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terça-feira, julho 24, 2012

Marx, a Frelimo e o campesinato

Por: Michel Cahen

No seu período radical (1975- 1987), a Frelimo, muito mais que “comunista”, foi um partido de modernização autoritária, que queria transformar à força o campesinato para criar o homem novo numa nação homogénea e de língua portuguesa. É de reparar, por exemplo, que as aldeias comunais não serviam para colectivizar o campo. A produção colectiva nas aldeias comunais representou aproximadamente 1% da produção total aí registada, e era principalmente destinada a criar pequenas reservas para poder receber “os camaradas vindos da Nação” (os dirigentes vindos da capital do país ou das capitais provinciais). As cooperativas eram de consumo e comercialização e não de produção, salvo algumas excepções (nas aldeias-modelo que os observadores estrangeiros visitavam).

segunda-feira, abril 11, 2011