quinta-feira, abril 23, 2015

Polícia dispara contra um “chapa” que capota com 20 passageiros e fere 12 em Nampula

Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) atirou contra um minibus com a chapa de inscrição AEL 909 MP, de transporte semicolectivo de passageiros, o qual estourou um dos pneus e capotou com 20 ocupantes, dos quais 12 feridos, entre ligeiros e graves, na manhã de quarta-feira (22), na rota Nampula/vila sede do distrito de Namapa.

De acordo com testemunhas, um grupo de agentes da Lei e Ordem perseguiam o condutor da viatura em causa, alegadamente ilegal, depois de o mesmo ter desobedecido à ordem de parar para a fiscalização.

Membros da Frelimo, em conflito com a Lei de Probidade Pública, desacatam presidente da Assembleia Municipal em Nampula

Pedro Guilherme Kulyumba, Inácio Tarcísio e Maria Leonor dos Santos, funcionários públicos e membros da Assembleia Municipal de Nampula pela bancada da Frelimo, são impedidos de participar nas sessões daquele órgão deliberativo em virtude de estarem a auferir salários e terem direito a outros benefícios em instituições públicas diferentes, o que viola a Lei de Probidade Pública (Lei no. 16/2012, de 14 de Agosto).

Os três membros são interditos de fazerem parte das comissões de trabalho daquele órgão, mas ignoram a medida, o que está a gerar polémica entre os partidos políticos representados na Assembleia Municipal de Nampula.

quarta-feira, abril 22, 2015

Mediador: Projecto da Renamo sobre províncias autárquicas não é defensável

O mediador do diálogo entre o Governo e a Renamo, Lourenço do Rosário, considerou hoje que o projecto de lei do principal partido de oposição sobre autarquias provinciais é "fraco" e "não defensável".

"O documento que a Renamo tem no parlamento não é defensável, é um documento fraco, não tem substância para vencer", afirmou Lourenço do Rosário, reitor da Universidade A Politécnica, em entrevista à Lusa, em Maputo.

É Possível Erradicar a Palhota, como habitação, em Moçambique. Mas Como?

Por: Raúl Chambote, 16 Março 2015


Num tom provocador, escrevi e postei no meu perfil do facebook no dia 28 de Setembro de 2014 o seguinte: “Oh, candidatos às Eleições Presidenciais de 15 de Outubro de 2014, peço para que cada um de vós os três (o da Frelimo, o da Renamo e o do MDM), coloque o seguinte nos vossos futuros planos de governação, em caso de vitória eleitoral, uma meta: erradicar a palhota como habitação nos distritos onde existem operações mineiras. Por exemplo em Tete, os distritos de Moatize e Marara deviam ser declarados livre de palhotas até 2019; em Inhambane, os de Pande e Inhassoro deviam ser declarados livres de palhotas até 2019; em Nampula, os distritos de Moma e Nacala deviam ser declarados livres de palhota e finalmente, em Cabo Delgado, Palma devia ser declarada livre de palhota até 2020. Será isso muito dificil de cumprir, oh meus candidatos da Patria Amada?”. O fundamento da minha provocação basea-se no facto de que a palhota, quer como habitação ou mero conceito, não consta nem no lêxico político moçambicano como símbolo da nossa auto-estima e o Plano Quinquenal de Governo 2015-2019, embora mencione a palavra habitação, ignora a questão da erradicação da palhota como habitação. Porque me interessa a questão da palhota, os dados na imagem extraídos do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) ajudam-nos a compreender a dimensão do problema se tivermos que comparar o número total da população na totalidade da extensão do Distrito de Moatize e os que ainda tem a palhota como residência Ler mais

Sobre a fraude eleitoral em 2009 escrevi


Este comentário de que ainda é válido, postei no Diário de um sociólogo a 29.10.2009. Vejam como nada mudou.

Por Reflectindo


Sei que há os que me consideram de exigente demais, mas é porque eu acredito que nós moçambicanos realizamos com excelência tarefas muito difíceis desde que assim queiramos. Muitos sabem disso e entre as tarefas mais difíceis para um país como nós foram a troca da moeda nacional de escudo para o metical, em 1980, do primeiro recenseamento geral em 1980, dos exames finais que antes se faziam a partir da primeira-classe. Casos de fraudes para estes casos foram desencorajados.

Ora, temos os casos de fraudes eleitorais que nunca se combatem porque de factos os fraudulentos são protegidos até pelo poder jusdiciário e seus agentes que os encorajam declarando não ocorrência de risco quando se pratica o crime a favor do partido no poder. Temos o caso do Albuquerque da Beira que já vem desde 2003 sem que ninguém aja. Por outro lado, temos os casos de Changara, em Tete, Chicualacua, em Gaza, Ilha de Moçambique, onde em 2004 houve enchimento de votos e invalidação de outros, usando-se tinta indelével. Já vão cinco anos e não há justiça.

Temos ainda o caso de Antoninho Maia, Arsénio Geraldo Joaquim Nkabwebe, Amido Fernando em Nacala-Porto, os suspeitos e com provas que invalidaram votos com tinta indelével.

– NYUSI QUER POPULAÇÃO FOCADA NO DESENVOLVIMENTO E NÃO NA DIVISÃO DO PAÍS

O Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, exortou hoje, aos cidadãos a não perderem tempo discutindo a divisão do país, ganho e conquistado com muito sacrifício, mas sim devem ganhar este mesmo tempo discutindo como produzir mais comida, construir mais escolas, mais estradas e desenvolver o país.

Nyusi dirigia-se à população do distrito de Magude, província meridional de Maputo, num comício bastante concorrido, por ocasião da visita de trabalho de quatro dias.

O povo quer comida. O povo quer medicamentos. O povo quer água. O povo quer energia. É nisto que temos que investir o tempo para trabalharmos para o nosso povo e tirar o povo da miséria. É isso que nós devemos fazer. Agora, perder tempo sentado e reunir todos os dias como dividir Moçambique não deve ser agenda dos moçambicanos, disse o Presidente.

segunda-feira, abril 20, 2015

Cubanos votam nas primeiras eleições municipais com candidatos da oposição

Os cubanos votaram neste domingo para eleger as suas autoridades municipais, numa voltação em que participaram, pela primeira vez, dois oponentes ao governo comunista da Ilha - que vê a disputa como um acto de "verdadeira democracia".

Em um feito inédito - ignorado pela imprensa local, toda sob controle do Estado - dois opositores ao governo comunista, o advogado e jornalista independente Hildebrand Chaviano, 65 anos, e o técnico em informática Yuniel López, 26, aparecem na lista de candidatos de dois municípios de Havana.

Rei zulu rejeita violência contra estrangeiros na África do Sul

O rei zulu Goodwill Zwelithini rejeitou hoje o incitamento à xenofobia na África do Sul, depois de ter sido acusado de provocar a onda de violência contra estrangeiros, incluindo moçambicanos, que já fez sete mortos e milhares de deslocados.

“Esta violência directa contra os nossos irmãos e irmãs é vergonhosa”, disse Zwelithini durante uma reunião tribal em Durban.
O líder zulu fez um discurso inflamado em Março, culpando os imigrantes pelo aumento da criminalidade e dizendo que deveriam deixar o país, numa intervenção que foi vista como um estímulo à onda de ataques contra cidadãos do Zimbabué, Somália, Malaui, Moçambique e outros.

domingo, abril 19, 2015

Exmo Deputado Silverio Ronguane

MDM recorda à África do Sul que depende da energia do seu país

O líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido parlamentar moçambicano, Daviz Simango, condenou a onda de violência xenófoba na África do Sul, e lembrou que os sul-africanos precisam da energia de Moçambique.

"Os sul-africanos beneficiam-se dos recursos moçambicanos, estamos a falar de gás e de energia da nossa barragem de Cahora Bassa. Eles não podem pensar que são uma potência auto-suficiente e dominam tudo. Agora, os países são interdependentes e assim deve ser. Nós condenamos esses atos xenófobos", disse Daviz Simango, falando no sábado em conferência de imprensa na Cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique.

Pela primeira vez

A TALHE DE FOICE

Por Machado da Graça

A questão da EMATUM está-se a tornar um escândalo de cada vez maiores proporções.

O jornal Canal de Moçambique acaba de descobrir que existe, em Amsterdão, na Holanda, uma empresa chamada Mozambique EMATUM Finance. E que foi através dessa empresa que se fizeram as operações financeiras do recebimento do dinheiro emprestado.

Só que, quando aquele jornal contactou com a Directora Geral da EMATUM, em Maputo, Cristina Matavele, a senhora afirmou desconhecer completamente a existência de tal empresa em Amsterdão. Segundo ela, estava a ouvir falar pela primeira vez dessa empresa pela primeira vez.

SOBRE A XENOFOBIA

E se os ataques xenofobicos se aconteessem num país ou em países da União Europeia o que teríiamos visto em termos movimentação de chefes de governos? Näo teriam estado em Bruxelas? Será que os chefes de governos não teriam estado em Bruxelas a debater sobre a questão e medidas a tomar? E os partidos políticos incluindo os da oposição que teriam feito? Os partidos da oposicão não estariam agora em acção na luta contra a a xenofobia até aproveitando-se da “camradeship” dos governantes dos países da SADC?

O Rei da Xenofobia


sábado, abril 18, 2015

Dhlakama acusa Forças de Defesa e Segurança de perseguição à Renamo

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, denunciou ontem alegadas perseguições a militares residuais sob seu comando, no distrito de Guijá, província de Gaza, onde recentemente foram registados incidentes militares com as Forças de Defesa e Segurança (FDS).
Falando num comício popular presenciado por centenas de populares e simpatizantes do seu partido, no posto administrativo de Sena, distrito de Caia, em Sofala, Dhlakama ameaçou dizendo que caso as perseguições prevaleçam, poderá perder a paciência e deixar que os seus comandos retaliem.  “Ainda ontem dispararam, eu a dizer ‘ninguém responde’. Mas acabarão por responder”, alertou o líder do maior partido da oposição.

Fonte: O País – 18.04.2015

sexta-feira, abril 17, 2015

Moçambicanos fecham estrada com África do Sul em retaliação contra xenofobia

Um grupo de moçambicanos, maioritariamente trabalhadores da construção civil, cortou hoje a principal estrada entre Moçambique e a África do Sul durante cerca de 30 minutos, em retaliação contra a xenofobia, disse à Lusa um comandante da polícia moçambicana.
"Um grupo de trabalhadores da empresa WHO barricou-se no Km 4 e impediu o tráfego, dizendo que é por causa da xenofobia contra moçambicanos na África do Sul, mas a polícia reabriu a circulação 30 minutos depois", disse Afonso Ruco, comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Moamba, a 80 quilómetros da capital moçambicana e que faz fronteira com a África do Sul.

Operários da Sasol em Inhambane expulsam colegas sul-africanos

Em retaliação aos actos de xenofobia contra moçambicanos na África do Sul, os trabalhadores nacionais da Sasol em Inhambane expulsaram das instalações daquela empresa perto de 250 cidadãos de nacionalidade sul-africana que ali trabalham.
Os cidadãos em causa são colaboradores da multinacional Sasol, no distrito de Inhassoro, em Inhambane. Os funcionários de cidadania moçambicana da empresa exigem o repatriamento imediato dos seus colegas de nacionalidade sul-africana e querem que nunca mais regressem ao país, uma medida vista como forma de retaliar os actos de xenofobia praticados por sul-africanos.
A manifestação foi, porém, pacífica, com os moçambicanos a exibirem cartazes questionando as razões do ataque xenófobo e exibindo imagens de cidadãos vítimas da xenofobia na “terra do rand”. E  gritavam: “abaixo a xenofobia”, enquanto os sul-africanos abandonavam as instalações daquele empresa, levando as suas bagagens.

Fonte: O País online – 17.04.2015

terça-feira, abril 14, 2015

Residentes fogem de confrontos no sul de Moçambique

Vários residentes fugiram depois de confrontos, há algumas semanas, entre guerrilheiros da RENAMO e o exército governamental. Ao ver homens armados nas ruas, as pessoas ficaram com medo.

Enquanto o Governo e a RENAMO permanecem num longo braço de ferro devido a questões governativas, a população do distrito de Guijá, na província de Gaza, vê a sua vida destabilizada.

OBSERVADORES E O DIÁLOGO POLÍTICO



Fonte: TIM - 14.04.2015

Edmundo Galisa Ma#1A1FCA4