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domingo, outubro 11, 2015

sexta-feira, outubro 09, 2015

É verdade isto? E se for, que ilação?

Saída humilhante e embaraçosa para o Arcebispo dos Libombos, Dom Dinis Sengulane. Enquanto Dom Dinis deixa a residência de Dhlakama, o povo grita: "traidor, traidor, traidor". Nalgum momento a população não quis deixa-lo sair. Alguns elementos da Renamo tiveram de intervir.


Fonte: Canalmoz - 09.10.2015

terça-feira, julho 15, 2014

Sengulane diz que Dhlakama tem "medo" de sair do esconderijo

Dinis Sengulane, bispo emérito da Igreja Anglicana e observador do processo de pacificação moçambicano, considera que o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, deve ter "medo" de sair do seu esconderijo, na serra da Gorongosa.

segunda-feira, maio 19, 2014

Observadores nacionais insatisfeitos pela lentidão do diálogo político

Os observadores nacionais do diálogo político entre o governo moçambicano e a Renamo afirmam estar insatisfeitos com o passo que consideram de lento neste processo que envolve as duas partes e que já vai na 58ª ronda.

As declarações dos observadores surgem na sequência dos sucessivos impasses que se tem registado no diálogo, que também tem desgastado aos moçambicanos.

segunda-feira, abril 21, 2014

Dom Dinis Sengulane optimista nos resultados do diálogo político

O antigo bispo da Diocese dos Libombos da Igreja Anglicana manifestou, este domingo, optimismo relativamente às negociações entre o Governo e a Renamo, para o fim das hostilidades no país.
Apesar das últimas exigênciasdo maior partido da oposição que condicionou o seu desarmamento à paridade e controlo das Forças de Defesa e Segurança (FDS)  terem adensado o diálogo e se tornado um aparente foco de retrocesso, Sengulane, que é um dos observadores do diálogo, diz que há sinais encorajadores.

quinta-feira, novembro 28, 2013

Moçambique pode estar a ser alvo de maior pressão internacional

Notável pela discrição foi a visita, na semana passada, a Maputo, do antigo sub-secretário norte-americano para os assuntos africanos, Chester Crocker. Da sua missão, pouco ou nada transpareceu.

Apesar de não haver confirmação oficial, em Moçambique a deslocação foi largamente entendida como tendo sido desejada pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, para pressionar Maputo no sentido de uma solução pacífica para o conflito que opõe o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), ao maior partido de oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO).

Para além de se encontrar com o Presidente Armando Guebuza, Crocker falou ainda com os mediadadores moçambicanos no conflito, entre os quais Dom Dinis Sengulane, bispo anglicano da Diocese dos Libombos e presidente do Observatório Eleitoral - uma parceria de oito organizações da sociedade civil moçambicana. A DW África falou com Dom Dinis sobre esta visita.

quinta-feira, novembro 14, 2013

“Com 1% do orçamento das armas acabava com a malária”

Que análise faz do cená­rio político em Moçambique, sobretudo da sobrevivência do processo democrático?

Do orçamento para a com­pra de armas, eu só gostaria de ter um por cento para re­solver o problema da malária no país e melhorar a dieta alimentar dos cidadãos. Este é o momento de nós desen­volvermos confiança mútua e universal, mas, infelizmen­te, quando alguém se arma cada vez mais, significa que há uma desconfiança.

A arma é má conselheira, a arma não é para matar os mosquitos que nos causa a malária, é para matar o ser humano. Devemos ser guardadores uns dos ou­tros e não assassinos uns dos outros, porque, quando alguém vai procurar arma, está a dizer que está pronto para assassinar os outros. Num país como o nosso, devemos pensar muitas ve­zes antes de engrossarmos o nosso stock em termos de armamento, principalmente quando tomamos em consi­deração os vários aspectos de necessidades que existem no nosso seio: educação, saúde, alimentação (...). É preciso haver uma grande transpa­rência nestas questões.

Com este extremar de po­sições entre as partes, com mortes de civis e militares, como é que saímos desta situ­ação?

Diálogo! Sem o diálogo vão as armas e só nos matamos uns aos outros. Convido todo aquele que acha que está a ser um obstáculo ao diálogo para se arrepender e perguntar aos outros o que deve fazer.


Fonte: O País online - 14.11.2013

“Acordo de Roma há-de ter imperfeições próprias do Homem”

Dom Dinis Sengulane diz que está desapontado com a ruptura no diálogo entre a Renamo e o Governo. Defende que a arma não é o caminho e lembra que a guerra custa caro. Para o clérigo, a solução passa pelas conversações

Como é que olha para o ac­tual momento que o país vive? O que falhou para o iminente regresso à guerra?

A resposta está nas nossas mãos, porque a paz é urgente, é necessária e é possível. Devemos ser macham­beiros da paz continuamente e isso falhou; sabermos que a paz é algo precioso com a qual nos devemos preocupar; reconhecermos que to­dos fomos imperfeitos e que é pos­sível agora termos a paz. É possível, hoje, os nossos dois dirigentes en­contrarem-se e chegarem a acordo sobre como restaurar aos moçambi­canos o sorriso e a esperança que a paz sempre traz.

Foi indicado pelo Presidente da República para marcar um encon­tro entre ele e o líder da Renamo. O que impediu essa reunião?

O que sabemos é que o Presiden­te da República e o líder da Rena­mo vão encontrar-se para falarem de duas questões: a primeira é se­gurança - o que significa que ne­nhum moçambicano deve perder a vida por causa dos desentendimen­tos políticos; a outra questão é o pa­cote eleitoral. A pergunta que faço é: será que a paridade é algo que deve ser defendida com armas? Os dois líderes devem encontrar-se e já há especialistas escolhidos para prepararem a agenda de modo a que do encontro resultem boas conclusões.

Quais são os pecados do Acordo Geral de Paz?

O Acordo Geral de Paz é um acordo entre seres humanos, há-de ter imperfeições próprias de seres humanos. Não foi concebido por demónios, pois teria de estar com­pletamente errado, mas também não foi concebido por anjos, teria de estar completamente perfeito. Já foi provado que é uma plataforma a partir da qual os moçambicanos continuarão o seu processo de re­conciliação. Agora não é só entre a Renamo e o Governo, mas faz parte da nossa legislação. Então, é bom que conheçamos o Acordo Geral de Paz e, se acharmos que há algum aspecto que está imperfeito, vamos aperfeiçoá-lo.


Fonte: O País online - 14.11.2013

segunda-feira, outubro 21, 2013

Igrejas apelam ao diálogo

As igrejas moçambicanas estão preocupadas com o agudizar da tensão militar no centro do país e exigem dos dirigentes políticos, medidas mais sérias para acabar com o terror que já resultou na morte de dezenas de pessoas, entre militares e civis, apenas neste ano.


Falando nesta sexta-feira em Maputo, na sequência dos confrontos de ontem, que resultaram na morte de pelo menos duas pessoas em Gorongosa, Dom Dinis Sengulane, bispo da Igreja Anglicana classificou de intolerável o ambiente vivido no país.
"A situação que se vive hoje é totalmente inaceitável, intolerável e desnecessária e tentar ficar onde nós estamos é muito mau" disse o bispo.