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domingo, abril 20, 2014

DETENÇÃO DE TRAFICANTES DE DROGAS

A Polícia da República de Moçambique desmantelou hoje um esquema de tráfico de drogas no bairro de Mafalala, na Cidade de Maputo.
A operação que foi algo de filmagem em tempo real culminou com a detenção de mais de 10 pessoas envolvidas no negócio de drogas. Ver o vídeo

terça-feira, janeiro 07, 2014

Amigos de infância prestaram testemunho da relação que tiveram com o Pantera Negra

Enquanto a cidade de Lisboa parava para as cerimónias fúnebres de Eusébio, Mafalala também rendia homenagem a aquele que foi um dos mais queridos filhos nado naquele popular bairro da cidade de Maputo.
Nesta segunda-feira à noite, e numa tenda improvisada na rua que ostenta o nome do Pantera Negra, moradores e admiradores do ex-futebolista quiseram prestar homenagem a esta figura incontornável a nível mundial.
A cerimónia organizada pela Associação Desportiva e Recreativa da Mafalala foi simples, mas marcada de muito simbolismo. Desde cidadãos anónimos, figuras bem conhecidas ao nível desportivo e cultural, marcaram presença neste ato e recordaram a relação de Eusébio com o bairro.

domingo, janeiro 05, 2014

Tristeza e esperança no bairro que viu nascer a lenda

No bairro suburbano da Mafalala, a notícia da morte de Eusébio, que ali nasceu, causou surpresa e choque, deixando os moradores a recordarem a "pantera negra" e a sua importância enquanto referência para os moçambicanos mais jovens.

A bola corre desenfreada pelo campo inóspito e arenoso, o principal do bairro, deixando atrás de si um rasto de poeira, com a equipa da casa, a Gudeza, a jogar contra a visitante Maidina pelo título da Copa Mafalala(sub - 17), que hoje se decide.

Dezenas de moradores assistem impávidos ao desafio, trocando impressões sobre a "chocante" notícia da morte de Eusébio, que ali nasceu a 25 de janeiro de 1942.

A última vez que Pantera Negra esteve no seu bairro foi em Março de 2013

Eusébio da Silva Ferreira esteve pela última vez em Moçambique em março de 2013, tendo na altura mantido contacto com os petizes do bairro que o viu nascer e que pertencem à Associação Desportiva e Recreativa da Mafalala.
Eusébio transmitiu a sua experiência no mundo de futebol, tendo passado o seu legado para as crianças.
«Muitos dos jogadores bebiam, mas o faziam com moderação apesar de não ser recomendado para um jogador de alta competição, por isso vocês não devem enveredar por essa vida pois não será benéfica para quem quer chegar longe no futebol», disse Eusébio aos petizes.
As crianças que estiveram presentes nesta palestra tiveram a oportunidade de colocar algumas questões ao ídolo do futebol mundial.
A presença de Eusébio na Mafalala acontecia sempre que o Pantera Negra estivesse em Maputo, sendo que a última visita esteve relacionada com o vídeo sobre a sua vida e obra, um filme que será publicado brevemente.

Fonte: SAPO – 05.01.2014

segunda-feira, setembro 21, 2009

MDM“choca” com Frelimo

O MDM tinha agendado para sábado último um showmício no bairro da Ma­falala, que contaria com pre­sença do músico Azagaia.
Entretanto, a excassas horas para o início do mesmo o local foi ocupado por membros da Frelimo, para o lancamento de actividades culturais. Para contornar o cenário e evitar “convulsões” os simpatizantes do MDM recorreram a Praça da Paz .

Fonte: O País online

Adenda: O CANALMOZ faz uma descricão detalhada sobre o incidente e pode-se ler aqui.

sexta-feira, junho 05, 2009

Daviz falha primeiro comício na Mafalala

Retirado na íntegra do Savana

Escrito por Emídio Beúla

Uma gripe inviabilizou a primeira aparição pública de Daviz Simango no comício organizado na tarde de último sábado pelo seu partido no putativo campo da Mafalala, na cidade de Maputo. Isso depois de ter orientado na manhã do mesmo dia a inauguração da sede da delegação do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) ao nível da capital moçambicana na rua que dá acesso ao que se pode considerar de monumento da economia informal do país: o mercado de Xipamanine.

Em Maputo o nome do filho de Urias Simango (primeiro vice-presidente da Frelimo e mais tarde “traidor” da causa nacional) não arrastou as multidões que lhe são características em missões políticas na Beira. Mas foi um público razoável e suficiente para transformar em hipótese a curta esperança de vida que os opositores do MDM avançam como dado adquirido. No seio dos presentes, os membros e simpatizantes do movimento distinguiam-se dos curiosos pela sua indumentária: camisetes e capulanas com o timbre do MDM.
“Lamentamos informar que o presidente Daviz não pode estar aqui connosco por recomendações médicas. Ele está incomodado”, explicou um membro da comitiva posicionada em cima da plataforma de um camião cavalo que servia de palco. Gada Jorge Cassacussa disse que o presidente do MDM foi aconselhado a descansar e não se esforçar sob risco de piorar a sua saúde. “Ele (Daviz) chegou aqui na noite da quinta-feira para receber mais um prémio internacional sobre boa gestão da cidade da Beira”, indicou. Segundo Cassacussa, o partido, que em grande parte resultou da cisão no seio da Renamo, já conta com aproximadamente 15 mil membros na capital moçambicana. “Ainda há fichas de inscrição a circularem nos bairros”, disse, entusiasmado pela receptividade na cidade tradicionalmente dominada pelo partido no poder, a Frelimo.

Do discurso

Apesar da “baixa anunciada”, o público permaneceu no campo do histórico bairro da Mafalala para ouvir o projecto político que norteia o MDM.
Se o colonialismo português foi o inimigo comum idealizado pela Frelimo para promover a unidade nacional na luta pela independência e construção da nação moçambicana, a “pobreza” de que padece mais de metade da população do país parece ser a eleita do MDM para conquistar mais simpatias dos potenciais eleitores.
Com um discurso pouco acessível a massas, Bernabé Lucas Nkomo - o autor do controverso livro “Urias Simango: Um Homem uma causa” - repetia que o destino era fatal porque os homens cultivaram e cultivam a fatalidade. Mas era bastante aplaudido quando descia àquilo que se tornou lugares comuns no exercício da política em Moçambique: “Hoje temos de-semprego, as fábricas foram levadas à falência, a criminalidade subiu porque alguém criou condições para isso, somos obrigados a pagar salários aos guardas das escolas quando dizem que o ensino primário é gratuíto (…)”. Enquanto os presentes aplaudiam, Nkomo sublinhava que as pessoas estavam a aderir massivamente ao movimento. “Alguns membros pedem para não serem identificados porque têm medo de sofrer represálias no seu posto de trabalho”, apontou, acrescentando que “as pessoas vivem arregimentadas porque têm medo de perder o emprego”.
Quanto à corrida à Ponta Vermelha, Nkomo, que se identifica como “mobilizador do partido” disse ao SAVANA que ainda estava em análise a provável candidatura de Daviz Simango, actual presidente da autarquia da Beira, a segunda maior cidade de Moçambique. “Estamos mais empenhados na preparação de pessoas para participar na fiscalização das eleições”, indicou.

Moreno quer governar

“Não estou atrás de cargos”, respondeu Maria Moreno quando o SAVANA pediu-lhe para comentar a ligação do seu nome com o cargo de Secretário-Geral do MDM que circula nos media. Mas a ex-chefe da Bancada Parlamentar da Renamo na Assembleia da República abriu parênteses para sublinhar que qualquer nomeação que venha a acontecer será por mero acaso. Sobre a sua presença quase despercebida no campo da Mafalala, Moreno foi categórica: “Estou aqui atrás de esperança, estou cansada de estar na oposição que nunca chega ao poder. Quero um dia ser do Governo”, disse no meio de risos.
Lembre-se que Moreno escreveu semana passada uma carta a Afonso Dhlakama, o presidente do partido, a informar da sua retirada da Renamo. “Desvinculei-me da Renamo porque não concordava com o líder e ele sabe muito bem disso”, voltou a referir sábado último ao SAVANA
Fonte: Savana