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quinta-feira, novembro 01, 2012

Para quê morrer para conhecer o inferno?

Por: Matias Guente

Maputo (Canalmoz) – Mahatma Ghandi já dizia que “aquele que não é capaz de se governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros”.

A sessão de informações ao Governo (na semana passada) veio mais uma vez mostrar que a mentira anda de mãos dadas com a Frelimo e a sua implicação na forma como vamos construindo este País, que se diz albergar um povo que na língua de uns teima em ser “maravilhoso”, muito em função da sua generosidade em proporcionar aos políticos, principalmente aos que estão no poder, uma vida muito folgada sem precisarem de trabalhar. Mas cá por mim é um exercício de pura demagogia da nossa parte esperar um debate político de qualidade com gente, regra geral, de má qualidade.

A seguir me explico:

Quando o primeiro-ministro, Alberto Vaquina, foi estrear-se no parlamento aquando das informações do Governo, solicitadas pelas bancadas parlamentares, houve uma tremenda coincidência. Enquanto Vaquina falava de Cateme, eu estava em Cateme e escutava o debate em directo.

Escutei o ministro a dizer – o que aliás acabou por ser reproduzido por todos os órgãos de comunicação social – que a vida da população de Cateme não tem comparação com qualquer outro povoado de Tete; Em Cateme há casas melhoradas; Em Cateme vive-se bem; Que em suma a população de Cateme anda feliz da vida porque o Governo de que Vaquina é primeiro-ministro e ex-governador salvou-o. Ler mais

sexta-feira, outubro 26, 2012

Líder comunitário acusa Governo e Vale de produzirem relatórios falsos

Arnaldo Roia, secretário do bairro Chipanga, disse na passada quinta-feira, que o Governo e a empresa Vale colocam nos relatórios nomes de pessoas alegando terem se beneficiado de alguma coisa, sem ser verdade, de acordo com o Canal Moz. O secretário ainda referiu que algumas das pessoas referidas nos relatórios não existem.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Cateme: o passado que não passa!

Depois do levantamento popular de Janeiro, a Vale e o governo prometeram corrigir os erros nas casas construídas em Cateme para reassentar mais de 700 famílias.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Membro do CC da Frelimo ataca Vale e chama o estado à responsabilidade

O antigo governador de Tete e membro do comité central (CC) da Frelimo, Sérgio Vieira, diz que a forma como a vale reassentou as populações em Cateme assemelha-se a uma espoliação. Falando num debate recentemente promovido pelo Parlamento Juvenil na cidade de Tete, o antigo membro dos governos de Samora Machel, Sérgio Vieira, acusou a vale de ter espoliado as populações que foram obrigadas a abandonarem as suas terras para dar lugar à exploração de carvão. “Reassentar não é tirar-me dum sítio e dizer já estás ai, tens casa e pronto. há muitas coisas que devem ser tomadas em consideração e que aqui ficou claro que não foram (...)”, disse Vieira, acrescentando que “as pessoas foram tiradas dum sítio, onde tinham tudo e produziam, para um local completamente oposto a este”.

Fonte: O País - 13.02.2012

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Manifestações de Cateme, em Tete Governo acusado de ter traído povo

* MDM exige imediata soltura dos detidos

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) diz que as manifestações de terça-feira última, protagonizadas pelos reassentados do centro de Cateme, no distrito de Moatize, em Tete, são resultado da flagrante traição do Governo moçambicano, que presta mais atenção aos interesses estrangeiros e ignora as mais elementares necessidades dos cidadãos nacionais. Na voz do seu delegado na província de Tete, Celestino Bento, aquela formação política afirma que “a sublevação daqueles concidadãos significa um cansaço, porque há vários anos que vêm reclamando a falta do cumprimento das promessas feitas como condição para abandonarem as suas zonas de origem no município da vila de Moatize, para dar lugar à extracção do carvão pela empresa Vale”. Ler mais

Fonte: Diário de Mocambique - 13.01.2012

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Brasileira Vale promete corrigir defeitos das "precárias" casas em Moatize

Maputo, 12 jan (Lusa) - A mineira brasileira Vale assegurou que vai corrigir os defeitos das casas atribuídas pela empresa às 750 famílias que foram transferidas para Cateme, no distrito de Moatize, em Tete, no centro de Moçambique. Ler mais


Até ao fecho desta edição, havia registo de um ferido ligeiro e 14 detidos, considerados como principais cabecilhas da manifestação popular. A situação parecia estar calma, mas a linha-férrea continuava bloqueada por troncos e outros objectos obstrutores. Ler mais

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Manifestações de Cateme, em Tete Governo acusado de ter traído povo

* MDM exige imediata soltura dos detidos

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) diz que as manifestações de terça-feira última, protagonizadas pelos reassentados do centro de Cateme, no distrito de Moatize, em Tete, são resultado da flagrante traição do Governo moçambicano, que presta mais atenção aos interesses estrangeiros e ignora as mais elementares necessidades dos cidadãos nacionais. Na voz do seu delegado na província de Tete, Celestino Bento, aquela formação política afirma que “a sublevação daqueles concidadãos significa um cansaço, porque há vários anos que vêm reclamando a falta do cumprimento das promessas feitas como condição para abandonarem as suas zonas de origem no município da vila de Moatize, para dar lugar à extracção do carvão pela empresa Vale”.
“O povo descobriu que tinha sido traído. Foi retirado de zonas onde havia mínimas condições de vida para um terreno sem hipóteses para a agricultura. A água escasseia e as casas construídas no local são um atentado à vida, porque em pouco tempo apresentam rachas, agravando-se com o facto de muitas delas terem sido erguidas nos corredores da água da chuva, o que faz ocorrer inundações dentro das habitações” – disse Celestino Bento, que, no entanto, reconhece que “às vezes, quem tem fome pode não controlar as suas emoções”.
O delegado político do MDM na província de Tete, que procurou a nossa Reportagem para repudiar as más condições de vida oferecidas aos reassentados em Cateme e solidarizar-se com eles, exige que o Governo acelere os contactos com a Vale para que esta empresa, a breve trecho, rectifique os erros de construção nas residências e honre os seus compromissos. Assim, segundo as suas palavras, “aqueles compatriotas deixarão de se sentir estrangeiros dentro do seu próprio país”.
“A luta armada contra o colonialismo foi para libertar a terra e o homem. Infelizmente, verificamos que, em Moçambique, a prioridade é para o estrangeiro. As actividades dos megaprojectos, vezes em conta, não se fazem sentir na vida dos nacionais e os lucros, esses, só Deus sabe para onde vão. Perante isso tudo, não se pode obrigar a população a ficar indiferente” – disse Celestino Bento, que apela aos residentes de Cateme a conterem as suas emoções, sob o risco de todos acabarem parando na cadeia, “dada a vontade de calar as legítimas reivindicações populares”.
O delegado do MDM em Tete exige a libertação imediata dos 14 detidos pela Força de Intervenção Rápida, “porque não têm a culpa de os seus direitos não terem sido respeitados. Não é com o uso da força que se vai calar a boca de um esfomeado, de um expropriado, de quem está com falta de água para beber, de quem, em suma, foi traído pelo seu próprio Governo”.
Os apelos de Celestino Bento estendem-se “à população da província de Tete, para observar esta traição do Governo, que faz com que o moçambicano não se sinta dono do seu país. Temos que ver se vale ou não a pena confiar nesta gente, que usa a cobardia para a governação. Por fim, apelar para que a empresa Vale Moçambique, humanamente, resolva os problemas apresentados pela população de Cateme e que o Governo aprenda a tratar o moçambicano como o real dono deste país.

GOVERNO CONFIRMA REGRESSO À CALMA

As autoridades administrativas do distrito de Moatize voltaram a assegurar ontem que continua a reinar a calma no centro de reassentamento de Cateme. Esta situação verifica-se desde cerca das 10 horas da própria terça-feira, depois de perto de oito horas de movimentações tumultuosas que incluíam a montagem de barricadas na rodovia e linha férrea.
“Todas as barricadas já foram removidas, os comboios e carros circulam normalmente e os próprios insurgentes regressaram à sua rotina diária. Estamos a acompanhar a situação e a trabalhar com a empresa Vale no sentido de honrar os seus compromissos, pelo menos no que diz respeito aos acordos rubricados e que sejam do domínio do Governo” – palavras do administrador de Moatize, Manuel Guimarães.
No entanto, o administrador Guimarães reconheceu que algumas reivindicações da população de Cateme têm a ver com compromissos assumidos verbalmente, em reuniões que aquela empresa foi tendo com os então residentes no município de Moatize, naquilo que era tido como sendo sessões de sensibilização e esclarecimento sobre as condições que iriam ser criadas no centro de reassentamento.
Apesar disso, o administrador de Moatize diz que o Governo não vai ignorar o seu dever de defender os interesses da população, sua razão de ser. Segundo suas declarações, em contacto telefónico ontem, “qualquer que seja um acordo, verbal ou subscrito num papel, deverá ser honrado e nós estamos para monitorar a sua execução”.

Fonte: Diário de Mocambique - 13.01.2012
No seguimento da manifestação protagonizada por 700 famílias reassentadas pela Vale Moçambique, no Bairro de Cateme, Distrito de Moatize, na última terça-feira em protesto contra as precárias condições de vida a que estão sujeitas desde finais de 2009, o Administrador do distrito de Moatize, Manuel Guimarães, afirmou esta quarta-feira que um plano de reparação dos problemas estava previsto iniciar ontem e que o protesto veio atrasar as correcções.