quinta-feira, outubro 18, 2018

Resultados intermediários publicados por CDEs

Ver aqui (Boletim sobre o Processo Político em Moçambique - Eleições Autárquicas 2018)

Tribunal Judicial chumba recurso interposto pelo MDM

O Tribunal Judicial do Distrito da Matola chumbou o recurso interposto pelo MDM, de alegada fraude nas eleições autárquicas de 10 de Outubro. O Juíz do caso alega incumprimento de prazos e falta de denúncia nas mesas onde houve as irregularidades.
O partido  não concorda com a sentença e submeteu hoje um novo recurso a pedir que o caso seja levado ao Conselho Constitucional.
O Cabeça-de-lista do MDM, Silvério Ronguane, desqualifica os argumentos do juiz alegando má interpretação da lei. "O juiz diz que não submetemos o recurso 48h depois. Mas a divulgação dos resultados foi num sábado.
Ora, como isso poderia ser feito se aos finais de semana o tribunal não funciona?  E se fosse numa sexta-feira? Em relação a alegação de falta de denúncia das irregularidades nas mesas de voto também entendemos que não faz sentido porque os dados que estão em causa são dos três editais, que anexamos no recurso", explicou Ronguane.

Fonte: O País – 18.10.2018

Comissão Distrital de Eleições de Moatize invalidou 1 400 votos da Renamo


A Comissão Distrital de Eleições de Maotize fez uma recontagem completa de votos na qual descartou mais de 1400 votos da Renamo, determinado desta forma a vitória da Frelimo. Após a recontagem, o número de votos nulos subiu para 7,2%, o mais alto do país e muito acima da média nacional (2, 77%).
 
O jornal Malacha, baseado em Moatize, escreve que o presidente da comissão distrital de eleições de Maotize confirmou a recontagem de votos. Havia quatro cadeados no armazém do STAE onde estavam guardados os votos. O STAE, Frelimo, Renamo e MDM tinham as chaves de cada um dos cadeados. A Renamo recusou a fazer a recontagem na noite de 12 para 13 de Outubro e não aceitou abrir o cadeado de que detinha as chaves. A Comissão Distrital de Eleições ordenou o arrombamento do cadeado e fez a contagem na ausência dos vogais indicados pela Renamo.

Aparicio Jose de Nascimento, editor do Malacha, organizou contagem paralela dos votos em Moatize, onde estavam instaladas 49 mesas em 8 postos de votação. Às 2h00 da manhã do dia 11 de Outubro publicou os resultados da contagem paralela, nos quais a Renamo tinha 11 166 votos contra 9 786 da Frelimo. O mandatário nacional da Renamo, Andr’e Madjibire, disse em conferência de imprensa  que no apuramento intermédio realizado pelo STAE/CDE de Moatize, a Renamo teve 11 169 votos contra 9 856 da Frelimo, muito próximo da contagem paralela do Malacha.
 
O editor do AMalacha sofreu meaças de morte de desconhecidos pelo facto de ter realizado contagem paralela e divulgar resultados desfavoráveis à Frelimo.
 
Nascimento disse que houve um número estranhamente alto de votos reclamados durante a contagem, totalizando 1 449. Parece que a maioria destes votos eram da Renamo e foram aceites como válidos mas posteriormente rejeitados na recontagem, que deu a Frelimo como vencedor, com 9 839 votos contra 9 742 da Renamo. A Renamo viu seus votos reduzidos em 1 424.

In: CIP/Boletim sobre o Processo Político em Moçambique – Eleições Autárquicas - edição 68 (15.10.2018)

quarta-feira, outubro 17, 2018

Oposição arrecadou 49% dos votos a nível nacional


A Renamo e o MDM conquistaram juntos 9 municípios, nomeadamente:

MDM – Beira
Renamo: (1) Cidade de Nampula, (2) Cidade de Nacala, (3) Cidade de Quelimane, (4), Angoche, (5) Malema, (6), Ilha de Moçambique, (7) Chiúre, (8) Cuamba.
 
Em termos da distribuição global de votos, a Frelimo não foi muito para além da metade dos votos. Obteve 51,78%. A Renamo obteve 38,90% e o MDM 5,50%. Os pequenos partidos, coligações de partidos e grupos da sociedade civil obtiveram juntos apenas 0.82%.
 
Com esta distribuição de votos, a oposição consegue conquistar mandatos em todos os municípios e em 6 municípios a Renamo e o MDM juntos terão maioria nas respectivas assembleias. Na Beira, onde o MDM ganhou, a oposição - Frelimo e Renamo – juntos têm a maioria na Assembleia.

Eleições Autárquicas com participação record de 60%


A participação média dos eleitores nos 53 municípios foi de 60,3%, um aumento significativo em relação a às eleições anteriores (2013 – 46%, 2008 – 46%, 2003 – 28%). A Cidade de Maputo teve uma participação de 63% e Matola 59%, comparado com 50% e 38% em nas eleições passadas (2013). Quatro municípios tiveram uma participação acima de 70%, com Metangula a registar a mais alta participação, de 77%. Malema, onde a Renamo ganhou, teve a mais baixa participação: 39%.

CIP/Boletim sobre o Processo Político em Moçambique – Eleições Autárquicas - edição 68 (15.10.2018)

terça-feira, outubro 16, 2018

MDM interpõe recurso ao tribunal da Matola

O movimento Democrático de Moçambique na Autarquia da Matola submeteu na tarde de hoje um recurso ao tribunal Judicial daquela cidade no qual contesta os resultados que divulgados Sábado ultimo. O partido pede responsabilização criminal aos que considera serem autores da fraude.
Foi fazendo –se acompanhar do cabeça de lista do partido que a mandataria do MDM na província de Maputo Isabel Augusto Macubele foi apresentar na tarde desta terça feira o recurso contencioso ao  tribunal Judicial da Matola, reclamando vários aspectos que diz serem irregularidades deste processo. Macubele diz que o seu partido foi injustamente penalizado no apuramento intermedio tendo lhe sido subtraídos cerca de quatro mil votos
“Nos não concordamos com os resultados, por isso estamos aqui para apresentar a nossa reclamação “afirmou
Disse ainda que a prova da viciação de resultados pode ser vista nos três editais existentes sobre a mesma eleição. Questionado sobre a alegada falsidade do edital que atribui pouco mais de 16 mil votos ao seu partido Macubele afirmou que era no tribunal que o seu partido queria provar que os votos do seu partido haviam sido subtraídos.

segunda-feira, outubro 15, 2018

Frelimo vence 4 municípios com vantagem de apenas 1% ou menos


Resultados finais de eleições na web: http://bit.ly/LocEl2018

Em 4 dos 44 municípios cuja vitória foi atribuída à Frelimo, a vantagem foi de 1% ou menos. Em duas dessas 4 cidades a contagem paralela atribui vitória à Renamo, que está a contestar os resultados.

Em Monapo, a contagem provisória do STAE/CNE deu vitória à Renamo com 706 votos acima da Frelimo. Mas a Comissão Distrital de Eleições local apresentou os resultados oficiais que dão vitória à Frelimo como 206 votos acima da Renamo (1.08%).

Depois da contradição, a CNE/STAE removeu os resultados de apuramento provisório em Monapo mas o Boletim tem cópia guardada.

Em Alto Molócuè, a contagem paralela do EISA deu vantagem à Renamo  em 1090 votos mas a CDE local apresentou resultados oficiais com vitória da Frelimo com 113 votos acima da Renamo (0,63%).

Em Moatize, a CDE local declarou vitória da Frelimo com 98 votos acima da Renamo, representando 0,49% de vantagem.

Na Matola, a Comissão de Eleições da Cidade atribui vitória à Frelimo com 2 197 votos cima da Renamo, representando 0,77% de vantagem. Na Matola e Moatize não houve contagem paralela.

A Renamo tem vitória confirmada em 7 municípios: Nampula, Quelimane, Nacala, Angoche, Ilha de Moçambique, Chiúre, Cuamba. Está a reclamar nos 4 municípios onde a Frelimo ganhou à tangente, mais Marromeu, onde a Polícia desapareceu com urnas depois de ter atacado postos de votação com disparos de armas de fogo e de granadas de gás lacrimogéneo. Está em posição de ganhar em Malema, que está fora do prazo legal para publicar resultados.

Fonte:  CIP/Boletim sobre o Processo Político em Moçambique – Eleições Autárquicas - edição 67

sexta-feira, outubro 12, 2018

CIP: “Polícia dispara, dispersa observadores e foge com urnas em Marromeu”


Segundo o boletim de actualização de dados eleitorais do Centro de Integridade Pública, a Polícia disparou armas de fogo e gás lacrimogéneo durante a contagem de votos em Marromeu e carregou urnas de 10 mesas de 2 postos de votação.
No total haviam sido instaladas 39 mesas em 8 postos na vila autárquica. As escaramuças deram-se nos postos de votação instalados na EPC 4 de Outubro e EPC Julius Nyerere. As urnas reapareceram dia seguinte com agentes de Grupos de Operações Especiais (GOE) da Polícia e foram armazenadas na esquadra local da Polícia.
Os disparos da polícia dispersaram membros de mesa de votação (mmv’s), delegados de candidatura, observadores nacionais e internacionais e jornalistas.
Daniel Macuacuá, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Sofala, citado pelo CIP conta que “… a Polícia foi chamada para reforçar a segurança dos locais onde decorria a contagem de votos, porque já se notava um clima de instabilidade. Membros da Renamo arremessavam pedras para as mesas onde os resultados não eram a favor do seu partido. Então, Polícia foi obrigada a agir para repor a ordem e tranquilidade pública naqueles locais”.

quinta-feira, outubro 11, 2018

PARA OS MEUS QUE QUESTIONAM A “CERTEZA DO MEU VOTO”

Por Niosta Cossa

PARA OS MEUS QUE QUESTIONAM A “CERTEZA DO MEU VOTO” (PORQUE RESPONDER A CADA UM SERIA CANSATIVO)

Eu estava oficialmente de férias do Facebook, a divertir-me em paz no Instagram, seguindo celebridades internacionais, e vocês não ficaram felizes com a minha paz. Tiveram que me arrastar de volta para cá, mais cedo que contava.

Amigos, parceiros do copo e das ruas, e companheiros da vida me ligaram e mandaram mensagens questionando a autenticidade da foto que acompanha o texto e a legitimidade das minhas ideologias por conta de tal foto, por isso, achei justo vir esclarecer alguns factos em torno da mesma. Para acalmar as massas. (Ou para agitá-las – dependendo do entendimento/interpretação que cada um vai fazer do texto e/ou de como cada um será atingido pelo mesmo.)

É o seguinte:

01. Eu sou tão membro da Frelimo quanto Venâncio Mondlane é membro da Renamo. Ou seja, na relação amorosa que mantenho com a Frelimo, tenho certeza que nenhum de nós hesitaria em apunhalar as costas do outro se a oportunidade aparecesse. Viesse a bela Ivone Soares amanhã com uma bandeira da Renamo e me pedisse que fizesse uma foto, provavelmente veriam algures uma imagem minha com a bandeira da Perdiz, a sorrir. (Os da Frelimo a ligarem, indignados, a perguntarem “Niosta, qual é o teu problema, afinal?”, eu a dizer “Foi a Ivone, camaradas…”)
02. Eu sou historicamente da Frelimo. Ou por outra, há acontecimentos, posicionamentos e pessoas que fazem parte da história da organização com os/as quais me identifico. A Luta Armada de Libertação Nacional; a Revolução; o Homem Novo; Samora Machel; a Esquerda. Alguns destes marcos se intersectam com a minha história como pessoa, o que aprofunda a minha ligação histórica com O Partido.

Renamo ganha Nacala-Porto


A Renamo ganhou de forma convincente a cidade de Nacala porto, segundo dados de contagem paralela do EISA. Com 100% das mesas processadas, a Renamo obteve 55% contra 40% da Frelimo e 3% do MDM. A participação foi de 60%.
 
A actualização dos resultados eleitorais será feita regularmente na nossa página web: http://bit.ly/LocEl2018 

 
MDM ganha Beira mas perde maioria na Assembleia
 
O MDM tem 46% dos votos na Cidade da Beira, com 86% das mesas processadas, assegurando a reeleição de Daviz Simango para presidente de Município. Mas a Frelimo com 29% e a Renamo com 24% impedem o MDM de alcançar a maioria, dificultando a aprovação do programa de governação.
  
Na cidade costeira de Angoche a disputa é ainda muito mais renhida, com a Renamo e Frelimo ambos com aproximadamente 46%, quando estão processados 71% dos votos. A Renamo que está a frente em com apenas 0,78% de vantagem já reivindicou vitória. A vitória da Renamo na Ilha de Moçambique parece segura – tem 50% contra 37% da Frelimo e 10% do MDM, com 48% dos votos processados.

Zambézia dividida

A vitória da Renamo em Quelimane parece segura. Com 50% dos votos processados, a Renamo de Manuel de Araújo tem 56% contra 40% da Frelimo e 4% do MDM. A Renamo ganhou igualmente Alto Molócuè. Com 92% dos votos processados, a Renamo tem 51%, Frelimo 44% e MDM 5%.
 
A Frelimo ganhou Milange, com todos os votos processados, obteve 57% contra 40% da Renamo. A Frelimo ganhou ainda Maganja da Costa com 53%, contra 42% da Renamo e 6 do MDM. Em Mocuba, dados de contagem paralela – não oficiais – atribuem à Frelimo 50% dos votos contra 46% da Renamo, quando contabilizados 96% dos votos.
 
Primeira vitória da Renamo em Cabo Delgado
 
Em Cabo Delgado, a Frelimo venceu em Montepuez com 52% dos votos, contra 44% da Renamo, enquanto a Renamo venceu em Chiúre com 58% dos votos, contra 38% da Frelimo, ambas cidades com 100% de votos processados.  É a primeira vez que a Renamo ganha nesta província.
No Niassa, a Frelimo ganhou Lichinga com 57% contra 40% da Renamo, com 64% dos votos processados.
 
Renamo derrotada em Sofala
 
Na província de Sofala a Renamo não ganha nenhum município. A Frelimo gnaha Nhamatanda com  55% contra 40% da Renamo e 5% do MDM. Em Gorongosa, a Frelimo ganha com 72% contra 21% da Renamo e 7% do MDM. A participação é da 65%. Em Marromeu Frelimo é dada como vencedora com47%, contra 44% da Renamo e 9% do MDM 9%. Mas há problemas sérios com estes dados e os editais de apuramento parcial não foram colados em muitas assembleias de voto, tornando difícil a contagem paralela. Há problemas.
 
Disputa renhida na Matola
 
Na Matola, com 46% dos resultados processados, a Frelimo tem 48% e a Renamo 46, com o MDM a alcançar 5%. Na Cidade de Maputo o nível de processamento é de 32%, a Frelimo tem 56% e a Renamo 37%, MDM 5% e JPC 1%.
 
 
Comentário:
 
A Renamo está em condições de ganhar 10 ou mais municípios, o que seria máximo histórico. Com vitória assegurada em Chiúre, Monapo, Alto Molócuè, Ilha de Moçambique, Nacala, está na dianteira em Quelimane, Nampula, Malema, Cuamba, Moatize e Angoche.
 
Até aqui o máximo que já tinha conseguido são 5 municípios, em 2013, quando concorreu coligada à União Eleitoral.
 
Os níveis de processamento de resultados são preocupantes em alguns municípios onde a Renamo está na Liderança. É o caso de Moatize, Cuamba, Nacala, Malema, onde segundo nossos correspondentes a Renamo está a liderar na tendência do voto mas as comissões locais de eleições nada dizem. Na página web da CNE os níveis de processamentos nestas cidades são ainda zero.
 
O MDM teve um desempenho muito baixo. Não conseguiu 10% dos votos em 51 municípios. Apenas na Beira – onde governa e vence – e em Gorué – onde é governo, superou 10%.
 
A participação foi mais elevada do que nas eleições passadas, em quase todas as cidades.


Fonte:  CIP/Boletim sobre o Processo Político em Moçambique – Eleições Autárquicas - edição 64

sábado, outubro 06, 2018

O nosso Rui Chong em Nacala


O Ruca, o edil de Nacala-Porto, deve estar muito feliz com esta nova lei. Ruca dispensa aquela pergunta dos nacalenses: We Ruca "okithonyere EFOTOWA VA" (mostra-me a tua foto aqui). 
Portanto, se a Frelimo perder Nacala, o culpado não é o meu irmão Ruca, mas o acordo telefónico.