Caros leitores, meus compatriotas, eu prefiro começar por recuar para aquilo que há bem pouco tempo afectou a classe cultural e o povo em geral, na altura da destruição do complexo cine esplanada Kudeca, lá para as bandas de Tete, terra do malambe, chicoa, por decisão precipitada de alguém de coração duro, que nem se querer tem a ver com os desejos do povo. Pareceu-me uma mentira quando acompanhei que o lindão e espectacular Kudeca estava nos seus momentos finais.
Numa manhã resolvi, tão curioso, passar por aquela zona, na periferia do grande Zambeze, vindo da vila mineira de Moatize mas o que lá vi foi triste, para quem frequentemente por lá ia matar o seu stress, ou passar os seus momentos de lazer. Chegado ao local vi, nada mais, nada menos senão os caterpillars que dia após dia iam consumindo aquelas paredes do histórico Kudeca, para a satisfação de uma minoria que cruelmente traçou o destino daquela Infra-eEstrutura, começando-se assim uma nova página da nossa história cultural. Quem ia reclamando eram os fazedores do cinema, teatro e porque não, todos os fazedores da cultura moçambicana.

