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quinta-feira, janeiro 10, 2019

PGR solicita responsabilização de 16 gestores públicos

Um ano depois de a Procuradoria-Geral da República solicitar ao Tribunal Administrativo a responsabilização financeira de gestores públicos envolvidos nos empréstimos de mais de dois biliões de dólares, finalmente são conhecidos os nomes dos 16 envolvidos.

Segundo escreve o jornal Notícias desta quinta-feira, a PGR pede a responsabilização financeira dos gestores envolvidos na autorização e emissão de garantias de Estado sem nenhuma base legal, nomeadamente Manuel Chang, então ministro das Finanças, Ernesto Gove, na altura governador do Banco de Moçambique, Maria Isaltina Lucas, antiga directora nacional do Tesouro, Piedade Macamo, antiga directora nacional adjunta do Tesouro, Gregório Leão, à época director-geral do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), e António Carlos do Rosário, ex-director nacional de Inteligência Económica do SISE e presidente dos Conselhos de Administração das empresa ProIndicus, Ematum e MAM.

segunda-feira, abril 18, 2016

Primeiro-ministro em Washington

Para tentar ultrapassar este impasse com o FMI, o primeiro-ministro moçambicano reúne-se amanhã, 19, aqui em Washington com o Fundo.
Carlos Agostinho do Rosário vai esclarecer as dúvidas sobre a dívida pública, em particular os empréstimos concedidos com garantia do Estado, entre eles referentes à dívida da Ematum e da Pro-Indicus.
Esta última despoletou a suspensão por parte do FMI.
A visita do primeiro-ministro vai durar quatro dias e será acompanhado de uma delegação técnica do Ministério da Economia e Finanças.
Fonte: Voz da América – 18.2016

terça-feira, abril 05, 2016

Moçambique escondeu dos investidores da Ematum empréstimo de 622 milhões em 2013

Os investidores na operação de recompra de títulos de dívida da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum) não foram informados de um outro empréstimo concedido pelos mesmos bancos envolvidos na operação, no valor de 622 milhões de dólares.
De acordo com a edição de segunda-feira do Wall Street Journal, "o que os investidores não sabiam é que em 2013 o Credit Suisse e o VTB [os dois bancos que organizaram a operação de recompra de obrigações da Ematum este ano] emprestaram 622 milhões de dólares a outra empresa estatal chamada Proindicus para financiar a compra de navios e instalações de radar para combater a pirataria".
O Wall Street Journal conta ainda que no ano seguinte, "os bancos abordaram os investidores para alargarem o empréstimo para um valor até 900 milhões de dólares", mas não esclarece se essa operação foi concretizada.

domingo, março 06, 2016

João Massango diz que os conflitos entre a Renamo e as FDS satisfazem interesse de um grupo de pessoas

“Nós sabemos perfeitamente que por detrás deste conflito está a queima dos arquivos, quando os conflitos continuarem, nós sabemos que todos os escândalos de Moçambique, como é o caso da EMATUM vão ficar apagados”, disse João Massango. Ler mais (Mozmassako)

sexta-feira, março 27, 2015

Armando Guebuza, Afonso Dhlakama e a Perceptiva Retórica

Um dos meus amigos tem defendido que tudo o que Armando Guebuza diz e nos mete medo é porque não entendemos que ele é poeta. Mas cada vez mais que o escuto e cada vez mais que comparo o seu discurso com poemas que leio noto algo de diferença,. Contudo, estou me apercebendo de que poeta Guebuza é. Só para citar algo que Guebuza disse nos últimos meses:
“Esta vitória foi arrancada, porque eles estavam determinados a não nos deixar sobreviver e nós dissemos, nós somos Frelimo, nós somos fortes, nós vamos vencer”, ...
"Transformarem o sonho dos outros em pesadelo".
Se comparando com o discurso de Martin Luther "I have a dream...” ficamos a entender que Armando Guebuza só pode estar a fazer poesias de guerra e não difere de quem em resposta ou vice-versa, diz que vai dar porrada, nomeadamente Afonso Dhlakama.
Veja-se, o poema pelo qual Armando Guebuza ficou conhecido como poeta:

As tuas dores  
mais as minhas dores
vão estrangular a opressão...


Talvez, talvez e talvez mesmo e usando a proposta do tal amigo, e querendo e crendo nisso, somos obrigados a dissecar os discursos usando diferentes perseptivas retóricas.
Pessoalmente, não acho que são os discursos de Guebuza ou Dhlakama que poderão iniciar guerra em Moçambique. Talvez acções como daquele governador de Manica e ex-Ministro do Interior que nem quer entender que a guerra fria morreu fria.

quinta-feira, janeiro 08, 2015

A "VITÓRIA ARRANCADA"

Por Alfredo Manhiça

Logo a seguir à leitura, pelo presidente do Conselho Constitucional (CC), Hermenegildo Gamito, do Acórdão n. 21/CC/2014, de 29 de Dezembro, Processo n. 17/CC/2014, que valida e proclama os resultados das eleições gerais de 15 de Outubro de 2014, o presidente do partido Frelimo, Armando Guebuza, no seu discurso de vitória, proferido na sede nacional do seu partido, admitiu publicamente, que a vitória atribuída ao seu partido e ao seu candidato, Filipe Jacinto Nyusi, havia sido “arrancada” ao justo vencedor.

Se por um lado a leitura do Acórdão serviu para legitimar o golpe de Estado eleitoral, o acima citado discurso de Guebuza serve para falsificar os factos históricos e visa forjar um adulterado estado de coisas capaz de "harmonizar" a mentira com a verdade, de modo a justificar o crime político cometido: "Esta vitória foi arrancada, porque eles [os da oposição] estavam determinados a não nos deixar sobreviver e nós dissemos, nós somos Frelimo, nós somos fortes......"

quinta-feira, janeiro 01, 2015

Guebuza revela: a vitória nas eleições foi “arrancada”

O Presidente da Frelimo, Armando Guebuza, afirmou hoje na sede nacional do partido, em Maputo, que a vitória da organização nas eleições gerais de 15 de Outubro "foi arrancada", porque a oposição queria impedir a sobrevivência do partido no poder.
Esta vitória foi arrancada, porque eles estavam determinados a não nos deixar sobreviver e nós dissemos, nós somos Frelimo, nós somos fortes, nós vamos vencer”, ...
Fonte: Jornal Domingo – 01.01.2015

domingo, março 16, 2014

Guebuza inicia última ronda de presidência aberta

O Presidente da República, Armando Guebuza, inicia nesta segunda-feira a sua última ronda de presidência aberta e inclusiva pelo país, neste que é o último ano do seu mandato.
Segundo a agenda oficial, a visita presidencial inicia nas províncias do Niassa e Cabo Delgado, onde durante a semana vai escalar a cidade de Lichinga, os distritos de Muembe, Mandimba e Maúa, Namuno, Balama, Montepuez, Mueda e a cidade de Pemba.
Fonte: O País online - 16.03.2014

sexta-feira, março 07, 2014

GUEBUZA, MUGABE E ZUMA, Coligação perfeita

Num passado não muito remoto, o senhor Eduardo Namburete, ex-deputado na Assembleia da Republica pela RENAMO-EU, disse que estava a formar-se uma coligação perigosa regional (na SADC) mencionando estes nomes, incluído o de Eduardo dos Santos. Tinha-o feito em atenção a sua orientação pró-maoismo e não me parecia tão perigosa como agora, pois embora fosse um clube de amigos de longa data nunca tinha pensado que chegaria a contornos como os actuais em que se juntam para caçar perdizes numa das reservas de biodiversidade de renome, a saber, a serra da Gorongosa. Ler mais

sábado, março 16, 2013

Um país senil

@Verdade Editorial

No país onde as liberdades individuais estão garantidas, a Força de Intervenção Rápida não descarrega sobre desmobilizados de guerra indefesos. No país onde a democracia é regra, a sobranceria partidária não estorva o trabalho de um edil. No país onde a justiça vigora, as indemnizações que se devem às famílias vítimas do crime violento e da cobardia das aves de rapina são pagas atempadamente.

quinta-feira, março 14, 2013

País não se constrói na base da “fofoca”- Guebuza

O presidente Armando Guebuza defende que um país não se constrói com base na fofoca e autoflagelação, mas sim através de trabalho muito árduo.
“O país constrói-se com trabalho. Trabalho árduo”, disse Guebuza, que falava na quarta-feira na cidade de Sydney, durante um encontro mantido com um grupo de moçambicanos residentes e estudantes na Austrália.

terça-feira, setembro 25, 2012

“As pessoas não falam à vontade na Frelimo e na sociedade”

- “No passado,  a Frelimo não era assim”, Jorge Rebelo
- “Nós crescemos sem amarguras, sem convencimento de que só uns é que sabem. Eu acho que esta abertura, esta humildade de ouvir dos outros é que são as marcas que fizeram esta nossa organização”, Jorge Rebelo.

domingo, julho 27, 2008

O Presidente Guebuza e a tradicão democrática

Quando atribui a este blog o nome de Reflectindo sobre Mocambique, não foi por acaso, mas porque tudo o que é da minha pátria amada e sobre ela, dá a mim um exercício de reflexão. Isso implica para mim questionar, questionar e questionar. Não tenho respostas exactas das minhas perguntas, mas apenas o meu ponto de vista sobre elas. Muitas vezes as respostas vêm dos comentadores e aí agradeço a eles.

Escutei em directo o discurso do meu presidente, o Presidente da República de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, em Matchedje, no local da realização do segundo Congresso da Frelimo, dizendo que democracia e eleições secretas era uma tradição da FRELIMO, pois em Matchedje, em 1968, fez-se o mesmo. O meu Presidente até repetiu e avisou que repetiria esse facto consciente que pelo discurso, o meu presidente havia convencido a muitos mocambicanos sobre a tradicão democrática da Frelimo. Houve aplausos e rigozijei-me, pois acima de tudo senti que muitos moçambicanos, incluindo membros da Frelimo gostam de democracia e voto secreto. Isso nos une.

Porém, sem querer julgá-lo, mas chamá-lo à consciência, o discurso do meu Presidente fez-me não parar na reflexão sobre o meu Moçambique e sobre a prática da democracia.

Ora, no II Congresso, foram democraticamente eleitos Eduardo Chivambo Modlane a presidente e Urias Simango a vice-presidente. O presidente, Eduardo Mondlane, foi morto e o vice-presidente, Urias Simango expulso do partido. Pode o meu presidente explicar bem os factos? Não será que na celebração dos quarenta anos do congresso da vitória fosse altura também da verdade? Fez-se alguma facilidade para um estudo político muito profundo a partir do que se gastou do erário público para a realização deste evento? Houve algumas vozes que embora em discreto falaram de Lázaro Nkavandame e Mateus Guenjere, mas eu gostaria é saber das acusações que pesaram nestes.

O que não me faz gostar do jornalismo moçambicano é o facto de ele não ser investigado e menos ousado. O jornalista moçambicano não procura falar com o PR em questões onde só ele é quem decide. O jornalista mocambicano não procura o presidente do partido para explicar o que lhe cabe. E, assim ninguém perguntou ao presidente sobre a interrupcão da prática de eleicões secretas.

Também sabemos que o Primeiro Congresso da Frelimo, realizado em 1962, foi democrático. Então, pode o meu presidente explicar como foram os congressos seguidos (terceiro, quarto, quinto, sexto...). Uma das perguntas importantes é: onde pararam os democraticamente eleitos no segundo congresso? 0s órgãos eleitos funcionaram ou não? Matchedge será histórico se houver honestidade por parte dos historiadores.

quarta-feira, junho 18, 2008

Uma autêntica provocação à nossa moral.

Situação no Zimbabwe: Chefe do Estado recebe enviado da ZANU-PF

UMA delegação da ZANU-FP, do presidente Robert Mugabe, foi recebida ontem em Maputo pelo Presidente Armando Guebuza, a quem informou sobre a actual situação no Zimbabwe, a uma semana da segunda volta das eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 27.Maputo, Quarta-Feira, 18 de Junho de 2008:: Notícias Leia mais

Nota do Reflectindo: Aqui não há nenhuma palavra de Armando Guebuza, pelo menos como também o nosso presidente, de nós que estamos tristes pelo que o regime de Robert Mugabe está a praticar no Zimbabwe. O título fala de Chefe do Estado o que significa que Guebuza não recebeu Emerson Mnangagwa na Pereira do Lago como presidente da Frelimo, mas algures como Presidente da República. E ele está a sorrir como se ninguém estivesse a morrer no Zimbabwe ou a fugir de lá. Isto aqui é uma autêntica provocação à nossa moral.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Os quatro pontos para negociar

Numa entrevista do Zambeze/Canal de Moçambique com o Presidente Afonso Dhlakama, a Renamo apresentou os seus quatro pontos para negociar com a Frelimo quanto às eleições provinciais. Eis:

Ponto 1 - As eleições provinciais tem que ser feitas em 2008;

Ponto 2 - O recenseamento de raiz deve ser manual e recensear toda gente. Depois podem informatizar para ter um banco de dados.

Ponto 3 - É preciso a reforma do STAE, ele é todo Frelimo. O STAE central, provinciais e distritais. Carrasco não pode ir sozinho. Tem de levar o seu grupo que é da Frelimo. Faz-se um concurso para todos os STAE´ s. ZAMBEZE/Canal - Isto não vai demorar? Dhlakama – Não. Agora teremos tempo suficiente. Caso a Frelimo não queira concurso, vamos colocar 50% da Frelimo e 50% da Renamo nos STAEs aos vários níveis.

Ponto 4 - As decisões dos órgãos eleitorais também é preciso rever. Não pode haver decisões por maioria. A Frelimo sempre usou isto. Em nenhum país isso acontece. A CNE não é parlamento. Tem que haver decisões por consenso. Estes órgãos estão concebidos para preparar eleições. A sociedade civil está em peso mas é da Frelimo.

Leia toda a entrevista aqui.