sábado, agosto 29, 2026

UMA VÍTIMA CHAMADA Venâncio Mondlane

Há os que duvidam que não é do interesse da Frelimo em barrar Venâncio Mondlane à candidatura das próximas eleições presidências. Mas há que lembrar que evitar concorrência SÉRIA é o modus operandi da Frelimo, senão, ela não teria morto em M'telela muitos dos intelectuais da altura ou não continuaria a matar os moçambicanos intelectualmente fortes e capazes para a pôr de joelho em defesa duma nação sã, harmoniosa e democrática. Lista?
Os que duvidam só podem ter esquecido
ou nunca terem se apercebido que VM já vêm sendo vítima do regime da Frelimo. Ora:
1. Em 2013, VM como candidato a edil de Maputo pelo MDM, foi vítima de uma fraude. Alguns factos foram filmados e reportados. Não houve medida contra os fraudulentos. Contudo, o Venancio deu prova do seu capital político pelo exponencial aumento do número de membros da assembleia municipal de Maputo. Venâncio é vítima.
2. Em 2018, VM candidatou-se de novo a edil de Maputo. VM era preferível ou preferido tanto pela Renamo como pelo MDM. Do que aprendi e aprendo aqui nos países nórdicos é que o cidadão é livre. O Venâncio escolheu candidatar-se pela Renamo. Razão de escolha que ficámos a saber cinco ou seis anos depois. Em 2017, estive com o VM no congresso do MDM, em Nampula. Durante a semana fomos de pick-up da cidade ao local do congresso e lá no carro conversávamos muito de formas simples sobre diversos assuntos.
3. VM assumindo o compromisso que teve com Dhlakama, escolheu a Renamo seu suporte. O MDM, meu partido, partiu acção para inviabilizar. Eu protestei contra essa inviabilização. O Ricardo de Tete apanhou. O Manuel Araujo é quem salvou por até ali ter conhecido muito bem a táctica da Frelimo e por essa razão, não ter lhe dado o espaco de manobra. Venâncio é vítima, mais uma vez.
4. Tenho pouca dúvida que a Frelimo jogava à distância. A única coisa que a Frelimo fazia é dizer ao MDM para criar a polémica na CNE onde tudo se resolveria por voto, pois que ela era a maioria na CNE e no CC.
5. No jogo de 2018, o Venâncio foi BANIDO e o Comiche foi à vontade à vontade para ganhar e até reduzir o número dos membros dos partidos da oposição na assembleia municipal (espero não estar errado).
6. Em 2023 o Venâncio se candidata segundo as regras constitucionais e eleitorais em Moçambique. O Venâncio ou a sua equipa foi das melhores a fiscalizar a partir do recenseamento eleitoral. Ele ou a equipa vinha com provas sobre um recenseamento fraudulento que decorria no país. Os que não gostam de ver a verdade em escândalos, preferiram SONEGAR. Ainda preferem sonegar este facto...
6. Depois daques protestos pós-eleitorais autárquicas, éis que VM se candidata para a presidência da República. O sistema acciona as sua máquina de novo. Nesse momento, segundo.o sistema, o importante era encontrar alguma prece na lei

terça-feira, agosto 18, 2026

A LUTA É DE TODOS NÓS. O INIMIGO É UM SÓ PARA TODOS NÓS.

 Por: Luciano Armando Tarieque

Tenho dito e vou continuar a dizer: esta guerra não é só de um partido da oposição. É de toda a oposição. É de todo o povo que quer mudança, que quer justiça e que quer um país diferente.
Já viram? Quando a oposição luta entre si, a FRELIMO luta e combate toda a oposição ao mesmo tempo. Enquanto gastamos energia a nos atacar, o regime avança, prende, cala e persegue. E no fim, quem sangra somos todos nós. O militante, o simpatizante, o cidadão comum que só quer viver em paz.
No dia 12 de agosto, em Nampula, foi o MDM que sofreu. E o que ouvi? Em vez de solidariedade, saíram insultos vindos da própria oposição. "Vocês acabaram. Vão lá se juntar com o ANAMOLA". Como se a dor de um fosse motivo de festa para o outro. Como se a repressão contra um fosse vitória para o outro lado.
No dia 15, em Quelimane, foi a ANAMOLA que sofreu. E adivinha? A pergunta voltou: "Os outros partidos da oposição estão onde?" Ninguém lembrou que o problema é comum. Ninguém lembrou que a mão que bate hoje em um, bate amanhã em todos.
O maior problema está dentro de nós. É a síndrome do "só o meu partido salva". Há dirigentes e militantes na oposição que juram de pé junto que só a sua sigla tem moral, só o seu líder tem visão, só a sua estratégia funciona. E desprezam todos os outros. Esquecem que solução não está no nome do partido. Solução está no pensamento. Está na comunicação eficaz. Está na planificação séria. Está na produção de estratégias com eficácia. Está na capacidade de ouvir o povo e unir forças.
Esse orgulho cego está a matar a luta. É o "meu partido primeiro, o país depois". É o "se não for comigo, então que se dane". É o "eu sou mais oposição que tu". Mas pergunto: de que vale ter o melhor discurso se não consegues chegar ao povo? De que vale ter as melhores ideias se não consegues dialogar com quem pensa diferente? De que vale chamar-se de alternativa se age igual ao regime, dividindo, excluindo e humilhando?
O povo não vota em sigla. O povo vota em esperança. E esperança se constrói com pensamento claro, com comunicação eficaz e com planificação e estratégia. Pensamento claro é saber qual é o problema real do país e qual é a proposta concreta para resolver. Não basta gritar "abaixo". É preciso dizer "vamos fazer assim". Comunicação eficaz é falar a língua do povo. É ir às rádios comunitárias, às igrejas, aos mercados, aos bairros. É explicar sem arrogância e ouvir sem interromper. O povo está cansado de discursos de palco. Planificação e estratégia é ter um plano para ganhar eleições, para fiscalizar, para governar e para resistir à repressão. Estratégia não é improviso. É trabalho de gabinete, de base e de formação de quadros.
Nenhum partido sozinho tem tudo isso. A RENAMO tem história e estrutura. O MDM tem quadros técnicos. A ANAMOLA tem a energia da juventude e das ruas. O PODEMOS tem penetração nova. A Nova Democracia tem quadros. Separados, cada um tem uma peça do puzzle. Juntos, temos o quadro completo. Mas enquanto cada um achar que só a sua peça serve, o puzzle nunca vai ficar pronto.
A história já nos avisou. Basta lembrar o que aconteceu com o PDD entre 2008 e 2009. Naquele tempo o PDD deu esperança a muitos moçambicanos. Fabricava roupa com timbre do partido. Distribuía motas da marca Salink quase para todos os distritos. Entregava roupas em grande quantidade. O povo acreditou, porque estava cansado e queria acreditar em algo novo. Mas o povo descobriu tarde demais que o PDD era um prolongamento da língua da FRELIMO, criado com um único objetivo: combater a RENAMO e dividir a oposição. Era isco. Era armadilha. Em menos de 5 anos o PDD desapareceu. E o final do jogo? O fundador e presidente foi premiado como embaixador de um país X. Enquanto isso, os militantes ficaram sem partido, sem rumo e com a esperança traída.
É por isso que temos que ter cuidado com alguns espetáculos dos nossos líderes. Há oposições e discursos que só servem para garantir o império de Gaza. Há gente que prefere ser líder de três gatos a ser parte de uma frente que muda o país. Há gente que troca o futuro da nação por protagonismo barato.
A oposição deve sentir e respeitar o posicionamento da outra oposição. Deve entender que a diferença de ideias não pode virar guerra. Pode haver divergência de estratégia, pode haver debate, pode haver crítica. Mas nunca pode haver traição, insulto e humilhação pública. No final, temos que nos juntar para buscar solução. Sentar à mesma mesa. Ouvir. Ceder. Construir. Sem insultar. Sem humilhar. Sem apontar dedo.
Porque se continuarmos assim, vamos ser derrotados um por um. Separados somos alvos fáceis. Juntos somos força. Juntos somos voz. Juntos somos voto. Juntos somos história.
O povo já está cansado de ver a oposição a morder a própria cauda enquanto o regime ri. O povo quer ver unidade. Quer ver maturidade. Quer ver que os líderes entendem que a causa é maior que o partido, maior que a sigla, maior que o ego.
Hoje é o MDM. Amanhã é a ANAMOLA, o PODEMOS, a Nova Democracia. Depois de amanhã pode ser a RENAMO. E depois? Quem sobra? Se não nos levantarmos agora, não sobra ninguém.
A luta é de todos. A dor é de todos. A vitória tem que ser de todos. Chega de vaidade. Chega de achar que só o meu partido salva. Chega de infantilidade política. Hora de sentar, conversar e construir uma frente comum. Hora de colocar o país acima do partido. Hora de provar que estamos prontos para governar, porque primeiro aprendemos a caminhar juntos.
Porque no dia em que a oposição entender que o problema é um só e a solução é coletiva, nesse dia o regime vai tremer.
LATA
Cidadão vigilante na reserva aberta

segunda-feira, agosto 17, 2026

Carta aberta ao Paulo Sérgio Tricamegy

 Meu amigo de décadas, desde aproximadamente 2001, creio eu, mas de CLARA oposição ideológica, tu comunista e eu liberal, Lyndo A. Mondlane, MAS mantendo respeito mútuo, mesmo com debate muito aceso, hoje fiz um diálogo com o teu amigo Paulo Sergio Tricamegy, um tal que me recomendaste, quando me pediu amizade. Creio eu que mesmo depois de me recomendares nele como pessoa de bem, levei tempo e provavelmente anos sem aceitá-lo como amigo.

CLARO, durante esse tempo cruzavamos, em murais de amigos comuns onde podiamos estar de acordo ou de desacordo, mas sem agressão. Talvez porque geralmente, eu evite usar mural de amigos para confronto com outrem.
Por outro lado, creio que o aceitei por que há mais de dois anos, abri o meu mural para todos comentarem e não me arrependo por isso, já que isso me identifica no meu pensamento, o que considero a minha ideologia - o liberalismo.
Acontece que o Paulo acima citado, tem sempre usado ataques racistas, embora ele aponte outros como tal, e, creio com intenção de ter os incautos do seu lado. Para além de ele atacar aos brancos, ataca violentamente aos cristãos O discurso do Paulo é de Nós (negros) e Outros (os brancos), um discurso que pode ser bem explorado no Orientalismo de Eduard Said.
Com esse discurso, o Paulo Sérgio Tricamegy já muitas vezes usou para atacar com insultos por eu não me associar ao seu ataque racista porque a minha experiência e o meu trabalho exige de mim, muito cuidado para ajudar na INTEGRAÇÃO... assunto fora deste texto, mas mesmo hoje tive uma boa conversa com um meu colega de ciências sociais, já que estamos em período de campanha eleitoral.
Nota 1): segundo o Paulo Sérgio Tricamegy, eu sou burro e o que faço e zurrar, sou racista??? Só deve ser porque não ataco a todo aquele que é branco (talvez urgentemente isso mereça minha explicação para os anti-brancos afastarem-se de mim).
Nota 2): estranhamente, o Paulo Sérgio Tricamegy nunca ataca ao Lyndo Mondlane que embora diga que seja comunista (agora já lhe duvido) é anti- racista. Só a mim que sou liberal. Para provocar ao Paulo, hoje lhe recordei que o agressor Putin era também BRANCO.
Nota 3): O Paulo Sérgio Tricamegy nunca tem foto da sua própria pessoa. Algo que me faz desconfiar a origem do seu suposto racismo. Do sei, embora não bem seguro, ... este vive ou viveu entre Porgal e Alemanha. TALVEZ EM SERVIÇO. Que serviço? Dos seus familiares de que escreveu hoje?
Nota 4) Estranhamente, nunca mostrou se quer uma foto de que da Europa, num certo ano, ele estava algures em Moçambique com seus descendentes ou seus amigos pretos ou negros. Será Paulo um preto? Ou lhe doeu por os brancos terem lhe chamado por negro quando em Mocambique ele, Paulo Sérgio Tricamegy se FAZIA de branco? NOTE que hoje, o amiguito me chamou a decência. Advinhe se não é pelas perguntas simples sobre a sua identidade... Tudo perto para a identificação do s.
Nota 5): Antes o Paulo Sérgio Tricamegy, já fez como também um outro marxista, que não se interessa de Moçambique, me chamou de regionalista por EU defender o ensino bilingue, uma deseja apartidária. Eu fico feliz quando o Paulo diz coisa igual...@
Nota 6) Eu ia me esquecendo (jajajajaja)... ou estou a reservar... "camarada" Paulo Sérgio Tricamegy, EU SOU CRISTÃO.