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quarta-feira, março 13, 2013

Eleições na origem da renúncia dos cargos sociais dos deputados da Frelimo

Lei de probidade pública.

Os deputados da Frelimo que até ano passado se atrelavam aos cargos sociais, contra todas as críticas da sociedade civil, finalmente renunciaram aos mandatos. Ao que parece, não de livre e espontânea vontade. Com a aproximação das eleições autárquicas de 20 de Novembro e gerais em Outubro do próximo ano, a Frelimo não teria “estômago” para as críticas da oposição e da sociedade civil sobre as acumulações dos  deputados da Frelimo na Assembleia da República.

segunda-feira, março 11, 2013

Luisa Diogo e Manuel Tomé deixam o parlamento para continuar na vida empresarial

Deputados da Assembleia da República pela bancada da Frelimo abrangidos pela Lei da Probidade Pública colocaram ontem os seus lugares à disposição, nas empresas Públicas e participadas pelo Estado, segundo revelou o matutino Notícias citando uma fonte parlamentar.

De acordo com o jornal, dos cerca de 30 parlamentares que estavam em situação de conflito de interesses, apenas três optaram por deixar a chamada “Casa do Povo” para se dedicarem à vida empresarial. Trata-se de Manuel Tomé, que continuará a exercer o cargo de Administrador Não Executivo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, EP; Luísa Diogo, Presidente do Conselho de Administração do Banco Barclay’s; e Tomás Mandlate, que exerce as funções de Presidente do Conselho de Administração da Terminal de Exportações do Porto de Nacala, em Nampula.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Manuel Tomé é aposta para Presidência da República (??)

O antigo Secretário-geral, chefe da bancada parlamentar nas últimas duas legislaturas e membro da Comissão Política da Frelimo, Manuel Tomé poderá ser eleito candidato presidencial dos camaradas no decurso do X Congresso do batuque a decorrer nos finais do próximo ano.
Por quanto, o nome do autor da famosa música ‘Ndapota’ reúne consenso nos bastidores das alas ‘deixa-andar ’ e ‘ guebuziana’ aliado ao facto deste militante da Frelimo ser oriundo do centro do país e ser cabeça de lista do maior círculo eleitoral do país, província de Nampula.
‘O camarada Tomé já demonstrou capacidade e competêncai de aglutinar diversas sensibilidades tanto no Secretariado Geral quanto na liderança da bancada da Frelimo na Assembleia da República’, confindenciou-nos um quadro sénior da Frelimo que solicitou anonimato alegando disciplina partidária para, em seguida, recorder-se que na qualidade de SG, ‘Ndapota’ ter trabalhado em estreita colaboração com o antigo estadista Joaquim Chissano e Armando Guebuza quando desempenhava as funções de chefe da bancada da Frelimo na primeira e segunda legislativa multipartidária.
A referida fonte confindeciou-nos ainda que as duas alas que se tem degladiado nas hostes do batuque e tambor concluíram, separadamente, que o antigo secretário-geral da Frelimo e do Sindicato Nacional de Jornalistas estava menos ‘maculado’ em relacao ao quarteto Aires Aly, Eduardo Mulembwé, Luísa Diogo e Maria da Luz Guebuza.
Nominalmente, o actual Primeiro-Ministro Aires Aly é considerado ‘yes man’ de Guebuza e teve um passado tenebroso na Caixa Escolar enquanto que Eduardo Mulembwé beliscou a sua própria reputação ao recusar-se a abandonar voluntariamente o Palácio do Estado que fora atribuído na qualidade de Presidente da Assembleia da República.
Paralelamente a sua teimosia em abandonar voluntariamente o Palácio do Estado Mulembwé não inspira segurança a maioria dos combatentes de Luta de Libertação em consequência das declarações bombásticas por ele proferidas quando desempenhava as funções de Procurador-Geral da República.’ Recordam-se da promessa de denunciar publicamente a lista de corruptos? Este pronunciamento ainda constitui uma espinha na garganta da nomenclatura da Frelimo’ – disse a fonte.
Por outro lado, a pretensa ‘ideia’ alimentada por alguns segmentos da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), liga feminina da Frelimo, de propôr a candidatura da Maria da Luz é vista como sendo uma manobra dilatória para perpetuar a estadia de Armando Guebuza na Ponta Vermelha.
Por sua vez, a economist aLuísa Diogo, antiga Primeira-Ministra e titular da pasta das Finanças no último mandato de Joaquim Chissano, mulher que domina profundamente os corredores do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), viu a sua reputação beliscada interinamente em consequência das trafulhices supostamente praticadas pelo seu cônjuge.
Entretanto, num acto classificado de ‘testagem voluntária’, o antigo chefe da bancada da Frelimo na Assembleia da República fez uma intervenção bastante exaustiva e aglutinadora entre os regimes de Samora Machel, Chissano e Guebuza antes da ordem do dia no parlamento.
Acredita-se que a intervenção de Manuel Tomé que foi bastante aplaudida pelos seus camaradas tanto no parlamento quanto nos comités provinciais, tinha como objectivo balançar secretamente a sua popularidade. Na essência, Manuel Tomé fez uma radiografia dos sucessivos governos da Frelimo e, consequentemente, anteviu o futuro risonho do país…

Fonte: Zambeze in Imensis 2010/11/05

segunda-feira, maio 03, 2010

Ainda sobre a frelimizacão das instituicões públicas

At no point did Paunde, or any other Frelimo leader, say that recruitment to the state, or promotion within the state, was conditional on Frelimo membership. (tradução livre: Em nenhum momento Paunde, ou todo o outro líder de Frelimo, disse que o recrutamento para a funcão pública ou promoção dentro do estado, era condicional a membro da Frelimo.) (Fauvet: allafrica, 29.04.2010)

Dentre tantas inverdades e assassinatos jurídicos, Manuel Tomé disse que um Administrador do Distrito deverá, no actual modelo de governação frelimista, ser necessariamente membro da Frelimo, pois, na sua óptica, quem em última instância deverá prestar contas ao eleitorado (e aqui considera todos nós como eleitorado, e não povo, cidadãos, etc) será a Frelimo. Mesma posição tomou em relação à cargos de direcção de empresas públicas. Para ele, todos directores, inclusive chefes de departamentos, e directores de escola, deverão ser pessoas de confiança político-partidária, que é para poder ter-se a garantia de que o programa de governação da Frelimo seja cumprido. Ainda nessa senda, referiu-se que essas pessoas poderão possuir alguma experiência técnica que é para saberem o que fazem. Está claro que se está perante um atropela ao Estatuto Geral dos Funcionários de Estado e toda legislação avulsa que rege esta matéria.
Quando nesse país se fala da partidarização do estado, muitos cientistas sociais e alguns “analistas” contestam tal constatação. Quando se diz que se está perante a frelimização da sociedade, alguns analistas e cientistas sociais não vêem mal nisto. Manuel Tomé teve a coragem de transmitir aquilo que o seu partido pensa: que se queremos trabalhar em Moçambique, mas principalmente no Estado, e podermos ter algum cargo de direcção, então deveremos acelerar o nosso processo de filiação partidária, e neste caso, aderindo à ela. Não é por acaso que Almeida Tambara e o resto assim procederam. Quem quer ser da oposição, que seja empresário. Mas não cá em Moçambique. Seja-no na Africa do Sul ou Europa, e faça política cá. Aí sim. Está claro? (Vaz, Egídio, Política à moçambicana, Junho/2007.

Reflectindo: Será verdade que líderes da Frelimo não dizem publicamente que chefias na função pública são apenas para membros da Frelimo?