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terça-feira, abril 07, 2020

Passividade e propaganda em Mocimboa da Praia

ESTRANHO
Depois de escutar áudios nos grupos das redes sociais como whatsapp, ler e ver vídeos em certos murais do facebook como Pinnacle News e Carta de Mocambique, tenho constantemente aberto os sites dos jornais tradicionais como o Jornal de Notícias, Domingo e O País, e nas noites assistir a TVM e STV, para certificar sobre os conteúdos relativos aos ataques dos insurgentes em Cabo Delgado.
Infelizmente, muitas das vezes isso só serve para me deixar em MUITAS dúvidas e regresso aos tempos da luta de libertacão e da guerra civil de 16 anos. Se não sei bem de como se captava a "Voz da Revolucão" sei sobre a "Voz de àfrica Livre" a que a FRELIMO, partido de vanguarda do povo mocambicano, partido marxista-leninista, chamava de "VOZ DA GUIZUMBA".
Voz da Guizumba era o termo dado pelo governo para que ninguém gostasse de ouvi-la, porQue era a uma voz da "hiena". Mas o que realmente acontecia? Todos nós corriamos para a Voz de África Livre quando fossem às 20 horas.
Ainda bem, que as redes sociais agora não estejam ao servico dos insurgentes ou pelo menos eu assim não creia. Antes pelo contrário, creio que as redes sociais, pretendem contribuir na alerta das FDS e á populacão em geral para tomar posicão e preocacões. Se será que este papel das redes sociais é capitalizado pelas FDS? E se não se faz, porque será?

terça-feira, maio 29, 2018

Decapitadas 10 pessoas em Palma em mais um ataque terrorista

Dez moçambicanos foram decapitados, no último domingo, no distrito de Palma, em Cabo Delgado, num acto atribuído ao grupo designado por Al-Shabab.
A informação foi confirmada, hoje, pelo porta-voz do Comando Geral da Polícia, Inácio Dina, durante o briefing semanal.
Cinco corpos, dentre os quais de dois adolescentes, foram encontrados na aldeia 25 de Junho e outros na aldeia de Monjane.
O grupo colocou-se em fuga e Dina avança que continuam buscas no sentido de neutraliza-los.A Polícia ainda não sabe quantos membros compõem este grupo.
Fonte: O País – 28.05.2018

Contrariando:


A polícia moçambicana garante que conseguiu estancar a onda de ataques levados a cabo por grupos armados em Mocímboa da Praia, norte do país. De acordo com o Comandante Geral da Corporação, Bernardino Rafael, o trabalho prossegue com vista assegurar que ataques do género não voltem a acontecer em território nacional.
A situação de ataques protagonizados por grupos armados com supostas ligações a movimentos extremistas islâmicos está controlada na região norte de Moçambique, sobretudo em Mocímboa da Praia em Cabo Delgado palco dos primeiros ataques registados nos dias 04 e 05 de Outubro passado a unidades da polícia e saques a unidades sanitárias. A garantia é do Comandante Geral da polícia Bernardino Rafael.
"Mocímboa da Praia é um caso controlado. Estamos a trabalhar no sentido de criar cada vez mais um ambiente favorável. É aquilo que vocês têm vindo todos os dias a ver nas notícias. Nós dizíamos, daqui a um tempo, provavelmente, vamos deixar de ouvir falar do assunto de Mocimboa da Praia", referiu.
Os ataques que se prolongaram na forma de conflitos esporádicos por outros distritos resultaram na morte de cerca de 20 pessoas entre insurgentes, agentes da polícia e civis. Em conexão com estes ataques segundo a polícia, mais de 200 pessoas entre cidadãos nacionais e estrangeiros estão detidos.

Fonte: RFI - 20.05.2018

segunda-feira, novembro 06, 2017

Moçambique: Revolta e manipulação na origem dos ataques em Mocímboa da Praia

Analistas moçambicanos consideram que revolta de populações rurais e manipulação interna e externa podem ter levado a ataques armados à polícia em Mocímboa da Praia e de outros tumultos no país, no último mês.
Todo o cenário "faz parte de uma situação de crise social" em que "as populações rurais" de diferentes pontos "estão a responder, a atacar um Estado que elas pensam que não lhes está a servir", refere o historiador Yussuf Adam, pesquisador desde a década de 70 na província de Cabo Delgado.
O ataque a Mocímboa insere-se no mesmo quadro, defende, apesar das culpas apontadas por autoridades locais e população a uma "seita" islâmica radical que foi conquistando jovens da vila e os levou para a agressão.
Sem descartar essa radicalização, Yussuf Adam diz que "ainda hoje" faltam dados sobre como aconteceu, ao mesmo tempo que, a seguir aos ataques, se partiu para uma "generalização abusiva" sobre a existência de terroristas a partir de relatos conhecidos há anos de jovens muçulmanos que se reúnem com vestes e costumes próprios na região, mas sem atacar o Estado.
Centrar a discussão das causas dos ataques de 5 de outubro na radicalização islâmica é redutor, defende, numa região em que há vários pontos de atritos. Ler mais ( Deutsche Welle – 05.11.2017)

terça-feira, outubro 17, 2017

Entre parêntesis

José Jaime Macuane
...Muitas pessoas estão a questionar onde andava o aparelho de segurança enquanto os "meninos" de Mocímboa da Praia estavam a ser encubados e porquê não se levou a sério os alertas que vinham de várias fontes (não vou aqui considerar a explicação conspiracionista, mais picante e que me parece oportunista).
A resposta a isso não é simples, mas vou tentar dar uma explicação parcial, simples, mas não simplista. Os mais puritanos considerem isso uma hipótese a testar.
Aí vai: o aparelho securitário ficou refém das prioridades estreitas e "short-sighted" de segurança definidas neste país, que de um foco nas verdadeiras ameaças de segurança do país e do Estado passou a priorizar as ameaças políticas aos governantes do dia. Entenda-se isso aos opositores e críticos e ao mero exercício de direitos cidadãos (manifestação como um deles) que possam colocar a nu as mazelas da má governação (má governação existe em todo o mundo, menos em Moçambique, segundo alguns). Como argumento preliminar, apontaria o recrudescer da repressão nos últimos tempos como sugerindo que as coisas foram neste sentido... Ler mais 

quinta-feira, outubro 05, 2017

Assaltantes com vestes islâmicas atacam cidade moçambicana

Fontes locais dizem que atacantes roubaram armas e tentam controlar a vida de Mocimboa da Praia

Um grupo de pessoas com vestes islâmicas atacou um comando da Polícia, matou três agentes a tiros e assumiu o controlo na madrugada desta quinta-feira, 5, de Mocimboa da Praia, uma vila satélite de Pemba, a capital da provincia moçambicana de Cabo Delegado.
Pelo menos foram contabilizados até agora cinco mortos, sendo três policias e dois atacantes, e dezenas de feridos.
A VOA apurou junto de fontes locais que um dos atacantes foi capturado.
O grupo com armas de fogo e vários materiais contundentes atacou o comando da Força de Proteção dos Recursos Naturais, ligada à Polícia, roubou armamento e, em simultâneo, invadiu a vila, que já controla.

sábado, março 09, 2013

CABO DELGADO - Educação: Falta transparência na admissão de funcionários em Mocímboa da Praia

Chegou há três semanas, uma carta à nossa Delegação, em Pemba, assinada por professores e outros funcionários da Educação, do distrito setentrional de Mocímboa da Praia, desfilando vários “podres” no funcionamento do sector, naquele ponto de Cabo Delgado, avultando as admissões arbitrárias de novos quadros, com base na familiaridade, para além da arrogância, classificada de desmedida, da directora dos Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia, Maria Guilherme.

Na essência, a carta-denúncia, fala da contratação de novos funcionários fora das normas legais existentes no Aparelho do Estado, nomeadamente concurso público, tendo, desta maneira, sido enquadrado Ângelo Guilherme, irmão da directora distrital, hoje a desempenhar as funções de técnico ligado à área pedagógica, sem formação psico-pedagógica, nos Serviços Distritais.

Se a arrogância se emulasse…

Por Pedro Nacuo

Causou-nos estranheza o facto de uma carta de professores e funcionários da Educação, em Mocímboa da Praia, ter sido enviada à delegação do “Notícias”. A missiva abordava assuntos do dia-a-dia, que em condições normais teriam de ser debatidos nas reuniões ordinárias e/ou nos contactos com as instituições subordinadas.

sábado, maio 26, 2012

O preço do conflito de Interesse

DIZER POR DIZER - Os jantares do Turismo

Por Pedro Nacuo

FERNANDO Neves, o dinâmico edil de Mocímboa da Praia, na recepção aos 150 participantes ao IX Conselho Coordenador do Ministério do Turismo, no seu território, pediu-lhes que não desperdiçassem o facto de a reunião se realizar ali, assim como os seus munícipes não o fariam.