A Procuradoria-Geral da República de Moçambique (PGR) vai pronunciar-se dentro de dias sobre a legalidade ou não da circulação de viaturas com vidros escuros.
Segundo fonte da PGR, que facultou esta informação ao Notícias, findo o processo de análise que está a cargo do Departamento do Controlo da Legalidade, esta irá se pronunciar junto das entidades competentes sobre o assunto. Desta feita, ao que garantiu, será reposta a legalidade.
O assunto, que vem-se arrastando de há algum tempo, divide a Polícia da República de Moçambique (PRM) e a Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM). A posição desta última entidade é secundada pelo Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATTER).
Na sua interpretação, a OAM afirma que a proibição de circulação de viaturas com vidros escuros é uma prática ilegal recorrente e assumida pelos agentes da Polícia.
A Ordem dos Advogados de Moçambique justifica a sua posição, alegando estar a cumprir os deveres de defender o Estado de direito democrático, os direitos e liberdades fundamentais, contribuir para o desenvolvimento da cultura jurídica e promover o respeito pela legalidade.
Segundo a OAM, a composição e cor dos vidros dos veículos automóveis não constam da lista das características definidas na lei, pelo que a colocação das películas escurecedoras não consubstancia, legalmente, uma alteração do padrão dos veículos. Por isso, entende que a actuação da PRM é ilegal, inaceitável e violadora do princípio de legalidade a que os agentes da lei e ordem estão vinculados.
