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quarta-feira, maio 29, 2013

Um olhar sobre as reivindicações dos médicos (1

Por Agnaldo Simione Mateus

Primeiro quero agradecer ao Sr. Director pelo espaço que me concedeu para expor a minha reflexão sobre o assunto, e de seguida convido ao caro leitor para se servir desta breve viagem à luz da política salarial e dos seus efeitos.

Importa desde já referir que estão em curso no país políticas, programas para reformar o sector público, visto que o mesmo é ineficiente, rígido, centralista, excessivamente hierarquizado, não promove a busca de economias de escala, os funcionários não estão motivados e questiona-se sobre os métodos usados para avaliar o desempenho na função pública, com vista a aferir o bom e o mau funcionário.

terça-feira, março 12, 2013

Plano e Orçamento de Manuel de Araújo prevê uma pesada despesa para programas sociais

Dos mais de 352 milhões da receita total prevista para este ano, quase 40 milhões serão usados para programas sociais que tornam Quelimane um município que se gere por modelos de um Estado social. Para além disso, mais outros cerca de 40 milhões de meticais serão usados para a construção de infra-estruturas com impacto directo para a vida dos munícipes, como é o caso de redes de abastecimento de água, edifícios públicos, equipamento para saneamento e salubridade. Este plano é um verdadeiro manifesto eleitoral para Manuel de Araújo, o que parece desagradar a Frelimo.

segunda-feira, outubro 01, 2012

Paz no país depende da distribuição equitativa da riqueza

A persistência da ausência de políticas estratégicas e claras para a distribuição equitativa dos ganhos provenientes da exploração dos recursos minerais no país pode perigar a paz, defendeu no passado sábado (29) o Conselho Cristão de Moçambique em Nampula depois de uma marcha por aquela cidade.  Ler mais

quarta-feira, novembro 30, 2011

CLAMOR DA DEMOCRACIA NÃO GARANTE ESTABILIDADE POLÍTICA E SOCIAL-MARP

O clamor da democracia em Moçambique só por si não garante a estabilidade social e política, pelo contrário, a estabilidade deve assentar na redistribuição social e no combate cerrado contra a corrupção.

segunda-feira, maio 30, 2011

Desigualdade na distribuição de riquezas: risco à paz e democracia

O filósofo, docente e investigador Severino Ngoenha disse que o nosso país é eminentemente de injustiça social, facto que leva a uma permanente violência entre diferentes estratos sociais.
A deficiente distribuição de riqueza ainda é um risco iminente à paz e democracia em Moçambique. Quem assim o diz é o filósofo e docente universitário severino Ngoenha, durante uma palestra que orientou, organizada pelo Parlamento Juvenil.

sexta-feira, março 04, 2011

Crescimento de Moçambique não é inclusivo

“Entre 2002/2003 e 2008/2009 o crescimento não beneficiou os pobres”

Entre as razões que justificam este cenário negativo, estão o fraco nível de investimento público em infra-estruturas; baixo nível de acesso a serviços financeiros; fraco ambiente de negócios ...
Apesar de registar níveis satisfatórios em comparação com a maior parte dos países da África Sub-sahariana, o crescimento económico de Moçambique tem trazido menos benefícios aos pobres, uma situação que tende a piorar com o tempo. Esta é a conclusão do seminário que teve lugar ontem em Maputo, organizado pelo Movimento dos Estudantes Liberais de Moçambique, com o tema “Os Desafios e Estratégias de Crescimento Económico Inclusivo em Moçambique”.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

“RESSACA”

Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas

É mais fácil ir a Zumbo de tractor ou de canoas do que de Hyundai Azzera V6 Extracto da palestra com os meus sobrinhos

Quem já anda metido nessa difícil “aventura” de escrever crónicas para os jornais (não há jornais sem leitores, portanto, é para eles que também escrevo) sabe que não é tarefa fácil aguentar a “ressaca” das festas do Natal e do Final de Ano. A febre de inspiração desaparece, os bocejos e os arrotos, são descarregados às carradas, a “maternidade da mente” deixa de fecundar novas ideias (progressivas) e dão lugar a choros lancinantes provocados por uma comoção passageira, de duas semanas apenas, que embalsa os restantes dias do ano. A estiagem financeira deixa marcas dolorosas nos bolsos e cimenta no rosto cicatrizes de arrependimento, de facto, as coisas boas, para além de caras, duram pouco. Mas a ressaca não pode, de maneira nenhuma, adiar os nossos compromissos porquanto ainda há caminhos por trilhar, mato por desbravar, como dizia o escritor Paulo Coelho quando adiamos a colheita, os frutos apodrecem (…). Quando adiamos os problemas, eles não param de crescer.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Exclusão social pode pôr em risco a paz e a estabilidade social em Moçambique

Defende o académico e antigo reitor da UEM, Brazão Mazula

A ideia foi defendida, igualmente, pelo antigo ministro das Finanças, Magid Osman. Para estes, a exclusão social é o principal factor de instabilidades e conflitos sociais.
A exclusão social é apontada como um desafio a ultrapassar em Moçambique para se atingir uma paz efectiva a nível político, social e económico. Esta tese foi defendida, esta semana, pelo académico e antigo reitor da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Brazão Mazula, falando para uma plateia composta por académicos, estudantes e alguns membros do Governo, numa palestra sobre a prevalência da paz em Moçambique.

segunda-feira, outubro 04, 2010

“Temos que evitar injustiças que são a principal causa de instabilidades sociais”

Apela Dom Jaime Gonçalves, um dos mediadores das conversações de Roma

O Arcebispo da Beira acusa ainda o governo da Frelimo de ser autor da expressão “homens armados da Renamo”, para se referir “aos guardas da segurança da liderança do partido Renamo, segurança essa prevista no acordo de Roma.”
O Arcebispo da Beira, Dom Jaime Pedro Gonçalves, um dos mediadores das conversações de Roma que culminaram com a paz em Moçambique, esta preocupado com aquilo que considerou de falta de alguma cultura de paz no seio de alguns compatriotas, facto que nas suas palavras, não permite que o país goze de uma paz efectiva.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

A situação dos deficientes em Moçambique

O Correio da Manhã na sua edicão de 24.02.2010, (aqui) escreve que estudo sobre as condicões da vida dos deficientes conclui que bancos e hotéis vedam emprego àquele grupo social.
Os bancos comerciais e estabelecimentos hoteleiros e ainda a maioria das instituições públicas e privadas moçambicanas têm vedado o acesso ao emprego
a pessoas portadoras de deficiência, em flagrante violação da Convenção da Organização das Nações Unidas de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiências.
Ainda o mesmo jornal, na sua edicão de 25.02.2010 (aqui) cita o representante da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Moçambique, Noé Chicuecue, que lamenta sobre o “pouco empenho do Governo” na formação de professores para escolas especiais destinadas aos deficientes, situação que, segundo ele, concorre para a exclusão social dos deficientes moçambicanos.

domingo, março 30, 2008

O homem branco é salvador da mulher negra?

A nossa escritora Paulina Chiziane acaba lançando um livro que ainda não o li, mas julgo-o de muito interessante por ela abrir mais um espaço para debate social em Moçambique. No título de um artigo que retirei do Mocambique para todos vem: Muitas mulheres moçambicanas olham homem branco como salvação. Isso por si é interessante.

Também me interrogo pela afirmação de que a província da Zambézia tenha a maior miscigenacão. O que dizem as nossas estatisticas, os nossos sociólogos, historiadores ou todos esses estudiosos das ciências socias? Revelam este segredo? E se não, porquê? Disto recordo-me de a Zambézia ter sido considerada a província com mais assimilados ou cidadãos com nacionalidade portuguesa na altura da independência nacional. E o que aconteceu a esses concidadãos? Há quem ousa estudar esse fenómeno?

O título também me lembra do Ualalapi que li há muitos anos atrás sobre como a mulher indígena era usada sexualmente pelo homem branco. Haverá alguma contradição? Será que a mulher indígena, a negrita, que se metia com homem branco, fazia isso voluntariamente, isto é, era para fazer filhos mulatos que escapassem do xibalo ou escravatura? E (todo) o homem branco que se metia sexualmente com uma mulher negra/indígena era de facto por amor? Se pus o todo entre parenteses é porque de facto conheci homens brancos que se casaram com negras por amor embora não saiba se as negras aceitaram os brancos como uma salvação ou por amor.

Profundamente indo, podemos reflectir do porquê no tempo colonial era difícil que um homem negro se casasse com uma mulher branca? Indo aos factos, parece que isto mudou ou ficou equilibrado depois da independência. Mas teria isto mudado por uma declaracão? Porquê agora e não antes?


Há algo a reparar, pois enquanto uma mulher portuguesa de cor branca, era até 1975 difícil de se casar com um moçambicano negro, hoje há muitas mulheres, principalmente doutros países que Portugal que se casam com negros moçambicanos. Como se explica isto?

domingo, novembro 25, 2007

As assimitrias em Moçambique (2)

Os atributos a regionalista, tribalista e todos os nomes feios que por aí se acham a quem reclama equilibrios sociais, políticos e económicos para todas as regiões do país não é novo. Isso já custou a vida de muitos moçambicanos como sabemos. E para negar a existência de assimitrias semearam-se muitas mentiras e identidades falsas que só agora com abertura democrática estamos a descobri-las.

Se o colonialismo foi culpado pelas assimetrias, pelo que sei, nunca em Moçambique pós-independente houve um plano concreto para reduzí-las. Para tal, é necessário uma política regional e é exactamente isso que é proibido até em falar em Moçambique. Vejamos, até deputados da Assembleia da República são proibidos em falar de problemas particulares das suas regiões. Se o fizerem são atribuidos os tais nomes feios que se acham convenientes. Não é por acaso que os deputados pouco trabalham porque ninguém os controla senão pelos discursos bajulantes ou de atributos ao outro. Quem controla um eleito é o eleitor, o eleitorado, mas em Moçambique é isso proibido, claro duma forma indirecta. É assim que lançam cabeças de lista para zonas/províncias onde ele/ela não tem o mínimo de ideia do que é e muito pouco tem instrumento de comunicação com a maioria da população, com o eleitorado. Não tem raízes e é como um estrangeiro, um turista, vivendo nos hoteis quando ele/ela lá está.

É fácil atribuir culpas ao colonialismo, fugindo da responsabilidade que nos cabe. É isso que temos que reflectir. Nem tudo, o culpado é o colonialismo português. Para quem tinha olhos em 1975 pode confirmar que as assimetrias regionais e mesmo entre cidade e campo mais se acentuam agora ou se mantêm como eram. Dou aqui um exemplo de uma zona de Nampula: até a altura da independência, havia autocarro/machimbombo de Memba passando por Mazua até Alua, algo que desapareceu nos finais de 1976. A linda praia de Simuco era frequentada por turistas. Aliás, as estradas directas que iam de Memba para Mazua/Nampuecha e para Simuco já não existem. É isso que aquela deputada da AR, natural dessa zona devia tratar, mas não faz e vai para uma outra província como turista.

Havia machimbombo que de Nacala passando por Nacala-a-Velha, ia até Nacaroa. Isto para não falar dos comboios Nacala – Nampula ou Cuamba e Lichinga. Muito disto desapareceu nos primeiros anos de independência e muito antes da guerra civil atingir à província de Nampula.

Eu que não tenho medo desses atributos, digo que o pouco que se realiza em termos de equilíbrios regionais é graças a discursos ou manifestações de sentimento como o de Edson da Luz. Se não houvesse isso que alguns consideram de falacioso, a situação teria sido pior do que a que assistimos hoje. Tambem há que dizer que muito do que se considera hoje solução dos desequilíbrios é apenas uma acção populista, caça ao voto, silenciar os que reclamam e enganar a comunidade internacional. Vemos boas escolas nas cidades e ao longo das estradas principais (N1), mas se tu vais mais para o interior, vais lá conhecer o Moçambique real. Dizem expandir o ensino superior, mas se visitas algum estabelicimento na província, ficas a saber que de ensino superior é só nome. Leia também um artigo do Miradouro

sexta-feira, novembro 09, 2007

Quando o conflito de interesse se manda passear

Segundo o jornal notícias na sua edição de hoje, os deputados da Assembleia da República decidiram hoje sobre as suas pensões que vão para 100 % do seu salário para quem esteve naquela casa do povo durante três mandatos consecutivos e 87 % para quem tenha lá estado em dois mandatos, sendo 55 anos se for mulher e 60 anos se for homem. Isto é interessante na medida em que:

a) As pensões para os deputados parecem ser altamente excepcionais em Moçambique e talvez.

b) Num país que até agora cobre apenas 50 % do seu mísero orçamento geral, donde virá o dinheiro que pagará em 100 respectivamente 87% dos seus altíssimos vencimentos em Moçambique? Talvez a resposta encontremos no comentário do Bosse Hammarström: Don't worry, the donors are footing the bill... (BH)

c) Quem decidiu isto foram os deputados, os únicos beneficiários. Então, será que eles mandaram passear as regras sobre conflito de interesse? Quem decide sobre as pensões dos professores, enfermeiros e pessoal médico, serão eles mesmos e as suas organizações sindicais?

segunda-feira, outubro 08, 2007

Administrador Jorge Daul de Chemba e a postura do governo de Sofala

Mais uma queixa e desta vez, pública, se faz ao administrador do distrito de Chemba, Jorge Daul. Lembro aos caros leitores que o caso Jorge Daul é muito antigo e podem ler aqui, onde tenho arquivados 4 (quatro) artigos falando sobre ele. Por esta razão, surpreende-me a resposta do governador Alberto Vaquina. Ele vai criar uma comissão de investigação sobre a postura do Jorge Daul porquê nunca a criou? Se nunca a criou depois de muitas queixas, porquê agora ele vai fazer ou porquê eu acreditar que ele vai fazer isso? Que tipo de (ir)responsabilidade cabe ao governador Vaquina no caso Jorge Daul? Como é possível não ver como perigoso, um administrador que até provoca onda de refugiados para Malawi, em pleno tempo que se supõe ser de paz?
Enfim, tive sempre muitos pontos de reflexão sobre o caso Chemba e a postura do governo de Sofala, até que agora, diga quem queira, tenha chegado ao seu cúmulo.

terça-feira, setembro 25, 2007

Is Poverty Decreasing in Mozambique?

Poverty is said to be falling - but chronic child malnutrition is increasing. This paper for the 19 Sept 2007 IESE conference offers four linked responses. 1) People’s living standards are very insecure. 2) Differentiation is increasing, with most of the growth in GDP going to the top 20%. 3) The official fall in poverty is exaggerated. 4) Most people cannot use the present economic model to pull themselves out of poverty by their own bootstraps. Read more

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Esta é uma dissertação apresentada na Conferência de inauguração do Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), em Maputo, aos 19 Setembro de 2007, por Joseph Hanlon, docente da Universidade Aberta, na Inglaterra (Open University, England).

quinta-feira, setembro 13, 2007

Maquiavelismo do regime do Robert Mugabe?

Segundo o Jornal Notícias, a Imprensa estatal zimbabweana divulgou, em Julho, fotografias que dizia serem de Pius Ncube, na cama com uma mulher casada que trabalhava para a paróquia. Entretanto, o arcebispo que se declara vítima de um ataque malicioso do regime do Mugabe demitiu-se, para em seu nome pessoal, enfrentar o processo judicial. Ele pretende assim, poupar os seus colegas bispos e a igreja, não permitindo que seja a igreja a enfrentar o processo judicial.
Isto só é algo prudente e um bom ensinamento ao Robert Mugabe. Se Mugabe é douto, porquê não se demite para poupar o povo zimbabweano da morte lenta? Se os dirigentes africanos são doutos, porquê não aconselham Robert Mugabe a demitir-se para poupar o povo zimbabweno da morte lenta?