sexta-feira, Março 07, 2014

Renamo condiciona cessar-fogo à libertação de “presos políticos”

A disponibilidade da Renamo pelo cessar-fogo foi declarada na ronda de quarta-feira
Em meio a intensos confrontos militares entre as Forças de Defesa e Segurança e os homens armados da Renamo, em Cheringoma e Gorongosa, província de Sofala, a delegação do maior partido da oposição às negociações com o governo declarou, esta semana, que está disponível para um “cessar-fogo” nos próximos dias, com o Governo.
Mas a Renamo defende a libertação de alegados “presos políticos” como essencial para a paz no país. Trata-se de Jerónimo Malagueta, detido na Cadeia Central da Machava, na Matola, desde Junho de 2013, na sequência da ameaça de dividir o país a partir do rio Save, interditando a circulação normal de pessoas e bens.
A declaração, proferida em conferência de imprensa na sede do partido, foi interpretada pelas autoridades moçambicanas como uma manifesta “declaração de guerra”. À data da sua detenção, o brigadeiro Malagueta era chefe do departamento de informação da Renamo.
Outros homens cuja liberdade é reivindicada pela Renamo são antigos guerrilheiros da Renamo, detidos em Nampula no segundo semestre de 2013.
A disponibilidade da Renamo para um cessar-fogo surge numa altura em que os seus homens armados voltaram a intensificar ataques contra unidades das Forças de Defesa e Segurança, sobretudo no distrito de Gorongosa, onde mataram mais de cinco efectivos, nos últimos dias.

Fonte: O País online - 07.03.2014

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