quarta-feira, maio 29, 2013
Um olhar sobre as reivindicações dos médicos (1
terça-feira, março 12, 2013
Plano e Orçamento de Manuel de Araújo prevê uma pesada despesa para programas sociais
segunda-feira, outubro 01, 2012
Paz no país depende da distribuição equitativa da riqueza
quarta-feira, novembro 30, 2011
CLAMOR DA DEMOCRACIA NÃO GARANTE ESTABILIDADE POLÍTICA E SOCIAL-MARP
segunda-feira, maio 30, 2011
Desigualdade na distribuição de riquezas: risco à paz e democracia
sexta-feira, março 04, 2011
Crescimento de Moçambique não é inclusivo
quinta-feira, janeiro 06, 2011
“RESSACA”
quarta-feira, outubro 06, 2010
Exclusão social pode pôr em risco a paz e a estabilidade social em Moçambique
segunda-feira, outubro 04, 2010
“Temos que evitar injustiças que são a principal causa de instabilidades sociais”
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
A situação dos deficientes em Moçambique
domingo, março 30, 2008
O homem branco é salvador da mulher negra?
A nossa escritora Paulina Chiziane acaba lançando um livro que ainda não o li, mas julgo-o de muito interessante por ela abrir mais um espaço para debate social em Moçambique. No título de um artigo que retirei do Mocambique para todos vem: Muitas mulheres moçambicanas olham homem branco como salvação. Isso por si é interessante.
Também me interrogo pela afirmação de que a província da Zambézia tenha a maior miscigenacão. O que dizem as nossas estatisticas, os nossos sociólogos, historiadores ou todos esses estudiosos das ciências socias? Revelam este segredo? E se não, porquê? Disto recordo-me de a Zambézia ter sido considerada a província com mais assimilados ou cidadãos com nacionalidade portuguesa na altura da independência nacional. E o que aconteceu a esses concidadãos? Há quem ousa estudar esse fenómeno?
O título também me lembra do Ualalapi que li há muitos anos atrás sobre como a mulher indígena era usada sexualmente pelo homem branco. Haverá alguma contradição? Será que a mulher indígena, a negrita, que se metia com homem branco, fazia isso voluntariamente, isto é, era para fazer filhos mulatos que escapassem do xibalo ou escravatura? E (todo) o homem branco que se metia sexualmente com uma mulher negra/indígena era de facto por amor? Se pus o todo entre parenteses é porque de facto conheci homens brancos que se casaram com negras por amor embora não saiba se as negras aceitaram os brancos como uma salvação ou por amor.
Profundamente indo, podemos reflectir do porquê no tempo colonial era difícil que um homem negro se casasse com uma mulher branca? Indo aos factos, parece que isto mudou ou ficou equilibrado depois da independência. Mas teria isto mudado por uma declaracão? Porquê agora e não antes?
Há algo a reparar, pois enquanto uma mulher portuguesa de cor branca, era até 1975 difícil de se casar com um moçambicano negro, hoje há muitas mulheres, principalmente doutros países que Portugal que se casam com negros moçambicanos. Como se explica isto?
domingo, novembro 25, 2007
As assimitrias em Moçambique (2)
Se o colonialismo foi culpado pelas assimetrias, pelo que sei, nunca em Moçambique pós-independente houve um plano concreto para reduzí-las. Para tal, é necessário uma política regional e é exactamente isso que é proibido até em falar em Moçambique. Vejamos, até deputados da Assembleia da República são proibidos em falar de problemas particulares das suas regiões. Se o fizerem são atribuidos os tais nomes feios que se acham convenientes. Não é por acaso que os deputados pouco trabalham porque ninguém os controla senão pelos discursos bajulantes ou de atributos ao outro. Quem controla um eleito é o eleitor, o eleitorado, mas em Moçambique é isso proibido, claro duma forma indirecta. É assim que lançam cabeças de lista para zonas/províncias onde ele/ela não tem o mínimo de ideia do que é e muito pouco tem instrumento de comunicação com a maioria da população, com o eleitorado. Não tem raízes e é como um estrangeiro, um turista, vivendo nos hoteis quando ele/ela lá está.
É fácil atribuir culpas ao colonialismo, fugindo da responsabilidade que nos cabe. É isso que temos que reflectir. Nem tudo, o culpado é o colonialismo português. Para quem tinha olhos em 1975 pode confirmar que as assimetrias regionais e mesmo entre cidade e campo mais se acentuam agora ou se mantêm como eram. Dou aqui um exemplo de uma zona de Nampula: até a altura da independência, havia autocarro/machimbombo de Memba passando por Mazua até Alua, algo que desapareceu nos finais de 1976. A linda praia de Simuco era frequentada por turistas. Aliás, as estradas directas que iam de Memba para Mazua/Nampuecha e para Simuco já não existem. É isso que aquela deputada da AR, natural dessa zona devia tratar, mas não faz e vai para uma outra província como turista.
Havia machimbombo que de Nacala passando por Nacala-a-Velha, ia até Nacaroa. Isto para não falar dos comboios Nacala – Nampula ou Cuamba e Lichinga. Muito disto desapareceu nos primeiros anos de independência e muito antes da guerra civil atingir à província de Nampula.
Eu que não tenho medo desses atributos, digo que o pouco que se realiza em termos de equilíbrios regionais é graças a discursos ou manifestações de sentimento como o de Edson da Luz. Se não houvesse isso que alguns consideram de falacioso, a situação teria sido pior do que a que assistimos hoje. Tambem há que dizer que muito do que se considera hoje solução dos desequilíbrios é apenas uma acção populista, caça ao voto, silenciar os que reclamam e enganar a comunidade internacional. Vemos boas escolas nas cidades e ao longo das estradas principais (N1), mas se tu vais mais para o interior, vais lá conhecer o Moçambique real. Dizem expandir o ensino superior, mas se visitas algum estabelicimento na província, ficas a saber que de ensino superior é só nome. Leia também um artigo do Miradouro
sexta-feira, novembro 09, 2007
Quando o conflito de interesse se manda passear
a) As pensões para os deputados parecem ser altamente excepcionais em Moçambique e talvez.
b) Num país que até agora cobre apenas 50 % do seu mísero orçamento geral, donde virá o dinheiro que pagará em 100 respectivamente 87% dos seus altíssimos vencimentos em Moçambique? Talvez a resposta encontremos no comentário do Bosse Hammarström: Don't worry, the donors are footing the bill... (BH)
c) Quem decidiu isto foram os deputados, os únicos beneficiários. Então, será que eles mandaram passear as regras sobre conflito de interesse? Quem decide sobre as pensões dos professores, enfermeiros e pessoal médico, serão eles mesmos e as suas organizações sindicais?
segunda-feira, outubro 08, 2007
Administrador Jorge Daul de Chemba e a postura do governo de Sofala
Enfim, tive sempre muitos pontos de reflexão sobre o caso Chemba e a postura do governo de Sofala, até que agora, diga quem queira, tenha chegado ao seu cúmulo.
terça-feira, setembro 25, 2007
Is Poverty Decreasing in Mozambique?
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Esta é uma dissertação apresentada na Conferência de inauguração do Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), em Maputo, aos 19 Setembro de 2007, por Joseph Hanlon, docente da Universidade Aberta, na Inglaterra (Open University, England).
quinta-feira, setembro 13, 2007
Maquiavelismo do regime do Robert Mugabe?
Segundo o Jornal Notícias, a Imprensa estatal zimbabweana divulgou, em Julho, fotografias que dizia serem de Pius Ncube, na cama com uma mulher casada que trabalhava para a paróquia. Entretanto, o arcebispo que se declara vítima de um ataque malicioso do regime do Mugabe demitiu-se, para em seu nome pessoal, enfrentar o processo judicial. Ele pretende assim, poupar os seus colegas bispos e a igreja, não permitindo que seja a igreja a enfrentar o processo judicial.Isto só é algo prudente e um bom ensinamento ao Robert Mugabe. Se Mugabe é douto, porquê não se demite para poupar o povo zimbabweano da morte lenta? Se os dirigentes africanos são doutos, porquê não aconselham Robert Mugabe a demitir-se para poupar o povo zimbabweno da morte lenta?

