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sexta-feira, abril 01, 2016

Cidadã espanhola expulsa de Moçambique foi vítima de intimidação e agressão psicológica

Representantes de organizações de defesa das mulheres em Moçambique acusaram hoje as autoridades de terem movido uma campanha de intimidação e agressão psicológica contra a cidadã espanhola Eva Anadón Moreno, expulsa do país na quarta-feira.
Eva Anadón Moreno, que vivia em Moçambique desde 2011, foi deportada por ordem da Direcção Nacional de Migração, em cumprimento de um despacho do ministro do Interior, Basílio Monteiro, com fundamento na participação numa alegada manifestação ilegal, no dia 18, contra a proibição do uso de minissaia decretada por algumas escolas da capital moçambicana.
Em conferência de imprensa realizada hoje em Maputo, organizações de defesa dos direitos das mulheres acusaram as autoridades moçambicanas de terem movido uma campanha de intimidação e agressão psicológica contra Moreno, considerando "cheio de irregularidades" o processo que culminou na deportação da cidadã espanhola.

sexta-feira, março 18, 2016

Mulheres detidas em ato de repúdio contra proibição de minissaia nas escolas moçambicanas

Cinco mulheres, incluindo uma espanhola e uma com nacionalidade brasileira, envolvidas num protesto contra a proibição do uso de saias curtas nas escolas moçambicanas, foram detidas hoje pela polícia, constatou a Lusa na 7.ª Esquadra de Maputo.
O grupo de mulheres, ligadas à organização Fórum Mulher, juntou-se nas primeiras horas do dia nas imediações da Escola Secundária Francisco Manyanga para repudiar a diretiva aplicada por algumas escolas que veda o uso de minissaia, considerando esse tipo de veste responsável pelo assédio nas instituições do ensino em Moçambique.
"Nós apenas nos juntamos para troca de impressões e para passar informação sobre essa questão da proibição do uso de saias curtas. Não havia necessidade de prenderem as pessoas", disse à Lusa Maira Domingos, representante do Fórum Mulher, falando à porta da 7.ª Esquadra de Maputo, onde o grupo está detido.

Fonte: Diário digital com Lusa – 18.03.2016

segunda-feira, abril 29, 2013

Benilde Nhalivilo renuncia à candidatura a membro da CNE

A candidata a membro da Comissão Nacional de Eleições em representação do Fórum Mulher, Benilde Nhalivilo, enviou uma carta de renúncia à Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade da Assembleia da Republica devido ao que considera falta de transparência no processo.

Segundo o documento, ao qual o @Verdade teve acesso, Benilde Nhalivilo justifica a sua decisão alegando que “os vários acontecimentos registados no processo de candidaturas a membros da CNE, que foram caracterizados por apresentação e legitimação de candidaturas de uma forma duvidosa e não clara, demonstram que existe uma forte tendência em colocar pessoas pré-determinadas como membros da CNE”.

E acrescenta: “as motivações que me levam a essa renúncia prendem-se com o facto de não pretender ver a minha imagem e a minha dignidade, adquiridas e conquistadas ao longo dos vinte anos dedicados à causa dos Direitos Humanos e aos movimentos verdadeiramente da sociedade civil, associadas a situações de falta de transparência e de não profissionalismo”.


A renúncia de Benilde Nhalivilo surge numa altura em que está a ser posta em causa a candidatura do actual presidente da CNE, Leopoldo da Costa, que afirma ter concorrido em representação e com o "aval" da Organização Nacional dos Professores, apesar de esta agremiação ter vindo a terreiro distanciar-se da mesma.
Fonte: @VERDADE – 29.04.2013

domingo, julho 15, 2012

Há tubarões que comem pão inteiro sozinhos

A antiga Primeira Ministra de Moçambique actual Presidente do Conselho de Administração (PCA), do Banco Barclays, falando no decurso do Fórum Mulher apontou o dedo acusador a algumas figuras políticas do país de estarem a usufruir o que poderia beneficiar um numero considerável da população com destaque para as mulheres que são as mais pobres do país.

sábado, julho 14, 2012

No topo elas já participam, mas continuam sem peso na base

Mais de 300 pessoas participaram, ontem, no simpósio sobre a “Inclusão e Exclusão da Mulher na Economia Moçambicana”, um evento que espelhou a dura realidade enfrentada pelas mesmas no dia-a-dia.
“As mulheres continuam no sector reprodutivo sem remuneração e produtivo pouco remunerado”.

sábado, janeiro 28, 2012

Os talibans de Moçambique

NO jornal “Notícias”, a 14 de Janeiro de 2012, o jornalista Pedro Nacuo escreve uma coluna de opinião sobre um crime ocorrido em Pemba, Cabo Delgado: uma mulher que entrou num espaço reservado aos ritos de iniciação de rapazes foi “punida” por ordem do responsável pela cerimónia, que ordenou uma violação colectiva. Ela foi sexualmente violada por 17 homens. A Polícia inicialmente tentou intervir, chegando a deter os violadores, mas foi avisada para não se imiscuir no assunto.

quinta-feira, setembro 08, 2011

Por pressão da opinião pública: Laurentina “Sexy” Preta já foi retirada

A Cervejas de Moçambique (CDM), pressionada pela opinião pública, decidiu ontem retirar todos os painéis propagandísticos e anúncios publicados em diversos órgãos de comunicação social, referentes à cerveja Laurentina Preta, que estava a ser motivo de discórdia social, por estar associada, pelos piores motivos, à figura da mulher, indicou fonte autorizada daquela cervejeira.
De acordo com a mesma fonte, a intenção da empresa ao colocar aquela publicidade nunca foi de ofender a quem quer que seja, mas apenas com fins comerciais.
“Uma vez que esta publicidade está a criar polémica no seio da sociedade, a empresa decidiu retirá-la”, acrescenta a fonte.
A Directora do Fórum da Mulher, Graça Samo, instituição que liderou a manifestação de repúdio contra a publicidade em causa, que “usa e abusa do corpo da mulher”, considerou que a atitude da CDM é uma conquista da sociedade e que deve servir de lição para tantas outras empresas que usam de forma abusiva a figura da mulher para fins comerciais.

Fonte: Rádio Mocambique - 08.09.2011

terça-feira, setembro 06, 2011

A Sociedade Civil exige a retirada da Publicidade da empresa Cervejas de Moçambique

Organizações da sociedade civil, convocaram esta terça-feira a imprensa, em Maputo, para repudiar e exigir a retirada sem condições de uma publicidade da empresa Cervejas de Moçambique (CDM) por considerá-la insultuosa e de ultrajar a mulher moçambicana.
Graça Samo, Secretaria Executiva do Fórum Mulher, falando em nome das organizações da sociedade civil moçambicana, disse que a publicidade usa e abusa do corpo de uma mulher sem cabeça e sem membros inferiores com o símbolo da cerveja “Laurentina Preta” estampado na região da púbis (órgãos genitais).
A agravar ainda mais o cenário, Sambo disse que a publicidade tem os seguintes dizeres “Esta Preta foi de boa para melhor. Agora com uma garrafa mais sexy”, justamente para denotar que ela não tem rosto, nem cabeça nem pernas para tomar o seu rumo, é apenas objecto sexual.