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sexta-feira, maio 19, 2017

Elite política de Moçambique continua a gozar de impunidade

Em Moçambique causam sensação casos em que altos funcionários do Estado têm que responder perante a justiça por corrupção ou peculato. Na opinião de analistas, poucos casos vêm a público e não são devidamente punidos.
O caso mais recente é o do ex-ministro da Justiça Abdurremane de Almeida, que deverá responder em tribunal por crimes de abuso de funções e mau uso dos fundos do Estado. O antigo ministro terá financiado uma peregrinação a Meca no valor de um milhão e 780 mil meticais (cerca de 23 mil euros) a três indivíduos não afetos ao Estado. O Gabinete Central de Combate à Corrupção lançou uma investigação em março de 2016, altura em que Almeida foi exonerado.
Será que se tratou de um exemplo dos esforços envidados pela justiça moçambicana para punir altos funcionários do Estado, que normalmente saem impunes dos seus crimes? Ou foi uma distração oportuna num momento em que o povo moçambicano clama por justiça no caso das dívidas ocultas? À questão colocada pela DW África, o analista Egídio Vaz responde: "Julgo que o sistema de justiça ultimamente tem estado a merecer comentários desabonatórios, principalmente por não oferecer uma prova clara de estar a fazer o seu trabalho”. Ler mais (Deutsche, 18.05.2017)

sábado, junho 13, 2015

“Moçambicanos questionaram, em Paris, as lições dos 40 anos da independência

Nota: É isto que apelo aos compatriotas que estudam fora. Brilhem aí ou seja aqui fora e regressados ao país continuem brilhando juntando-se aos que já brilham lá na terra para salvar o país da elite predadora.

Segundo a LUSA:

Investigadores e académicos moçambicanos debateram hoje, em Paris, as lições da independência de Moçambique, nomeadamente "até que ponto se conseguiu romper com o Moçambique colonial" 40 anos depois.

Régio Conrado, mestrando em Ciências Políticas no Institut d'Études Politiques de Bordéus e um dos oradores do simpósio promovido pela Embaixada de Moçambique, admitiu ter "dúvidas" de que se tenha conseguido "romper com a estrutura" do Moçambique colonial.

quarta-feira, agosto 01, 2012

Parlamento Juvenil fala de elite predadora do Estado

Alienação de casas da Vila Olímpica gera indignação 

Temos sérias dúvidas de que o valor investido na construção da Vila Olímpica, fruto dos impostos e sacrifícios do povo moçambicano, será reavisto pelo que os candidatos honestos apurados é que irão carregar a factura das casas oferecidas. Certamente, não foi interesse público que moveu o Governo a mergulhar o Estado em avultadas dívidas para erguer a Vila Olímpica, mas sim o interesse da minoritária elite predadora do Estado moçambicano, desejosa de reforçar o seu poder e controlo sobre a sociedade” – Parlamento Juvenil. Ler mais