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quarta-feira, janeiro 29, 2014

Transição de gerações desagrada aos combatentes

Mariano Matsinha é combatente de primeira hora e muito próximo do Presidente da República. Distante dos holofotes da media, mas bastante influente, diz que os grandes temas do partido não podem ser discutidos nos jornais.
Encontrámo-lo num hotel na zona nobre da cidade de Maputo com o seu ipad entre as mãos. Aos 76 anos de idade,Matsinha não é um homem ortodoxo, é flexível e aberto ao uso de novas tecnologias e redes sociais. “Estou no facebook para acompanhar as discussões sobre o país”, respondeu-nos à vontade com os olhos fixos num post. Às perguntas dos jornalistas, Matsinha reage com convicção: não esconde a sua proximidade com o Chefe de Estado, Armando Guebuza; a necessidade de o governo não ceder a Afonso Dhlakama e a decisão de fuzilamento de Urias Simango. A guerra de sucessão e o avanço do MDM são temas que também trata sem reservas. A seguir, as partes mais importantes dessa conversa-entrevista.

sábado, setembro 08, 2012

No contexto da Revolução “Na Frelimo era norma fuzilar pessoas”

Por Francisco Carmona e Emídio Beúla

Mariano Matsinhe (72anos), um dos símbolos da gesta de 25 de Setembro, confessa que não lhe agrada ouvir falar de órgãos de comunicação independentes. Para a velha guarda da Frelimo melhor se a designação passasse para órgãos independentes da Frelimo. Porque, acredita, dependentes o são de alguma coisa. Mas nem com isso, o homem que abandonou a engenharia civil (cursava o segundo ano) em Portugal para se juntar à Frelimo em 1962, não se coibiu em conversar com o SAVANA por quase uma hora, revivendo um percurso político sempre em reconstrução. Pelo caminho disse, entre outras revelações, que havia uma certa precipitação (necessária?) na tomada de decisões, que os campos de reeducação não foram um erro e que, volvidos quase 45 anos após o início da luta, não se arrepende de nada. Nem dos fuzilamentos, apesar de reconhecer alguns excessos do SNASP, um órgão do regime e de triste memória. Acompanhe alguns extractos da conversa mantida última sexta-feira em Maputo.