Mostrar mensagens com a etiqueta régulos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta régulos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, março 25, 2016

A restruturação colonial que desagradou a alguns

Houve uma restruturacão colonial que até desagradou a alguns por terem descido de categoria. Tenho um exemplo. O Nankoyo era "rei" como tantos outros na zona. O estado colonial agrupou todos esses pequenos reis da zona para um regulado e o régulo passou a ser Mazua, um dos régulos no posto administrativo de Mazua. Os anteriores reis da zona passaram a ser CABOS. Muitos deles por considerarem essa categoria inferior a anterior, optaram por entregar esse poder administrativo aos filhos e eles continuarem tradicionalmente como reis que tinha muitas vantagens, pois eles mantinham "ekaventte" (o tambor que se toca para proclamar "mahumos" anciãos das largas famílias da zona ou o anúncio da morte dos mesmos. Nankoyo entregou o poder ao seu filho Mopiha aka Kawaria só que Mopiha foi também grande "shehe" (sheik) o que achou melhor e entregou o poder o título administrativo de cabo ao seu filho Simuria.

sábado, março 29, 2014

O PREÇO QUE OS MOÇAMBICANOS PAGAM PARA MANTER A FRELIMO NO PODER (

Por Alfredo Manhiça
Conta-se que quando o Cardeal Richelieu (que era também primeiro-ministro de Luís XIII) morreu, em Dezembro de 1642, circulou por Paris o seguinte epitáfio:

Aqui Jaz um famoso Cardeal
Que fez muito mal e muito bem
Todo o bem que fez, fê-lo mal
E todo o mal que fez, fê-lo bem

O que os habitantes de Paris pensavam, quatro séculos atrás, do primeiro-ministro de Luís XIII é, provavelmente, o mesmo que os moçambicanos pensam, hoje, do digníssimo esposo da Dra. Maria da Luz Dai Guebuza. Como no caso de Armando Guebuza e do seu partido, também a política irresponsável de Richelieu era destinada a ter repercussões desastrosas para a França, mesmo nos anos sucessivos à sua morte. A este propósito gostaria de fazer uma breve consideração sobre o «cancro social» causado pelo Governo da Frelimo com a criação da instituição dos «líderes comunitários». Segundo o «Correio da manhã», edição N° 4247, do dia 20 de Janeiro de 2014, cerca de 138,3 milhões de meticais do Orçamento do Estado de 2014 será utilizado para pagar os subsídios mensais de cerca de 25.863 «líderes comunitários».

terça-feira, janeiro 10, 2012

Mais de seis mil régulos mandam “passear” Guebuza

Teve lugar, esta Segunda-feira, na cidade de Quelimane, um encontro de reflexão sobre a orientação presidencial da campanha "Um líder uma floresta", encontro em que as conclusões não foram satisfatórias. Os régulos desprezam o presidente Guebuza e não estão preocupados com a campanha "Um líder uma floresta" alegando que não entendem como é que Guebuza manda fazer isso, se os madeireiros quando chegam na comunidade trazem licença do estado e nem sequer trabalham com as lideranças comunitárias, dai que na óptica destes, há ligação entre o Estado e operadores, tudo para dizimarem as florestas.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Governo elimina figura de régulo e institui chefe de povoação

Assembleia da República

A polémica figura de Chefe da Povoação será “nomeada” pelos governadores que assim, sob alegada vontade de descentralizar, concentrarão ainda mais o poder em suas mãos

A Assembleia da República aprovou apenas com o voto maioritário da bancada parlamentar da Frelimo e perante o voto contra de toda a oposição, a proposta de Revisão da Lei dos Órgãos Locais do Estado, documento submetido ao parlamento pelo Conselho de Ministros. A novidade desta lei reside no facto de a mesma eliminar a figura de régulo e instituir a Povoação e a respectiva figura de Chefe de Povoação. Este passa assim a ser o escalão mais baixo da divisão administrativa do país.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Régulos e a gestão de recursos

De acordo com o Jornal Notícias, aqui, a maioria dos régulos das regiões onde funcionam os Comités de Gestão de Recursos Naturais (CGRN), em Marínguè, província de Sofala, está a apropriar-se de forma ilícita dos bens pertencentes às comunidades, nomeadamente viaturas e moageiras adquiridas pelo fundo dos 20 por cento atribuídos pelo Governo pela protecção dos recursos. Entretanto, os dirigentes dos comités queixas que os régulos ameaçam-lhes de morte em caso de atreverem-se a exigir tais meios.

Reflectindo: Será este um problema particular de Sofala ou isto se passa por muitas regiões do país? Parece que não, porque já ouvi uma queixa semelhante em Nampula.