quarta-feira, junho 09, 2010

EUA não apresentam evidências contra Bashir

O DEPARTAMENTO do Tesouro dos Estados Unidos não apresenta provas, mas mantém as acusações que ditaram a inclusão do nome do empresário moçambicano Momade Bashir Suleman, proprietário do Grupo MBS, na lista dos cinco maiores barões do narcotráfico no mundo. Falando ontem num vídeo-conferência promovida a-propósito pela Embaixada norte-americana em Maputo, o Director do Gabinete de Controlo de Bens Estrangeiros (OFAC) naquele Departamento, Adam Szubir, apenas disse, a partir de Washington, que os Estados Unidos têm indicações de que Momade Bashir importa droga da Índia e do Leste da Ásia, que transita por Moçambique a caminho da Europa, posição que, segundo ele, se funda em argumentos de natureza meramente administrativa. Mas mesmo perante perguntas de insistência dos jornalistas não apresentou evidências.
Numa conversa que durou pouco mais de uma hora, Adam Szubir foi explicando aos cerca de cinquenta jornalistas presentes que Bashir pratica os aludidos actos de narcotráfico em território moçambicano, mas escusou-se a dizer se, da investigação levada a cabo pela inteligência do seu país, há ou não evidências de conivência de indivíduos ou instituições ligados ao Estado ou Governo moçambicano.
Perante a contínua insistência dos jornalistas, que queriam ouvir factos sobre o envolvimento de Bashir no tráfico de droga, Szubir disse que não se está perante um processo-crime em que as provas devem ser presentes em tribunal e rebatidas em sede de julgamento, mas que se trata de um processo administrativo, regido com base em leis norte-americanas, e orientado para a protecção do sistema financeiro norte-americano contra o dinheiro proveniente do narcotráfico.
Os jornalistas também procuraram saber do director do OFAC o que é que Momade Bashir teria de fazer para ver o seu nome retirado da aludida lista. Sobre isso, a fonte disse apenas que o visado precisa de se desligar das alegadas redes com as quais está alegadamente envolvido, e provar com acções que está a cumprir a lei contra o narcotráfico. Ainda assim, segundo Szubir, Momade Bashir teria que fornecer ao Governo norte-americano um conjunto de documentos que lhe seriam solicitados na circunstância, num processo visando aferir a sua credibilidade, antes de se tomar uma decisão sobre a sua retirada da lista.
A uma pergunta sobre se nas condições actuais Momade Bashir pode viajar para os Estados Unidos sem o risco de ser preso pelas autoridades locais, Adam Szubir disse que a decisão de autorizar a viagem de Bashir é da exclusiva competência do Departamento do Estado, responsável pela concessão de vistos de entrada, sendo que o poder de decidir sobre a detenção ou não de Bashir é da competência do Departamento de Justiça que, segundo ele, só o faria caso o acusado estivesse a ser procurado pela justiça norte-americana.
Sempre com respostas evasivas, Adam Szubir também se escusou a falar do nível de colaboração que o seu Governo teve das autoridades moçambicanas na investigação do caso, tendo remetido esse assunto ao fórum das relações diplomáticas entre os dois países.
Garantiu, no entanto, que o seu Governo vai continuar a investigar e a controlar os movimentos e negócios de Bashir, advertindo que a qualquer momento o Governo norte-americano poderia decidir “tomar outro tipo de acções”, caso os resultados das investigações tragam evidências que justifiquem tal medida.
Entretanto, segundo ele, tal como acontece com outros países, o Governo norte-americano diz estar disposto a trabalhar com as autoridades moçambicanas, não só neste caso como também na identificação e direccionamento de acções concretas contra os narcotraficantes.

Fonte: Jornal Notícias - 10.06.2010

Reflectindo: 1) tentarei publicar o que vários jornais da pracca escrevem sobre a conferência de hoje. 2) Acompanhei a entrevista da Rádio Mocambique a alguns jornalistas que estiveram na conferência.
Dois cidadãos, sendo um de nacionalidade senegalesa e outro congolesa, estão a contas com as autoridades policiais de Nampula, indiciados de burla a vários cidadãos, que se consubstanciava na alegada venda de produtos para a multiplicação da moeda nacional, o metical.
Segundo explicação do porta voz da PRM em Nampula, Inácio João Dina, não se trata de falsificação da moeda, pois o que aqueles faziam era vender um conjunto de produtos que, alegadamente, multiplicavam dinheiro. No lote de produtos (alguns dos quais químicos), contam-se o Omo, seringas, papel almaço recortado em formato de notas, entre outros. Eles faziam uma demonstração, através de certos truques, para convencer o cidadão que, com aqueles produtos, era possível multiplicar dinheiro em notas.
Depois vendiam aquele KIT de produtos por valores que variavam entre dez a quinze mil meticais e o cidadão chegava a casa, tentava reproduzir as notas e não conseguia nada, explicou o porta voz. Um dos burladores foi neutralizado na cidade de Nacala, enquanto que o outro na cidade de Nampula, no bairro de Namutequeliua, zona da 4ª esquadra, encontrando-se um terceiro ainda monte.

Fonte: Wamphula fax - 09.06.2010

Sessão do Conselho de Ministros abstém-se do “caso Bachir”

O Conselho de Ministros, reunido ontem na sua 19.ª sessão ordinária, ignorou por completo a acusação que pesa contra o cidadão moçambicano Mohamede Bachir Sulemane, que é classificado como “barão da droga” pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América. No informe habitual, na sessão de ontem, o ministro das Pescas, Victor Borges, disse que o “caso Bachir” não foi objecto de análise. Ele alegou que o mesmo será tratado pelas instituições competentes para o efeito, tendo apontado a Procuradoria Geral da República.
Por outro lado, Victor Borges negou revelar se o Governo norte-americano já teria comunicado oficialmente, ou não, ao Governo moçambicano o assunto do patrão do MBS, para que a Procuradoria da República possa levar a cabo o seu trabalho de investigação.
“As instituições apropriadas do nosso país vão cuidar desse assunto, por isso devemos aguardar pelas informações que elas vão dar. Moçambique é um Estado de Direito e tem instituições de direito para cuidar desse tipo de assunto, e no devido momento vão trazer as informações”, disse Victor Borges, recusando dar mais informação oficial do Governo de Moçambique sobre o assunto que ocupa a imprensa moçambicana há uma semana, desde que foi conhecido no país o despacho do presidente americano sobre os cinco novos nomes da Lista 1 do Departamento de Tesouro dos EUA, de “barões da droga” e indivíduos envolvidos em “lavagem de dinheiro”. (Egídio Plácido)

Fonte: CanalMoz - 09.06.2010

Reflectindo: pelo que me lembro, esta sessão Conselho de Ministros teve um novo porta-voz...

Opinião de Jonathan McCharty

....Só um cidadão desatento é que não consegue perceber a embrulhada e a vulnerabilidade a que se expôs o Governo Moçambicano, da sua cabeça aos pés!! Quando o “melhor amigo” do partido no poder e do Governo do dia é acusado pela nação mais poderosa do mundo, de ser não apenas traficante, mas “Barão do Narcotráfico”, de forma explícita se está a afirmar categoricamente que o “Partido no poder” e o “Governo de Dia” de Moçambique estão de conluio com o tráfico de drogas!! Esta consequência directa é cristalina como a água!!
Foi de muito mau agoiro, a ideia do Ministro do Interior se apressar e vir a terreiro defender o seu “patrão”, alegando que “de acordo com o nosso sistema juridico-legal, o acusado de contrabando tem a ficha limpa”!! Um Alto Magistrado do calibre de um “Ministro do Interior” tem que ter cautela e ser prudente, quando se trata de matérias sensíveis e de âmbito internacional como estas, e que da noite para o dia, podem arrastar o Estado, o seu Governo e toda uma Nação para o descrédito!! Se as averiguações e investigações ora em curso ou a iniciar, não só por actores nacionais, mas também por organismos internacionais como a Interpol provarem que, de facto, Bachir é “heavy-weight champion do narcotráfico”, o que Pacheco quererá que nós o Povo Moçambicano e o comunidade internacional percebam do nosso “sistema jurídico-legal” e dos nossos mais altos governantes???
Outro precedente que esta situação insólita criou (e que poucos actores estão a equacionar neste momento), é que podemos ter já criado condições para a entrada no país de instituições que não virão aqui para salvaguardar os interesses dos Moçambicanos, mas dos seus próprios países
!!
E, esta não é situação para os nossos “Nacionalistus” padecendo de “Mentecaptitis” virem apontar o dedo à “mão ou interferência externa”,...

Nota: clique a parte azul do texto para ler todo o artigo no Desenvolver Moçambique.

terça-feira, junho 08, 2010

EUA forneceram «todas as informações necessárias» sobre o «caso Bachir»

As autoridades norte-americanas forneceram “todas as informações necessárias” ao governo de Moçambique para este poder agir no “caso Momade Bachir Sulemane”, empresário acusado pelos EUA de narcotráfico, assegurou hoje o executivo de Maputo.
O porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique, Vítor Borges, disse aos jornalistas que “as instituições relevantes terão tido todas as informações necessárias para poder agir” e que “a instituição apropriada (Procuradoria-Geral da República) está a trabalhar nisso”, no “caso Bachir”.
Na quarta-feira passada, o Departamento do Tesouro dos EUA colocou o empresário moçambicano na sua lista de “barões da droga” e ordenou o congelamento dos seus bens (que eventualmente tenha nos EUA), proibindo ainda negócios entre ele e cidadãos norte-americanos.
Reagindo, Momade Bachir Sulemane disse ser “inocente” e exigiu provas ao Departamento do Tesouro norte-americano, através d a embaixada na capital moçambicana.
Em comunicado hoje divulgado, a representação diplomática norte-americana em Maputo anunciou que Adam Szubin, director do Gabinete de Controlo de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro (OFAC, sigla em inglês), fará quarta-feira um anúncio à imprensa, em vídeoconferência, “relativo à aplicação de sanções a entidades da propriedade do Barão da Droga, Momade Bachir Sulemane”.
Após a acusação, as autoridades norte-americanas e moçambicanas contradisseram-se nas informações sobre a tramitação dos documentos do suposto envolvimento do empresário no narcotráfico.
Os EUA garantiram ter comunicado oficialmente ao governo moçambicano sobre o processo, mas o ministro do Interior, José Pacheco, afirmou, de seguida, que o executivo de Maputo não foi notificado das acusações que pendem sobre Momade Bachir Sulemane.
“Não fomos notificados das acusações que pendem sobre ele. Não temos provas”, disse José Pacheco.
O Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Paulino, “designou uma equipa de quadros” da Polícia de Investigação Criminal (PIC), “sob direcção, supervisão e orientação técnica” do Ministério Público, para averiguar o caso, com base “nas informações veiculadas pela imprensa”.
Hoje, o porta-voz do Conselho de Ministros garantiu que “as instituições apropriadas do país estão a tratar deste caso”.
“Julgo que deveríamos aguardar o trabalho que está a ser feito e, em devido momento, saberemos” os resultados, disse Vítor Borges, assinalando que o assunto “não foi abordado na 19ª sessão ordinária do Conselho de Ministros”.
“Moçambique é Estado de Direito, há instituições apropriadas que se ocupam de certas matérias, vamos deixar que se ocupem delas e, no devido momento, a informação será veiculada”, concluiu o governante.

Fonte: NOTÍCIAS LUSÓFONAS – 08.06.2010

Lekota quer extinguir divisões no Cope

Não existem dois Copes mas sim um. Nós vamos convocar um encontro do Comité do Congresso Nacional”
O presidente do Congresso do Povo (Cope), Mosiuoa Lekota, prometeu acabar com as divisões que existem no seio da sua formação política. Falando numa conferência de imprensa que se seguiu à deliberação do tribunal a seu favor, num caso que o opunha aos membros aliados ao seu vice, Mbhazima Shilowa, Lekota disse que “não existem dois Copes mas sim um. Nós vamos convocar um encontro do Comité do Congresso Nacional”, referindo-se ao mais alto órgão de tomada de decisão do seu partido. À saída do Tribunal Supremo de Gauteng, em Joanesburgo, Lekota agradeceu aos seus apoiantes e de Shilowa pelo seu “bom comportamento” durante as auscultações. O juiz Rami Mathopo decidiu que Lekota continuasse presidente do Cope e disse que a conferência da semana passada, que aprovou um voto de confiança contra o mesmo, é ilegal. O porta-voz do Cope, Phillip Dexter, e Lekota deviam ter sido permitidos a apresentar a sua posição antes da votação, apelidando a medida de “violação flagrante das regras da justiça neutral”. Mathopo ordenou que Lekota e Dexter mantivessem as suas posições e interditou a facção que apoia Shilowa de interferir nos assuntos dos deputados do Cope no Parlamento. O porta-voz do partido prometeu esforçar-se para uma maior união entre os membros daquela formação política e garantiu que “não haverá caça às bruxas (...), não haverá nenhuma acção contra um membro do partido que tenha cometido uma falha”.

Fonte: O País online - 08.06.2010

Reflectindo: algo para aprender-se em Mocambique?

Lider da RENAMO declara guerra contra jornalistas

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, disse, em Nampula, que a queixa apresentada pela deputada da Assembleia da Repúbica e delegada provincial daquela formação política, em Nampula, Lúcia Xavier Afate, contra o jornalista, Vasco da Gama, marca o início de um cíclo de processos judiciais que ele e o seu partido estão a preparar contra alguns profissionais de comunicação social.
A partir de hoje, iremos processar judicialmente todos os jornalistas que brincarem connosco, disse Afonso Dhlakama que confirma ter encorajado Lúcia Afate, indiciada de sua esposa , a canalizar o caso aos ógrãos judiciais. Vou continuar a encorajar os quadros do partido a processarem os jornalistas que publicam mentiras nos seus jornais. Referiu Dhlakama numa conferência de imprensa que decorreu na sua residência. O líder do maior partido da oposição em Moçambique escusou-se, contudo, a avançar nomes dos jornalistas em causa. Mas, o deputado e porta-voz do partido, Arnaldo Chalaua, presente na conferência de imprensa, apontou, à título de exemplo, o jornalista, Júlio Paulino, do jornal “
O País”, como um dos indivíduos que escreve inverdades sobre a Renamo e a quem foi já vedado o acesso à residência do líder. Na mesma conferência de imprensa, Afonso Dhlakama fez fortes acusações a o Grupo MBS , descrevendo-o de “Comité Central da Frelimo”, alegadamente porque não paga qualquer imposto ao Estado. Questionado sobre o que estaria, realmente, a fazer em Nampula, o líder da Renamo disse que está a fazer política, embora sejam raras as suas saídas de casa. Contudo, negou pronunciar-se à volta do ventilado abandono da família em Maputo.

Fonte: Wamphula Fax @ Verdade - 08.06.2010

Reflectindo: e quem disse que queixar-se é ganhar a causa? Quantos já se queixaram e não ganharam a causa? E quem disse que ganhar a causa é receber indmnizacão? Quantos já ganharam a causa, mas não foram indmnizados já lá vão anos? E se queixinhas tornassem a moda, será que muitos quadros da Renamo não estariam nas cadeias por terem "defamado" ameacado os seus opositores, e até os seus companheiros do partido?
Se as pessoas sairam da política activa, o melhor é deixarem a política para os outros. Tenho vindo a recomendar isso mesmo.

Especialistas confirmam versão sobre presença de explosivo

O Comando Provincial da PRM em Sofala, através do seu oficial de Relações Publicas, Mateus Mazibe, anunciou no domingo que a equipa de especialistas em explosivos e incêndios que investiga o caso de explosão e incêndio num estabelecimento comercial na Cidade da Beira concluiu que o mesmo deveu-se a explosão de um engenho explosivo de natureza ainda desconhecida.
Chegou a mesma conclusão popular de que o que deflagrou trata-se efectivamente de um engenho, ou seja, material de guerra, afastando em definitivo as versões que apontavam ter se tratado de botija de gás ou curto-circuito. Refira-se que a explosão seguida de incêndio de grandes proporções provocou avultados danos ao estabelecimento comercial e a vários outros localizados na sua proximidade, incluindo sobre varias residências no quarteirão, alem de viaturas destruídas e pânico que criou.

Fonte: @ VERDADE - 08.06.2010

segunda-feira, junho 07, 2010

Drugs - US Embassy Contradicts Interior Minister

The US embassy in Maputo has told reporters that the US government's decision to name Mozambican businessman Mohamed Bachir Suleman as a drugs "kingpin" was duly transmitted to the Mozambican authorities.
"The US government is in regular communication with the Mozambican government about this case", the embassy stated in a press release.
This contradicts a statement made on Friday by Mozambican Interior Minister Jose Pacheco that the government had not been notified of the accusations against Bachir.
The US press release makes no specific demands on the Mozambican government, merely saying that the US government "encourages all countries to take kingpin designations seriously and perform the investigations or other actions that they deem appropriate".
The release confirms that the embassy received a letter from Bachir protesting against the accusations. The embassy reacted by first contacting the US Treasury Department (the body responsible for keeping the list of drug barons), and then "responded to Mr Suleman, including encouraging him to be in direct contact with the Department of the Treasury to provide any information that he deems appropriate, and to obtain full details on the appeals process provided by the law".
It adds that the Treasury Department "has legal authority to deal directly with any individual or entity designated on the list, and has a clear and consistent policy and procedure for communication and appeals".
Meanwhile, the Mozambican Attorney-General's Office has announced the creation of a team from the Criminal Investigation Police who will investigate the accusations against Bachir. The team is working under the guidance of the Attorney-General's Office.
Pro-Bachir propaganda is now appearing in parts of the Mozambican press. Thus a the Sunday paper "Domingo" carried a full page editorial under the headline "Bachir case: what if Obama is wrong?"
It complains that the US government "did not hear the accused. It charged him and condemned him by administrative means". The paper claims this is a violation of the legal principle that an accused person is considered innocent until proven guilty.
"Domingo" seems not to understand that Bachir is not currently facing criminal charges in the United States or anywhere else. The US law concerned, the 1999 "Foreign Narcotics Kingpin Designation Act", is designed, not to haul the kingpins before the courts, for which a higher degree of proof would certainly be demanded, but to prevent suspected drug traffickers gaining access to the US financial system and to US assets.
On the lookout for a conspiracy, "Domingo" notes that Obama's announcement followed claims that the terrorist group Al-Qaeda has training camps in Mozambique (promptly denied by the Mozambican authorities).
The link between the Al-Qaeda claim and the Bachir case has been made in several quarters - some, like "Domingo", denying both claims, and others, such as Renamo leader Afonso Dhlakama, accepting them both.
In fact, the claims are completely different. The accusation against Bachir comes from the US government which, whether one likes it or loathes it, must be regarded as a serious source, whereas the chatter about Al-Qaeda came from the NEFA Foundation, a private anti-terrorist body with no obvious expertise on southern Africa, but which needs to keep alive the spectre of terrorism here, there and everywhere, in order to keep the money rolling in.
The weekly paper "Scorpiao" goes even further than "Domingo", carrying an opinion article under the headline "We are in solidarity with Bachir for the defence of Mozambican identity".
This article alleges that the US government is trying to destroy Bachir in order to perpetuate US dominance over Mozambique. "It is on the agenda of the Americans to denigrate the good image and good name of Mozambicans, and discredit the entire struggle against poverty that we are waging", it claims.
Elsewhere in the paper, its director Carlos Andre argues that drug barons are protected by private armies, and do not walk around freely in public. Since Bachir does appear in public and does not have a private army, he can't be a drug trafficker.
Slightly less absurd is Andre's claim that the Americans may have made a mistake. 141 names were removed from the list of drug barons in 2008 and 76 in 2009, and in some cases this was because of "mere coincidence in names".
Although it is entirely possible that there are other people in Mozambique's substantial Moslem community with the name Mohamed Bachir Sulemane, there is only one MBS Group, one Kayum Centre and one Maputo Shopping Centre, the companies named by the US Treasury Department.

Pf/ (751)

Fonte: Allafrica - 07.06.2010

Reflectindo: who are the pro-drug barons? We do know them.

Mart Nooij renova com FMF

MART Nooij renovou ontem o contrato com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para continuar à frente dos “Mambas” como técnico principal.Maputo, Terça-Feira, 8 de Junho de 2010:: Notícias
Fonte da Comissão encarregue de tratar do processo da renovação do contrato com o técnico, disse à nossa Reportagem que foi bastante difícil chegar-se a um consenso, mas Mart Nooij acabou por aceitar as exigências do país, que passam por qualificar os “Mambas” ao CAN de 2012, situação que estava fora das cogitações do treinador.
Na sua proposta, Mart Nooij havia colocado de parte a hipótese de levar os “Mambas” ao CAN de 2012, mas acabou aceitando a proposta da Comissão, uma vez que o seu contrato será por objectivos.
Ontem, segundo a nossa fonte, foi o dia mais aturado do “processo Mart Nooij”, e pela primeira vez, o técnico compareceu ao encontro para se interior e esclarecer algumas situações dúbias, pois até à essa altura apenas a Comissão trabalhava com o agente do técnico.
Sobre o assunto, prometemos, nas próximas edições, trazer mais pormenores.

Fonte: Jornal Notícias - 08.06.2010

Reflectindo: Faizal Sidat perdeu a batalha? Penso que alguma coisa se passa com Sidat e eu passo a recordar aos meus compatriotas que ele até está tentando frelimizar o futebol, veja aqui e talvez pensasse que a sua opinião já era ordem no futebol mocambicano.

Aumentam ajudas de custo para deputados do Parlamento

A COMISSÃO Permanente da Assembleia da República decidiu proceder a um incremento “significativo” nas ajudas de custo diárias dos deputados para a realização do respectivo trabalho político e de fiscalização das actividades governativas nos círculos eleitorais. O facto foi revelado ontem em Maputo pelo porta-voz deste órgão de direcção do Parlamento, Mateus Katupha, no final da sua VI Sessão Ordinária, que tinha por objectivo apreciar a proposta de Normas Internas de Execução do Orçamento da AR.
Na ocasião, Katupha disse que a partir de agora o deputado beneficiará de um subsídio diário de três mil meticais, valor este que deverá ser multiplicado pelos 50 dias que cada parlamentar tem direito para o seu trabalho no círculo eleitoral. Anteriormente o período de trabalho era de 30 dias, tendo agora passado para 50.
Na ocasião, aquele parlamentar referiu ainda que para os casos de um deputado que não reside no círculo eleitoral pelo que foi eleito este, para além de lhe ser paga a deslocação, terá o direito de receber um subsídio de 4080 meticais diários para o seu trabalho de círculo eleitoral, que também terá a duração de 50 dias.
Sobre os dois parlamentares eleitos na diáspora, a fonte explicou que o mais alto órgão legislativo nacional está a fazer tudo que está ao seu alcance no sentido de melhorar as condições de trabalho destes, tendo em conta muitas vezes a carestia de vida nos países de acolhimento.
“Por outro lado, os deputados da Assembleia da República contam a partir do dia 1 de Abril com um incremento salarial de nove porcento, tal como decidiu o Governo”, revelou.
Porém, o nosso interlocutor fez questão de lembrar que a Assembleia da República tem, no seu orçamento para este ano um défice de 13 milhões de meticais, o que implica que algumas das actividades previstas para 2010 sejam transferidas para o ano seguinte.
"Trata-se de normas que vão orientar a administração interna dos recursos do nosso Parlamento de modo a conferir-lhe cada vez maior transparência", sublinhou a fonte.

Fonte: Jornal Notícias - 08.06.2010

Reflectindo: Uma notícia muito interessante em quase todos os parágrafos.

EMBAIXADA DOS E.U.A.ESCLARECE CASO BACHIR SULEMAN

Em comunicado de imprensa enviado, hoje, à Redacção do nosso Jornal, a Embaixada dos Estados Unidos da América confirma a recepção de uma carta do Sr. Bachir Suleman, em resposta à designação da Casa Branca e do Departamento do Tesouro como um barão de droga. E refere que após a recepção de informações dos representantes do Departamento do Tesouro, a Embaixada respondeu ao Sr. Suleman, incentivando-o ao mesmo tempo a estar em contacto directo com o Departamento do Tesouro para prestar qualquer informação que julgar pertinente, e para obter detalhes completos sobre o processo de recurso previsto pela lei. Como a entidade do governo dos E.U.A., responsável pela aplicação da lei, o Departamento do Tesouro tem a autoridade legal para lidar directamente com qualquer pessoa ou entidade designada na lista, e tem uma política e um procedimento claro e consistente para a comunicação e recursos.
A mesma nota sublinha que o governo dos E.U.A. está em comunicação regular com o governo moçambicano sobre este caso, e encoraja todos os países a tomar a sério as designações dos barões de droga e realizar as investigações ou outras acções que considerarem adequadas.

Fonte: WAMPHULA FAX – 07.06.2010

Reflectindo: estamos a espera dessa data que a imprensa mocambicana poderá entrar em contacto com o DTA, mas como é do interesse público, a imprensa tem que fazer esforco para ter os detalhes junto ao Departamento do Tesouro dos EUA.

PAHUMO DESVALORIZA CHAMA DA UNIDADE

-Nova formação política elege órgãos centrais do partido

O Partido Humanitário de Moçambique ( PAHUMO), uma nova formação política no país, considera a Chama da Unidade uma autêntica fantochada da Frelimo e sem qualquer significado científico ou tradicional para o povo moçambicano.
O PAHUMO reuniu-se este sábado, na cidade de Nampula, em assembleia constituinte, acto que culminou com a eleição de Cornélio Quivela, natural Cabo-Delgado, ao cargo de presidente, ao arrecadar cento e vinte e dois votos contra apenas dois do seu adversário, Emílio José Moçambique, oriundo da província da Zambézia.
No seu primeiro discurso, momentos depois da sua eleição como Presidente do Partido, Cornélio Quivela, antigo deputado da Assembleia da República (durante dois mandatos) e delegado político provincial da Renamo em Cabo-Delgado, disse que Moçambique continua a viver o regime monopartidário, alegadamente porque o partido no poder, a Frelimo, submete ao povo à várias situações de insegurança.
Quivela disse que o PAHUMO surge como uma alternativa democrática e promotora da paz, unidade nacional e bem estar social de toda a população moçambicana.
Aquele politico referiu que o PAHUMO considera a pessoa humana como o centro das atenções, através da oferta de oportunidades de acesso à educação, saúde, habitação condigna e justiça.
O país encontra-se numa situaçao em que todos têm medo e o nosso partido surge como guia dos moçambicanos, disse, acrescetando que vamos trabalhar para consolidarmos a Unidade Nacional.
O PAHUMO elegeu para secretário geral, José Henriques Lopes, antigo delegado político provincial da Renamo, em Nampula e ex- deputado da Assembleia da República, e os membros da Comissão Política e do Conselho Nacional.
Entretanto, conforme a nossa Reportagem teve oportunidade de constatar, o PAHUMO é constituido, maioritariamente, por descendentes da Frelimo, PDD e Renamo, que se comprometem em desencadear um intenso trabalho de mobilização popular por forma a que o partido venha a congregar um grande número membros para a sua participação nos próximos pleitos eleitorais.
Subordinado ao slogam “Levante-se, Moçambique”, o PAHUMO tem como logotipo dois indivíduos simbolizando uma entreajuda fraternal.Wf

Fonte: Wamphula Fax - 07.06.2010

Biografia de Oliver N'Goma

Oliver N'Goma do seu verdadeiro nome Olivier N'Goma ou Noli para os amigos nasceu em Mayumba, Gabão no dia 23 de Março de 1959. O seu pai era professor e era considerado um dos melhores a tocar harmónica na região e foi pelas mãos dele que o jovem Oliver aprendeu a tocar este instrumento quando tinha oito anos.
Em 1971, a família deixou Mayumba para a capital do Gabão, Libreville, onde Oliver estudou contabilidade na escola secundária, juntou à banda da escola, “Capo Sound”, tocando violão. Oliver não se interessava muito pelas aulas de contabilidade, porque preferia concentrar-se nas suas duas grandes paixões: cinema e música.
Começou a coleccionar instrumentos musicais, e em pouco tempo já tinha um estúdio em casa, sempre com esperança de se tornar um músico profissional talentoso. No entanto, surgiu a oportunidade de começar a trabalhar como operador de câmara, a sua segunda paixão. Foi na Televisão do Gabão que Oliver começou a trabalhar como operador de câmara. Em 1988 viajou para Paris onde para formação. Durante o longo Inverno que passou na capital francesa Oliver aproveitou para trabalhar as suas composições, em demo.
Durante a sua estadia em Paris, Oliver conheceu Manu Lima, um dos melhores produtores de show Africano em Paris. Manu Lima ajudou a relançar a carreira de muitos artistas africanos, como Monique Seka, Pépé Kallé. Quando Manu Lima ouviu as melodias de Oliver pela primeira vez ficou logo maravilhado e concordaram em trabalhar juntos nas gravações do primeiro CD de Oliver, como director artístico.
O álbum foi bem recebido pela crítica, quando foi oficialmente apresentado, com o tema de maior sucesso, “Bane”. Mas em 1990, especialmente graças Rádio África Nº1 e Obringer Gilles, na Rádio France International, e posteriormente discotecas africanos e franceses, o tema “Bane” tornou-se num sucesso tremendo em toda a África, França e nas Antilhas, onde ainda hoje, é possível ser ouvida em qualquer parte.
“Bane” é um dos maiores sucessos da música moderna africana, juntamente como temas como Mário do Franco, Brigadier Sabari de Alpha Blondy’s, “Ancien Combattant” de Zao’s (Veteran) e o Kwassa Kwassa de Man`s Kanda Bongo . Manu Lima conseguiu um equilíbrio perfeito entre os ritmos africanos e uma nova batida do Zouk.
O tema Icole, também foi um sucesso. O álbum, “Bane” rapidamente tornou-se num dos discos mais vendidos na história da música Africana. E, Oliver teve a oportunidade de visitar as principais capitais africanos, apresentado as suas músicas, onde foi recebido como um chefe de Estado. Desde 1990, nenhuma música nova conseguiu ofuscar o sucesso alcançado por “Bane”.
Oliver recusou-se a deixar levar pelo enorme sucesso que alcançou, percebendo que teria que viver até ao seu novo estatuto. Assim que regressou ao trabalho, Ngoma sabia que o segundo album seria para ele uma espécie de libertação.
Oliver continuou a sua parceria musical com Manu Lima, e os dois começaram as sessões de gravação de "Adia" em conjunto no final do Verão de 1995. O álbum surgiu em meados de Dezembro do mesmo ano. Combinando sofisticação com proliferação de batidas.
Em 2001, Oliver gravou “Seva” , mas desta vez sem a parceria de Manu Lima. Contudo pouco tempo depois voltou a gravar com o produtor franco cabo-verdiano, Manu Lima, cuja competência foi tão crucial nos seus dois primeiros álbuns, e o resultado final deste reencontro foi “Saga” lançado em Maio de 2006.
A habilidade musical de Manu Lima que marcou o sucesso, que viria a premiar o álbum “Saga”, que é essencialmente um sucesso da dança estilo Zouk Africano.
Além da musica Saga, que dá nome ao álbum, o cd inclui vários outras canções, como Noli, uma espécie de rumba- zouk com destaque para os vocalistas e guitarras congoleses, bem como colaboração especial, com a parisiense MC Kevin Sauron: Lubuge.

Discografia:

Bane – CD Lusafrica

AdiaA – CD Lusafrica

Seva – CD Lusafrica

Saga – CD Lusafrica

Best of – CD Lusafrica

Best off clips – DVD Lusafrica
SAPO CV

Fonte: Notícias Sapo - 07.06.2010

Reflectindo: Descansa em Paz Oliver N'goma!

Governo moçambicano e Embaixada dos EUA contradizem-se sobre o “caso MBS”

“O Governo moçambicano não tem e nunca teve conhecimento sobre o narcotráfico praticado pelo empresário Mohamed Bachir Sulemane.” – vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Henrique Banze “O Governo dos EUA está em comunicação regular com o Governo moçambicano sobre este caso, e encoraja todos os países a tomarem a sério as designações dos barões da droga e a realizarem as investigações ou outras acções que considerarem adequadas.” – comunicado da embaixada dos EUA

O Governo moçambicano abordou, pela primeira vez, o caso da designação do empresário moçambicano Mohamed Bachir Sulemane, como “barão da droga”, pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Embora a ocasião não fosse para isso, o ministro do Interior, José Pacheco, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Henrique Banze, aceitaram responder às questões de jornalistas sobre o caso. Henrique Banze disse que o Governo nunca foi abordado pela sua congénere norte-americana sobre o assunto, e que tudo quanto sabe foi através da imprensa. Esta informação é contraditória com a que foi divulgada pela embaixada dos EUA em Maputo, segundo a qual, “o Governo dos EUA está em comunicação regular com o Governo moçambicano sobre este caso”.
Foi à margem da assinatura de um acordo de cooperação entre o Governo e representantes dos EUA que o assunto foi abordado pelos governantes. Henrique Banze considerou que a designação de Bachir como “barão da droga” é uma “acusação preocupante e grave” para Moçambique, alegando que “está em jogo a boa reputação do país no sistema internacional, dado que Moçambique assinou algumas convenções internacionais sobre combate ao tráfico de droga”.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação disse que, neste momento, “Moçambique poderá ser mal visto pela comunidade internacional”, por isso há necessidade de investigar o caso com a maior urgência.

Já foi indicada uma equipa para investigação

Segundo um comunicado da Procuradoria-Geral da República, o Ministério Público já designou uma equipa da Polícia de Investigação Criminal (PIC) para iniciar a investigação do suposto envolvimento de Bachir no tráfico de droga e em lavagem de dinheiro. Esta é a hipótese que já tinha sido adiantada ao Canalmoz por uma fonte governamental, no mesmo dia em que o comunicado da Casa Branca começou a circular na imprensa nacional e estrangeira.

Pacheco diz que Bachir tem cadastro limpo

Por sua vez, o ministro do Interior, José Pacheco, disse, na mesma ocasião, que “não há incidências que indiquem envolvimentos do Bachir no mundo do crime”. Pacheco revelou que decorrem investigações internas para apurar a veracidade da informação posta a circular pela presidência norte-americana, sem precisar se a investigação em causa é feita em colaboração com o Governo dos EUA.

Embaixada dos EUA diz que o Governo está a par de tudo

Por sua vez, a Embaixada dos EUA emitiu um comunicado na mesma sexta-feira em que o Governo abordou o caso, informando sobre a recepção da carta de Bachir a requerer audiência com a embaixadora norte-americana em Moçambique, Leslie Rowe. “Após a recepção de informações dos representantes do Departamento do Tesouro, a Embaixada respondeu ao Sr. Sulemane, incentivando-o ao mesmo tempo a estar em contacto directo com o Departamento do Tesouro para prestar qualquer informação que julgar pertinente, e para obter detalhes completos sobre o processo de recurso previsto pela lei”, lê-se no comunicado, que, entretanto, diz que o Governo moçambicano está a par de tudo.
“O Governo dos EUA está em comunicação regular com o Governo moçambicano sobre este caso e encoraja todos os países a tomarem a sério as designações dos barões da droga e a realizarem as investigações ou outras acções que considerarem adequadas”.
Por outro lado, a Embaixada norte-americana em Maputo diz que “está a organizar uma oportunidade para os membros dos meios de comunicação poderem falar directamente com um representante do Departamento do Tesouro para mais esclarecimentos, que será anunciada oficialmente quando os detalhes forem finalizados”. (Borges Nhamirre e António Frades)

Fonte: CanalMoz - 07.06.2010

domingo, junho 06, 2010

Ministro francês multado por comentários racistas

O MINISTRO do Interior francês, Brice Hortefeux, foi multado em 750 euros e condenado a pagar outros dois mil euros de indemnização por comentários que fez sobre um jovem activista de origem argelina. O incidente, que foi gravado num vídeo que circula pela Internet, ocorreu em Setembro do ano passado, quando o governante desenvolvia uma conversa descontraída com activistas do partido no poder UMP.
Pouco antes dos comentários de Hortefeux, pode-se ouvir um activista dizendo “Amin (o activista de origem argelina) é católico. Ele come carne de porco e bebe álcool”.
Escuta-se então, imediatamente, Hortefeux a dizer que “ele (o activista de origem argelina) não se enquadra no estereótipo”.
Uma mulher responde: “Ele (o activista) é um de nós... ele é o nosso pequeno árabe”.
O ministro do Interior francês diz então que “nós sempre precisamos de um. É quando se juntam muitos deles que acontecem os problemas”.
Hortefeux defendeu-se considerando que o caso é uma “tentativa vã e ridícula de criar uma polémica”. Porém, o movimento francês contra o racismo rejeita este argumento.
Segundo o correspondente da BBC em Paris, Christian Fraser, a multa está a provocar um grande constrangimento ao Governo e ao Presidente Nicolas Sarkozy, uma vez que ele e Hortefeux têm uma estreita amizade.
Ainda de acordo com a mesma fonte, a gestão de Hortefeux à frente do ministério da Imigração, entre 2007-2009, foi marcada pelo rigor contra imigrantes.
A condenação do ministro foi anunciada na mesma semana, numa altura em que uma pesquisa feita na França revelou que um em cada sete franceses admite ser “pelo menos um pouco racista” e que mais de 25 porcento das pessoas inquiridas consideram os árabes “delinquentes”.

Fonte: Jornal Notícias - 07.06.2010

35 Anos de Independência

ECONOMICANDO

Por Joao Mosca

Celebra-se a 25 de Junho o 35º aniversário da independência de Moçambique. Uma data que será sempre recordada. Alguns nomes ficarão merecidamente na história como heróis da luta de libertação nacional. Não existem dúvidas e sem qualquer margem para questionamentos que foi a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) que catalizou o sentimento, o desejo e a revolta dos moçambicanos a partir de 1962. Ela foi a força principal da luta que conduziu Moçambique à independência.
 Mas já é discutível quando se pretende monopolizar os dividendos políticos (e não só) dessa conquista. Secundariza-se grande parte dos contributos de fora da FRELIMO. De pessoas e organizações que na clandestinidade ou que dentro do próprio regime colonial prestaram importantes contributos. Quase que se ignora o papel das forças progressistas em Portugal no derrube do regime que a todos oprimia (não é consistente separar os dois processos). O papel de pessoas, organizações e países que contribuíram para o isolamento político de Portugal. 

PGR abre inquérito ao caso Mohamed Bachir, acusado de narcotráfico

 A Procuradoria-geral moçambicana abriu um inquérito ao caso Mohamed Bachir Suleman, um empresário de Moçambique acusado de narcotráfico pelo Governo dos EUA, disse hoje fonte judicial.
O Governo dos EUA colocou na quarta-feira passada o empresário moçambicano Mohamed Bachir Suleman na sua lista de “barões da droga” e ordenou o congelamento dos seus bens, proibindo ainda negócios entre ele e cidadãos norte-americanos.
Hoje, o Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Paulino, “designou uma equipa de quadros” da Polícia de Investigação Criminal (PIC), “sob direcção, supervisão e orientação técnica” do Ministério Público, para averiguar o caso, disse a fonte.
A equipa, disse também a fonte, vai “averiguar os factos relatados pela comunicação social na sequência das informações postas a circular pelo Departamento do Tesouro dos EUA, com implicação de um cidadão moçambicano no tráfico ilícito de droga e lavagem de dinheiro”.
O despacho do PGR responde também a um pedido de averiguações feito expressamente pelo próprio Mohamed Bachir Suleman, num requerimento com data de quinta-feira, concluiu a fonte.

Fonte: Notícias lusófonas - 04.06.2010

Partido Humanitário de Moçambique, PAHUMO, elege órgãos directivos

O Partido Humanitário de Moçambique, PAHUMO, uma nova formação política, elegeu hoje em Nampula, norte do país, os órgãos directivos e quer ser no futuro “guia dos moçambicanos”.
Cornélio Quivela, antigo dirigente da RENAMO (principal partido da oposição), foi eleito presidente por esmagadora maioria, ficando como secretário geral José Lopes. Foram também eleitos os membros da Comissão Política e do Conselho Nacional.
O PAHUMO surge como “uma alternativa democrática” e promotora da paz, unidade nacional e bem estar social de toda a população moçambicana, disse Cornélio Quivela no discurso de posse.
Como visão do partido, disse Cornélio Quivela que o PAHUMO tem a pessoa como o centro das atenções, através da oferta de oportunidades de acesso à Educação, Saúde, habitação condigna e Justiça.
“O país encontra-se numa situação em que todos têm medo e o nosso partido surge como guia dos moçambicanos”, disse, acrescentando: "Vamos trabalhar para consolidarmos a Unidade Nacional".
Para Cornélio Quivela, a “Chama da Unidade” (uma tocha que está desde 7 de Abril a dar a volta ao país para assinalar os 35 anos da independência) “não tem qualquer significado tradicional nem científico”.
O PAHUMO é constituído maioritariamente por antigos membros dos partidos FRELIMO, RENAMO e PDD, que hoje se comprometeram em desencadear um intenso trabalho de mobilização popular, para obter um resultado expressivo nas próximas eleições.
Cornélio Quivela é um antigo delegado provincial da RENAMO em Cabo Delgado e foi deputado por este partido durante dois mandatos. José Lopes também foi delegado provincial da RENAMO em Nampula e igualmente deputado na Assembleia da República.

Fonte: Notícias Lusófonas - 05.06.2010

EUA: Mãe descobre filhos desaparecidos há 15 anos através do Facebook

Uma mulher do sul da Califórnia, cujos dois filhos estavam desaparecidos há 15 anos conseguiu detectá-los na Florida usando a rede social Facebook.
O pai dos dois jovens, Faustino Utrera, saiu de casa com as duas crianças, então com dois e três anos de idade, disse o Procurador distrital Kurt Rowley.
A mãe, não identificada pelas autoridades, encontrou o perfil da filha no Facebook após pesquisar o nome dela na rede social em março deste ano, acrescentou o Procurador.

Fonte: Lusa in Notícias Sapo - 06.06.2010