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sábado, setembro 17, 2016

Dito por Graça Machel

O conflito político e militar que opõe o Governo moçambicano e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, tem origem na adoção de uma postura pouco tolerante e fechada, que marcou a governação de Armando Guebuza, que, em 2005, sucedeu a Joaquim Chissano na chefia do Estado moçambicano.
"Se nós tivéssemos persistido nos princípios e na maneira dialogante que caracterizou a liderança do Presidente Chissano provavelmente não teríamos este atual conflito"

Fonte: LUSA – 15.09.2016

quarta-feira, abril 20, 2016

Graça Machel sugere que deve haver um esclarecimento rápido da divida que o Governo contraiu

A situação da dívida contraída pelo país, nos últimos tempos, continua a ser o centro de acesos debates sobre a economia nacional. Sem querer se excluir desse debate que questiona o futuro do país, Graça Machel interveio hoje a defender que deve haver um esclarecimento rápido da divida que governo moçambicano contraiu. Para Machel, é urgente que o Governo esclareça a totalidade da divida e em que circunstancias foi contraída, pois, caso contrário, a imagem do país vai desmoronar.
“Neste momento ainda não sabemos qual é a totalidade da dívida que temos. Penso que o primeiro passo é conhecermos o volume da dívida e em que condições foi feita, para que se saiba como lidar com a mesma. O que é preocupante é que o país deixou de ser uma referência, e agora as notícias dizem que Moçambique é dos piores exemplos que se podem encontrar em matérias de contrair e gerir a dívida”, frisou a patrona da FDC.

terça-feira, fevereiro 23, 2016

PR AOS DIRECTORES DAS ESCOLAS SECUNDÁRIAS: Maior investimento está no Homem

O Presidente Filipe Nyusi desafiou aos gestores das escolas secundárias do país a colocarem no topo das suas agendas o capital humano, por se tratar do maior investimento que se pode ter.

Falando ontem, em Maputo, na abertura do Seminário de Capacitação de Gestores de Escolas Secundárias, promovido pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, o Chefe do Estado classificou este nível de ensino como sendo uma plataforma segura na transmissão de competências aos alunos.

Realçou que o sucesso para o desenvolvimento de um país depende directamente de uma formação de qualidade das crianças, jovens e adultos, homens e mulheres, que se define no Ensino Secundário.

“A escola secundária é um segmento de transição e por isso uma verdadeira placa giratória que concentra em si uma enorme complexidade de elementos extremamente desafiadores, e cabe a este ensino assegurar uma ponte que represente um passo significativo na vida de quem se prepara para a idade adulta”, disse.

segunda-feira, junho 22, 2015

COMO AS PPP SÃO USADAS PARA BENEFICIAR AS ELITES E PREJUDICAR O ESTADO

As Parcerias Público-Privadas (PPP) são modelo de investimento cada vez mais usado no mundo para a prossecução do bem público, através da participação de capitais privados na provisão de bens, serviços e infra-estruturas públicos. Em Moçambique, a prática demonstra que as PPP são área preferencial usada pela elite política e pela burocracia do Estado para a promoção de negócios privados em detrimento do interesse público. O presente documento apresenta resultados de um estudo em torno de uma PPP, estudo que revela como esta foi e está a ser usada pela elite governante para benefício próprio, violando a lei e ignorando os interesses da colectividade. Trata-se da Concessão à Whasintelec, para a produção e distribuição de chapas de matrícula de veículos automóveis e de reboque. A empresa concessionária é participada por Armando Guebuza, Graça Machel, entre outras figuras da elite política nacional. Ler mais

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Graça Machel diz que estatísticas em Moçambique escondem injustiças

A activista social Graça Machel considerou hoje que as estatísticas sobre avanços no combate à pobreza em Moçambique escondem injustiças, defendendo uma ação governativa centrada no ser humano e não apenas nos números.
"As médias nacionais escondem assimetrias e até injustiças, temos de olhar para as assimetrias geográficas, mas também temos de olhar por grupos, como o acesso aos serviços para crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos e dentro disso, olhar por género", afirmou Graça Machel, falando na conferência "Moçambique: que visão para o futuro", promovido pelo Fórum Económico e Social de Moçambique (Mozefo).

terça-feira, março 25, 2014

Viúva de Mandela: Graça renuncia oficialmente a metade da herança

A viúva de Nelson Mandela, Graça Machel, renunciou oficialmente a metade da herança do ícone da luta antiapartheid, estimada em 46 milhões de rands (3,1 milhões de euros), indicou nesta terça-feira um dos seus executores testamentários.
O prémio Nobel da Paz 1993, falecido no dia 5 de dezembro aos 95 anos, deixou vários bens à viúva do ex-presidente de Moçambique Samora Machel, com quem se casou pela terceira vez no dia de seus 80 anos, com a condição de que renunciasse à metade da herança que lhe corresponderia.

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Graça Machel herda metade do património de Mandela

O ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela deixou parte da sua herança, avaliada em 4,1 milhões de dólares, para a viúva Graça Machel, os membros da família, escolas e o Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder.

No dia em que um tribunal sul-africano divulgou o testamento de Nelson Mandela, advogados disseram que a esposa, Graça Machel, terá direito a metade dos bens, mas pode optar por receber apenas activos especificados, incluindo quatro propriedades em Moçambique.

quarta-feira, outubro 30, 2013

Graça Machel acusa governo de silêncio perante onda de raptos

A activista social Graça Machel acusou esta quarta-feira, 30 de Outubro, o governo de silêncio perante "o terror" infligido à população pela onda de raptos que tem assolado o país nos últimos dois anos.
Uma criança de 13 anos foi assassinada pelos seus raptores no passado fim-de-semana na cidade da Beira, centro, depois de descobrirem que a família informou a polícia do local onde iam pagar o resgate.
A criança é a primeira vítima mortal entre as dezenas de raptos verificados nos últimos dois anos nas cidades, na maioria das quais as vítimas foram libertadas mediante o pagamento de elevadas somas de dinheiro.
Graça Machel expressou a "profunda inquietação das comunidades moçambicanas" sobre os raptos, na qualidade de presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), falando por audioconferência para jornalistas moçambicanas a partir da África do Sul.

quinta-feira, março 07, 2013

GRAÇA ADVERTE CONTRA BRUTALIDADE POLICIAL NA RAS

A mulher do antigo Presidente da África do Sul, Nelson Mandela, a moçambicana Graça Machel, advertiu, quarta-feira, em Daveyton, mais de 20 quilómetros do centro de Joanesburgo, que a crescente “institucionalização de violência” nas fileiras dos serviços da polícia sul-africana (SAPS) esta a criar uma força “activamente agressiva perante um público indefeso.”

sexta-feira, julho 27, 2012

Lady SOAS ou o diálogo com os mortos


(A propósito de uma entrevista de Graça Machel)


Por: Barnabé Lucas Ncomo

Há afirmações de figuras políticas nacionais que são de tal forma controversas e desfasadas da realidade que acabam por assumir foros surrealistas. Viu-se isso numa entrevista recente ao canal televisivo, TVM, em que Graça Machel se viu confrontada com perguntas acutilantes do jornalista Simião Ponguane. Graça Machel reclamou representar uma ala liberal no seio da Frelimo e, por inerência, do regime que essa formação política tem dirigido desde há mais de três décadas. Quando o entrevistador indagou sobre as razões da Frelimo não ter conseguido gerir o descontentamento de alguns moçambicanos a ponto de haver um movimento que, depois, se chamou Renamo, Graça Machel descartou-se com algo inesperado, afirmando desconhecer que alguma vez os cidadãos moçambicanos tivessem colocado as suas posições perante o regime, tal como a Frelimo havia feito em relação ao governo português antes do início da luta armada. Graça Machel rematou o seu argumento, afirmando: 

sábado, julho 14, 2012

Porquê a Expressão “Combate à Pobreza Absoluta” deve ser banida da circulação!

Nota: este artigo de autoria de Jonathan McCharty, foi publicado a 18 de Maio de 2008, portanto, há quatro anos. Republico-o hoje a propósito do novo discurso da senhora Graca Machel no qual defende que   “É mais mobilizador lutar pelo desenvolvimento do que contra a pobreza”aqui. 

Por Jonathan McCharty

Porquê a Expressão “Combate à Pobreza Absoluta” deve ser banida da circulação!



“Combater a pobreza absoluta” é uma expressão que não incentiva, a quem quer que seja, a trabalhar! O facto é que, todas as acções minúsculas (microscópicas mesmo) possiveis e imagináveis se enquadram nos grandes feitos dessa “batalha”. Portanto, se eu oferecer uns berlindes aos meninos da rua, estou a combater a pobreza absoluta! Se no dia de alguma cerimónia religiosa fritar umas "badjias" e oferecer aos miúdos de um infantário qualquer, estou a combater a pobreza absoluta! Posso estender toda esta página a deliciar-vos com mais exemplos (ridiculos)!
Como que a corroborar o que acabei de dizer, procurem seguir os serviços noticiosos e os media em geral, para comprovarem a cobertura massiva que é dispensada a essas acções minúsculas! Quem é que se vai sentir motivado a trabalhar, se o simples “movimento do seu polegar” já o qualifica a “grande combatente da pobreza absoluta”? Ler mais

sexta-feira, julho 13, 2012

Graça Machel em entrevista à Televisão de Moçambique

Graça Machel diz que falar em combater a pobreza é nivelar por baixo os objectivos a alcançar. Na entrevista conduzida pelo jornalista Simeão Ponguana da TVM, a viúva de Samora Machel refere que adoptámos.
um modelo económico que, mundialmente, provoca graves desequilíbrios sociais, sem, contudo, introduzir os mecanismos de balanceamento necessários para evitar a exclusão. Leia, a seguir, trechos da referida entrevista.

quinta-feira, outubro 20, 2011

Mugabe vai discutir com Graça Machel apoio às investigações à queda do avião presidencial

Maputo, 20 out (Lusa) - O Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, disse a jornalistas em Harare que vai discutir com a viúva de Samora Machel, Graça Machel, formas de apoio às investigações à morte, num desastre aéreo, do primeiro Presidente moçambicano.
No discurso alusivo ao 25.º aniversário da morte de Samora Machel e 33 acompanhantes, Graça Machel pediu em Maputo o envolvimento de Robert Mugabe nas investigações, lamentando a lentidão dos governos de Moçambique e da África do Sul, país onde caiu a aeronave presidencial, no apuramento das causas do desastre.

QUEREMOS CONHECER A VERDADE, SÓ E SÓ A VERDADE

Graça Machel, viúva do primeiro presidente de Moçambique independente Samora Machel acredita que se os Governos de Moçambique e da África do Sul dedicarem todo o esforço necessário para trazer a verdade da morte daquele líder moçambicano à luz, ela pode ser conhecida ainda no seu tempo de vida.

quarta-feira, junho 15, 2011

Graça Machel defende inclusão de intelectuais na concepção de políticas públicas

Graça Machel, activista moçambicana e antiga ministra da Educação e Cultura, defendeu ontem, em Maputo, ser urgente incluir os intelectuais nacionais na concepção de políticas e na solução dos problemas que o país enfrenta. Graça Machel, esposa do primeiro presidente de Moçambique independente, Samora Machel, sublinhou que há marginalização de intelectuais moçambicanos, os quais constituem uma capacidade que o país construiu ao longo dos últimos anos.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

O grito de Graça Machel: estão a isolar o Presidente

Por Lázaro Mabunda

Podemos chegar à conclusão de que o isolamento a que o Chefe do Estado está, eventualmente, sujeito, reflecte a opção e o desejo do próprio Presidente. Para mim, não faz sentido manter, no poder, as pessoas que o isolam, sem que tal isolamento seja uma opção própria.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Graça Machel diz que governantes não conseguem dar exemplo de transparência e honestidade

Viúva de Samora Machel indignada com a classe dirigente

Samora Machel Júnior critica o Governo por estar a fazer pouco para a preservação e divulgação da vida e obra do primeiro presidente de Moçambique independente.
A viúva do primeiro presidente de Moçambique independente, Graça Machel, diz que os dirigentes de hoje não conseguem dar exemplo de transparência, honestidade e simplicidade, tal como era no tempo de Samora.

segunda-feira, outubro 25, 2010

Os tiros de Jorge Rebelo e Graça Machel

Por Lázaro Mabunda

Essencialmente, a explanação de Jorge Rebelo sobre os dirigentes que são corridos por serem honestos transmite-nos a ideia de que esses dirigentes, como Eneas Comiche, foram vítimas da sua própria transparência e honestidade, num país de “irónicos”.