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sexta-feira, abril 28, 2017

MDM exige “investigação séria” sobre corpos descobertos há um ano no centro de Moçambique

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) defende uma "investigação séria" para apurar a proveniência dos corpos descobertos há um ano, ao abandono e em avançado estado de degradação, entre Gorongosa e Macossa, centro de Moçambique.
"Eu estive lá e vi os corpos espalhados. É necessário que se investigue a sua proveniência. Até agora, não se sabe de facto nada sobre isso", disse à Lusa a deputada do MDM, Sílvia Cheia, questionada a propósito da data.
Passado um ano sobre a descoberta, a maioria das fontes contactadas pela Lusa sobre o ponto de situação das investigações, remeteu-se ao silêncio.
A deputada do MDM foi a única de um partido da oposição a integrar a comissão parlamentar criada para investigar a existência de valas comuns na Gorongosa, centro de Moçambique, denunciada à Lusa por um grupo de camponeses nas proximidades do local onde jornalistas de vários órgãos fotografaram, a 30 de Abril de 2016, um total de 15 corpos em avançado estado de degradação.

domingo, abril 02, 2017

Beira: Autópsias de corpos encontrados em Macossa entregues à Procuradoria-Geral

O Hospital Central da Beira informou que os resultados das autópsias realizadas aos onze corpos encontrados abandonados debaixo de uma ponte no distrito de Macossa, na província de Manica, já foram entregues à Procuradoria-Geral da República, para os passos subsequentes.
O Canal de Moçambique, que escreve sobre o assunto, recorda que os corpos foram encontrados em Maio de 2016, e pensa-se que sejam de vítimas dos esquadrões da morte.
Na altura, o Governo negou que tenham sido de execuções em massa e indicou uma Comissão da Assembleia da República, chefiada por Edson Macuácua.
A imprensa independente noticiou que a comissão chefiada por Macuácua "foi ao local basicamente para corroborar as justificações do Governo".

Fonte: Voz da AMérica – 31.03.2017

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

AI critica impunidade de membros das Forças de Segurança e da Renamo

Relatório denuncia esquadrões da morte, repressão de manifestações e incapacidade da polícia moçambicana em desvendar crimes
Forças de Defesa e Segurança (FDM) de Moçambique e homens armados da Renamo, na oposição, cometeram abusos de direitos humanos sem qualquer tipo de responsabilização, incluindo assassinatos, tortura e outros maus-tratos.
A denúncia é da Amnistia Internacional (AI) no seu relatório sobre direitos humanos em 2016 divulgado nesta terça-feira, 21, no qual relata a fuga de milhares de pessoas para o Malawi e diz que “críticos das violações de direitos humanos e da instabilidade política ou as chamadas dívidas ocultas enfrentam ataques e intimidação”.
As violações “incluem execuções extrajudiciais, tortura e outros maus-tratos, detenções arbitrárias e destruição de bens”, revela a AI, lembrando que continua “a haver impunidade para tais crimes”.

Incapacidade da polícia

O relatório enumera vários casos, cujos autores, na sua maioria atribuidos a membros das FDS, nunca foram levados à justiça.

terça-feira, julho 26, 2016

Embaixada de Portugal em contacto com delegado da Lusa após notícias de valas comuns

O Governo português garantiu existir contacto próximo entre a embaixada em Moçambique e o delegado da Lusa em Maputo, após ameaças de responsáveis políticos moçambicanos na sequência de notícias sobre valas comuns naquele país.

Numa resposta a perguntas do Bloco de Esquerda (BE) a propósito "de uma ameaça de processo do Estado de Moçambique contra a agência Lusa", depois da divulgação de notícias sobre a existência de valas comuns no centro do país, o Ministério dos Negócios Estrangeiros diz estar a acompanhar a informação veiculada e manter "contacto regular e próximo entre a embaixada ou consulado-geral de Portugal em Maputo e o delegado da Lusa em Moçambique".

A embaixada de Portugal naquele país "efetuou uma diligência junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique frisando a necessidade de se evitar qualquer tipo de limitação à liberdade de imprensa", refere ainda o ministério liderado por Augusto Santos Silva.

segunda-feira, junho 13, 2016

Embaixador da UE em Maputo e PGR de Moçambique analisam dívida e criminalidade

O Embaixador da União Europeia em Moçambique, Sven Von Burgsdorff, e a Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, discutiram nesta segunda-feira, 13, em Maputo, o problema da dívida pública moçambicana e a da onda de raptos que abalam sobretudo a capital moçambicana, como crimes violentos, e a corrupção.
O encontro acontece alguns dias depois de o Chefe da Missão da União Europeia ter sido recebido também em audiência pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, com quem abordou igualmente o mesmo tema.
“É indispensável dar o máximo grau de transparência para o público moçambicano e para a comunidade internacional para que a confiança seja restabelecida”, afirmou Sven von Burgsdorff no final do encontro, em que reiterou que o grupo de países que apoia o Orçamento de Estado está avaliar as consequências do processo, considerando que agora cabe ao Governo moçambicano apresentar medidas para restabelecer a confiança dos parceiros internacionais.
“Não se trata apenas de restaurar a confiança com os doadores, mas com a comunidade internacional e com os mercados financeiros”, acrescentou o diplomata,que reiterou que a União Europeia continua a apoiar o país em outras áreas de desenvolvimento.
Fonte: Voz da América – 13.06.2016

quarta-feira, junho 08, 2016

STV LinhaAberta 07 06 2016

Helena Taipo irritada com o MDM por ter dito a verdade

O caso sobre a vala comum

A governadora de Sofala, Helena Taipo, chamou ontem a imprensa na cidade da Beira, para manifestar a sua irritação com facto de o Movimento Democrático de Moçambique ter vindo a público desmentir Edson Macuácua e afirmar que há execuções em massa e corpos abandonados em Sofala e Manica, o que indicia estar-se perante uma vala comum.

Na semana passada, Edson Macuácua, chefe da Primeira Comissão da Assembleia da República, desvalorizou desvalorizou os corpos espalhados nas matas da Gorongosa, em Sofala, e em Macossa, na província de Manica, ao negar a existência da vala comum.

Mas, na segunda-feira, Laurinda Cheia, deputada do Movimento Democrático de Moçambique, declarou publicamente que há vala comum no distrito de Macossa. na província de Manica. Laurinda Cheia, integrou a equipa de deputados membros da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade [mas que não incluía deputados da Renamo] que foi investigar a existência de valas comuns e a violação dos Direitos Humanos no centro do país,
                                                                           
Helena Taipo, que também esteve na campanha de falsificação sobre os factos, já havia dito que tudo era mentira, sem nunca ter estado nos locais onde os jornalistas encontraram os corpos sem vida.