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sábado, setembro 04, 2010

CM reúne para contabilizar mortos e prejuízos

Ainda na manhã de quinta-feira, o Conselho de Ministros reuniu na sua 1ª Sessão Extraordinária simplesmente para avaliar o impacto da “agitação”. Foi um renovar de esperanças por parte das pessoas que tanto queriam ouvir algumas medidas do executivo face à situação. Nenhum dado novo pareceu na mensagem veiculada pelo porta-voz do executivo. Foi quase uma reprodução do discurso do Chefe do Estado. A novidade era o balanço oficial: sete mortos, 288 feridos, 23 estabelecimentos danificados
e saqueados, 12 autocarros vandalizados sendo um totalmente destruído, dois vagões contendo milho e cimento saqueados, cinco viaturas e duas motorizadas queimadas, quatro postes de transformação de energia queimados e duas bombas de combustível vandalizadas. Todos os prejuízos contabilizam aproximadamente 122 milhões de meticais. O executivo diz que as perdas representam um retrocesso na luta contra a pobreza e promoção do bem estar dos moçambicanos.
Soluções? – “O Conselho de Ministros reitera o seu compromisso de continuar a trabalhar lado a lado com o povo, para a reposição da ordem e tranquilidade públicas. Reitera ainda a sua determinação de prosseguir com a implementação do Programa Quinquenal, instrumento fundamental para o combate a pobreza”, fim da solução.
Lembrar que foi com este tipo de discursos proferidos ontem que a população voltou à rua exigindo medidas concretas.

Fonte: SAVANA, edicão de 03.09.2010, in Diário de um sociólogo

quinta-feira, setembro 02, 2010

Barricadas ameaçam de novo a calma em Maputo. Conselho de Ministros reunido de emergência

Novas barricadas e um tiroteio ameaçam, hoje, quinta-feira, a calma restaurada durante a noite nas ruas da capital moçambicana, Maputo. O Conselho de Ministros moçambicano está reunido de emergência.
Barricadas, tiroreios e pneus queimados estão a ameaçar novamente a normalidade restaurada durante a noite, depois dos confrontos de ontem em Maputo que segundo a Agência de Informação de Moçambique fizeram 10 mortos e cerca de 80 feridos.
Informações não confirmadas dão conta de mais um morto e vários feridos nos confrontos registados hoje, quinta-feira. Um forte tiroteio registou-se hoje manhã em Maputo, na Avenida Julius Nyerere, entre Magoanine e Xiquelene. No local está um grande contingente policial, da Polícia da República de Moçambique (PRM) e da Força de Intervenção Rápida.
Na periferia da capital moçambicana, há notícia de desacatos pontuais, mas que estarão a ser controlados e vigiados pelos agentes da polícia.
Em Maputo, não circulam transportes públicos, não há venda de rua e quase não se vêem pessoas.
Decorre a esta hora um Conselho de Ministros Extraordinário, do qual deverão sair medidas para fazer face à actual situação de instabilidade.

Fonte: Rádio Moçambique - 02.09.2010

Reflectindo: Só depois de reuniões do partidão é que o Presidente da República reune o Conselho de Ministros. Jeremias Langa e outros observadores têm razão: "inaceitável sobreposição que se continua a fazer do partido Frelimo em relação ao Estado e ao governo...no auge da crise, quando todos ansiavam por uma palavra de conforto do mais alto magistrado da nação, foi o porta-voz do partido Frelimo que veio falar primeiro, em pose de estadista. Seguiu-se o ministro do Interior e, finalmente, numa lógica tão inaceitável quanto intrigante, o Chefe de Estado, bem já ao princípio da noite, quando o caldo há muito estava entornado! É inacreditável!" (Langa, Jeremias)

quarta-feira, junho 09, 2010

Sessão do Conselho de Ministros abstém-se do “caso Bachir”

O Conselho de Ministros, reunido ontem na sua 19.ª sessão ordinária, ignorou por completo a acusação que pesa contra o cidadão moçambicano Mohamede Bachir Sulemane, que é classificado como “barão da droga” pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América. No informe habitual, na sessão de ontem, o ministro das Pescas, Victor Borges, disse que o “caso Bachir” não foi objecto de análise. Ele alegou que o mesmo será tratado pelas instituições competentes para o efeito, tendo apontado a Procuradoria Geral da República.
Por outro lado, Victor Borges negou revelar se o Governo norte-americano já teria comunicado oficialmente, ou não, ao Governo moçambicano o assunto do patrão do MBS, para que a Procuradoria da República possa levar a cabo o seu trabalho de investigação.
“As instituições apropriadas do nosso país vão cuidar desse assunto, por isso devemos aguardar pelas informações que elas vão dar. Moçambique é um Estado de Direito e tem instituições de direito para cuidar desse tipo de assunto, e no devido momento vão trazer as informações”, disse Victor Borges, recusando dar mais informação oficial do Governo de Moçambique sobre o assunto que ocupa a imprensa moçambicana há uma semana, desde que foi conhecido no país o despacho do presidente americano sobre os cinco novos nomes da Lista 1 do Departamento de Tesouro dos EUA, de “barões da droga” e indivíduos envolvidos em “lavagem de dinheiro”. (Egídio Plácido)

Fonte: CanalMoz - 09.06.2010

Reflectindo: pelo que me lembro, esta sessão Conselho de Ministros teve um novo porta-voz...