sexta-feira, agosto 28, 2015

Jornalista Paulo Machava morto a tiro no centro de Maputo

O jornalista moçambicano Paulo Machava foi hoje morto a tiro, nas primeiras horas da manhã, no centro de Maputo, quando fazia a sua habitual corrida matinal, noticiou hoje a imprensa.

Paulo Machava foi alvejado com quatro tiros, dois dos quais na cabeça e os restantes nas costas, na esquina entre as avenidas Vladimir Lenine e Agostinho Neto, duas das mais frequentadas de Maputo, por volta das 06:00, segundo testemunhas citadas pela imprensa local.

quinta-feira, agosto 27, 2015

Muito cedo esta vaca já não terá mais leite

Em duas ocasiões num espaço de menos de um mês, este jornal deu destaque especial aos elevados custos que representam para as finanças públicas deste país duas instituições que têm como missão garantir o cumprimento das leis.

Depois de alguma investigação, o jornal trouxe a público as entranhas de como o Tribunal Supremo tem estado a consumir elevadas somas de dinheiro com o arrendamento de casas para os seus magistrados, despesas relacionadas com viaturas de afectação pessoal e outras mordomias.

terça-feira, agosto 25, 2015

Oito polícias sul-africanos condenados hoje pela morte de moçambicano

Oito polícias sul-africanos foram hoje considerados culpados de homicídio pela morte de um homem moçambicano, que morreu após ter sido arrastado atrás de um veículo da polícia há dois anos, segundo a agência France Presse (AFP).

Mido Macia, taxista de 27 anos, morreu sob a custódia da polícia em Fevereiro de 2013, depois de ser detido por ter estacionado o seu carro no lado errado da estrada.

Testemunhas filmaram o homem a ser detido, algemado à traseira de uma carrinha da polícia e arrastado centenas de metros pelo veículo em Daveyton, a leste de Joanesburgo.

segunda-feira, agosto 24, 2015

Despartidarizar

Por Machado da Graça

Nas negociações entre o Governo e a Renamo, o chamado “diálogo político”, que decorre no Centro de Conferências Joaquim Chissano, as coisas não andam nem desandam. Ou, melhor dito, não andam e, em alguns casos, desandam. Como foi o caso no ponto sobre a despartidarização do Estado que, depois de longos debates para se chegar a um acordo, foi objecto de consenso apenas para a Governo dar o dito por não dito pouco depois.

E, no entanto, na minha opinião, a questão da despartidarização do Estado é a questão fundamental onde mergulham as raízes todas as outras questões.

domingo, agosto 23, 2015

– NYUSI CONVIDA DHLAKAMA AO DIÁLOGO

O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou hoje que vai convidar formalmente, na segunda-feira da semana corrente, Afonso Dhlakama, líder da Renamo, o maior partido de oposição, para um encontro tendo como principal ponto da agenda a busca de uma paz efectiva no país.

Nyusi fez este anúncio em Maputo, em resposta a um pedido formulado pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), durante um culto evangélico que contou com a sua presença.
Foi aqui pedido para dar mais atenção ao dossier da paz. Aceito porque assumi o compromisso. E digo que mesmo amanhã vou fazer formalmente um convite ao líder da Renamo para falarmos, disse Nyusi.

Prosseguindo, disse acreditar que as diferenças, nossas, as ideias estejam abaixo dos interesses do povo. O povo quer paz, quer tranquilidade. Isso farei. O povo não está de um lado. Está de todos os lados. O povo é este. O povo é também aquele que segue ao Presidente da Renamo. E estes dois povos, todos, que se juntam e formam o povo moçambicano querem a paz, querem o crescimento.

Aproveitou a oportunidade para falar um pouco sobre a sua governação, que incide sobre cinco pilares.

Pediu uma maior atenção para as duas primeiras prioridades, mais concretamente a consolidação da unidade nacional, paz e soberania e ao desenvolvimento do capital humano e social.

Em relação à paz, o Presidente da República disse ser uma condição e um meio para a garantia da estabilidade política, social e económica.

Com a paz e em paz, as energias dos povos são encaminhadas para a promoção do desenvolvimento que os conduzirá ao bem-estar espiritual e material
, referiu, para de seguida acrescentar com a paz, cada um dos cidadãos moçambicanos concentrar-se-á na satisfação das suas necessidades (individuais e colectivas), sem receios de qualquer ordem.

Para Nyusi, com a paz todos os moçambicanos estarão preocupados em fazer mais e melhor para o sucesso de Moçambique como nação e o bem-estar do seu povo.
 

Vincou que o bem-estar espiritual deve ser complementado pelo bem-estar material, este último que só se alcança com o trabalho e dedicação.

O Chefe de Estado agradeceu o convite daquela confissão religiosa e encorajou à IURD a seguir em frente com as suas acções de evangelho.


Prossigam com excelente trabalho que vêm realizando e que tem iluminado várias vidas. Continuem a contribuir para a consolidação da paz em Moçambique e em todo o mundo, encorajou ele.


Comentando sobre o culto evangélico, Nyusi disse tratar-se de um momento em que a fé colectiva deve vencer o mal e transformar o ódio e a desconfiança em carinho e confiança mútua. Esta mesma fé que deve continuamente manter os povos unidos.

O Presidente agradeceu ainda o apoio e encorajamento recebido da IURD, durante a campanha eleitoral, que culminou com a sua eleição para o cargo de Chefe de Estado.

O culto evangélico foi antecedido por uma visita ao edifício que alberga a sede da Igreja. No final, o estadista moçambicano afirmou ter ficado bem impressionado com o investimento que a IURD está a realizar no capital humano, através do centro de formação profissional, permitindo que vários cidadãos recebam a formação profissional específica a título gratuito.

É também com pequenas e grandes contribuições como esta que pedra a pedra construímos o nosso Moçambique. Só com uma visão clara, muito labor e tenacidade é possível construir uma história de sucessos. E a Igreja Universal está a construir, enalteceu.

Nyusi disse estar ciente que Moçambique é um Estado laico, cuja filosofia assenta na separação entre o Estado e as confissões religiosas. Não obstante a esta laicidade, existe um relacionamento são e frutuoso entre o Estado e as confissões religiosas, que têm sido um parceiro privilegiado na implementação das políticas públicas, particularmente na área social.

Ciente ainda do papel que estas têm desempenhado, para a promoção de um clima de paz, bem-estar espiritual e material dos cidadãos e desenvolvimento económico e social do país, explicou que foi por isso criado o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, para dedicarem-se, de forma expressa, as confissões religiosas, tendo presente esta separação.


O Presidente Nyusi mostrou-se satisfeito pelo facto de a convivência entre religiões ser um valor que os moçambicanos têm sabido elevar bem alto, com o particular destaque na experiência que os líderes religiosos moçambicanos têm emprestado aos processos de pacificação do país, com resultados bastante positivos.

Por seu turno, o Presidente da IURD, José Guerra, agradeceu a resposta positiva do Presidente da República ao seu convite de participar do culto evangélico. 

Na ocasião, Guerra fez um breve o historial da IURD em Moçambique, cujo percurso, em Moçambique, iniciou em 1992.


Disse ainda que a IURD tem como uma das plataformas de actuação a realização de obras sociais, tais como assistência às famílias necessitadas, crianças abandonadas ou órfãs, presos e toxicodependentes, desenvolvendo actividades que compreendem a organização e manutenção de programa de protecção às famílias.

sábado, agosto 22, 2015

Nampula celebra aniversário com saneamento como prioridade

A Cidade de Nampula, capital da província do mesmo nome, celebra hoje a passagem do 59º aniversário desde que foi elevada a esta categoria, tendo como alguns dos principais desafios, segundo o respectivo edil, Mahamudo Amurane, o saneamento do meio, ordenamento territorial, entre outros, cuja solução depende da entrega e contribuição de todos os munícipes.
Falando ontem, em conferência de Imprensa, por ocasião da efeméride, Amurane reconheceu que apesar dos esforços em curso, visando a melhoria da situação de remoção dos resíduos sólidos, um dos “estandartes” do seu manifesto eleitoral, ainda há muito trabalho por fazer.

sexta-feira, agosto 21, 2015

Le Pen indignado com expulsão da Frente Nacional vai recorrer aos tribunais

O co-fundador do partido de extrema-direita francês Frente Nacional (FN), Jean-Marie Le Pen, expulso daquela formação política, disse estar “indignado” com a decisão e que vai recorrer aos tribunais.
O comité executivo do partido anunciou hoje, em comunicado, a expulsão de Jean-Marie Le Pen, remetendo para mais tarde a divulgação dos motivos da decisão.
“Quando me notificarem oficialmente contestarei a decisão junto das autoridades judiciais e acredito, que mais uma vez, vou voltar a ganhar”, disse Le Pen a um canal de televisão, advertindo para as consequências da decisão tomada pelo partido.
Jean-Marie Le Pen, pai da actual presidente do partido Marine Le Pen, afirmou que quem tomou a decisão não reflectiu bem sobre a “gravidade dos seus actos” e fez “cálculos errados sobre a opinião pública”.
Le Pen, para quem a nova presidente do partido “não tolera a mínima oposição”, admitiu que este conflito é um duelo a nível pessoal.
“Sou pai e quando estas agressões injustas vêm da minha família, da minha filha, afectam-me ainda mais que quando são feitos por um adversário desconhecido”, concluiu.
A expulsão de Le Pen do partido está relacionada com afirmações polémicas que tem feitos nos últimos meses, incluindo a de que as câmaras de gás dos campos de concentração nazi são “um detalhe” da história.
Fonte: LUSA - 21.08.2015