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segunda-feira, maio 10, 2010

Afinal PRM não deteve nenhum assassino do director das alfândegas

A divulgação da informação que dava conta da detenção de um suspeito é mais uma forma de mostrar trabalho e abafar o caso. O detido é um mineiro encontrado a comentar a cerca do homicídio. Este é outro lado da verdade. Afinal a Polícia da República de Moçambique (PRM)não deteve nenhum assassino, ou qualquer envolvido no assassinato do Director de Investigação, Auditoria e Informação nas Alfândegas, Orlando José.
O homem ora detido, e citado semana finda por Pedro Cossa, porta-voz do Comando Geral da PRM, como um dos envolvidos, na verdade é um mineiro inocente, que na altura da sua detenção fora encontrado a comentar sobre este assassinato.

sexta-feira, maio 07, 2010

MOZAMBIQUE 163 (1)

News reports & clippings - 7 May 2010

By Joseph Hanlon

Customs director assassinated

Orlando Jose, director of investigations, audit and intelligence of the Customs Service was gunned down outside his house on Monday 26 April. He had been responsible for several very high profile customs raids in recent weeks.

On 21 April a car was stopped heading for the Machipanda border post with Zimbabwe. Driven by a Lebanese citizen, it has $400,000 in cash in US dollars hidden in the door panel, which was apparently intended for the purchase of diamonds from army-controlled mines in Manicaland in Zimbabwe.

On 26 April, just three hours before he was assassinated, Jose held a press conference promising a crackdown on smuggling, is which he displayed three luxury cars which has been apprehended, one of which belonged to a powerful Nampula economic group, according to Savana. Last year Jose led a raid in which 1000 tonnes of rice was being imported without paying duty; apparently with the connivance of customs officials. The importer avoided paying a total of 6 million Meticias ($200,000) on a large rice import. Illegal cigarettes have also been apprehended.

Jose had only been in the job for a year, and Savana (30 April) quotes the director of the criminal investigation police to say it may be an inside job. Savana talks of “mafias” inside the Customs Service that feared that Jose was breaking up their networks, and notes that in the town of Belo Horizonte, 20 km from Maputo, there is “evidence of the improper enrichment” of customs officials. Savana notes that it is widely believed that “most of the white goods, appliances and computers sold in the big shops in Maputo have very attractive prices because import duties were not paid or they are linked to money laundering from drug dealing.” Goods are imported in containers via Nacala and then taken by road to Maputo. Drug money “is also reflected in the building ‘boom’ in Maputo,” says Savana.

US points to heroin trade

Mozambique continues to be an important transit point for heroin and hashish going from Pakistan to Europe, says the US Department of State’s 2010 International Narcotics Control Strategy Report (INCSR). The report states that “Despite strong anticorruption rhetoric from the government, corruption is perceived as rampant in Mozambique. High-level government officials are suspected to be involved in narcotics-trafficking. As one government official put it, ‘Some fish are too big to catch.’ Inadequately trained and equipped law enforcement agencies and corruption in the police and judiciary hamper Mozambique’s interdiction efforts and makes it easier for traffickers to use Mozambique as a transit point for illegal narcotics.” The Mozambique section of the report is attached.

Comment: For more than a decade, there have been reports that Mozambique is an important transit and warehousing centre for heroin. The drug is believed to be brought from Pakistan in larger ships, moved on small boats to the coast of Cabo Delgado through the islands, stored in Nacala, and then when orders are received shipped out through Maputo or South African ports to Europe. Transfers inside Mozambique are said to be facilitated by the police and customs authorities. Although there are seizures of cocaine and cocaine smugglers, there are almost never seizures of heroin. Furthermore, there are no reported confrontations between the various heroin trading groups. This leads to the belief that the heroin trade is tightly regulated at a very high level, probably with three conditions imposed: 1) a cut of the money goes to the Frelimo party (and perhaps senior officials), 2) heroin is not sold inside Mozambique (after serious problems in Maputo a few years ago), and 3) some of the profits are invested locally (and this may help to explain some new large buildings in Maputo and Nampula). If Savana’s explanation of the murder of Orlando Jose is accepted, this could indicate friction, with drug dealers trying to move into diamonds and semi-precious stones without permission, and government trying to stop the expansion. jh

quarta-feira, maio 05, 2010

Detido um dos supostos assassinos de Orlando José

Pedro Cossa, porta- voz do Comando-Geral da PRM, não avançou mais detalhes sobre a suposta detenção, tendo apontado apenas que as investigações ainda continuavam.
“Está a correr um processo e não posso me pronunciar mais sobre o assunto, dado que o mesmo está em instrução criminal”, disse Cossa.

Fonte: O País online - 05.05.2010

sábado, maio 01, 2010

Ordem para matar terá vindo de dentro

Nos últimos dias José não coordenava operações dentro das Alfândegas

- Consta que a mais alta hierarquia das Alfândegas e da Autoridade Tributária desconheciam a operação da apreensão das três viaturas de luxo e os passos que Orlando José deu no dia da morte
-“ …vamos considerar a possibilidade de uma conspiração interna nas Alfândegas contra a vítima”, Carlos Comé, director nacional da PIC
Muito ainda estará por contar sobre o assassinato que eliminou um dos “incómodos” na actuação de redes mafiosas nas Alfândegas de Moçambique. O crime ainda está envolto em muita penumbra, nomeadamente, o papel de alguns poderosos alfandegários na decisão da morte. Eles ter-se-ão aproveitado da demasiada exposição pública de Orlando José nas últimas duas semanas para executar um plano há muito meticulosamente preparado.
Linguista e com uma pós-graduação em crimes aduaneiros, o director de Investigação, Auditoria e Inteligência da Direcção Geral das Alfândegas, Orlando José, foi morto na sua residência, no emergente bairro de Zimpeto, cidade de Maputo, abatido com três tiros de um gang a soldo, ainda a monte.
O baleamento ocorreu no final da tarde desta Segunda-feira, três horas após José ter anunciado a apreensão de três viaturas de luxo, uma delas pertencente a um poderoso grupo económico com sede na província de Nampula.

quinta-feira, abril 29, 2010

O Orlando e o crime no nosso país

Por Elísio Macamo

Conheci o jovem director das Alfândegas ainda bébé e vi-o crescer. Uma e outra vez deixei-o jogar à bola connosco. Fiquei recentemente orgulhoso de ler o seu nome em conexão com a neutralização dum acto ligado a uma possível fuga de capitais. Fiquei estarrecido e aterrado ao ver a sua foto a ilustrar a notícia sobre a morte violenta dum alto funcionário das Alfândegas. Lembrei-me dele ainda miúdo, pequenino, sempre asseiado, a caminho ou de volta da escola. Tive até a crueldade de esperar que se tratasse de outra pessoa, não do Orlando de Xai-Xai, qualquer pessoa, menos ele, menos esse jovem que chutou a bola na areia quente do bairro quatro de Xai-Xai, em frente à Igreja da Missão Suíça com a minha permissão. Os meus irmãos rebentaram com essa esperança confirmando que se tratava mesmo dele. Do Orlando.

A reacção normal nestas circunstâncias, uma reacção que é característica entre nós, foi de amaldiçoar o que nos torna tão vulneráveis. No fundo de mim mesmo amaldiçoei as nossas instituições, a sua vulnerabilidade perante o crime. Não fui tão longe como muitos outros o estão a fazer – e com legitimidade – isto é, tão longe ao ponto de culpar, como sempre, o governo e as suas possíveis ligações com o crime organizado. A indignação que gente de bem sente em relação a este crime hediondo é enformada, com certa razão, pela constatação da nossa vulnerabilidade geral em relação a gente do mal. Ninguém, em Moçambique, está seguro, nem mesmo aqueles que pensam que mandam no país. O que aconteceu ao Orlando pode acontecer a qualquer um de nós, incluindo àqueles que pactuam com o crime. Estamos entregues.

Mas a questão é de saber em que medida estamos entregues e que dimensões é que o crime em Moçambique envolve. Não vai ressuscitar o Orlando, mas ajuda neste momento de consternação repensar a nossa maneira de falar sobre o crime no país. Talvez encontremos nesse repensar outras abordagens e outros vocabulários mais úteis ao seu combate. O repensar impõe-se, sobretudo, em relação à extensão do problema e à natureza da fragilidade ou cumplicidade do poder. Este repensar impõe-se já há muito tempo. Contudo, tem sido difícil concentrar a nossa atenção porque os acontecimentos não nos dão nenhuma trégua. Não nos dão nem trégua, nem nos permitem discernir a sua verdadeira natureza porque assim que nos visitam socorremo-nos imediatamente de frases feitas e lugares-comuns que apenas nos dão conforto, mas pouco explicam ou clarificam.

O QUE SABEMOS SOBRE O CRIME?

Comecemos pela extensão do problema. Infelizmente, o Ministério do Interior e seus órgãos de garantia da lei e ordem não dispõem de dados úteis. Os que devem combater o crime sabem pouco acerca dele ou se sabem não partilham connosco. Cada um de nós depende apenas da sua própria sensação para determinar os níveis de crime. Embora saibamos quantos homicídios ocorrem no país, as estatísticas que fazem parte do informe do Ministro do Interior no Parlamento são duma generalidade arrepiante. Não nos dizem se a nossa Polícia sabe que proporções de homicídios têm a ver com ajustes de contas entre grupos de criminosos, que proporções têm a ver com descuidos na execução dum outro crime, que proporções têm a ver com retaliações, vinganças, avisos, silenciamento de testemunhas, etc. Nenhuma desta informação vai devolver à vida os que foram vítimas de homicídio, mas o seu conhecimento exacto e partilhado com o resto da sociedade pode ajudar de duas maneiras importantes.

A primeira pode ser de desdramatizar parcialmente a situação. Na verdade, a falta de informação exacta promove a ideia duma violência generalizada que não me parece ser o caso. Para um país com instituições tão frágeis como o nosso parecem ser poucos os homicídios como o que acaba de ceifar a vida do Orlando, isto é de pessoas íntegras e honestas ao serviço do Estado. O ideal seria que não acontecessem, mas o ideal não se compadece com a fragilidade das nossas instituições. Todavia, na falta de informação qualquer morte violenta desta natureza tem o condão de exagerar o fenómeno. E num contexto de exagero é difícil pensar friamente no que é preciso fazer.

Neste caso particular parece haver problemas graves de articulação entre os vários órgãos de segurança. Se os órgãos de segurança tivessem uma ideia mais discriminada da morfologia do crime violento não constituiria problema criar mecanismos de protecção dos funcionários do Estado sob forte risco. Se se conhecesse a morfologia do crime teria sido instintivo activar os mecanismos de protecção ao Orlando, dada a natureza das coisas que o ocuparam últimamente. Isso não teria impedido a gente do mal de tentar chegar a ele, mas a ideia da protecção não é de tornar a violência impossível, mas sim de a tornar mais difícil ainda.

A segunda maneira que o conhecimento discriminado do fenómeno do homicídio teria de ajudar consistiria em orientar melhor a discussão do que falhou e distribuir responsabilidades. Neste momento é difícil fazer isto senão duma forma generalizada, como é costume entre nós. O que falhou? Quem falhou? É nas alfândegas que devemos procurar pela responsabilidade olhando mais de perto para a forma como ela protege os seus quadros? É nos serviços de segurança que, talvez, deveriam ter ficado de sobre-aviso assim que o jovem director provocou a gente do mal? É na esquadra local da Polícia que, provavelmente, não dispõe de nenhum sistema claro de prevenção do crime, nem de reacção rápida nestas circunstâncias? É no Ministério do Interior que aparentemente não faz a mínima ideia do que é preciso fazer para estar à altura do crime? É na falta de meios? O que revolta nestas circunstâncias não é tanto o crime em si quanto a ausência de alguém a quem responsabilizar. E quando é assim alguma coisa não está bem no nosso sistema político e na nossa estrutura social.

PROTEGER A SOBERANIA

Assim, passo agora para o segundo aspecto que devíamos repensar, o mais cômodo é lançar todas as culpas ao poder. Se é verdade que é para isso que temos o poder institucionalizado, não é menos verdade que essa é também a maneira mais rápida de evitar pensar seriamente o problema. Teoricamente, o que define o poder institucionalizado é o monopólio do uso de meios da violência. Isto é, o poder institucionalizado que, por definição – pelo menos no contexto do Estado de direito – reserva a si próprio o uso da violência contra os seus sujeitos. A noção de legitimidade deriva parcialmente daí, na medida em que o monopólio da violência implica, em grande medida, que nós os cidadãos conferimos esse poder ao aparelho estatal. Esta é a teoria. A prática é um pouco complicada. Deter o monopólio da violência não significa que a violência criminosa não possa acontecer. Nem significa que todos vão aceitar a legitimidade desse monopólio.

Não obstante, a mera existência desse monopólio implica necessariamente que todo o acto de violência que ocorre fora do poder institucionalizado constitui um desafio aberto ao Estado. Portanto, todo o crime violento é um atentado à nossa soberania. Neste sentido, importa saber até que ponto é que a nossa classe política está comprometida com a nossa soberania e de que maneira é que, pela sua acção ou inacção, ela pode encorajar atentados à sua própria integridade. Isto não significa ainda responsabilizar o governo por todo o crime que acontece, mas dá algumas indicações sobre os factores que podem tornar o Estado frágil.

Um desses factores pode ser o envolvimento dos seus funcionários com o mundo do crime. Não somos o primeiro e único país no mundo onde isso acontece. Seria até bastante estranho se o nosso país fosse o único sem esse tipo de ligações perigosas. Essas ligações não precisam de ter cunho ou motivação política, basta apenas que haja um número suficiente ou estratégico de gente disposta a vender a sua integridade e a soberania do país em troca do conforto material. E não só. Basta que haja criminosos suficientemente determinados a ameaçar gente íntegra para que essas ligações se consumam, quer por conluio ou por medo.

O que isto quer dizer é que talvez fosse oportuno não apenas deplorar as ligações perigosas e refugiarmo-nos na cômoda posição de acusar o governo ou o partido no poder de estar feito com o mundo do crime; nem tão pouco basta rezar para que nasça uma geração de políticos íntegros ou limpos para substituir os que temos agora. Talvez o que é necessário é discutir se a natureza do nosso sistema político permite que o Estado se proteja da infinita artimanha e do poder aparentemente superior que o crime organizado detém. Será que a concentração do poder em poucas mãos e poucas instâncias ajuda a proteger o nosso Estado das investidas da gente do mal? Eu duvido, e se calhar é aqui onde devemos começar a procurar pela responsabilidade do poder.

Seria talvez até do interesse do próprio poder delegar, desconcentrar e descentralizar como forma de evitar estar na carreira de tiro quando crimes forem cometidos. A separação clara de poderes pode ser, nestas circunstâncias, um trunfo. A independência dos tribunais e da Procuradoria, a autonomia da Polícia, a responsabilidade dos escalões mais baixos são tudo questões que importaria reflectir agora. O jurista francês Gilles Cistac, professor na faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane, lançou um debate sobre os poderes do Chefe de Estado que, infelizmente, alguns sectores próximos do poder tentaram transformar em ingerência em assuntos moçambicanos, ao invés de o acolher como uma oportunidade para repensar o sistema político e o que o pode fragilizar. Um Chefe de Estado que, por inerência constitucional, controla tudo e dirige um governo que, por essa mesma razão, também controla tudo não é forte, pelo menos nas condições actuais do nosso país. É apenas forte no sentido de distribuição patrimonial de prebendas, mas extremamente vulnerável à chantagem daqueles que se insinuam ilicitamente do poder e sujeito sempre à crítica mesmo quando não tenha feito nada irrepreensível.

É bem possível que esta estrutura de poder que nós temos se erga como obstáculo à procura e captura dos que mataram o Orlando. E isso não será porque o poder esteja feito com o crime organizado. Alguém que devia investigar vai pensar que talvez não seja do interesse do poder investigar; alguém que sabe, viu ou suspeita vai pensar que o melhor é ficar calado; alguém vai ficar indeciso por não saber como interpretar os discursos políticos que vão prometer a investigação: é a sério ou apenas para a imprensa? E porquê? Porque talvez ainda não começamos a reflectir na possibilidade de proteger a nossa soberania distribuindo responsabilidades. A moral desta história é simples: o país não precisa duma classe política íntegra; nunca nenhum país precisou disso. O país precisa apenas duma classe política precavida que procura em arranjos institucionais que salvaguardem a nossa soberania a melhor maneira de se proteger a si própria, de si própria e do longo alcance da gente do mal.

Nada disto vai ajudar o Orlando. Mas há tantos outros Orlandos e Orlandas fazendo o seu trabalho com brio e integridade à extensão do país. Poderíamos começar a pensar neles e nelas repensando a forma como abordamos o crime na nossa sociedade. É tarde para alguns, mas nunca para a maior parte de nós.
•Elísio Macamo

Fonte: Jornal Notícias - 29.04.2010

terça-feira, abril 27, 2010

Polícia ainda não tem informações sobre assassinato do Director das Alfândegas

A Polícia moçambicana (PRM) diz ser “demasiado cedo” avançar qualquer explicação sobre o assassinato, segunda-feira, do Director de Auditoria, Investigação e Informação das Alfândegas, Orlando José, ocorrido por volta das 19 horas locais num bairro suburbano de Maputo.
Orlando José, 38 anos de idade, foi assassinado algumas horas depois de falar a jornalistas sobre a apreensão de três viaturas de luxo (Range Rover, BMW e Mercedez-Benz) que haviam entrado no país sem pagar os direitos aduaneiros.
Além disso, José liderava a direcção responsável, conjuntamente com os Serviços de Investigação Criminal da PRM, pela apreensão, semana passada, de um total de 400 mil dólares norte-americanos que estavam na posse de um jovem libanês de 22 anos de idade.
Falando esta Terça-feira à imprensa, o porta-voz do Comando-geral da PRM, Pedro Cossa, disse ser “demasiado cedo” para avançar qualquer informação respeitante a este homicídio, já que a Policia e as Alfândegas ainda estão a investigar as motivações deste crime.
Cossa não estabelece, para já, qualquer relação entre o assassinato de Orlando José e a apreensão de dólares.
“Não quero estabelecer qualquer relação entre este caso e o outro… Não há ninguém que provou a relação entre este caso com o da apreensão dos 400 mil dólares”, disse Cossa.

Fonte: Rádio Mocambique - 27.04.2010

segunda-feira, abril 26, 2010

Assassinado Director das Alfândegas

O director de Auditoria, Investigação e Informação das Alfândegas de Moçambique, Orlando José, foi assassinado no princípio da noite desta segunda-feira por desconhecidos nas proximidades da sua residência no bairro do Zimpeto em Maputo.
Segundo informações não confirmadas, o jovem Quadro sénior das Alfândegas foi assassinado com 3 tiros, um na perna, outro no coração e mais um na cabeça.
Orlando José notabilizou-se na chefia de algumas operações mediáticas das Alfândegas, como a recente detenção de um indivíduo de nacionalidade libanesa, na província de Manica, na posse de 400 mil dólares ilegais.
Na tarde de hoje, Orlando José havia concedido uma conferência de imprensa à alguns medias nacionais, onde tornou pública a apreensão de 3 viaturas de luxo que alegadamente terão fugido ao fisco moçambicano.

Fonte: artigo retirado do @verdade e foto do Diário de um sociólogo.

Adenda: acompanhe o debate no Diário de um sociólogo e noutros portais e blogs!

Adenda 2: sugiro a leitura deste paper aqui, apresentado em Coimbra, em Maio de 2003, por Augusto Paulino, actual Procurador Geral da República.

Adenda 3: segundo o Notícias, consultar aqui, consta que Orlando José teria estado por volta das 16.00 horas na Terminal de Carga do Ferroviário com o objectivo de acompanhar a entrada das referidas viaturas, nomeadamente um Ranger Rover, BMW e um Mercedes-Benz que haviam entrado no país sem pagar o fisco.