Mostrar mensagens com a etiqueta jornalismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jornalismo. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, julho 17, 2014

O que é ser jornalista?

Uma homenagem para o jornalista Jornalista Fernando Bismarque

Por Ana Cossa
Ser Jornalista é saber persuadir, seduzir. É hipnotizar informando e informar hipnotizando. É não ter medo de nada nem de ninguém. É aventurar-se no desconhecido, sem saber direito que caminho irá te levar. É desafiar o destino, zombar dos paradigmas e questionar os dogmas. É confiar desconfiando, é ter um pé sempre atrás e a pulga atrás da orelha. É abrir caminho sem pedir permissão, é desbravar mares nunca antes navegado. É nunca esmorecer diante do primeiro não. Nem do segundo, nem do terceiro... nem de nenhum. É saber a hora certa de abrir a boca, e também a hora de ficar calado. É ter o dom da palavra e o dom do silêncio. É procurar onde ninguém pensou, é pensar no que ninguém procurou. É transformar uma simples caneta em uma arma letal. Ser jornalista não é desconhecer o perigo; é fazer dele um componente a mais para alcançar o objectivo. É estar no Quarto Poder, sabendo que ele pode ser mais importante do que todos os outros três juntos.

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Escola Superior de Jornalismo anula exames em Maputo por fraude académica

A Escola Superior de Jornalismo anulou, somente na cidade Maputo, os exames de admissão realizados a 17 de Janeiro passado por se ter constatado que alguns funcionários da mesma instituição que controlavam o processo naquele dia forneceram respostas aos examinados. As provas deverão ser repetidas no dia 22 de Fevereiro corrente. 


Fonte: @Verdade - 13.02.2014

sábado, abril 13, 2013

A Imprensa contra o Regime?

Por Pedro...

Incentivar detenções aos Jornalistas parece ser uma nova táctica encontrada pelos determinados a destruir o regime por meio de casos isolados, elevando-os a categoria de gerais. Está na forja uma conspiração, uma conspiração de projecção internacional. Uma conspiração urdida nas entranhas da própria imprensa. As reacções que se fazem sugerem que esta classe profissional deseja ter um tratamento diferenciado em relação ao povo comum, quando transgride normas. Muitos, mesmo sem saberem as causas das detenções correram a julgar a polícia com base na versão da vítima, contrariando o princípio do contraditório, próprio da profissão.

sexta-feira, agosto 05, 2011

Moçambique: Dhlakama ameaça dividir o país "em pedacinhos" se FRELIMO "não ceder"

O líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, afirmou que Moçambique pode ser “dividido em pedacinhos” se a FRELIMO não aceder à sua proposta de um governo de transição para o país, e disse ser essa situação “um mal pequeno”.

sábado, outubro 16, 2010

Aula de jornalismo de Lázaro Mabunda a Nuno Amorim

Meu caro Nuno Amorim,

Jornalismo tem regras, meu caro. Uma das regras é que quanto menor for a probabilidade de ocorrência de um determinado facto, maior é a probabilidade de esse facto ser notícia. Ou seja, quanto mais não se espera de um determinado acontecimento, maior é a probabilidade de ele ser notícia. Factos surpreendentes, mas acima de tudo pouco comuns.
É por isso, meu caro, que se diz que "quando o cão morde o homem não é notícia. É notícia quando o homem morde o cão". Quer dizer, há um facto que é previsível e normal, que é o cão morder o homem e um outro facto que é imprevisível, que é o homem morder o cão.

segunda-feira, março 22, 2010

Em Cuba, jornalismo faz-se via SMS

Com acesso limitado à internet e na ausência de uma imprensa livre, cidadãos cubanos criaram uma forma peculiar de jornalismo: um boletim de notícias por mensagens texto (SMS). O serviço é relatado pela famosa blogueira cubana Yoani Sánchez em seu Twitter. “Alguém recebe uma informação e a envia para toda sua agenda de contatos”, disse Yoani num “tweet”, na quinta-feira.
Com telemóveis nas mãos, os usuários repassam as mensagens para outras pessoas, criando uma rede de distribuição de notícias. "Cada cidadão cubano pode ser um jornalista cidadão", diz a blogueira. Segundo ela, o serviço começou a funcionar depois de meses de planejamento.
Os telemóveis foram permitidos na ilha somente em 2008. Esta é mais uma demonstração da criatividade dos cidadãos cubanos para driblar as restrições à liberdade de expressão no país. Apesar do acesso limitado à internet (na quinta-feira, Yoani reclamava de uma “cegueira virtual” que já durava cinco dias), blogueiros e twitteiros descobrem formas alternativas e cada vez mais originais de se manifestarem na rede, que se tornou um local importante de ativismo político.
O melhor exemplo é o da própria Yoani. Em março de 2008, o governo cubano implantou um filtro informático que bloqueia seu blog, o Generación Y , nos serviços públicos de internet do país. Mas ela não se rendeu e, com a ajuda de amigos que moram fora da ilha, continuou publicando os textos, como relata em seu perfil. E inaugurou em sua casa, em outubro de 2009, a “Academia Blogger”, dedicada à formação de novos blogueiros.
O governo cubano não gostou e Yoani já sofreu diversas restrições, como não poder sair de Havana ou mesmo de sua casa. Muitas vezes é seguida por agentes do regime. Yoani também tem uma forma curiosa de usar o Twitter: envia as frases de 140 caracteres por mensagens texto no telemóveis a seus amigos, que colocam as palavras na rede em seu nome. O serviço de microblog tem prestado um papel importante no ativismo em Havana.
Em seus "tweets", Yoani pede a liberação dos presos políticos, divulga abaixo-assinados e relata o dia-a-dia dos opositores do regime. Atualmente, tem dedicado atenção especial à situação do jornalista Guillermo Coco Fariñas, em greve de fome há quase três semanas. Ao tomar conhecimento das medidas propostas pelo presidente venezuelano Hugo Chávez para limitar o acesso à internet na Venezuela, sugeriu aos colegas daquele país, em um "tweet": “Eu me ofereço a ensinar a usar o Twitter por SMS.”
A blogueira de 32 anos é uma das vozes mais importantes de dentro da ilha a criticar as restrições à liberdade de expressão no país. Em maio de 2008, foi vencedora do prêmio de jornalismo Ortega y Gasset, na categoria de trabalho digital. Também foi selecionada pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do planeta. Em 2009, recebeu o prêmio Maria Moors Cabot via YouTube depois que Havana negou seu pedido de viagem.

Fonte: @ VERDADE - 21.03.2010

segunda-feira, outubro 26, 2009

Cobertura parcial das eleições

Os órgãos de informação não estão a realizar uma cobertura equilibrada
e imparcial, conforme prescrito no código de conduta de cobertura eleitoral assinado pelos jornalistas moçambicanos, revela um estudo feito pelo Instituto dos Media da África Austral, MISA.
O estudo abrangeu órgãos da imprensa escrita diária e semanal, televisiva e radiofónica de todo o país. Entrevistado pela nossa enviada às eleições,Teresa Lima, o oficial de pesquisa do MISA, Ericino Salema referiu ter constatado que alguns sectores, particularmente da imprensa com fortes ligações históricas aos Estado estavam a dar maior destaque ao partido no poder e ao seu candidato.
"Estamos a falar do princípio de igualdade de tratamento entre as diferentes candidaturas, estamos a falar do princípio de independência e também do respeito pelos valores supremos do jornalismo que é a verdade"", disse Ericino Salema.
Ele referiu que os casos mais notórios de parcialidade diziam respeito ao jornal diário Notícias e também à televisão pública, TVM. Considerou, no entanto, "razoável" a cobertura eleitoral da Rádio Moçambique.
"Na nossa opinião, a TVM não usa os critérios universais de jornalismo. Já estabeleceu que quem abre os seus serviços noticiosos, é sempre o partido no poder e o seu candidato".
Em Moçambique a actualidade noticiosa é divulgada actualmente por sete jornais semanários, três diários, 12 Boletins de Fax diários, 6 canais de Televisão e apenas uma estação de rádio a nível nacional, embora estejam a surgir rádios locais e comunitárias, mas cujo conteúdo é mais de entretenimento do que noticioso.