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quarta-feira, fevereiro 20, 2013

“Temos licenciados a dar aulas a outros licenciados, isso é muito grave”

O vice-ministro da Educação, Arlindo Chilundo, responsável pelo ensino superior, reconhece a insuficiência de professores com níveis adequados para exercer a docência nas universidades nacionais, assegura que o Governo já aprovou instrumentos que visam dar a volta à situação a breve trecho. Eis uma parte de uma entrevista que pode ver esta noite na íntegra na STV.

As instituições de ensino superior, em particular as universidades, são caracterizadas por três objectivos fundamentais: o ensino, a investigação e a extensão. Ora, as instituições públicas de ensino superior não só reduziram, consideravelmente, os seus orçamentos como não conhecem, há muito tempo, um incremento de investimentos para a investigação e extensão. O que está a acontecer?

Não há nenhum desinvestimento. Pelo contrário, há investimentos maciços. Estamos, neste momento, num processo de formação do corpo docente, sobretudo ao nível de doutoramento, mas também ao nível do mestrado. Só a partir do momento em que tivermos os nossos docentes com uma formação académica máxima para que possam dar contributo como investigadores e docentes é que poderemos falar numa instituição académica normal. O que tem estado a acontecer no subsistema do ensino superior é que temos muito poucos doutores e mestres. Temos muitos mais licenciados a darem aulas e não podemos esperar nenhuma investigação com docentes que sejam simplesmente licenciados, outros são assistentes, ou ainda assistentes estagiários. Ler mais

segunda-feira, agosto 13, 2012

Ministro da Educação revoga circular do seu vice-ministro

Martins e Chilundo desentendem-se sobre “uso de burca e lenço nas escolas”.

“O País” sabe que a revogação da medida foi motivada por interesses eleitoralistas uma vez que os líderes muçulmanos, em Nampula, ordenaram os fiéis para que também “não votassem na Frelimo”.

domingo, dezembro 20, 2009

"...enfim, um estendal de porcaria e pouca vergonha que parece não ter fim"


MARCO DO CORREIO

Por Machado da Graça

Olá amigo Josué

Como vai essa saúde? Cá por casa tudo bem, felizmente.
Gostava hoje de te falar, outra vez, do enorme escândalo que está a ser o julgamento do caso da Aeroportos de Moçambique.
É que, há poucos dias, houve duas intervenções, de declarantes, que me parece que merecem que falemos sobre elas.
Uma foi a do Dr. Arlindo Chilundo, Director da Escola do partido FRELIMO.
Disse ele, entre outras coisas:
- Que não sabia se a contribuição de Cambaza para as obras da Escola eram a título privado ou em nome da Aeroportos;
- Que não conhecia o quantitativo porque esse tipo de contribuições a Escola recebia em géneros e não em dinheiro;
- Que não sabia se era ilícito receber dinheiro de empresas públicas.
Ora vejamos estas afirmações uma a uma:
Ao dizer que não sabia se a contribuição de Cambaza era a título individual ou em nome da ADM, o Dr. Chilundo está a afirmar que está convencido que Cambaza tem, individualmente, capacidade financeira para fazer uma contribuição daquele volume. Poderá o ilustre académico dizer-nos de onde pensa que virá essa capacidade financeira num servidor do Estado? Eu, lamento dizer, não acredito nesta afirmação do Dr. Chilundo.
Disse também que não conhecia o quantitativo mas, pergunto eu, quando a Direcção da Escola verificou que eram necessárias obras, não pediu orçamentos sobre quanto estas iriam custar? Pediu e aceitou de Cambaza a reparação sem saber quanto é que isso representaria? Volto a lamentar mas volto a não acreditar em mais esta declaração.
Por fim, Arlindo Chilundo lançou a dúvida sobre se será ilícito receber dinheiro de uma empresa pública.
E isto aqui já merece melhor análise.
Porque o raciocínio pode ser: Se uma empresa pública pode patrocinar, por exemplo, um filme, uma exposição de pintura, um bailado ou uma edição de um livro, por que não poderá patrocinar as obras da Escola do Partido FRELIMO?
Entramos agora numa área que, de forma alargada, se convencionou chamar de “conflito de interesse”.
E eu diria, de forma muito simplificada, que a questão aqui é a possibilidade, ou não, de haver uma retribuição pelo patrocínio dado.
Enquanto no caso do filme, da exposição, do bailado ou do livro a retribuição não vai, normalmente, além da colocação do logótipo da empresa no programa, no catálogo ou na contra-capa, no caso do apoio ao partido que está no poder as coisas são bem diferentes: o agradecimento pode ser através da manutenção no cargo que ocupa, numa eventual promoção ou em outras medidas igualmente lucrativas para os bolsos do benemérito patrocinador.
E espero que o Dr. Chilundo não nos venha também com a tese, já defendida neste julgamento, de que patrocinar uma actividade do partido FRELIMO não é patrocinar o próprio partido.
Portanto há que concluir que estas declarações de Arlindo Chilundo não têm ponta por onde se lhes pegue. E é pena ver alguém que tão bem raciocina, em termos académicos, raciocinar tão mal em termos políticos.
Declarações interessantes e importantes as do Inspector-Geral das Finanças, que dão ideia de que o saque na ADM foi muito maior do que aquilo que tinha sido levado a julgamento.
Foram viagens de pessoas que não pertencem à empresa (quem seriam essas pessoas), foram transferências para contas no estrangeiro (em nome de quem estarão essas contas?), foram pagamentos de trabalhos que nunca foram sequer executados (pintura da pista de Tete, por exemplo), enfim, um estendal de porcaria e pouca vergonha que parece não ter fim.
O Inspector-Geral das Finanças disse que tinham sido feitas duas auditorias, anteriormente, à ADM, em que tinham sido detectadas já várias irregularidades, entretanto agravadas.
E eu pergunto: Será que as Finanças também estão a fazer esse tipo de auditoria a outras empresas públicas? E, no caso de estarem, que resultados estão a ter?
É que aquele dinheiro é nosso, meu, teu e de todos os outros moçambicanos...
Um abraço para ti do

CORREIO DA MANHÃ – 18.12.2009 retirado do  Moçambique para todos

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Chilundo e a Frelimo não sabem que não devem abusar os bens do Estados

A estória contada pelo director da escola central do partido Frelimo, Arlindo Chilundo, leva-me a concluir que mais do que alta organização da Frelimo que se anda a propalar por aí, o que faz sobreviver este partido que parece coeso é a desorganização propositada do Estado o voto inocente dos analfabetos ou gente mal formada e dos ignorantes como o Crítica e Reflexões escreve. A propósito o aproveitamento do analfabetismo e ignorância devia ser um crime e não menos quando é feito por quem devia providenciar conhecimento.
Segundo o Jornal Notícias online, o Savana, o CanalMoz, o O País online, por mim consultados e conferíveis na net, o Prof. Doutor Arlindo Chilundo diz desconhecer as circunstâncias em que foi efectuado o pagamento dos 5,5 milhões de meticais ou sete milhões de meticais (Jornal Notícias)das obras de reabilitação da instituição de ensino que dirige. Ainda diz ele não saber ser ílicito receber dinheiro de empresas públicas para fins partidários.
É possível que uma pessoa do calibre de Chilundo desconheça tudo isto? O que fez dele director da Escola Central da Frelimo não serão as suas qualidades de administrar uma instituição?

Já que o Dr. Arlindo AChilundo não sabia, será que agora já suspeita de outras ofertas à Frelimo naquele almoço de angariação de fundos? Alguém se lembrou em fazer esta pergunta embora incómoda?
A partir das declarações no caso de Aeroportos de Moçambique (ADM) não há suspeitas que a Frelimo esteja a usar ilicitamente o erário público para fins partidários e isto para além do provado durante a campanha eleitoral?
Será que na Escola Central da Frelimo não há controle de tudo que lá há incluindo as receitas e despesas? A que nível da estrutura partidária subordena a Escola Central? E se os funcionários da mesma escola desviarem os fundos angariados como se pode detectar?

Reflectindo mais: 1) a partir deste caso, terá o Estado Mocambicano, sob comando de Armando Emílio Guebuza, se alertado que o Partido Frelimo está a delapidando? Que medidas já tomou?
2) As qualidades, isto é, ser doutorado e muito mais de Arlindo Chilundo não tiveram a maior influência para ser indicado ao cargo de director da Escola da Frelimo? Ora, para mim, Chilundo tem que ser o mesmo tanto como acádemico como director duma escola do partido no poder. E quadros da Frelimo que dilapidam o Estado Moçambicano passam por Matola, é não é?
3) com estas declarações de quem tenho consultado suas obras e mo orgulhava como moçambicano, lembrei-me de tantos outros que dizem sem vergonha que podem moral e eticamente ser diferentes pessoas, por exemplo políticos e académicos e assim gostariam de fossem respeitados. Chamo-os atenção que nunca alinharei nisso. Uma outra atenção é sobre pseudonome e o nome próprio que para não mudam o comportamento dum indivíduo. Aliás, qualquer mudança é violação de princípios, e os do MDM devem estar a reconhecer-me.
4) Li algures, não quero indicar, que o autor se reconheça a si mesmo e deixe de fazer tais afirmações repugnantes e sem lógica, pois que o degradam a si mesmo. A verdade sobre o desvio nos ADM virá com a sentença?? Qual sentença e que tribunal? O mal dum sistema é não o uso da lógica. Sem complexo, não será que nos espantamos quando um engenheiro faz textos sociológicos ou um sociológico faz textos biológicos? Olha, desviei-me bastante para dizer que deixemos de nos associar aos julgamentos políticos. Duro que seja para os JURISTAS da Frelimo, para mim e outros quem sonham por um Moçambique JUSTO, quem está em julgamento é o sistema todo e em particular o sistema jurídico moçambicano. Sabemos que mais de cinco milhões de meticais do ADM foram da participação da Frelimo no roubo. Sabemos que a Frelimo rouba ao Estado e o caso ADM é apenas uma milésima de todo o roubo que a Frelimo faz ao Estado. E quando nos vem dizer que o dinheiro roubado ao Estado pela Frelimo não é controlado pela liderança, ficamos ainda assustados. A Frelimo é assim desorganizada ou está fazendo um teatro? Será que é possível punir quem rouba para a Frelimo?

quinta-feira, novembro 19, 2009

Caso Aeroportos: Diodino Cambaza afirma como o dinheiro chegou na Matola


Segundo o Notícias, Diodino Cambaza autorizou a entrega de 400 mil meticais à Escola do Partido Frelimo na Matola, na pessoa do respectivo director, Arlindo Chilundo. Quanto aos outros cinco milhões de meticais também para o mesmo fim, segundo os autos, disse que esta anuência foi decidida entre ele e os administradores António Loureiro, Antenor Pereira e Maria João, não tendo sido emitida qualquer acta sobre a matéria.

Fonte: Notícias (20.11.2009)