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quinta-feira, janeiro 10, 2019

RDC: Félix Tshisekedi futuro presidente

Félix Tshisekedi foi proclamado vencedor das eleições presidenciais na República Democrática do Congo. Martin Fayulu, outro opositor, contesta os resultados. Esta seria a primeira alternância política no antigo Congo belga.
O filho do opositor histórico Etienne Tshisekedi consegue o que o pai nunca antes conseguira: chegar ao poder em Kinshasa !
E isto ao obter 38,5% dos votos, contra 34, 8% para Martin Fayulu, principal candidato da oposição, que contestou imediatamente os resultados pondo em causa as máquinas de votação.
O candidato do poder, Emmanuel Shadary, ficou-se pelo terceiro lugar com 23,8% dos votos. E isto porque o presidente cessante, Joseph Kabila, segundo a constituição, não se podia voltar a candidatar.
Os resultados provisórios foram decretados na noite de quarta para quinta-feira pela Comissão de eleições.
O ministro francês dos negócios estrangeiros, Jean Yves Le Drian, exprimira as suas dúvidas quanto aos resultados proclamados.
Num comentário a essa posição da França Lambert Mende, porta-voz do candidato no poder, denunciou a “interferência externa” de Paris que qualificou de “presunção”, rematando que a RDC não faz parte da França.

Fonte: Notícias Sapo – 10.04.2019

terça-feira, dezembro 25, 2018

Boicote eleitoral é o maior inimigo da alternância governativa em África


Boicote eleições em África não é nenhuma solução. Os partidos que querem se manter no poder a todo o custo, provocam a oposição como uma estratégia de obrigá-los a boicotar as eleições e assim eles evitam seus concorrentes.
Nós africanos temos que encontrar uma maneira própria de combater as trafulhices eleitorais,; temos que estar determinados a confrontar os fraudulentos. As lideranças dos partidos da oposição têm que se estrategas.


Oposição boicotou eleições que podem abrir caminho a permanência de Gnassingbé no poder por muito tempo
O partido do Presidente Faure Gnassingbé obteve a maioria na Assembleia Nacional do Togo nas legislativas de 20 de Dezembro, boicotadas pela principal coligação da oposição e antecedidas de violência, indicam resultados oficiais provisórios publicados nesta segunda-feir, 24..
A União para a República (Unir) elegeu 59 dos 91 deputados que compõem o Parlamento, menos três do que tinha na assembleia cessante.
Sem a participação dos principais partidos da oposição, que denunciaram irregularidades na preparação das eleições, a Unir esperava obter 4/5 dos assentos (73 deputados) para assegurar uma reforma constitucional que visa permitir a Gnassingbé concorrer a mais dois mandatos, em 2020 e em 2025.

Fonte: Voz da América - 25.12.2018

terça-feira, setembro 19, 2017

Oposição ainda não conseguiu criar "cultura política alternativa" em Moçambique - historiador

O historiador francês Michel Cahen defendeu hoje, em entrevista à Lusa, que os partidos de oposição em Moçambique ainda não conseguiram produzir uma cultura política alternativa.
Cahen considerou que o país precisa de um programa socioeconómico diferente do proposto pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).
"Vejo uma fraqueza do lado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e Movimento Democrático de Moçambique (MDM): estes partidos de oposição ainda não conseguiram trazer uma cultura política alternativa", referiu.
Michel Cahen falava em Maputo à margem da 5.ª Conferência Internacional do Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), que coincide com o 10.º aniversário daquela organização vocacionada para a pesquisa e divulgação de conteúdos científicos.

sexta-feira, maio 20, 2016

“Ninguém é eterno no governo em democracia”

Marcelo Rebelo de Sou­sa, presidente de Por­tugal, realizou uma visita de Estado a Moçambique, entre os dias 03 e 07 deste mês. Na agenda, o homem que dan­çou, brincou e distribuiu afectos abriu espaço para uma entrevista ao jornal O País e à Stv. Marcelo fala da paixão por Moçambique, da democracia e reconciliação, bem como da economia e do futuro. O Mozefo, onde foi um dos principais oradores, não fi­cou para trás, mesmo porque o estadista defende que “todo Mo­çambique devia ser um Mozefo gigante”. A seguir, as partes mais significativas da conversa com o quinto presidente de Portugal após a “revolução dos cravos”.
Marcelo Rebelo de Sousa está pela primeira vez em Moçambi­que na qualidade de presidente da República de Portugal. Como é que os moçambicanos podem sen­tir o seu apreço por Moçambique?
Não nasci hoje e os moçambi­canos sabem como eu gosto de Moçambique há muitas décadas. Aliás, estive em Moçambique nos princípios de Dezembro para par­ticipar do Grande Fórum Mozefo. Aqui venho com muita frequência. Aqui vim dar aulas, realizar exa­mes, realizar provas académicas na Universidade Eduardo Mondlane, na Faculdade de Direito. Por dé­cadas e décadas conheço muito bem Moçambique e esta biografia significa que tenho um carinho e afecto por Moçambique. Ninguém visita tantas vezes uma terra e lida tantas vezes com pessoas desse país se não gostar dessa terra e dessa gente. Em segundo lugar, não é por acaso que, como presidente da República, eu venha neste quase início do meu mandato presiden­cial. Significa, também, que quis dar um sinal, deixar um símbolo desse afecto, porque a vida é feita de sinais.

segunda-feira, maio 12, 2014

Vitória do ANC na África do Sul decepciona analistas

Para especialistas, vitória do Congresso Nacional Africano, na África do Sul, reflete a realidade de outros países africanos: os eleitores têm receio de se libertar de quem os libertou.

segunda-feira, novembro 19, 2012

MDM quer mais municípios

O secretário-geral do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Luís Boavida, disse há dias que o primeiro congresso desta formação política, a ter lugar em Dezembro na cidade da Beira, vai definir as melhores estratégias para conquistar mais municípios, para além de consolidar a liderança nas cidades da Beira e Quelimane.

Falando na capital provincial de Sofala, no âmbito dos preparativos do evento, Boavida explicou que o congresso passará, igualmente, em revista os estatutos do partido, além de fazer o balanço dos últimos três anos da sua existência e perspectivas as acções a serem realizadas nos próximos cinco anos.

terça-feira, outubro 30, 2012

Vozes “sonantes” já dizem que oposição ainda não é alternativa…

Por Noé Nhantumbo

Engraçado, caricato?

Em 1975 a Frelimo estava preparada para assumir o poder?…


Beira (Canalmoz) - “Uma no cravo e outra na ferradura”? Há sinais de que alguns dos nossos intelectuais andam atrapalhados com os seus próprios pontos de vista e opiniões? Quando surpreendem pela positiva com posições inequivocamente a favor de Moçambique, logo em seguida são como que obrigados a retratar-se e avançar com proclamações preocupantes.

quarta-feira, agosto 15, 2012

É preciso haver alternância do poder em Moçambique”

Em grande entrevista, o arcebispo de Maputo, Dom Francisco Chimoio, aborda a questão política no país com a devida frontalidade. O vice-presidente do Conselho Episcopal de Moçambique diz, abertamente, que chegou altura de termos um presidente de um outro partido que não seja a Frelimo, para o bem da democracia, pois só a alternância enriquece um Estado democrático. Ler mais

quarta-feira, abril 04, 2012

Democracia, alternância e o imperativo da ruptura


Por Edgar Barroso

Eleições “intercalares” em Inhambane

 Maputo (Canalmoz) - A campanha eleitoral para as Intercalares em Inhambane começou... Trata-se de mais uma oportunidade que se oferece à nossa jovem democracia para amadurecer o nosso sentido de cidadania, de consciência política e de salvaguarda as nossas pretensões, interesses e aspirações como povo. As eleições intercalares vão acontecer em Inhambane mas fazem parte de um todo como nação, daí o especial interesse nelas. Poderia ser num outro ponto qualquer de Moçambique... Inhambane é só o foco actual.

terça-feira, agosto 31, 2010

Daviz Simango quer afirmar-se e conquistar mais membros no país

MDM celebrou “dia da revolução”

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, diz que o seu partido vai continuar a apostar na conquista de mais espaço e enraizamento em todo o território nacional, como forma de angariar mais membros para o “Galo”.
“Queremos estar em todas as províncias, distritos e povoados do país, para que o nosso partido seja mais visível”, disse.
Esta informação foi tornada pública durante a comemoração do “dia da Revolução” daquela formação política. Aliás, Simango defendeu que a afirmação do seu partido no país visa, basicamente, poder concorrer nos próximos pleitos em pé de igualdade com as outras formações políticas.

“Acabei com a bipolarização parlamentar”

Em contacto com o “O País”, Simango deixou ficar que a tão propalada “revolução” de 28 de Agosto foi uma mais-valia, porque terminou com a bipolarização parlamentar, exactamente com a entrada do seu partido no panorama eleitoral do país.

Fonte: O País online - 31.08.2010

Reflectindo: com alternativa e partidos de oposicão fortes o povo é que ganha. Não podemos duvidar que agora estamos a colher o fruto da fragilacão da Renamo e golpe ao MDM obra da Frelimo. Temos que guardar esta memória até em 2013 e 2014.  

sexta-feira, março 05, 2010

Um ponto de vista de Mouzinho de Alburquerque (1)

Inhambane não é uma excepção

SAMORA Machel disse uma vez em Cuba, perante centenas de estudantes moçambicanos naquele país da América Central, que seria estupidez que ele ouvisse que entre eles havia tribalismo e regionalismo, pois foi na perspectiva de combater isso que o governo decidiu enviar os estudantes de todo Moçambique para lá.
Este pronunciamento que sempre retive e continuarei a reter, já foi aqui referido alguma vez e prefiro repetir tendo em conta o seu grande ensinamento e apelo para a necessidade de os moçambicanos trabalharem cada vez mais para a consolidação da sua união.
É por isso que disse na crónica sobre a governação de Nampula, estampada neste cantinho, que quer aceitemos quer não, a questão da governação no nosso país continua a não ser aparentemente compreendida, no sentido de que esta nação é de todos, somos um povo unido.
Quase todos os dias são proferidos discursos que apelam para a necessidade de valorizarmos e consolidarmos a unidade nacional, porque só assim é que nunca estaremos preocupados em procurar saber se o nosso novo governador provincial nomeado pelo Presidente da República é de cá ou de lá, isto é, se ele é chope ou não, é macua ou não, é changana ou não, é ronga ou não, é maconde ou não, assim por diante.
Destaquei. Igualmente, o facto de ser imprudente e perigoso e não ter qualquer razão os que continuam a propalar, talvez insensatamente que os que nasceram aqui (referindo-se a sua própria terra) sentem-se frustrados, porque só servem para andar às ordens e serem dirigidos pelos de fora.
Ou sentem-se frustrados porque a alegam tradição (?), não aceitam serem dirigidos por um que vem de fora. Quer aceitemos quer nao, esta mentalidade tribalista e regionalista que preciso combater continua cultivada na sociedade moçambicana.
Isto vem a propósito de ter lido e ouvido com alguma tristeza e estranheza, depois de anúncio do novo executivo formado pelo Presidente Amando Guebuza, algumas “lamentações” que acho um tanto quanto descabidas, de que a província de Inhambane sempre recebeu governadores novos e sem experiência de governação, isto é, aprendizes, que no entender dos que lamentam acabam estragando as “coisas”.
Leio e ouço com estranheza porque isso não constitui verdade, compatriotas! Do que se tem conhecimento é que alguns desses “aprendizes” da governação fizeram um bom trabalho naquela província. E quase todas as províncias, em cada novo mandato de governação do país, depois da realização de eleições, recebem novos governadores e nunca houve aparentes lamentações ou questionamentos e porque Inhambane deve ser uma excepção?
Quero acreditar que na essência o problema não esteja aí, mas sim, nos preconceitos tribais e regionalistas que algumas pessoas teimam em preservá-los, mesmo que dominem a ciência e a técnica e sabendo, em certos casos, que um da sua tribo ou família foi nomeado pela primeira vez para o cargo de governador de uma província do nosso país.
Porém, antes de mais, eu já deveria ter manifestado a minha perplexidade pelo facto de alguém evocar, igualmente, factores sócio-culturais e económicos para se ser governador da província de Inhambane. Mas porque optarmos pelo provincianismo incompatível com os tempos de hoje? Inhambane é uma qualquer província como as outras deste país.
Isso não só mostra que as pessoas estão completamente fora da actual realidade do nosso país, como já não parecem ter capacidade de análise sobre a responsabilidade que lhes cabe, também na educação da sociedade para a necessidade de combate ao tribalismo e regionalismo. Ainda bem que essas pessoas estão ficando cada vez mais sós.
Se o Presidente da República tivesse em conta esses factores, na nomeação de governadores provinciais, acredito que nenhum estaria em condições de exercer essa função numa província onde não fosse natural e já foi visto que não precisamos de governadores naturais, porque isso além de diluir a unidade nacional tem outras desvantagens.
É verdade que para alguns compatriotas pode não ser fácil fazer tanto em pouco tempo, isto é, em 35 anos de independência, no combate a este tipo de situações anómalas, com a consciência de que somos um país que durante a colonização estrangeira, o tribalismo e regionalismo estiveram muito enraizados, fomentados pelos colonizadores, mas já é tempo de se ultrapassarem estes males.
Portanto, penso que vale a pena recordar que se o discurso do estadista Samora Machel nos orgulha, o presente faz-nos sentir que o futuro está aí. É muito mau termos a ilusão de que os naturais das províncias é que devem ser governadores, porque alegadamente conhecem a realidade sócio-cultural e económica. Mas qual cultura?

domingo, janeiro 18, 2009

O problema da falta oposição credível e alternativa à governação (1)

Antes de eu apresentar a minha reflexão ou inquietação sobre este tema, recordo aos leitores uma peça de artigo publicado no Jornal Notícias, em 28 de Abril de 2007 e eis:

Oposição deve ser reduzida a nada

A OPOSIÇÃO no país não deve desaparecer, mas sim o partido Frelimo, no poder, deve continuar a envidar esforços de tudo fazer com vista a reduzi-la cada vez mais àsua insignificância, segundo defendeu Mariano Matsinhe.

Disse que nem que passam milhares de anos e figuras como ele, que estiveram a frente da fundação da Frelimo e lutaram contra o colonialismo português, venham a deixar o mundo dos vivos, a Frelimo não pode e nem deve sair do poder.

Só assim, segundo ele, é que a nação moçambicana continuará a desenvolver e a criar melhores condições de vida para o seu povo.

“Vamos fazer tudo que for necessário de modo a que a Frelimo não saia nunca do poder e que continue a servir melhor. Podem ser criados milhares de partidos e eles todos concorrerem em todas eleições, a Frelimo sempre continuará a mandar neste país. Aliás, queremos que daqui a algum tempo nem sequer no Parlamento entrem, ou seja, no futuro todos assentos devem ser ocupados pelos nossos deputados. Não sou a favor da extinção da oposição, mas ela deve continuar insignificante” – disse.

Explicou que a mudança de nome da Polícia Popular de Moçambique para a Polícia da República de Moçambique deveu-se a conjuntura interna e externa que o país atravessava, visto que se estava passar do multipartidarismo científico para a democracia, que acabou sendo um processo imposto.

HÉLIO FILIMONE

Nota do Reflectindo: As declarações nunca foram rejeitadas pelos órgãos do Partido Frelimo, incluindo Armando Emílio Guebuza, seu presidente. A questão é de saber de como a Frelimo está fazendo para reduzir à insignificância a oposição. Este interregno entre as eleicões autáquicas e provinciais, gerais e presidenciais, deve ser para a nossa análise profunda se não quisermos assumir as declarações de Mariano Matsinhe e Marcelino dos Santos.