Por Adelino Buque
Por aquilo que se escreveu nos vários jornais da praça com tendências diversificadas, sobre a não saída do presidente cessante da casa protocolar consignada ao presidente da AR, penso que seria altura de o Dr. Eduardo Mulémbwè ponderar sobre a sua vida pública. É verdade que durante os longos quinze anos, desempenhou, e bem, a função de presidente da Assembleia da República, isso não está em questão. está, sim, o seu comportamento individual no período pós-presidência. a sociedade moçambicana não pode estar refém de uma gestão pouco conseguida da vida privada dos seus dirigentes. dirigir uma instituição é uma actividade efémera; os dirigentes devem ser capazes de lidar com a vida pós-dirigismo. Pode não ser o caso, mas parece que o Dr. Eduardo Mulémbwè não está a conseguir gerir a vida pós-presidência da Assembleia da República, o que é grave. na verdade, transmite uma mensagem desagradável à juventude. Se como presidente da Assembleia da República teve um bom desempenho, todo esse mérito será absorvido por esta “guerra” sobre a casa que, definitivamente, hoje é pertença da nova titular da AR, a também mulher de méritos Dra. Verónica Macamo Ndlovo. Aliás, uma mulher que o coadjuvou na presidência da Assembleia da República, e que hoje ascendeu à presidência.
