O Centro de Integridade Pública (CIP), uma Organização-não-Governamental (ONG) vocacionada ao combate a corrupção, acusa o administrador do distrito de Báruè, na província central de Manica, Joaquim Zefanias, e o secretário permanente, Francisco Conde, pelo desvio de 67 mil meticais (cerca de 2.200 dólares ao câmbio corrente) da conta bancária da administração do distrito para financiar a campanha eleitoral da Frelimo e outras despesas do partido no poder em Moçambique.
A Frelimo, no entanto, desmente as acusações, e diz que durante os últimos quatro anos trabalhou arduamente numa campanha de angariação de fundos para estas eleições, razão pela qual não faz sentido violar a lei apenas pela soma módica de dois mil dólares.
No seu último boletim sobre o processo político em Mocambique, o CIP publica uma carta de Zefanias endereçada a Conde, datada 29 de Agosto de 2014, através da qual o administrador de Báruè solicita o pagamento de uma factura de telecomunicações da Frelimo no valor de pouco mais de 8.000 meticais, dinheiro para pagar três cabeças de gado e combustível para o camião que irá levantar os materiais de campanha em Chimoio (capital provincial).
