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terça-feira, novembro 05, 2013

Opinião de Machado da Graça

"...Os jornalistas são, como é sabido, gente horrível. Eu próprio todos os dias me assusto, terrivelmente, ao olhar para o espelho da casa de banho e ver lá a cara de um jornalista.
Mas, se alguém ainda tinha dúvidas sobre este fac­to, as clarividentes palavras do nosso Chefe de Estado, no Chimoio, fizeram, de certeza, desaparecer essas dúvidas.
Ficou agora claro quem é que levou o país ao estado em que está: foram os jornalistas.
Não tenho dúvidas de que foram jornalistas quem andou por aí, nos mercados de armamento, a comprar toneladas de canhões, metralhadoras, tanques e veí­culos blindados, para iniciar uma guerra que, todos os dias, afirmam não querer.

segunda-feira, outubro 28, 2013

A Frelimo??

Nota: Agora que me falem com franqueza sobre quantas frelimos existem. Veja o texto a seguir publicado no jornal Domingo. O texto é dum intitulado Sargento aposentado, mas de certo é um dos membros do G40 ou concorrente:

Obrigado Jorge Rebelo pela confissão pública dos seus pecados
As nossas primeiras palavras são de total agradecimento  ao temido Secretário  do Trabalho  Ideológico da FRELIMO, obreiro-môr da orientação, condução  e direcção  do Partido em todas suas vertentes. Esta posição privilegiada no seio do Partido , impõe -lhe por dever ético e moral a assumpção do bom e do odioso da organização.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Não nos venha dizer o senhor Armando Guebuza que não gosta da crítica!...


Ficámos a saber na última semana que os que criticam a actual governação – que aliás praticamente nada tem para ser saudado, muito por culpa da imoralidade que nela pontifica – foram baptizados com um outro cognome, para a sua galeria de colecção. São agora “agitadores profissionais”.

sexta-feira, setembro 28, 2012

Rebelo, Hama Thai, Veloso e Waty perderam; Celso Correia e Valentina Guebuza em ascenção

Guebuza sai vitorioso em toda a linha deste congresso: fez-se eleger de forma esmagadora e ainda viu a voz mais crítica do partido afastada do órgão que garante a realização da política a todos os níveis.

Filipe Paúnde, visto como o “patinho feio” da liderança do partido, amealhou o maior número de votos entre todos os que vêm do anterior Comité Central e marca posição no partido.

Dia de emoções fortes, ontem, em Pemba, no congresso da Frelimo: desilusão para uns, surpresa para alguns e satisfação para outros. Para Valentina Guebuza, Celso Correia, António Niquice, Henriques Mandava e muitos outros, o dia foi histórico - assinalou a sua entrada no Comité Central, o órgão máximo do partido Frelimo, no intervalo entre congressos. Assina o seu encontro com o verdadeiro poder político, ao qual, no caso de Valentina Guebuza e Celso Correia, irão juntar o há muito conquistado poder económico para fazer...o pleno.

segunda-feira, julho 30, 2012

Sérgio Vieira adverte



‎"Chamar a atencao, discordar, mostrar variantes ao que se faz nunca significou negar o muito e bom que se realiza. Para alguns a observacao ou sugestao critica indiciam oposicao desenfreada, saudosismo do colonialismo ou outro passado. Nada mais falso. O choque de ideias gera o progresso, faz raciocinar, o conformismo conduz a estagnacao, decadencia e desastre.
Estamos em 2012, vesperas do X Congresso da FRELIMO, a reflexao sobre a politica economica que integra os transportes, a valorizacao e industrializacao do processamento dos recursos naturais, da energia, da agricultura, deviam tornar-se as grandes vertentes do debate que se espera. Mais do que escolher dirigentes, necessita-se de politicas".
Sergio Vieira, in Domingo, citado por José de Matos no Facebook

quarta-feira, julho 25, 2012

Guebuza e o geo-provincianismo presidencial

Por Josué Bila

“A batalha pela liberdade do pensamento não conhece armistício; a luta pela sua salvaguarda é uma guerra contínua que existirá enquanto existirem as forças que a ela se opõem” – Fraser Bond

A Imprensa moçambicana, num passado bem recente, publicou que o presidente da República, Armando Guebuza, adjectiva de “desgraçados, tagarelas, intriguistas e apóstolos da desgraça” a todos aqueles que levantam críticas em torno da direcção do partido Frelimo e do seu governo. Estes factos têm sido noticiados com algum alarmismo jornalístico, em meio ao exorcismo do jornalismo provinciano. Os fundamentos sobre os quais aqueles adjectivos depreciadores pousam nem sempre são expurgados, contudo, creio, sem medo de errar, que o comportamento do mais alto magistrado de Moçambique merece mais acuidade racional e menos alarmismo jornalístico. Ler mais

quarta-feira, junho 13, 2012

Presidente da República condena pessoas que estão contra o desenvolvimento

O Presidente da República observou, analisou e concluiu! Em Moçambique há pessoas que têm uma maneira de pensar pequena.
São pessoas que, na visão de Armando Guebuza, tentam impedir o desenvolvimento, ao mesmo tempo que querem arrastar o país para o passado.
Uma conclusão partilhada na manhã desta quarta-feira com os residentes do distrito municipal KaMaxaqueni, no quadro da presidência aberta na cidade de Maputo. Guebuza, que mais uma vez apelou a unidade no combate à pobreza, lançou duras criticas aos saudosistas.

sábado, abril 14, 2012

"...«Tendo descoberto que as nossas convicções impermeabilizam-nos contra a sua influência e ataques, hoje viram-se para a juventude moçambicana. Todas as suas múltiplas acções têm em vista levar esta nossa juventude a destruir a correia inter-geracional de transmissão dos valores nobres que temos estado a construir e a consolidar ao longo destes 50 anos», declarou o Presidente.
Armando Guebuza não escondeu a sua indignação e disse claramente que o seu Governo tem estado a testemunhar o lançamento e promoção de campanhas que procuram convencer alguns dos nossos jovens a terem vergonha da irrepetível história da libertação de Moçambique.
«Pior do que isso é não assumirem como sua própria história, com orgulho e paixão. Depois procuram levá-los a distanciar-se dos feitos de bravura e heroicidade dos heróis da libertação da pátria»..." (in Rádio Mocambique)

domingo, dezembro 16, 2007

Sobre a crítica e os críticos do crítico: o caso Custódio Duma

Imaginem isto que se passou num tribunal em Nampula (tudo com pessoas que conheço): um indivíduo se queixa que um amigo a quem lhe confiara dinheiro para a compra duma casa, lhe desviou todo ele. Ao notificá-lo, o queixoso escreve com erro o nome do amigo desviante. Mas o interessante, foi de que chegados no tribunal, o advogado do desviante pega como sua defesa que o arguido não era seu cliente porque o nome o seu (do cliente) não se escrevia como o que era na notificação. Qual é a utilidade na sociedade deste tipo de defesa? Sabia o advogado de quanto custou aquele tempo todo aos moçambicanos em termos de salários de toda a gente que esteve no tribunal naquele dia?

Esta introdução é a propósito da discussão sobre as críticas do jurista Custódio Duma.

Custódio Duma deve estar muito feliz porque pelo menos e pelo que podemos ler no Diário de um sociólogo também aqui e em muitos outros blogues, muitos são os que o aplaudem. Isto se os seus críticos não forem arrogantes, achando-se, isto é, auto-classificando-se de maioria em "qualidade", os melhores analistas, de melhores cientistas, de únicos objectivistas, de mais realistas, eticetra, eticetra. Mas isso não é problema nem é anormal.

Por outro lado, ele, Duma, deve estar ciente senão mesmo felicíssimo que é por acertar a sua crítica e a quem critica, por ser frontal e dar uma mensagem clara, que há os que apontam canhão contra ele. Isto é o que ele expressa claramente aqui. Não digo e nunca direi que ao Custódio Duma não se deva interpelar, pois só com interpelações ele, um cidadão e jovem promissor , poderá se desenvolver. Porém, o que tem me preocupado é de a maioria dos seus críticos jogarem o papel de advogados à situação a que Duma critica. É pior a tendência de o desqualificar profissionalmente, não menos pela escolha que fez em trabalhar com assuntos ligados a direitos humanos e numa organização não governamental como a Liga dos Direitos Humanos (LDH). E, não é menos pior que os seus críticos sejam pessoas ligadas ao poder em Moçambique que manifestam claramente um medo às suas críticas, lançando Custódio Duma para arena política como seu aspirante e consequentemente quem fará o que os actuais governantes fazem. - saque ao Estado Isto é ao menos desacreditar a todos os moçambicanos. É uma autêntica especulação, uma intriga que menos perturba aos seus críticos.

Entanto que seu leitor assíduo, penso que Custódio Duma não critica para ser aplaudido por todos, antes pelo contrário. Como seria isso possível que até aos que ele critica, ele quisesse que o aplaudissem? Mesmo quem o aplaude não vai ao debate para encerrá-lo, vencendo os críticos do Duma. Custódio Duma, pessoa com quem nunca fisicamente me encontrei, é frontal e diz o que lhe vem da alma e solidarizando-se com os espezinhados . Nos debates dos seus textos, exigindo-se provas das suas afirmações, têm havido esforço por parte de alguns em apresentar casos de exemplos em relação à sua preocupação. Tristemente, esses casos não interessam aos seus críticos que preferem encontrar onde ele falha ao invés de o completarem.

Apenas para lembrar a alguns, estando Custódio Duma a estudar no Brasil, fez ele uma crítica severa a embaixadora do Brasil em Moçambique e não só, mas também descreveu a forma como o racismo manifesta num país sob slogan de Brasil um país de mestiçagem. Foi um tema polémico entre brasileiros pelo menos no Moçambique para todos, onde se notavam comentários de muitos a favor e contra ele.

Em 2005, Custódio Duma, ainda com o seu posto de trabalho em Nampula, repudiou publicamente o discurso anti-constitucional do então Primeiro-Secretário da Frelimo, leia (aqui) escrevendo uma carta aberta. Infelizmente, um artigo publicado em blogues bem frequentados, nomeadamente no Moçambique para todos e ideias para debates nenhum dos actuais críticos comentou antes pelo contrário ele sofreu ameaças fortes o que podia ter-lhe afrouxado, se não escolhe o desafio como parte da sua vida e forma de contribuir para o País.

Custódio Duma não se limita à análise da situação do país, mas a do continente, o que revela preocupação dum africano pela situação em que o continente se encontra como se pode ler aqui. É neste contexto, que acho que o mais importante seria começar a discutir a solução dos problemas que analisar palavra por palavra que ele escreve, por vezes isoladamente para desqualificá-lo e, o mesmo é com Azagaia ou seja com o jovem Edson da Luz com o risco de isso não se limitar em debates. Uma análise de palavra por palavra, frase por frase e tudo isolado ao contexto é para além de ser inútil é dispendioso.

É estranho, mas é verdade que há quem pensa que contribui num debate, quando num comentário querem saber se um outro queria escrever caro ou carro enquanto que o contéudo deixa tudo clarinho que ele queria escrever caro. E, porque não ir até onde se procura a autoridade de quem processa um criminoso assumido e reconhecido? E, não fomos obrigados a provar que em Moçambique não há corruptos porque não há autoridade para processar a um corrupto?

Mas a análise ortográfica, morfológica e sintética em temas que nada tem a ver com a linguística, parece-me ter um único objectivo: fazer escapar os criminosos.