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terça-feira, maio 19, 2009

Sábia escolha dos Moçambicanos

Segundo Adriano Nuvunga, investigador e docente universitário, citado pelo O País online, as eleições municipais na Beira constituem o sinal de de uma sábia escolha dos moçambicanos.

O facto dos munícipes da cidade da Beira terem eleito Davis Simango para presidente daquele Município e ainda terem escolhido a Frelimo e Renamo como partidos com mais assentos na Assembleia Municipal (AM) é um sinal de que os moçambicanos sabem fazer escolhas.

Davis Simango concorreu como independente para o seu segundo mandato com os candidatos da Frelimo e Renamo, Lourenço Bulha e Manuel Pereira, respectivamente. Enquanto isso, a Frelimo, Renamo, Partido Independente de Moçambique (PIMO), Partido para Democracia e Desenvolvimento (PDD) e o Grupo Democrático da Beira (DGB) procuravam ter a maioria na Assembleia Municipal.

Os resultados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e validados e proclamados pelo Conselho Constitucional mostram que a Frelimo conseguiu 19 assentos na AM, enquanto que a Renamo amealhou 17 assentos, o GDB sete, PIMO e PDD, um respectivamente.

Para Nuvunga, dissipa-se o mito de que os africanos não sabem fazer escolhas, que eles estão apenas preocupados com o que comer no dia-a-dia. Mas a eleição do presidente do Município da Beira e dos membros da AM mostrou que os moçambicanos sabem o que querem, que sabem fazer escolhas e não se preocupam apenas com o que comer naquele dia.

“O cidadão pegou no boletim de voto e escolheu Davis Simango para presidente e ainda optou pela Frelimo ou pela Renamo para membros da AM. As eleições na Beira são um exemplo para Moçambique, em particular, e para África, no geral”, acrescentou.

Fonte: O País online

domingo, outubro 05, 2008

Extremistas aproveitam-se da tensão instalada no seio da Renamo na Beira

Segundo o Correio da Manhã, na sua edição de 3 de Outubro, os agentes extremistas (anti-RENAMO) ao serviço da PRM, aproveitam ao máximo a tensão prevalecente no seio dos simpatizantes da “perdiz” na Beira para descarregar velhas raivas sobre estes, seviciando-lhes o quanto podem.

Este cenário é notório sempre que elementos da PRM são chamados a serenar os ânimos de renamistas desavindos, sentimentos despoletados por rivalidades entre partidários de Daviz Simango (hoje independente) e apoiado pelas bases deste partido e apaniguados do candidato oficialmente ou seja do grupo em volta do líder da Renamo, Manuel Pereira.

Fonte: Correio da Manhã (03.10.2008)

sábado, setembro 27, 2008

Ainda sobre símbolos

O José, o proprietário do Debate e Devaneios, escreveu um excelente artigo interpretando o artigo 10 dos estatutos da Renamo e analisando os pronunciamentos do Manuel Pereira quanto ao uso dos símbolos da Renamo na campanha do Daviz.

Recordem-se que Manuel Pereira disse, leia aqui, que se os apoiantes do Daviz continuarem a usar os nossos ser-lhe-ão aplicadas as sanções previstas nos instrumentos legais do partido sobre este tipo de infracções. A questão é de que instrumentos legais do partido Pereira se refere, uma vez que qualquer pessoa inteligente sabe que instrumentos legais dum partido residem nos seus estatutos. Leia a análise e interpretação do nosso compatriota José aqui no Debate e Devaneios.

sábado, setembro 06, 2008

A candidatura de Daviz Simango e o dilema de Afonso Dhlakama

Em condições normais da democracia, Manuel Pereira tomará uma prudente decisão antes das eleições de 19 de Novembro. Acho que ele está medindo as suas possibilidades de chegar a edil e na medida em que vai se apercebendo do seu menor apoio, anunciará a sua desistência à corrida eleitoral, apoiando à candidatura de Daviz Simango. E se for o inverso, acho que Daviz Simango fará o mesmo. Acontecendo isto, a Renamo da Beira terá mostrado o nível mais avançado da democracia no partido.

O lançamento, a 5 de Setembro, da candidatura de Daviz Simango, na Estrela Vermelha na Cidade da Beira, é um dos termómetros tanto para a Renamo como para os dois candidatos. Eu aconselharia que Manuel Pereira tentasse no mais rápido possível lançar publicamente à sua candidatura. Isso permitiria à tomada de posição dos candidatos que permitisse uma coesão da Renamo. Portanto, pode não ser tarde para a Renamo mostrar que é democrata. O que a liderança da Renamo precisa é uma assessoria sábia. Assim, a crise pode transformar-se em estratégia de vitória.

À liderança da Renamo, cabe ponderar de como vai agir com as duas candidaturas, pois por um lado, todas elas são por uma assembleia municipal maioritária da Renamo. Por outro lado, elas estão a medir o grau da democracia na Renamo. Aqui é que se vai saber como é que realmente a Renamo é pai da democracia em Moçambique. Daí, penso que em termos de recursos financeiros, a Renamo deve proporcionar às duas candidaturas. Afonso Dhlakama está num dilema, paciência!

sexta-feira, agosto 29, 2008

Talhões e ilegalidades são as bases da Frelimo e Renamo?

Mas será só?

Mais uma bomba explodiu ontem na Cidade da Beira depois da que explodiu na Cidade de Maputo. É uma bomba da Renamo depois da bomba da Frelimo e os seus alvos são os munícipios e os munícipes. Fui também alvo, embora não seja residente de nenhuma destas cidades. Sou moçambicano e quero o bem para todo Moçambique, pelo que, fico abalado quando uma bomba cai sobre qualquer cidade moçambiçana, destruindo-a e matando os seus residentes.

Daviz Simango, o jovem enginheiro, que desde o primeiro dia da sua tomada de posse como edil da Beira arregaçou as mangas para trabalhar em prol da Cidade da Beira e os seus munícipes, foi destituido ontem da sua candidatura sob Renamo, à sua própria sucessão. É o mesmo que aconteceu com Eneas Comiche na Cidade de Maputo.

As bombas não são David Simango nem Manuel Pereira os ditos escolhidos pelas bases, mas os motivos de falta de confiança pelas lideranças da Frelimo e Renamo a Eneas Comiche e Daviz Simango. As alegações de que são escolhas das bases vale a pena ler o que Desenvolver Moçambique discute. As tais bases, tanto em Maputo como na Beira, parecem ser talhões e ilegalidades a favor das lideranças da Frelimo e Renamo. Na Cidade da Beira, tudo começa com a recusa da edilidade praticar ilegalidade e nepotismo como pode se ler aqui.

Mas para além disto, há que analisarmos muito mais e reflectirmos sobre que ameaças, dirigentes competentes como Simango e Comiche constituiam às lideranças dos seus partidos. E agora?