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domingo, janeiro 12, 2014

Às vésperas de uma Visita Imperial


 Por Jeremias Vunjanhe

Aliado a potências imperialistas e coloniais, o Japão quer construir e ampliar sua “zona de influência” e poder geoestratégico no continente africano: eis o real motivo da digressão pela África do Primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe.

O objectivo desta visita é imperial é perigoso. Uma disputa acirrada das grandes potências colonias pela posse e controlo dos recursos naturais africanos justifica esta prioridade japonesa pelo velho continente. Aliás, o próprio Primeiro-ministro japonês clarificou, da melhor forma possível e em primeira mão, as razões de fundo por detrás da sua viagem.

domingo, abril 07, 2013

Caros senhores Armando Guebuza e Afonso Dhlakama

Por Jeremias Vunjane

Chamo-me Jeremias Filipe Vunjanhe, moçambicano, de 28 anos. Nascido em Dezembro de 1984, numa das fases mais dramática e violenta da guerra que vós fostes autores e actores principais. Sou natural de Hehua ou Ébga, uma anónima e minúscula comunidade da localidade de Hamamba, situada a sensivelmente 50 km da sede do Posto Administrativo de Muxungue, no Distrito de Chibabava em Sofala. Como sabéis Muxugue foi transfomado, porordens e agentes militares vossos, na principal frente de operações de guerra, nos dias 3 e 4 de abril que mataram 9 vidas huamanas inocentes, ferindo outras quinzenas e tendo ainda forçado milhares de meus conterranos, familiares, amigos e compatriotas, a bandonarem suas casas e fazer das matas suas novas residências.

terça-feira, junho 19, 2012

Vale é um dos patrocinadores da “Rio+20”

A mineradora brasileira, a Vale, companhia que em parceria com o Governo moçambicano, promoveu “torturas no reassentamento de Cateme” na província de Tete, quando a população saiu para reclamar as condições desumanas de a que estava votada, está na lista das grandes empresas que estão a apoiar a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, Rio + 20. Ler mais

PF impede crítico da Vale em Moçambique de entrar no Brasil


O jornalista Jeremias Vunjanhe, da ONG Justiça Ambiental, de Moçambique, foi impedido de entrar no país pela Polícia Federal. Ele viria participar da Cúpula dos Povos, movimento paralelo à Rio+20, mas não pôde deixar o aeroporto internacional de Guarulhos. 
Vunjanhe é conhecido em Moçambique por ser um crítico à atuação da companhia Vale no país. ler mais


domingo, junho 17, 2012

Ativista moçambicano diz já ter visto de cortesia para viajar para o Brasil

As autoridades brasileiras atribuíram um novo visto ao ativista moçambicano da organização Justiça Ambiental Jeremias Vunjanhe, após ter sido impedido de entrar no Brasil na terça-feira, mas ameaçam revistá-lo no seu regresso a Moçambique.
Em declarações hoje à Lusa, em Maputo, Jeremias Vunjanhe confirmou que já tem um "visto de cortesia" dado pela Embaixada do Brasil em Moçambique que o permite viajar no domingo para o Rio de Janeiro.
Uma nota de repúdio assinada por organizações que participam da Cimeira dos Povos (que antecede a Conferência Rio+20), iniciada na sexta-feira no Rio de Janeiro (Brasil), indica que, ao chegar ao aeroporto de Guarulho, em São Paulo, no dia 12 junho, o ativista moçambicano viu ser-lhe retirado o passaporte e foi escoltado para a sala de embarque de regresso a Moçambique pela Polícia Federal brasileira, "sem qualquer explicação". Ler mais

sexta-feira, junho 15, 2012

PF impede crítico da Vale em Moçambique de entrar no Brasil

O jornalista Jeremias Vunjanhe, da ONG Justiça Ambiental, de Moçambique, foi impedido de entrar no país pela Polícia Federal.
Ele viria participar da Cúpula dos Povos, movimento paralelo à Rio+20, mas não pôde deixar o aeroporto internacional de Guarulhos.
Vunjanhe é conhecido em Moçambique por ser um crítico à atuação da companhia Vale no país. Na Cúpula dos Povos, ele participaria de um evento chamado 3º Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale.
A instalação da mineradora brasileira em Moçambique tem gerado polêmica e diversos conflitos entre o governo e os órgãos de direitos humanos locais.
Jeremias Vunjanhe chegou em voo de Maputo, na terça-feira, dia 12. Ao desembarcar teve o passaporte recolhido e um carimbo: Impedido da Sinpi (Sistema Nacional de Impedidos e Procurados). Ler mais (Tribuna Hoje)

Reflectindo: E o que diz o Ministério dos Negócios Estrangeiros do nosso país?