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segunda-feira, abril 04, 2016

África lusófona e Panama Papers

Angola, Moçambique e Cabo Verde citados como tendo investimentos de companhias ligadas à Mossak Fonseca, especializada em criar empresas de fachada.
Um dos maiores escândalos de corrupção mundial denunciado neste domingo, 3, por vários jornais do mundo, denominado Panama Papers, mostra a ligação de investidores a projectos previstos ou em curso nos países africanos de língua portuguesa.
Angola, Moçambique e Cabo Verde aparecem como potenciais beneficiários de actividades da empresas offshore suspeitas, mas apenas o ministro angolano de Petróleos é citado como estando ligado à empresa Mossak Fonseca, que está no centro do escândalo.
A investigação realizada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (International Consortium of Investigative Journalists, ICIJ) não revela, por agora, o envolvimento de Botelho de Vasconcelos em actividades ilícitas.
Os investigadores dizem ser ele o proprietário do Medea Investments Limited e de estar ligado ao Estúdio Legal Roca & Associados. Ler mais (VOA)
Fonte: Voz da América – 04.04.2016

FUGA DE INFORMAÇÃO REVELA ESQUEMAS DE CRIME NO MUNDO

Uma fuga enorme de documentos expõe companhias offshore ligadas a doze antigos e actuais líderes mundiais, e revela como pessoas próximas do presidente russo Vladimir Putin desviaram dois mil milhões de dólares americanos através de bancos e empresas fantasma.

A fuga de informação também fornece detalhes das transacções financeiras ocultas de outros 128 políticos de todo o mundo, avança o 'Expresso' Online.

O acervo de 11,5 milhões de ficheiros mostra como uma indústria global de sociedades de advogados, empresas fiduciárias e grandes bancos vendem o segredo financeiro a políticos, burlões e traficantes de droga, bem como a multimilionários, celebridades e estrelas do desporto.

Estas são algumas das descobertas que resultam de uma investigação conduzida ao longo de um ano pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (International Consortium of Investigative Journalists, ICIJ), pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung
e por mais de uma centena de outros órgãos de comunicação social, incluindo o luso 'Expresso'. Ler mais (AIM - 04.04.2016)