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quarta-feira, maio 22, 2013

PR EMPOSSA 11 NOVOS MEMBROS DA CNE

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, empossou os 11 membros da Comissão Nacional de Eleições (CNE), órgão do Estado, independente e imparcial, responsável pela supervisão dos recenseamentos e dos processos eleitorais. 

Trata-se de António Chipanga, Rodrigues Timba, António Muacorica, Abílio Diruai, Eugénia Chimpene, Barnabé Ncomo, João Beirão, Albino Macamo, Abdul Sal, Rabia Valgy e Paulo Cuinica respectivamente.

sexta-feira, julho 27, 2012

Lady SOAS ou o diálogo com os mortos


(A propósito de uma entrevista de Graça Machel)


Por: Barnabé Lucas Ncomo

Há afirmações de figuras políticas nacionais que são de tal forma controversas e desfasadas da realidade que acabam por assumir foros surrealistas. Viu-se isso numa entrevista recente ao canal televisivo, TVM, em que Graça Machel se viu confrontada com perguntas acutilantes do jornalista Simião Ponguane. Graça Machel reclamou representar uma ala liberal no seio da Frelimo e, por inerência, do regime que essa formação política tem dirigido desde há mais de três décadas. Quando o entrevistador indagou sobre as razões da Frelimo não ter conseguido gerir o descontentamento de alguns moçambicanos a ponto de haver um movimento que, depois, se chamou Renamo, Graça Machel descartou-se com algo inesperado, afirmando desconhecer que alguma vez os cidadãos moçambicanos tivessem colocado as suas posições perante o regime, tal como a Frelimo havia feito em relação ao governo português antes do início da luta armada. Graça Machel rematou o seu argumento, afirmando: 

terça-feira, julho 13, 2010

Sobre a morte de Mondlane e a visão de José Duarte de Jesus

Por: Barnabé Lucas Ncomo

Se do livro “Eduardo Mondlane – um homem a abater” se pode colher interessantes informações na matéria de ajuizamentos do enredo que vitimou Eduardo Mondlane naquela manhã de 3 de Fevereiro de 1969 em Dar-es-Salam, o mesmo não se pode dizer das declarações do seu autor estampadas na última edição do semanário SAVANA. Na queda à eventual mordomia duma hospedagem VIP em Maputo o Presidente da Comissão de Desclassificação do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, e investigador sénior no Instituto do Oriente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas de Portugal, ressona uma cantiga que criou vómitos em muitos moçambicanos por demais cansativa e enjoativa que é, pois passam agora exactamente 40 anos que essa cantiga serve de estandarte de sobrevivência moral de quem ocultou, embruteceu, matou, e teima em fazer da maioria dos cidadãos de Moçambique uns parvos.
Que Uria Simango tenha algum dia dito ao senhor Duarte de Jesus que era um maoista, duvidamos. Mas não duvidamos que o douto pesquisador tenha afirmado ao SAVANA que “Simango era um homem anti-branco”; que “nunca gostou que Mondlane metesse brancos na Frelimo” e que “Mondlane tinha tido grandes estudos, enquanto Simango dizia-se maoista sem sequer saber ao certo o que é isto”!
Não vemos nenhuma grande descoberta nisso, senão o ressonar duma malícia já conhecida!

sexta-feira, junho 05, 2009

Daviz falha primeiro comício na Mafalala

Retirado na íntegra do Savana

Escrito por Emídio Beúla

Uma gripe inviabilizou a primeira aparição pública de Daviz Simango no comício organizado na tarde de último sábado pelo seu partido no putativo campo da Mafalala, na cidade de Maputo. Isso depois de ter orientado na manhã do mesmo dia a inauguração da sede da delegação do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) ao nível da capital moçambicana na rua que dá acesso ao que se pode considerar de monumento da economia informal do país: o mercado de Xipamanine.

Em Maputo o nome do filho de Urias Simango (primeiro vice-presidente da Frelimo e mais tarde “traidor” da causa nacional) não arrastou as multidões que lhe são características em missões políticas na Beira. Mas foi um público razoável e suficiente para transformar em hipótese a curta esperança de vida que os opositores do MDM avançam como dado adquirido. No seio dos presentes, os membros e simpatizantes do movimento distinguiam-se dos curiosos pela sua indumentária: camisetes e capulanas com o timbre do MDM.
“Lamentamos informar que o presidente Daviz não pode estar aqui connosco por recomendações médicas. Ele está incomodado”, explicou um membro da comitiva posicionada em cima da plataforma de um camião cavalo que servia de palco. Gada Jorge Cassacussa disse que o presidente do MDM foi aconselhado a descansar e não se esforçar sob risco de piorar a sua saúde. “Ele (Daviz) chegou aqui na noite da quinta-feira para receber mais um prémio internacional sobre boa gestão da cidade da Beira”, indicou. Segundo Cassacussa, o partido, que em grande parte resultou da cisão no seio da Renamo, já conta com aproximadamente 15 mil membros na capital moçambicana. “Ainda há fichas de inscrição a circularem nos bairros”, disse, entusiasmado pela receptividade na cidade tradicionalmente dominada pelo partido no poder, a Frelimo.

Do discurso

Apesar da “baixa anunciada”, o público permaneceu no campo do histórico bairro da Mafalala para ouvir o projecto político que norteia o MDM.
Se o colonialismo português foi o inimigo comum idealizado pela Frelimo para promover a unidade nacional na luta pela independência e construção da nação moçambicana, a “pobreza” de que padece mais de metade da população do país parece ser a eleita do MDM para conquistar mais simpatias dos potenciais eleitores.
Com um discurso pouco acessível a massas, Bernabé Lucas Nkomo - o autor do controverso livro “Urias Simango: Um Homem uma causa” - repetia que o destino era fatal porque os homens cultivaram e cultivam a fatalidade. Mas era bastante aplaudido quando descia àquilo que se tornou lugares comuns no exercício da política em Moçambique: “Hoje temos de-semprego, as fábricas foram levadas à falência, a criminalidade subiu porque alguém criou condições para isso, somos obrigados a pagar salários aos guardas das escolas quando dizem que o ensino primário é gratuíto (…)”. Enquanto os presentes aplaudiam, Nkomo sublinhava que as pessoas estavam a aderir massivamente ao movimento. “Alguns membros pedem para não serem identificados porque têm medo de sofrer represálias no seu posto de trabalho”, apontou, acrescentando que “as pessoas vivem arregimentadas porque têm medo de perder o emprego”.
Quanto à corrida à Ponta Vermelha, Nkomo, que se identifica como “mobilizador do partido” disse ao SAVANA que ainda estava em análise a provável candidatura de Daviz Simango, actual presidente da autarquia da Beira, a segunda maior cidade de Moçambique. “Estamos mais empenhados na preparação de pessoas para participar na fiscalização das eleições”, indicou.

Moreno quer governar

“Não estou atrás de cargos”, respondeu Maria Moreno quando o SAVANA pediu-lhe para comentar a ligação do seu nome com o cargo de Secretário-Geral do MDM que circula nos media. Mas a ex-chefe da Bancada Parlamentar da Renamo na Assembleia da República abriu parênteses para sublinhar que qualquer nomeação que venha a acontecer será por mero acaso. Sobre a sua presença quase despercebida no campo da Mafalala, Moreno foi categórica: “Estou aqui atrás de esperança, estou cansada de estar na oposição que nunca chega ao poder. Quero um dia ser do Governo”, disse no meio de risos.
Lembre-se que Moreno escreveu semana passada uma carta a Afonso Dhlakama, o presidente do partido, a informar da sua retirada da Renamo. “Desvinculei-me da Renamo porque não concordava com o líder e ele sabe muito bem disso”, voltou a referir sábado último ao SAVANA
Fonte: Savana

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Sobre o Assassinato de Eduardo Mondlane

Com base na carta de Sérgio Vieira aos amigos com o título: Sobre quarenta anos depois de um crime, publicada no semanário Domingo e eu republiquei neste blog, veja aqui, iniciámos um debate sobre a morte de Dr. Eduardo Mondlane. Com um artigo, Barnabé Lucas Ncomo, autor do livro URIA SIMANGO, Um homem, uma causa, reage à carta do coronel na reserva.

Aconselho à leitura tanto da carta de Sérgio Vieira como a reacção de Barnabé Ncomo, talvez descubram como eu, o caminho longo que temos a percorrer para apenas conhecermos factualmente o que aconteceu quando alguns de nós haviam nascido ou mesmo eram adultos.

Por enquanto, publiquei  a carta de Sérgio Vieira, mas que por ser longa, projecto publicá-la em partes a reacção de Barnabé Ncomo. Clique aqui para lê-la.