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sábado, março 10, 2012

País sai a perder – Casimiro Francisco

O país vai sair a perder com a interdição de se navegar o Zambeze para o transporte de carvão, considera Casimiro Francisco, presidente da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento do Carvão Mineral (AMDCM).

quarta-feira, dezembro 01, 2010

NAVEGABILIDADE DO ZAMBEZE – AS EVIDÊNCIAS DE CONFLITOS DE INTERESSES ACUMULAM-SE

Por Noé Nhantumbo

Até se enganam ao nomearem porta-vozes e defensores…

Não tem lógica e nem se pode aceitar que alguém possa ser juiz em causa própria. Todos os que tem interesses privados nos portos de Nacala e da Beira, nas linhas férreas que confluem para estes dois portos são obviamente contra a possibilidade do Malawi e Zâmbia realizarem suas importações e exportações por via do rio Zambeze. E até são contra que outros negócios locais possam proporcionar progressivamente mais negócios aos locais e a elites nacionais que se possam vir a formar com autonomia relativamente aos grupos actuais preponderantes.

terça-feira, outubro 26, 2010

Zambeze: um rio de problemas e incidentes diplomáticos

Para dar prova da viabilidade da navegabilidade dos rios Chire e Zambeze, o presidente do Malawi, Bingo wa Mutharika, aguardava pelo aparecimento de uma embarcação navegando nas águas do Chire, que não chegou a “despontar”, porque a mesma tinha sido interceptada dias antes em Marromeu, noroeste da província de Sofala. Haviam convidados de luxos com excepção de Moçambique. A novela está no início.
O governo moçambicano deplora a decisão da contraparte do Malawi de avançar com o projecto de navegabilidade do canal Chire e da bacia hidrográfica do Zambeze, sem a devida conclusão do estudo de viabilidade acordado entre as partes. Leia mais aqui, no O País online.

Entretanto, recordo ao leitor para ler o artigo de Bayano Valy, clicando o título: Nsanje: choque de interesses entre Moçambique e Malawi? cuja publicado a 21.08.2009 no semanário Savana.

domingo, julho 19, 2009

CARTA ABERTA A SUA EXCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE, ARMANDO EMÍLIO GUEBUZA

ASSUNTO PONTE SOBRE O RIO ZAMBEZE

EXCELENCIA

Vimos por este meio felicitá-lo bem como ao seu executivo pela conclusão atempada da construção da Ponte sobre o Rio Zambeze.
Para um país como o nosso, com elevados índices de pobreza, construir-se em tempo recorde uma obra desta envergadura, e sem margem de dúvidas motivo de orgulho do seu executivo bem como de todo o povo moçambicano. Representa o espirito de sacrifício, dedicação e sabedoria do nosso povo.
Desenhada para uma extensão de 2.3 quilómetros, a ponte sobre o Zambeze é dotada de duas faixas de rodagem, bermas e passeios em cada lado. Compreende, por outro lado, 13 metros de gabarito (altura) no leito do rio, para permitir a navegação do seu canal mesmo no período de cheias de grande magnitude para uma escala entre um e 20 anos.
Este projecto, orçado em cerca de 80 milhões de euros, financiados pela Comissão Europeia em 25 milhões, 20 do Governo italiano, 18.312 da Suécia e perto de nove milhões injectados pelo Japão contou com a contribuição do governo moçambicano em cerca de 12 milhões de Euros.
A obra empregou cerca de 346 trabalhadores, sendo 280 nacionais e 66 estrangeiros. Toda a tecnologia nela aplicada é de ponta a nível do continente africano, destacando-se a viga de lançamento para a construção do tabuleiro que se move de vão em vão sem mudança do respectivo comando. Isto, segundo os entendidos na matéria, permite que não se verifique interrupção dos trabalhos mesmo no período das inundações.

EXCELENCIA
Este emprendimaendo que ficou conhecido por Ponte da Unidade durante a sua construção, a majestosa infra-estrutura que liga o Centro e o Norte de Moçambique, deverá, segundo informação tornada pública chamar-se Ponte Armando Guebuza, isso a partir de 1 de Agosto, data da sua inauguração.

A informação foi tornada pública, na Beira, no dia 1 de Julho de 2009, pelo Ministro das Obras Públicas e Habitação, Felício Zacarias. Este justificou a decisão alegando que o actual Chefe do Estado demonstrou grande empenho no desenvolvimento do país, sobretudo no sector das estradas.
Para quem conhece todos os projectos ROCKS (estradas e pontes) financiados pelos parceiros de cooperação sabe que o empenho do governo nas estradas e pontes vem desde o governo do Presidente Chissano. Por isso, esse argumento não procede.

Por conseguinte, nós, os abaixo mencionados,
Cientes do esforco que o governo desempenhou na angariação de recursos para que este sonho virasse realidade,
Convencidos da importância estratégica deste emprendimento na consolidação da unidade nacional,
Imbuídos do mais profundo sentido patriótico,

Vimos por este meio apelar a V. Excia para que, por razões éticas e de justiça, não aceite a “proposta” avançada pelo Ministro das Obras Públicas e Habitação, no sentido de a ponte sobre o rio Zambeze ostentar o seu nome!

Fazemo-lo porque achamos que esta atitude desvirtua o sentido da ponte, que se pretende de UNIDADE NACIONAL.

domingo, dezembro 28, 2008

O país em alerta em resultado das chuvas intensas

Segundo a Rádio Moçambique, em resultado das chuvas intermitentes que têm estado a cair no Malawi e Zâmbia o caudal do Zambeze ultrapassa o nível de alerta.

Nas cidades de Inhambane e Maxixe estão a ser fustigadas por chuvas intensas desde a noite de 25 de Dezembro, tendo na primeira, pelo menos mil e quinhentas pessoas ficado desalojadas.

Centros operativos de emergência já foram activados nas províncias de Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Cabo Delgado e Inhambane, assim como o estacionamento de uma pequena equipa operativa da Unidade Nacional de Protecção Civil. Leia +