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quinta-feira, novembro 29, 2012

“Não representamos o Estado, por isso não estamos abrangidos pela Lei de Probidade Pública”

A alínea b) do no.1 do artigo 32 da lei de probidade pública diz que “sem prejuízo das proibições gerais, é proibido ao titular ou membro de órgão público receber remunerações de outras instituições públicas ou empresas em que o Estado tenha participação, seja em forma de salário, senhas de presença ou honorários” .
À medida que o cerco vai se fechando, no sentido de os deputados da Assembleia da República serem os primeiros a darem o exemplo e cumprirem a lei de probidade pública, os parlamentares Alfredo Gamito e Isidora Faztudo vieram, ontem, prestar esclarecimentos sobre a sua situação legal. Ambos dizem que não estão em conflito com a lei.

domingo, maio 13, 2012

Deputados vão continuar a ser gestores de instituições públicas

A proposta de Código de Ética do Servidor Público não conseguiu resolver o problema central que pretendia: aumentar o número de incompatibilidade entre o mandato de deputados e o de gestores públicos. Os pareceres das comissões representadas por Alfredo Gamito e Teodoro Waty foram assumidos pelo plenário.
Foi tanta tinta para nada: a proposta de lei de Servidor Público não conseguiu proibir os deputados de serem, ao mesmo tempo, gestores ou PCA de empresas públicas ou maioritariamente participadas pelo Estado. Ler mais

quinta-feira, maio 10, 2012

Teodoro Waty e Alfredo Gamito violaram Estatuto do Deputado

O artigo 24 do Estatuto do Deputado impõe que “os deputados, quando apresentarem projecto de lei (...) em comissão ou em plenário, devem, previamente, declarar a existência de interesse particular se for o caso”. Porém, Waty e Gamito encabeçaram o trabalho da análise da proposta do Código de Ética do Servidor Público nas comissões e no plenário, mesmo sabendo que versa sobre matérias em que eles têm interesses particulares.

terça-feira, agosto 16, 2011

Por extorsão: Agente alfândegário “apanhado” nas malhas do Gabinete Anti-corrupção na Beira

Uma equipa do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Sofala deteve ontem, na cidade Beira, Elias Armando Massango, agente das Alfândegas de Moçambique, surpreendido em flagrante a extorquir cem mil meticais a um empresário do sector madereiro chinês. O Montante era parte de um “bolo” de cerca de dois milhões de meticais que o indiciado tinha exigido à vítima.

sábado, junho 12, 2010

Eleições poderão ser marcadas com dois anos e meio de antecedência

Revisão do pacote eleitoral

A primeira alteração prende-se com a marcação da data das eleições. Alfredo Gamito integra a comissão destacada, no parlamento, para o assunto da revisão do conjunto de leis eleitorais, e revelou que a proposta a ser apresentada em Agosto define entre 31 e 32 meses de antecedência, como prazo mínimo para a fixação da data das eleições.
A actual lei 7/2007, de 26 de Fevereiro, relativa à Eleição do Presidente da República e dos Deputados da Assembleia da República, define, no seu artigo 6 que “A marcação da data das eleições presidenciais e legislativas é feita com antecedência mínima de cento e oitenta dias pelo Presidente da República, por Decreto, e sob proposta da Comissão Nacional de Eleições.”
Ora, este prazo já foi, várias vezes, posto em causa uma vez que parece apertado para acolher todo o processo eleitoral à si dependente, como a actualização do recenseamento eleitoral, eleição de candidatos e apresentação de candidaturas, preparação da campanha, recolha de assinaturas que suportam as candidaturas, entre outros.
No debate promovido ontem pelo Observatório Eleitoral para se discutir os contenciosos eleitorais dos escrutínios de 2008/9, bem como discutir ideias a serem tomadas em conta na revisão do pacote eleitoral, alguns intervenientes apontavam para a definição de um prazo mínimo de 3 anos para a marcação da data das eleições, mas Gamito deixou claro que poderá ser de cerca de dois anos e meio.
Na ocasião, o juiz conselheiro do Conselho Constitucional, João Ngwenya, considerou que o prazo de 180 dias definido por lei tem sido uma das causas dos conteciosos eleitorais, sobretudo, tomando como análise as eleições para as assembleias provinciais, legislativas e presidenciais de 2009.
O juiz chegou mesmo a dizer que “a legislação eleitoral continua a observar muitos problemas que acabam afectando os outros processos dentro do processo eleitoral”. Fora este ponto, Ngwenya demonstrou que os escalões de apuramento dos resultados eleitorais são muitos e outros desnecessários.
Com base no actual procedimento, o primeiro apuramento é feito a nível da mesa de voto, depois distrital, provincial e depois é que se sobe para o geral. No entanto, a analista política Iraê Lundin concluiu, nas suas pesquisas, que dos acórdãos produzidos pelo Conselho Constitucional não constam dados do apuramento distrital o que, à priori, faz concluir ser uma etapa desnecessária.

Abstenções

Quando se fala de eleições em Moçambique, a primeira coisa que salta à vista é a abstenção. Os números são cada vez mais crescentes, colocando em causa a legitimidade dos dirigentes eleitos.
A este respeito, o director-geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, Felisberto Naife, revelou que foi encomendado um estudo que vai pesquisar, de forma aprofundada, o problema e trazer soluções para se estancar o mal. A fonte acrescentou que o mesmo está na fase final e será publicado em breve.
Recorde-se que após o processo eleitoral dos últimos dois anos, a Comissão de observação Eleitoral da União Europeia publicou um relatório onde detalhava as irregularidades verificadas nos dois escrutínios decorrentes do problema da legislação eleitoral, e pressionou para que a AR agendasse a sua revisão de modo a evitar os mesmos problemas no futuro.

Fonte: O País online - 12.06.2010

Reflectindo: Gamito decidiu (deixou claro) claro num debate promovido por uma organização da sociedade civil, o Observatório Eleitoral ?? Isso é revelação de uma decisão já feita pela sua bancada ou é a opinião pessoal? Como é que Gamito deixa claro sobre uma matéria não ainda debatida em nenhum fórum, incluindo na Assembleia da República? Como é que ele começa com transmissão de decisões (suas e de um grupo) e não com a recolha da opinião pública?

Vamos registando estes aspectos.

sexta-feira, junho 11, 2010

FRELIMO «não se sente afectada» pelas acusações contra Momade Bachir Suleman

A FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência, “não se sente afectada” pelas acusações de que um dos seus membros, Momade Bachir Suleman, é um “barão da droga”, disse hoje Alfredo Gamito, deputado e quadro sénior do partido.
Momade Bachir Suleman, empresário conhecido pelas suas doações milionárias à FRELIMO, integra uma lista de 700 pessoas consideradas pelos EUA barões da droga, divulgada na semana passada e entregue por Barack Obama a vários organismos estaduais norte-americanos.
“A FRELIMO não tem nada que se sentir afectada por isso. O partido tem milhões de membros e acontece muitas coisas com cada um deles”, enfatizou Alfredo Gamito, em declarações a jornalistas em Maputo.
Segundo Alfredo Gamito, “é necessário que os EUA apresentem provas concretas das acusações extremamente graves que fazem contra Momade Bachir”.
A liderança da FRELIMO tem-se mantido em silêncio relativamente às alegações do Estado norte-americano contra Momade Bachir Suleman, sendo apenas conhecidas as promessas de alguns membros do Governo e da Procuradoria Geral da República de que as imputações ao empresário serão averiguadas.
Desde que foram divulgadas no site da internet da Casa Branca, as acusações contra o empresário tem sido destaque em todos os órgãos de comunicação social moçambicanos e internacionais, devido ao peso financeiro de Momade Bachir Suleman, considerado um dos homens mais ricos de Moçambique.

Fonte: Notícias Lusófonas - 10.06.2010