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domingo, abril 01, 2018

Zâmbia pede retirada de embaixador de Cuba

Presidente acusa diplomata de apoiar o novo Partido Socialista

O presidente da Zâmbia Edgar Lungu pediu a retirada do embaixador de Cuba no país por alegadamente ter declarado o seu apoio a um novo partido da oposição.
O embaixador de Cuba Nelson Pages Vilas participou na cerimonia de lançamento do Partido Socialista no Sábado em KLusaka e foi acusado de ter afirmado publicamente que apoia o novo partido.
Um porta voz disse que “o presidente deu ordens para a retirada do embaixador cubano por comportamento impróprio para um diplomata”´.
Contudo o porta-voz disse que o pedido para a saída do embaixador não deverá afectar as relações entre os dois países.
Não houve cometário imediato da embaixada de Cuba ou do Partido Socialista
O presidente Lungu tem sido acusado de um crescente autoritarismo e de reprimir a oposição desde que venceu as eleições por pequena margem em 2016.

Fonte: Voz da AMérica – 01.04.2018

domingo, setembro 17, 2017

Será a popularidade que embriagou a John Magufuli?

John Magufuli, Presidente de Tanzania eleito nas nas últimas eleições daquele país, tornou-se muito popular que segundo o The East Africa, havia atingido 96% 2016. Isso deveu-se ao seu combate contra a corrupção e a sua determinação à auteridade. Mas segundo a mesma fonte, a popularidade decaiu 25% no primeiro semestre de 2017 por que Magufuli não lidou efetivamente com a situação de segurança alimentar. Mas isto não é o que quero apontar neste post.

De facto, eu fui uma das pessoas que viu Magufuli como um exemplo da nossa liderança africana, mas eu esperava que ele não faria nenhuma ruptura com o que foi positivo desde a era do Mualimu Nyerere. Contudo, parece que aquele popularidade que atingira 96% lhe embriagou e passou a perseguir as minoridades como os homossexuais, defensores dos direitos dos homossexuais e a oposição. A tentativa de assassinato do líder do Chadema seguida de sua prisão por seis vezes e a prisão de outros integrantes de alto escalão da oposição (ver aqui) indica isso. Não me lembro que isso tenha acontecido na Tanzania desde que o multipartidarismo se institiu naquele país. Eu nem sei se tudo isto estava no seu manifesto eleitoral. 

terça-feira, setembro 05, 2017

Rwanda: Confirmada detenção da opositora de Kagame

A polícia rwandesa confirmou a detenção de uma oponente do Presidente Paul Kagame, cinco dias depois da mesma ter sido declarada como desaparecida e a polícia negar que ela tenha sido detida

Um comunicado da corporação refere que “pedimos um mandado de captura contra Diane Rwigara, Adeline Rwigara, sua mãe, e Anne Rwigara, irmã, como estipulado no artigo 48 do procedimento da lei criminal.”

Diane Rwigara, contabilista, de 35 anos de idade, viu rejeitada a sua candidatura à presidência nas eleições de 04 de Agosto. A mesma foi impedida alegando uso de dados de pessoas falecidas. Isso levou à acusação de falsificação, como foi confirmado pela polícia quarta-feira última.

Repetidas vezes, Rwigara tem acusado Kagame de reprimir a oposição e critica o seu partido, a Frente Patriótica do Rwanda, de deter poder quase na sua totalidade.

quinta-feira, abril 06, 2017

Renamo e MDM ausentes na visita de Obiang ao parlamento

A Renamo e o MDM manifestaram, hoje, repúdio à visita do Presidente da Guiné-Equatorial ao país. Durante a sessão parlamentar, desta quinta-feira, as duas bancadas da oposição anunciaram o seu boicote à visita que Teodoro Obiang vai realizar esta tarde à Assembleia da República.
A agenda era o debate da proposta de estatutos dos oficiais de Justiça e assistentes oficiais do Ministério Público. Contudo, o MDM revelou na plenária a sua preocupação em relação a visita que Teodoro Obiang está a realizar ao país.
A Renamo também alinhou na mesma direcção, tendo considerado o regime de Obiang não ilegível para visitar e nem cooperar com Moçambique.
Obiang vai, esta tarde ao parlamento, para uma visita a este órgão legislativo. As duas bancadas da oposição dizem que não vão participar da recepção, sendo que as honras da casa contarão apenas com a bancada da Frelimo.

Fonte: O País – 06.04.2017

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Governo angolano encerra escola turca

Director da escola desconhece as motivações

O Governo angolano ordenou na passada sexta-feira, 11, o encerramento do colégio Esperança Internacional, vulgo “Colégio Turco de Luanda”, mas até ao momento nem a direcção nem os pais e encarregados de educação forma informados dos motivos da decisão.
O Executivo deu ainda aos responsáveis do colégio cinco dias para o país.
O Presidente turco Recep Tayyip Erdoğan pediurecentemente aos governos de Moçambique, África do Sul e Tanzânia para caçarem terroristas em referência às escolas pertencentes ao turco exilado nos Estados Unidos Fethullah Gülen, a quem Erdoğan acusa de estar por trás do golpe de Estado fracassado de Junho passado.
O colégio Esperança Internacional encerrou as portas, desde que em 2008 Angola e Turquia celebraram um acordo comercial de cooperação técnica e económica.
A instituição, com mais de 700 alunos, poderá reunir na terça-feira, 14, com os pais e encarregados de educação para traçar os destinos dos estudantes, segundo uma fonte do Ministério da Educação.
Mustafa, responsável daquela unidade escolar, diz desconhecer se o problema é político ou não.
“Pode ser alguma coisa politica mas nós não sabemos”, disse à VOA.
O coordenador executivo do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA), Miguel Kimbenze, condena a decisão do Governo angolano que chamou de “musculosa” e afirma que a sua organização está a encetar contactos junto do Ministério da Educação para saber as verdadeiras razões do encerramento do colégio.

terça-feira, janeiro 24, 2017

Presidente turco diz que golpistas controlam ampla rede de instituições em Moçambique

O Presidente da Turquia disse hoje em Maputo que pessoas alegadamente envolvidas na tentativa de golpe de Estado na Turquia têm uma ampla rede de instituições em Moçambique e pediu às autoridades locais apoio na sua neutralização.
"Nós sabemos que elementos deste grupo [supostamente envolvido na tentativa de golpe de Estado] estão presentes em Moçambique, infiltraram-se nas Forças Armadas da Turquia e estão a replicar a sua iniciativa, a sua agenda oculta, em várias partes do mundo. Têm uma rede vasta de escolas e associações em várias partes do mundo e têm uma rede muito ampla aqui em Moçambique", afirmou Recep Tayyip Erdogan, numa declaração à imprensa, no final das conversações entre as delegações dos governos turco e moçambicano.
Sem apontar nomes, o chefe de Estado turco disse que essas instituições vão tentar alcançar em Moçambique os mesmos objetivos que perseguem na Turquia.

sexta-feira, janeiro 20, 2017

Yahya Jammeh aceita deixar o poder na Gâmbia

Depois de forte pressão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Jammeh aceitou retirar-se, avança a Associated Press citando fonte do Governo senegalês.
Na rede social Twitter, o Presidente Adama Barrow, vencedor das eleições de 1 de dezembro, anunciou também que Jammeh aceitou abandonar o poder.
"Gostaria de informar que Yahha Jammeh concordou em deixar o poder. Deverá deixar a Gâmbia hoje", escreveu Barrow.
Esta sexta-feira, os Presidentes da Mauritânea e da Guiné-Conacri, Mohamed Ould Abdel Aziz e Alpha Condé, respetivamente, estiveram em Banjul, num último esforço para convencer Yahya Jammeh a deixar o poder, que detém há 22 anos. Ler mais (Deutche – 20.01.2017)

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Gâmbia: Presidente decreta estado de urgência contra intervenção externa

 O presidente gambiano, Yahya Jammeh, decretou estado de emergência na terça-feira, alegando que há "um nível de ingerência estrangeira excepcional e sem precedentes" no processo eleitoral do país, num pronunciamento transmitido pela televisão.
Na sua aparição, lamentou "a atmosfera hostil injustificada que ameaça a soberania, a paz e a estabilidade do país".
O anúncio foi feito a dois dias do fim do mandato de Jammeh, que está a ser pressionado a ceder o poder ao seu adversário das presidenciais Adama Barrow, actualmente no Senegal.
O país encontra-se em crise desde que Jammeh anunciou, a 09 de Dezembro, que não reconheceria os resultados das eleições eleitorais de 01 de Dezembro. Foi uma mudança de postura radical, já que, uma semana antes, chegou a felicitar Barrow pela vitória.

terça-feira, janeiro 17, 2017

Gâmbia: CEDEAO prepara intervenção militar caso Jammeh persiste em abandonar o poder

Os países da África Ocidental preparam uma intervenção militar na Gâmbia face a persistência do seu presidente, Yahya Jammeh, de abandonar o poder, numa altura em que o seu mandato expira quinta-feira, informou esta terça-feira o governo nigeriano, citado pela Prensa Latina.
Entre os Estados implicados nessa acção destacam-se a Nigéria e o Senegal, que dispõem já de forças conjuntas para um desdobramento das suas tropas em território gambiano caso Jammeh insiste em manter-se no poder.
"Tomou-se uma decisão de não permitir que o presidente cessante da Gâmbia permaneça no poder, e isso ocorrerá por meio de uma intervenção, a menos que renuncie", disse uma fonte militar, referindo-se ao governante.

Fonte: Angola Press – 17.01.2017

Gâmbia: Quatro novos ministros deixam o governo

Quatro novos ministros do presidente gambiano Yahya Jammeh, deixaram o governo, já assolado por uma série de demissões desde a sua recusa de ceder o poder ao seu sucessor eleito Adama Barrow a 19 de Janeiro, soube esta terça-feira a AFP de fonte próximo do poder.
Por outro lado, alguns oficiais que se recusaram a estabelecer aliança ao regime foram detidos nos últimos dias, segundo uma fonte securitária da oposição, que reclama pela sua libertação imediata.
A Gâmbia está mergulhada numa grave crise desde que Jammeh anunciou a 09 de Dezembro que não reconheceria mais os resultados da presidencial de 01 de Dezembro, uma semana após de ter portanto felecitado Barrow pela sua vitória.
Muitos ministros foram recentemente exonerados ou demitidos, numa altura em que Yahya Jammeh afirma querer continuar no poder enquanto a justiça não decidir sobre os seus recursos eleitorais, apesar das pressões internacionais para que o mesmo entregue o poder quinta-feira, tendo em vista a expiração do seu mandato.

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Gâmbia: Eleições em 'clima de medo'

Os gambianos vão esta quinta-feira às urnas. O atual chefe de Estado, Yahya Jammeh, venceu três eleições presidenciais e não tenciona abandonar as rédeas do poder. A oposição tem sido intimidada.
De repente, o taxista pára e olha para mim, nervoso. Esteve minutos a fio a queixar-se da situação na Gâmbia: a economia está pela hora da morte; ele a família mal conseguem sobreviver com os seus trabalhos esporádicos - como taxista e eletricista. Digo-lhe que sou jornalista, e, por segundos, ele não se mexe. Mas diz depois: "É perigoso falar abertamente, mesmo na minha família. Não podemos confiar em ninguém."

Detenções, tortura, raptos

É o medo de dizer algo de errado - não é a primeira vez que sou confrontado com isso no país, como jornalista estrangeiro. Entrevistas que tinha combinado são adiadas à última hora - "estou demasiado ocupado" é a justificação. A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch denuncia um clima de medo neste pequeno país da África Ocidental. Desde que chegou ao poder através de um golpe de Estado, há 22 anos, o Presidente Yahya Jammeh governa a Gâmbia com mão de ferro. O regime usa detenções arbitrárias, tortura e raptos para pressionar jornalistas e sociedade civil a auto-censurarem-se. Ler mais (Deutsche – 01.12.2016)

quarta-feira, julho 06, 2016

Oposição ao Governo de Mugabe cresce no Zimbabwe

Oposição ao Governo de Mugabe cresce no Zimbabwe

A oposição ao Governo cresce num país pouco dado a protestos. Uma greve geral convocada para esta quarta-feira promete paralisar o país
Os veteranos de guerra associaram-se às manifestações de protesto cujo tom tem vindo a crescer no Zimbabwe. O alvo dos protestos é o Governo do Presidente Robert Mugabe e a acusação de políticas falhadas dirige-se ao partido na liderança, o ZANU-PF (União Nacional Africana do Zimbabwe), publica o site zimbabweano DailyNews.
“A crise que assola o nosso grande país é resultado de má governação e corrupção endémica e as suas consequências funestas estão agora à beira de consumir a nação”, declarou em conferência de imprensa Douglas Mahiya, porta-voz da Associação de Veteranos da Guerra de Libertação Nacional do Zimbabwe.

sábado, maio 14, 2016

Governo de Moçambique está a ouvir e a ler as comunicações de todos os cidadãos

O executivo do partido Frelimo não só criou Forças Especiais, munidas de armas de guerra, como também está a ouvir as suas chamadas telefónicas, a ler as suas mensagens de texto (sejam por SMS, email, whatsapp, viber...) e a monitorar com quem o povo comunica nas redes sociais e os sítios da internet que visita. O comando nacional de intercepção de informação foi adquirido pela Casa Militar, entre 2012 e 2014, e instalado pela empresa chinesa ZTE Corporation. Mas o negócio “militar” não foi feito directamente pelo Estado, a empresa privada Msumbiji Investment Limited, empresa da família Guebuza onde filho do antigo Presidente, Mussumbuluku Guebuza é administrador executivo (Chief Executive Officer CEO), intermediou o negócio que custou cerca de 140 milhões de dólares norte-americanos, aos cofres públicos, dos quais oito por cento foram pagos em comissões.
“O povo está a sofrer, os filhos de ministros, deputados e outros dignitários não andam de chapa e os chapas estão caros. Vamos fazer greve e exigir justiça. Lutemos contra a pobreza”, convocados por esta mensagem de texto difundida através de telemóveis (SMS) os citadinos de Maputo manifestaram-se em Fevereiro de 2008, pela primeira vez desde a independência nacional.
Entre 1 e 3 de Setembro de 2010, mobilizados novamente através de SMS, os maputenses 

terça-feira, abril 05, 2016

"Tribunal não provou nada contra Kalupeteca", diz a defesa

O advogado de defesa do líder da seita A Luz do Mundo, condenado nesta terça-feira, 5, a 28 anos de prisão, anunciou que vai recorrer da sentença que considera totalmente desproporcional ao que aconteceu no Tribunal do Huambo.
David Mendes considerou que havia que condenar alguém para justificar a morte dos agentes das polícia e por isso José Julino Kalupeteca foi usado como bode expiatório. 
“Não pode ser aceitável que 80 pessoas, segundo disse o tribunal, enfrentem um dispositivo de 30 agentes policiais e 60 elementos das Forças Armadas, por isso, havia que condenar alguém”, explica Mendes que continua a dizer que “o tribunal não provou qualquer crime”.Ler mais (VOA)
Fonte: Voz da América – 05.04.2016

Kalupeteca condenado a 28 anos de cadeia

Líder da seita "A Luz do Mundo" foi condenado por homícidio qualificado e auto moral do que a acusação chama de crime do Monte Sume.
O líder da seita "A Luz do Mundo" foi condenado a 28 anos de cadeia, pelo Tribunal Provincial do Huambo, nesta terça-feira, 5 de Abril.
José Julino Kalupeteca foi considerado culpado por homícidio qualificado, autoria moral do massacre no monte Sumi e uso da força contra a autoridade.
Filipe Zacarias e Nunda foram condenados a 16 anos e os demais seguidores também em tribunal levaram a pena de 27 anos.
O advogado de defesa David Mendes disse à VOA que vai recorrer já que a pena máxima em Angola é de 24 anos de prisão.
Fonte: Voz da América – 05.04.2016

segunda-feira, abril 04, 2016

Polícia detém oito activistas em Luanda

Pretendiam organizar uma manifestação de apoio aos activistas condenados em Luanda.
A polícia angolana deteve oito activistas quando tentavam organizar uma manifestação no Largo Primeiro de Maio na tarde desta segunda-feira, 4, em Luanda.
Piedade Kalunga, Lúcio Lara, Viriato da Cruz, Papo Seco, Kito, Laurindo, Lufualanda Domingo e António Quissanda foram detidos e levados para uma escola próxima do local, onde terão sido espancados e torturados pela polícia, de acordo com fontes do grupo.

terça-feira, novembro 17, 2015

Os Pés Descalços Acusados de Tentativa de Derrube de Dos Santos

Os jovens activistas angolanos, que hoje começaram a ser julgados acusados de prepararem uma rebelião, usaram a sala de audiências para manter o protesto contra o regime, escrevendo mensagens na roupa e entrando descalços no tribunal.

Os jovens ‘revús’, como são conhecidos, foram aplaudidos em plena sala de audiência e um deles, Benedito Jeremias, usava mesmo uma camisola dos serviços prisionais, onde se podia ler nas costas: "In dubio pro reo [princípio da presunção da inocência]".
Tal como os restantes 14 colegas - mais duas jovens estão acusadas dos mesmos crimes e ficaram a aguardar o julgamento em liberdade -, Benedito está detido desde Junho, acusado de actos preparatórios para uma rebelião e um atentado ao Presidente angolano, crime punível com até três anos de prisão e que admite liberdade provisória.
Vestidos com a habitual farda dos serviços prisionais, a maior parte dos 15 jovens chegou à sala de audiência descalço, o que levou o juiz a considerar a atitude “uma falta de respeito".

segunda-feira, novembro 09, 2015

Ativistas angolanos queriam mobilizar NATO, diz embaixador

Os 15 ativistas detidos em Luanda são acusados de "envolvimento na preparação de atos de rebelião" e não só por estarem a ler um "livro subversivo" - é o que diz o embaixador itinerante angolano em entrevista à DW.

Existirão elementos que provam que os jovens ativistas estariam a preparar um golpe de Estado?
Segundo António Luvualu de Carvalho, embaixador itinerante de Angola, caberá aos tribunais concluir a veracidade dos factos, no julgamento que iniciará a 16 de novembro. No entanto, para o emissário do chefe de Estado angolano, uma coisa é certa: em junho, quando foram detidos, os jovens ativistas não estavam apenas a ler um "livro subversivo" ("Da ditadura à democracia") do académico norte-americano, Gene Sharp.

segunda-feira, novembro 02, 2015

Parlamento Juvenil exorta PR moçambicano para ser solidário com activistas angolanos

O Parlamento Juvenil de Moçambique apelou hoje ao Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, para “ser solidário com os jovens angolanos” detidos, exortando às autoridades angolanas para “acabarem com a prática de prisões, perseguição e intimidação arbitrárias de activistas”.

Em nota enviada à Lusa, o Parlamento Juvenil moçambicano lembra ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que “Pensar não é Crime!”, e ao chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, a organização recorda que “ser solidário é se ocupar dos outros e respeitá-los; ajudá-los como se fossem membros da mesma família”.

“Presidente Nyusi, seja solidário para com os jovens angolanos” e “na sua visita à Angola de 08 a 11 de Novembro, convide ao senhor Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, a revisitar o ideário fundador da República Popular de Angola e libertar já aos jovens activistas angolanos, sob pena de que aquele país irmão se transforme em Sodoma e Gomorra”, refere a organização moçambicana.

sexta-feira, outubro 30, 2015

Rafael Marques vai divulgar na Internet livro do ativista angolano Domingos da Cruz

Rafael Marques vai divulgar através da Internet o livro do professor universitário Domingos da Cruz, que esteve na origem das detenções dos 15 ativistas angolanos em junho em Luanda.
“Eu conheço muito bem estes jovens, tenho boas relações com a maioria deles. Conheço bem o Domingos da Cruz e sabendo que havia este manuscrito pedi-lhe para ter a possibilidade de explicar à sociedade e de publicar o texto como prova de que se esses jovens cometerem algum crime foi o crime de estarem a discutir ideias não-violentas à sua maneira”, disse à Lusa Rafael Marques.
O livro “Ferramentas para destruir o ditador e evitar nova ditadura — Filosofia Política da Libertação para Angola” (183 páginas), do académico angolano Domingos da Cruz, está na base das detenções dos jovens ativistas, entre os quais o luso-angolano Luaty Beirão, que cumpriu 36 dias de greve de fome em protesto pela manutenção das detenções além do prazo previsto na lei em Angola.