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sexta-feira, fevereiro 24, 2017

Novo surto de cólera em Nampula

Regista-se uma média de 13 casos em vários distritos da província
A província moçambicana de Nampula regista vários casos de cólera nas últimas semanas.
Em média entram nas unidades sanitárias dos distritos mais afectados cerca de 13 pacientes com a doença.
Quando surgiram os primeiros casos de diarreia as autoridades de saúde alertaram a população para a possibilidade de estarem associados à malária e recordaram a necessidade de se tomar medidas básicas de higiene, que, no entanto, continuam a ser ignoradas.
Nesta época chuvosa são frequentes os casos de doenças diarreicas em Nampula, devido ao consumo de água imprópria e o deficiente sistema de saneamento do meio.
Para além disso, grande parte da população não dispõe de latrinas, o que facilita que, na época das chuvas, os dejectos seja arrastados pelas águas.
Este ano já foram registados mais de nove mil casos de diarreias simples na província.
A cidade capital provincial, Nampula, não registou ainda nenhum caso de cólera, mas o centro de tratamento da doença, recentemente reabilitado, está aberto para qualquer eventualidade.

Fonte: Voz da América - 24.02.2017

segunda-feira, novembro 02, 2015

População de Malema promove escaramuças devido à cólera

A vila municipal e sede do distrito de Malema, província de Nampula, viveu momentos turbulentos, caracterizados por escaramuças, destruição de casas e vandalização de um carro da Polícia da República de Moçambique (PRM), há dias, facto que culminou com a detenção de um número não especificado de cidadãos, supostamente porque a população não percebe por que razão as comunidades são assoladas pelas diarreias agudas, o que mais tarde foi confirmado como sendo cólera.

O caos naquele ponto do país começou quando um grupo de pessoas se dirigiu à casa do primeiro secretário distrital do partido Frelimo para alegadamente pedir esclarecimentos sobre a eclosão da doença cuja causa é a falta de higiene individual e colectiva, para além do deficiente saneamento do meio nas zonas residenciais.

terça-feira, outubro 27, 2015

Novo surto de cólera em Nampula

Em Moçambique, depois de oito meses sem o registo de novos casos de cólera em Nampula, as autoridades de saúde acabam de declarar um novo surto da doença em alguns distritos da província.
A preocupação maior é para Malema que desde o mês de Setembro registou mais de 100 casos dos quais três mortais.
A eclosão da cólera no distrito de Malema, motivou manifestação de descontentamento por parte da população, a qual acusa as autoridades sanitárias de estarem a espalhar a doença em colaboração com as lideranças comunitárias.
O protesto popular culminou com a agressão de um líder comunitário e a perseguição de outros.

segunda-feira, março 17, 2014

Acusados de propagar cólera: Técnicos de saúde abandonam Mossuril (Nampula)

Parte do pessoal da Saúde afecto ao Hospital Rural de Namitatari, distrito de Mossuril, em Nampula, está a abandonar a unidade sanitária local após ameaças de um grupo de pessoas na sequência de uma onda de desinformação de que estaria a propagar a cólera e diarreias na região.
A desinformação atingiu extremos preocupantes que os pacientes, em geral, e os que sofrem de diarreias, em particular, deixaram de procurar cuidados sanitários, o que se acredita estar na origem da morte de 13 pessoas num espaço de dez dias nas comunidades à volta.

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Há cólera em Nampula

As autoridades de saúde na província de Nampula confirmaram, esta segunda-feira (17), que a cidade capital está infectada pela cólera e os bairros de Carrupeia, Muatala e Napipine apresentam maior número de cidadãos infectados. Entre sexta (14) e segunda-feira (17), algumas unidades sanitárias locais receberam 60 doentes mas, felizmente, não há registo de óbitos. Ler mais

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Cabo Delgado: Detidos supostos desinformadores sobre a origem da cólera

Em Cabo Delgado, cinquenta indivíduos estão a contas com a polícia, indiciados de envolvimento na onda de desinformação sobre a verdadeira origem da cólera, que está a afectar alguns distritos da província, incluindo a cidade de Pemba.

terça-feira, fevereiro 26, 2013

Cidadão escapa de linchamento acusado de espalhar cólera na comunidade

Um cidadão de aproximadamente 25 anos de idade, identificado pelo nome Amisse Ali, escapou de uma tentativa de linchamento promovido por um grupo de populares que o acusam de espalhar produtos que provocam a cólera, em Namicopo, um dos bairros da cidade de Nampula.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

17 DETIDOS INDICIADOS DE PROMOVER DESINFORMAÇÃO SOBRE CÓLERA

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve 17 indivíduos indiciados de promover e liderar campanhas de desinformação sobre a origem da cólera e de vandalizar as residências dos secretários de bairros de Namicopo e Namutequeliua, na província nortenha de Nampula.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

DIZER POR DIZER - Cólera

Por Pedro Nacuo

Há dois anos havíamos apresentado um trabalho de reportagem sobre a desinformação que domina a sociedade de algumas regiões de Cabo Delgado, em tempos de epidemia, sobretudo de cólera. Era por causa da morte de um régulo, na aldeia Namarrecua, cerca de 30 quilómetros da cidade de Montepuez, sede do distrito do mesmo nome. Trazíamos as razões, que as achávamos próximas, do que teriam levado o líder tradicional a ser morto pelos seus próprios súbditos.

Populares espancam secretários da Frelimo

Um grupo de populares de Namutequeliua, na província de Nampula, espancou e vandalizou as residências dos secretários do partido Frelimo  e de chefes de quarteirão acusados de estarem a propagar a cólera naquela comunidade.
O incidente ocorreu durante o fim-de-semana, depois de um grupo de populares, composto maioritariamente por jovens, ter invadido as residências daqueles líderes, supostamente para disciplinarem os secretários, de modo a pararem com propagação da cólera. Ler mais

domingo, janeiro 09, 2011

Cólera em Cabo Delgado: O papel do régulo na (des)informação (4)

Por Pedro Nacuo

O PAPEL DO GOVERNO

A situação que se vive em algumas aldeias destes dois distritos, convida a presença permanente dos governantes, porque ficam muitas evidências de que a chamada autoridade tradicional, vista como o papel do régulo, não se acha forte, principalmente nos locais onde este não é da mesma linhagem dos restantes líderes de opinião.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Cólera em Cabo Delgado: O papel do régulo na (des)informação (2)

Por Pedro Nacuo

CÓLERA: ELO MAIS FRACO

Em Cabo Delgado, a pouco e pouco está parecer certo que os problemas de desinformação à volta da cólera tem como base uma luta silenciosa entre lideres tradicionais ou régulos que não concordaram com a indicação de determinadas figuras da região como representantes dos outros, pois houve erros aparentemente voluntários cometidos pelo processo, em função da conveniência, se bem que os procedimentos tradicionais que regem a indicação e/ou a sucessão não foram observados. Alguns deles não são reconhecidos pela população.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Cólera em Cabo Delgado: O papel do régulo na (des)informação (1)

Por Pedro Nacuo

Volta ao debate um tema que em Setembro de 1995, foi levantado na província de Nampula, sobre se a integração de régulos ou de outros líderes tradicionais no poder institucional não seria mais um erro.
Receava-se na altura que tal poderia não vir a resolver na globalidade a problemática em torno da participação das autoridades tradicionais no processo de democratização e descentralização, se bem que, tal como no período colonial, a ascensão ao cargo estava a ser feita por indicação e com alguma conveniência à mistura, razão porque poderiam não estar a representar a sociedade tradicional a que se dizem servir.Uma pesquisa conduzida pela então Associação para o Desenvolvimento da Província de Nampula (ASSANA), com um envolvimento activo da Cooperação Técnica Alemã (GTZ) trazia ao de cima as condições em que, nos meados da década 60, a administração colonial colocou à frente de algumas regedorias, cipaios e outros homens da sua confiança, uma vez que os legítimos donos haviam sido presos pela PIDE, por suspeita de colaborarem com a FRELIMO.

terça-feira, março 31, 2009

MORRERAM 15 RECLUSOS NA CADEIA DE ANGOCHE

Uma fonte segura da cadeia de Angoche confirmou, ontem à noite, ao Wamphula Fax que um total de 15 reclusos perderam a vida entre os dias 1 e 25 do mês de Março que hoje termina em consequência da cólera, que fustiga com particular incidência a província de Nampula.

A nossa fonte revela que um detido, padecendo da cólera, foi encarcerado no inicio do mês, situação que determinou a contaminação dos outros. A maioria das mortes teve lugar numa unidade sanitária de Angoche, mas alguns dos reclusos morreram mesmo nas celas.

Actualmente, alguns reclusos ainda se encontram com cólera, na cadeia de Angoche, e a nossa fonte atribui às deficientes condições de higiene e saneamento como presumíveis causas da propagação da doença.

Desconhece-se o número de reclusos que, neste momento, a cadeia distrital de Angoche alberga. Mas, sabe-se que os presos que estavam na cela de Mogincual foram todos transferidos para aquela penitenciária.

Lembre-se que, também ao longo do mês de Março, outros 13 reclusos perderam a vida numa noite na cadeia de Mogincual devido à superlotação que determinou a asfixia.

Contamos em próximas edições dar mais informações sobre o assunto.



WAMPHULA FAX - 31.03.2009

Retirado do Mocambique para todo, veja aqui

sexta-feira, março 20, 2009

Uma pequena “visita” ao “caso Montepuez”

EXTRAS -

Por Pedro Nacuo

“Se ouvirdes o leão rugir em duas montanhas diferentes não esperem pela terceira, preparem-se, que a seguir está em cima de vós” - diz-se frequentemente na terra onde nasci.

QUEM leu o “Caso Montepuez”- Grande Reportagem, sabe que essencialmente fala de dois crimes, como exactamente vai acontecer com o que nos vem do distrito costeiro de Mogincual, província de Nampula, vizinha de Cabo Delgado.

Um crime foi cometido por uma força política, no caso a Renamo, isso em Novembro de 2000, que ao querer manifestar-se contra o que dizia ter sido um roubo dos seus votos, pela Frelimo, fá-lo em moldes ilegais, tendo os seus membros e simpatizantes portado armas de guerra e tomado, inclusive, à força, instituições sob tutelada do Estado. Por causa desse comportamento, imediatamente morreram cerca de 42 pessoas, na sua quase totalidade, na troca de tiros entre os “manifestantes” e a Polícia. Essa atitude foi vestida de um tipo legal chamada rebelião armada. Há cinco cidadãos que ainda estão a cumprir penas, que vão até 20 anos de prisão.

O outro crime foi cometido pelo Estado, que na tentativa de ver esclarecido aquele entrou em excessos e acabou fazendo o crime mais doloso e pesado do “caso Montepuez”, homicídio qualificado. Isso porque, através dos seus agentes, fez detenções para além de arbitrárias, ilegais, que culminaram com a superlotação da minúscula cela policial junto do comando da corporação na cidade de Montepuez, que detidos e tendo estado provado o nexo de casualidade entre a conduta dos polícias e o resultado MORTE.

É exactamente o que está a acontecer com o problema de Mogincual. Não sei o tipo legal a que se deu (ou vai-se dar) o comportamento de quem crê que a cólera é trazida por pessoas, neste caso agentes da Saúde ou outros de educação preventiva e só depois disso saberei em que circunstância a CRENÇA vira crime.

Seja o que venha a ser, também em Mogincual houve detenções arbitrárias e ilegais. Arbitrárias porque, como no “caso Montepuez” foi-se deter pessoas sobre quem recaiu a suspeita de pertencerem ao grupo, desta feita, de crentes/agitadores (?) de que a doença vinha por via das mãos de quem exactamente queria evitar a sua eclosão ou o seu alastramento. Como as detenções foram arbitrárias, passados quatro dias depois de morrerem 12 detidos, as autoridades locais, chefiadas pelo respectivo administrador, ainda procuravam pelos familiares dos finados.

Também foram detenções ilegais, exactamente como em Montepuez, porque as mesmas autoridades ao procurarem as regiões de proveniência dos detidos ora falecidos, quer dizer que o foram sem mandato quer de busca quer de captura, muito menos de condução à cadeia. Depois que morreram é que quiseram saber donde vinham!

E para tornar fiel à cópia, a comandante da PRM, em Nampula, já adiantou que de facto a causa directa da morte é a falta de ar, em resultado da superlotação da cela da Polícia, na sede do distrito de Mogincual. Papel químico!

O administrador distrital quer perceber ainda um pormenor: sangue nas paredes, o que indica que houve luta corpo-a-corpo entre os detidos. Isso está patente na pequena obra de capa preta, ensanguentada, que estou a citar. “A pancadaria gerada e de forma indiscriminada, incluindo sexos puxados, encontra explicação no recurso ao facto de que em qualquer situação de disputa pelo ar, numa circunstância de aflição colectiva, há excitação e traz revolta em todos os que necessitam do ar para viver”. Caso Montepuez-Grande Reportagem, Página 48.

Ora, no “caso Montepuez”, já nas provas orais e documentais, os que detiveram nos moldes acima descritos, àqueles que depois vieram a morrer, disseram que fizeram-no em cumprimento de ordens dos seus superiores. Houve a instrução de deter quem fosse suspeito de ter estado na manifestação, o que deu lugar a captura indiscriminada, que foi aproveitada por adversários políticos.

Teoricamente ninguém é obrigado a cumprir ordens ilegais, mas na prática é fácil pensar-se que é desobediente aquele que não acata tais ordens, sobretudo quando estamos numa instituição militar ou paramilitar. Teoricamente as ordens não escritas são não-ordens, mas na prática a maior parte das ordens deste país chegam à base via reuniões, telefonemas ou mensageiros. Mas na hora da verdade o Estado de Direito vai exigir quem ordenou o quê, onde está escrito!...

Não hão-de aparecer os que determinaram a detenção de gente insurrecta num distrito com apenas uma cela transitória, se bem que ele mesmo (como divisão administrativa) não dispõe nem de Tribunal para julgar, valendo-se do vizinho distrito de Angoche.

Por isso, como no “caso Montepuez” os executores das orientações não escritas, das ordens ilegais, vão responder em Mogincual. Em Cabo Delgado, para tamanho crime, os culpados foram o carcereiro e o agente que era director da unidade de prisão preventiva, que ainda estão a cumprir as penas de 18 e 17 anos de prisão, respectivamente. Nenhum mandante deu cara!

Em Mogincual já há comandante e chefe da Brigada da PIC suspensos, só para começar! Nenhum mandante dará cara. Papel químico! Mas o novo comandante chama-se Ângelo Filomeno, que já esteve envolvido de alguma forma nos acontecimentos da segunda cidade de Cabo Delgado (vide, páginas 31, 54 e 55, “Caso Montepuez”-Grande Reportagem).

PS - Publicidade fora: O caso Montepuez, alguém disse em 2002, é uma Bíblia onde se busca (1) como tratar jornalisticamente assuntos de manifestações de massas e (2) como a Polícia não deveria actuar em cada esquadra deste país, perante as diferentes manifestações que o tempo e as oportunidades vão criando. À atenção da ACIPOL!

Fonte: Notícias

terça-feira, março 17, 2009

Doze reclusos morrem em circunstâncias estranhas

Segundo a notícias da Televisão Mocambique (TVM), doze reclusos morreram esta madrugada da terça-feira em circunstâncias desconhecidas nas celas da Polícia, no distrito de Mogincual, província de Nampula.

Os corpos foram evacuados e depositados na morgue do Hospital Central de Nampula, aguardando autópsia. Sobre este assunto, o Gabinete do Comandante Geral da PRM emitiu um comunicado no qual afirma que serão realizados exames médicos para apuramento das reais causas da morte.

Conforme o Allafrica, os doze reclusos fazem parte dum grupo de 29 detidos acusados de envolvimento no linchamento de três socorristas da CVM e dois membros da PRM em Angoche e Mogincual na província de Nampula com acusação de introduzir cólera na região. Allafrica escreve que as mortes deveram-se a uma violência entre os reclusos dentro da cela.