidências abertas representaram e também critiquei a maneira como ele se propôs resolver o problema da instabilidade político-militar com amnistias que recompensaram o desprezo pela vida humana e pela constituição do Estado.

Moçambique: "FRELIMO precisa de outra estrutura partidária"

Em entrevista à DW, o sociólogo moçambicano Elísio Macamo diz que "faltou sensibilidade" ao partido ao convocar comício para segunda-feira (02.10), logo depois do XI Congresso.

Depois do XI Congresso da FRELIMO, em que participaram muitos funcionários públicos, o partido no poder em Moçambique convocou um comício popular para a segunda-feira (02.10) - ocupando assim mais um dia de trabalho. Paradoxalmente, durante o Congresso fez-se um apelo a uma maior produção para se acabar com a pobreza no país. Vários casos contraditórios aconteceram em paralelo ao evento. Para o sociólogo moçambicano Elisio Macamo, algumas dessas atitudes revelam falta de sensibilidade. A DW África conversou com ele sobre alguns casos constatados.

DW África: logo depois do término XI Congresso da FRELIMO, o partido convocou um comício para as 15 horas. Para um partido que quer produção para sair da pobreza, não será uma atitudade contraditória?

Elísio Macamo: Representa, se, de fato, as pessoas que forem participar nesse comício o façam dentro das suas horas de trabalho. É algo sobre o qual podemos apenas especular. Não sabemos se as pessoas que participaram no Congresso, e que são funcionários públicos, pediram licença ou férias para poderem estar fora do serviço a essa hora. Nessas condições, a gente pode criticar. Entretanto, para qualquer pessoa sensata é fácil depreender que, mesmo que não sejam todas as pessoas, uma boa parte dos que participaram no Congresso faltaram ao serviço, sim. Ler mais (Deutsche Welle, 02.10.2017)

domingo, outubro 01, 2017

Procuradora de Tete forja atestado médico, promiscue-se com Política e junta-se ao Congresso da Frelimo

A Procuradora distrital de Tete, Ivánia Taibo Mussagy, forjou um atestado médico para poder se deslocar à cidade da Matola, província de Maputo, onde participou no 11o Congresso da Frelimo, pontapeando, desta forma, o Estatuto dos Magistrados Judiciais, o qual, entre outros impedimentos, veda aos magistrados judiciais a militância activa em partidos políticos. Todavia, mesmo ciente de que a sua presença no referido evento – que decorreu de 26 de Setembro último a 01 de Outubro corrente – era inadmitido, a magistrada mandou aquela norma às favas e andou de lés a lés no recito da Escola Central da Frelimo, fez poses e deixou-se fotografar.
O resultado dessa vaidade, em jeito de show off, não tardou: alguns retratos de Ivánia Mussagy, trajando capulanas de farda e camisetas com timbres do 11o Congresso, que os camaradas escolheram para o histórico evento do partido/Estado [o Presidente Filipe Nyusi tenta tapar o sol com a peneira alegando isso não existe, mas a prática o desmente], foram parar nas redes sociais, de onde correram o país.
“O partido não dirige o Estado (...). O partido age para influenciar a actividade do Estado e das autarquias locais”, disse Nyusi, no seu discurso de abertura do congresso em alusão.

Prolongar para três mandatos?

O antigo Presidente da República Joaquim Chissano falou bem sobre a despartidarização da coisa pública, embora os seus camaradas não tenham achado boa coisa para dizer no congresso.  Contudo, apesar de eu saber que é uma opinião pessoal de Chissano e que não vem de hoje, achei um pouco perigoso falar naquele evento de prologamento de mandatos para Presidente da República. O problema é que podem existir os que poderão levar isso a sério e proporem para a revisão da Constituição da República como acontece em muitos países da África. Os partidos no poder têm sempre esse apetite. Isso não será de ânimo leve. A título de exemplo, estão os deputados do parlamento ugandês a pugilar só porque uns querem que Yoweri Musseveni que está no poder desde 1986 continue no lá depois da idade limitada pela Constituição da República daquele país.