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segunda-feira, abril 02, 2018

Comunidades não beneficiam de recursos da indústria extractiva por falta de conhecimento

O défice de informação tem colocado as comunidades em desvantagem face aos ganhos que podem obter da actividade e no quadro da responsabilidade social dos investidores.

As comunidades residentes nas zonas circunvizinhas de actividades ligadas à indústria extrativa em Moçambique não têm acesso à Lei do Direito à Informação, o que lhes inibe de tirarem benefícios da exploração dos recursos da suas zonas de origem.

O défice de informação tem colocado as comunidades em desvantagem face aos ganhos que podem obter da actividade e no quadro da responsabilidade social dos investidores.

A exploração de recursos naturais em Moçambique, particularmente o sector extractivo, tem trazido um conjunto de consequências para as comunidades que vão desde a expropriação das terras ao cultivo, bem como alteração das suas estratégias de sobrevivência entre outras.

"Nós temos andado muito nas zonas aonde há extracção de recursos, Palma, Montepuez e Tete, e há um elemento muito crítico nesses projectos: as consultas comunitárias, que são uma parte importante do projecto, porque é através delas que a comunidade dá uma licença social ao projecto, acomoda, acolhe ou não acolhe o projecto", disse Tomas Vieira Mário, director da organização Sekelekani.

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Partidos moçambicanos são incapazes de formular políticas sobre recursos naturais, indica ONG

Os partidos moçambicanos têm uma deficiente preparação para a formulação de políticas sobre a indústria extractiva, lacuna que pode prejudicar a defesa dos interesses do país, disse hoje o director-executivo do Instituto para a Democracia Multipartidária (IDM). 
Em declarações à agência de notícias Lusa, à margem da conferência sobre "Participação dos Partidos Políticos e Parlamento no Desenvolvimento da Indústria Extractiva", Hermenegildo Munjovo afirmou que a insuficiente capacidade das instituições políticas moçambicanas no debate sobre a indústria extractiva resulta na importação de políticas e leis de outros países não ajustadas à realidade moçambicana.
"Devo dizer que [a preparação das instituições políticas] é ainda muito deficiente, sente-se que os partidos políticos e o parlamento podem fazer ainda mais", sublinhou o director-executivo do IDM, uma organização não-governamental moçambicana.

domingo, abril 10, 2016

Chester Crocker: um lobbista pela paz e pelo gas do Rovuma

Por Marcelo Mosse

A 4 de Março de 1981, seis cidadaos dos EUA eram expulsos de Moçambique. Havia uma rede da CIA em Maputo. Quem despoletou foi Carneiro Gonçalves, um oficial branco da Força Aera de Moçambique, que havia sido abordado pela CIA, e informou o SNASP: disseram-lhe para trabalhar como agente duplo. Feitiço virou-se contra feiticeiro: o SNASP infiltrou-se na CIA. Mas havia um preço a pagar. Na conferencia de imprensa anunciando o desmantelamento da rede da CIA, um jornalista perguntou a Jose Luis Cabaço se não esperava que o governo dos EUA retaliasse. Ele deu uma resposta confiante: “Retaliar porquê? Retaliaçao porque defendemos a nossa soberania? Porque queremos ser livres? Retaliacao por causa da impertinencia de se tornar independente sem autorizacao?”

Mas claro que houve retaliaçao. Planos para ajuda alimentar a Moçambique foram congelados quando a rede da CIA foi exposta. E o posto de embaixador americano, que já estava vago na altura das expulsoes, levou mais quatro anos para ser preenchido. Chester Crocker, da administracao Reagan, veio a Maputo no mês seguinte exigindo um pedido de desculpas. Não conseguiu. Machel recusou-se a recebe-lo e Crocker deixou Maputo carrancudo. E hoje?

Hoje, Crocker vem a Maputo regularmente e esfrega as maos. A conjuntura é diferente. Longe da política activa, Crocker faz o lobbie da Exxom Mobile, que pretende adquirir os assets da ENI na bacia do Rovuma. Por isso o seu engajamento activo na busca da paz agora que as coisas continuam pretas por cá. No roteiro dessa paz que tarda, a abundancia de recursos minerais em Moçambique vai pesar de uma forma poderosa. Para que esses recursos se transformem em riqueza, de facto.

Fonte: Mural de Marcelo Mosse – 10.04.2016

terça-feira, junho 16, 2015

Empresa australiana descobre diamantes em Moçambique

A Mustang Resources anunciou a descoberta em Moçambique do primeiro depósito de diamantes de qualidade e com valor de mercado do país.
A descoberta de 16 diamantes, revelada na segunda-feira, aconteceu no projecto que a empresa cotada na Austrália desenvolve na confluência do rio Save, que divide o sul e o centro de Moçambique, e o rio Runde, junto da fronteira com o Zimbabué.
Em resultado do achado dos diamantes, identificados visualmente no Diamonds Save Project, o empreendimento vai aumentar o processamento de cascalho de cem para mil toneladas por dia para encontrar mais pedras.
Os diamantes têm entre 0,43 e 1,3 quilates e atingem, no total, 9,68 quilates.
Além de duas áreas de exploração de diamantes no centro de Moçambique, a Mustang Resources desenvolve também um projecto de grafite em Balama, província de Cabo Delgado, norte do país.
Fonte: LUSA – 16.06.2015

segunda-feira, maio 12, 2014

África perde 18 mil milhões de dólares por ano devido à pilhagem de madeira e pescado

geral da ONU, Kofi Annan, recomenda, no domingo, uma “revolução verde e azul” em África e o fim da pilhagem de madeira e de pescado, que representa 18 mil milhões de dólares de perdas anuais. “Se quisermos alargar os recentes sucessos económicos do continente à vasta maioria dos seus habitantes, temos de acabar com a negligência das nossas comunidades agrícolas e piscatórias. Chegou o momento de libertar as revoluções verde e azul de África”, disse annan, citado pelo “Ghanense”. O relatório do Africa Progress Panel (APP), presidido por Annan, conclui que a exploração ilegal dos recursos florestais e a pesca ilegal estão a travar o progresso do continente africano.

sexta-feira, abril 25, 2014

Areias pesadas, com metais valiosos, de "classe mundial" descobertas em Moçambique

A companhia britânica Savannah Resources apurou a existência de areias pesadas de "classe mundial" no distrito de Jangamo, sul de Moçambique, e vai realizar testes adicionais para arrancar "rapidamente" com a exploração, informou hoje a empresa.

sábado, fevereiro 15, 2014

Empresários do Reino Unido procuram negócios em Moçambique

Uma delegação composta por 26 empresários do Reino Unido que operam nas áreas da energia, petróleo e gás, encontra-se em Maputo, para se inteirarem do desenvolvimento das indústrias de petróleo e gás em Moçambique, fortalecer as relações comerciais existentes e estabelecer novas parcerias de negócios.

segunda-feira, maio 13, 2013

Africa Progress: Comunicado de Imprensa

Os recursos naturais de África poderiam melhorar dramaticamente as vidas de milhões de pessoas

Mas embora os recursos naturais tenham fomentado uma década de rápido crescimento económico, a maioria dos africanos ainda não testemunhou os benefícios, de acordo com o relatório. Ler mais

quinta-feira, maio 09, 2013

Tete: Há jazigo de ferro em Chiúta por ser explorado a partir de 2016

Os primeiros resultados da pesquisa de ferro, no distrito de Chifunde, em Tete, indicam a existência de mais de quatrocentas e oitenta milhões de toneladas deste minério.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Galp anuncia novas descobertas de gás em Moçambique

A portuguesa Galp Energia anunciou esta quarta-feira novas descobertas de gás natural no alto mar de Moçambique, no complexo de Mamba, onde integra com 10% um consórcio liderado pela italiana Eni.

domingo, novembro 18, 2012

Descoberto minério raro em Moma

A Kenmare acaba de descobrir na área das areias pesadas de Moma, província de Nampula, um minério denominado monazite, matéria-prima usada no fabrico de baterias recarregáveis, televisores, celulares, material hospitalar e da indústria automóvel, cerâmica, entre outros.

Tanzania e Malawi declaram falhanço nas negociações sobre Lago Niassa

Por Faustino Igreja


A Tanzania e o Malawi declararam este fim-de-semana em Dar-es-Salam o colapso das negociações bilaterais sobre a eventual partilha do lago Niassa, disputado pelos dois países e decidiram recorrer a mediação dos antigos chefes de estado da Sadc.

sexta-feira, novembro 09, 2012

Gorongosa tem ouro e prata, revela canadiana Brigadier Gold

A Brigadier Gold, uma companhia mineira com sede em Toronto, Canada, anunciou terça-feira a recepção dos resultados das amostras da sua concessão em Tsiquire, no distrito de Gorongosa, na província central de Sofala, em Moçambique, que indicam a presença de quantidades significativas de ouro.

sábado, outubro 27, 2012

Não aceitem explicações fáceis e simplificadas sobre os megaprojectos…

Por: Noé Nhantumbo

  Senhores deputados façam o vosso “trabalho de casa”

 - Há muito em jogo e “muito pano para mangas” escondido…

Ir ao Parlamento, como habitualmente com despesas pagas pelos cidadãos do país, deve significar muito mais do que escutar, com ou sem atenção, o que os ministros dos diferentes pelouros têm para oferecer como respostas às perguntas dos deputados.
Tem sido habitual que os ministros correm a oferecer respostas simples de problemas complexos. Seus pareceres não resistem a uma análise apurada.
A tese de que os recursos minerais não vão resolver os problemas de Moçambique é uma resposta preparada para afugentar questionamentos profundos, incisivos e com potencial de despoletar ou desenterrar assuntos que se pretendem bem fora de circulação. Ler mais

segunda-feira, setembro 10, 2012

Dom Alexandre indignado com gestão dos recursos naturais no país

“Temos de ser nós a estar à frente da gestão dos nossos recursos, para evitar que venham tirá-los de nós. O problema é que nós ainda estamos a dormir, enquanto os outros tomam os nossos recursos”.
O cardeal Dom Alexandre Maria dos Santos diz que o país está a dormir, enquanto os mais espertos estão a retirar a nossa riqueza, o que para ele é uma nova forma de colonialismo.

quinta-feira, agosto 23, 2012

Moçambique deve ser prudente – defende especialista americano

Moçambique deverá ser muito prudente sempre que decidir solicitar empréstimos comerciais na perspectiva de amortizar a dívida com base nas receitas resultantes da exploração de recursos minerais.

Esta advertência foi feita terça-feira, em Maputo, por Tyler Biggs, consultor da Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional (USAID), durante a apresentação de um estudo intitulado “Efeitos da Explosão dos Recursos Naturais no crescimento económico em Moçambique” e que foi encomendado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

domingo, agosto 12, 2012

Tensão entre Malaui e Tanzânia junta-se aos "crónicos" casos na Cimeira de Maputo

A instabilidade no Congo, a indefinição no Zimbabué e o impasse malgaxe são pontos incontornáveis na Cimeira da África Austral, na próxima semana em Maputo, a que se junta a recente tensão entre o Malaui e a Tanzânia.

domingo, julho 01, 2012

Descobertas de depósitos de gás natural não param em Moçambique

Depósitos de gás natural de grandes dimensões continuam a ser descobertos em Moçambique, cativando ainda mais as atenções internacionais para o sector energético do país e em particular para a bacia do Rovuma, afirma a Economist Intelligence Unit.

“Observadores da indústria têm descrito o ritmo e tamanho das descobertas na zona [da bacia do Rovuma] como das maiores e mais significativas dos anos mais recentes”, afirma a EIU no seu mais recente relatório sobre a economia moçambicana.

Na “prolífica” bacia da província de Cabo Delgado (norte), as mais recentes descobertas foram feitas pela Anadarko Petroleum e pela italiana ENI.

terça-feira, maio 15, 2012

... e vão mais 45 trilhões

A norte-americana Anadarko anunciou hoje a descoberta de um novo campo de gás natural na bacia do Rovuma, no norte de Moçambique, com um potencial de 45 triliões de pés cúbicos.

Diplomacia das corporações é o que impera

Por Noé Nhantumbo

Beira (Canalmoz) – Os convites que amiúde se recebem de parceiros internacionais para visitas e conversações ao mais alto nível por vezes encobrem assuntos melindrosos e agendas obscuras. Aos governos convidados é fácil aceitar um convite. Na maioria das vezes as deslocações são feitas sem aquela preparação profunda que se impõe na relação entre governos.
Equipa de ministros de alguns pelouros julgados de interesse pelas partes, empresários e o próprio Presidente da República avançam para as capitais ocidentais ou orientais convencidos de que tais visitas vão por si resolver todos os problema de que padecemos. Ler mais