segunda-feira, janeiro 23, 2017

Metro de Zucula custou 6,5 milhões de dólares ao povo moçambicano

O metro de superfície que iria acabar com o drama dos “chapas” nas cidades de Maputo e da Matola, mas que nunca irá circular, custou aos moçambicanos 6,5 milhões de dólares norte-americanos que o Governo pagou como indemnização a empresa italiana SALCEF Costruzioni Edili e Ferroviarie(SALCEF).
“Este é um dos processos mais dinâmicos que jamais liderei na minha carreira na função pública”, disse Paulo Zucula a 21 de Março de 2011, na altura ministro dos Transportes de Comunicações, após a assinatura de um memorando de entendimento, entre Moçambique e a Itália, para a realização de um estudo de viabilidade para a construção de um sistema de metro de superfície ligando os municípios de Maputo e da Matola.
A empresa italiana propunha-se, ao abrigo do acordo, a investir fundos próprios para o início do projecto que iria, segundo os políticos, acabar com o drama dos “chapas” e “my loves” na capital de Moçambique.

Gâmbia vai criar uma Comissão da Verdade e Reconciliação

O novo Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, diz que será criada uma Comissão da Verdade e Reconciliação para analisar as acusações de má governação durante os 22 anos em que Yahya Jammeh dirigiu o país.
Numa entrevista à VOA, Adama Barrow disse que 22 anos foi um longo período e o povo quer conhecer a verdade.
Um conselheiro de Adama Barrow disse à imprensa que antes de deixar o país, Yahya Jammeh roubou 11 milhões de dólares americanos e carros de luxo saíram de Banjul, a capital, num cargueiro.
Grupos de direitos humanos denunciaram abusos de Jammeh durante os anos em que esteve no poder, incluindo a prisão de opositores políticos e jornalistas.
Jammeh deixou a Gâmbia, no sábado, com destino a Guiné-Conacri, após várias rondas de negociações lideradas pela Comunidade Económica da África ocidental.
Nessas negociações, os líderes da África ocidental não concordaram em conceder imunidade a Jammeh, disse, ontem, o ministro dos negócios estrangeiros do Senegal, Mankeur Ndiaye.

Barrow promete reformas…

Após perder as eleições de 1 de Dezembro, Jammeh aceitou os resultados, mas uma semana depois alegou fraude para justificar a sua continuidade no poder.
O novo Presidente recusou um pedido de Jammeh continuar na Gâmbia baseado no facto de que não poderia garantir a sua segurança.
Barrow, de 51 anos, promete reformas eleitorais para garantir que os futuros presidentes não manipulem os seus mandatos.
Mas em relação aos mandatos que gostaria de ter na presidência, Barrow diz que o povo é que decidirá.
Outra promessa de Barrow é a profissionalização das forças de defesa e segurança.

Fonte: Voz da AMérica – 23.01.2017

Morte de delegado é "afronta política" para o MDM

Chefe da Mobilização e Propaganda Geraldo Carvalho reage ao assassinato do delegado do partido em Tambara.

O chefe da Mobilização e Propaganda do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Geraldo Carvalho, considerou nesta segunda-feira, 23, uma “afronta política ao partido” o assassinato do delegado politico distrital de Tambara, em Manica, centro de Moçambique, e alertou para a situação ser “ameaça” a democracia do país.
O também deputado da terceira força parlamentar, confirmou hoje que o corpo de Mateus Chiranga, delegado distrital de Tambara, que estava desaparecido há oito dias, após ser morto a tiros 15 de Janeiro, foi descoberto já em estado de decomposição, em Matsinho (Manica), a quase 500 quilómetros do local de execução.
“Nós, como partido, sentimo-nos muito chocados com a situação. Esta é uma afronta política ao partido MDM, um partido de paz, um partido que não tem armas”, disse Geraldo Carvalho, adiantando que pelo modus operandis, o assassinato do seu delegado tem motivações politicas.
Carvalho, que falava após reconhecer o corpo do finado na morgue do Hospital Provincial de Chimoio, frisou que “o país não pode continuar assim, o país têm que ter paz, o país têm que ter uma democracia de amar ao próximo e não uma democracia de ódio”.

Antigo presidente da Gâmbia é acusado de saquear cofres do Estado

O novo Governo da Gâmbia acusa o antigo presidente, Yahya Jammeh, de ter saqueado, nas últimas duas semanas 500 milhões de Dalasis, moeda local, o correspondente a perto de 800 milhões de meticais dos cofres do Estado. A denúncia surge dias depois de Jammeh ter cedido o poder a Adama Barrow, na sequência de uma forte pressão para que o antigo estadista deixasse a presidência.
 “Cerca de 500 milhões de Dalasis foram levantados pelo antigo presidente. Trata-se de muito dinheiro”, afirma Mai Ahmad Fatty, conselheiro do novo presidente, Adama Barrow.
Yahya Jammeh teria mesmo tentado levar até as viaturas de luxo da presidência, fotografadas na madrugada desta segunda-feira no aeroporto da capital, Banjul. As novas autoridades bloquearam a saída dos veículos.
As acusações surgem num momento em que o novo presidente da Gâmbia, Adama Barrow, rejeita regressar imediatamente ao país, depois de ter tomado posse exilado no Senegal. Barrow evoca questões de segurança, tendo pedido aos principais responsáveis dos serviços do Estado gambiano que se aliem a ele.
As forças senegalesas, integradas numa operação apoiada pela União Africana e pelas Nações Unidas deverão permanecer no país para assegurar a transição pacífica do poder.

Fonte: O País – 23.01.2017

domingo, janeiro 22, 2017

Corrupção na Águas da Região de Maputo (1)

Domingo inicia hoje série de reportagens de investigação que apontam para incorreções em mapas de gestão na empresa Aguas da Região de Maputo que determinaram , em alguns casos, situações gravíssimas de corrupção. As nossas pesquisas têm como pontapé de saída o ano 2013, quando aquela empresa começou efectivamente a ser depenada, e assentam em documentação disponível e várias vezes analisada na Procuradoria-Geral da Republica, na Inspecção Geral de Finanças, no Tribunal Administrativo e até em tribunais.
Facto intrigante é que tantas instituições competentes não conseguem desferir golpe final a males que penalizam todos nós: afinal o deficiente abastecimento de água a Maputo, Matola e vila de Boane resulta de trapalhadas propositadas na gestão, tendo como finalidade o roubo de dinheiro de erário publico. Ler mais ( Jornal Domingo, 22.01.2017)

Moamba Major dam contract illegal

The contract for the Moamba Major dam is illegal, according to the Administrative Tribunal (TA), says @Verdade (19 Jan) The dam is now under construction and will provide more water for Maputo and Matola. The total cost is $466 mn, of which $320 is a loan from the Brazilian development bank (Banco Nacional de Desenvolvimento Economico do Brasil, BNDES) - which also is tied to the dam being building by a Brazilian company.
The TA says the contract was given to Grupo Andrade Gutierrez without a tender process and without the required review of the contract by the TA. A subcontractor of Gutierrez on the dam is Infra Engineering Mozambique, owned by three senior Frelimo figures: former tourism minister Fernando Sumbana Junior, former defence minister Tobias Dai (brother-in-law of Armando Guebuza) and Raimundo Pachinuapa. @ Verdade cites Brazilian federal police documents to say that a former Guiterrez official in Mozambique told the police that the contract to Guiterrez was conditional on using Infra as a subcontractor.
Andrade Gutierrez is one of the companies involved in the Brazilian Lavo Jato ("car wash") bribery scandal, but in November the Brazilian ambassador Rodrigo Soares assured Mozambique that the Brazilian $320 mn would continue to be dispersed. (AIM 10 Nov 2016)


In MOZAMBIQUE 355 News reports & clippings, 22 January 2017

sexta-feira, janeiro 20, 2017

Edil da Matola exonera André Chacha do cargo de vereador dos Transportes

De acordo com uma fonte do Conselho Municipal da Matola, André Chacha foi exonerado, ontem, sem no entanto o edil daquele município, Calisto Cossa, revelar as razões da demissão.
Na sexta-feira da semana passada, a bancada do MDM na Assembleia Municipal da Matola convocou uma conferência de imprensa na qual denunciava a condenação de André Chacha a oito anos de prisão, pelo Tribunal Superior de Recurso de Maputo, e exigia por isso, a demissão do então vereador dos Transportes no Município da Matola.
Entretanto, o “O País” sabe que a exigência do MDM está por detrás da demissão de André Chacha.
André Chacha reagiu aos pronunciamentos do MDM, dizendo que o seu processo ainda não transitou em julgado, uma vez que recorreu ao Tribunal Supremo e este ainda não se pronunciou sobre o caso. Entretanto, veio a ser respondida a exigência do MDM, com a demissão, esta quinta-feira, de André Chacha do Município da Matola.
Antes de ser vereador, André Chacha era membro eleito da Assembleia Municipal da Matola, restando saber se este órgão vai lhe aceitar de volta, depois deste ter sido exonerado do Município.

Fonte: O País – 20.01.2017

Yahya Jammeh aceita deixar o poder na Gâmbia

Depois de forte pressão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Jammeh aceitou retirar-se, avança a Associated Press citando fonte do Governo senegalês.
Na rede social Twitter, o Presidente Adama Barrow, vencedor das eleições de 1 de dezembro, anunciou também que Jammeh aceitou abandonar o poder.
"Gostaria de informar que Yahha Jammeh concordou em deixar o poder. Deverá deixar a Gâmbia hoje", escreveu Barrow.
Esta sexta-feira, os Presidentes da Mauritânea e da Guiné-Conacri, Mohamed Ould Abdel Aziz e Alpha Condé, respetivamente, estiveram em Banjul, num último esforço para convencer Yahya Jammeh a deixar o poder, que detém há 22 anos. Ler mais (Deutche – 20.01.2017)

quinta-feira, janeiro 19, 2017

Os esquadrões da morte pós-trégua

E porquê a morte do Mateus Filipe Chiranga, o delegado político do MDM não me surpreende?

Sempre suspeitei e eu sempre comentei que se houver algum pacto entre a Frelimo e a Renamo, os esquadrões da morte, os ditos desconhecidos, se direccionariam ao MDM ou a qualquer partido que fosse uma verdadeira ameaça ao partido no poder. É nisto que a sociedade moçambicana e internacional têm que virar a sua atenção.



Fonte: STV – 19.01.2017

DOIS PRESIDENTES PARA AQUELE PAÍS PEQUENO?


O novo presidente gambiano, Adama Barrow, prestou juramento na tarde desta quinta-feira, na embaixada da Gâmbia no Senegal, durante uma cerimónia oficial, após a expiração do mandato do chefe do Estado cessante Yahya Jammeh, que se recusa a ceder-lhe o poder, noticiou a AFP.
Barrow prestou juramento pouco antes das 17h00 locais, perante o presidente da Ordem dos advogados da Gâmbia Sherif Tambadou, na presença de inúmeras personalidades das organizações internacionais e regionais.

Fonte: Angola Press – 19.01.2017

FMI diz que há outro “monte de empréstimos” escondidos

O volume total da dívida de Moçambique terá atingido USD 11,6 mil milhões no ano passado, destes USD 9,8 mil milhões correspondem a dívida externa
O escândalo da dívida pública moçambicana continua a dar que falar no exterior. Desta feita um funcionário sénior do Fundo Monetário Internacional (FMI) deu a conhecer, há dias em Washington DC, nos Estados Unidos da América (EUA), que Moçambique tem mais um “monte de empréstimos” não tornado público. Sem, no entanto, revelar o valor total do dito “monte de empréstimos” que permanece escondido, Sean Nolan, vice-director de Política Estratégica do FMI, recorda que “Moçambique é um alto exemplo de coisas que deram erradas”, referindo-se às dívidas contraídas nos últimos dois anos do mandato do antigo Presidente da República Armando Emílio Guebuza, que empurraram o país para o abismo.
Oficialmente, o Executivo de Maputo reconhece uma dívida estimada em mais de dois biliões de dólares norte-americanos em empréstimo, contraída pela Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM), Proindicus e Mozambique Asset Management (MAM), com garantia do Estado, porém o FMI diz que “há mais do que foi revelado até agora”.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Gâmbia: Senegal solicita apoio do Conselho de Segurança da ONU

O Senegal apresentou esta quarta-feira, em Nova Iorque, um projecto de resolução ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, para apoiar os esforços da CEDEAO visando a que o presidente cessante da Gâmbia Yahya Jammeh aceita a ceder o poder após a sua derrota eleitoral, segundo os diplomatas, citados pela AFP.
Contudo, o pedido não procura explicitamente obter a autorização do Conselho para o envio de tropas na Gâmbia, acrescentaram as mesmas fontes.
Yahya Jammeh, que dirige o país com uma mão de ferro desde há 22 anos e que inicialmente aceitou a vitória de Adama Barrow ao escrutínio de 01 de Dezembro, recusa-se a transmitir-lhe os poderes, tendo terça-feira, proclamado o estado de urgência para 90 dias.
O presidente eleito foi acolhido a 15 de Janeiro no Senegal, aguardando pela sua investidura.
A Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO, 15 países), que pressiona Jammeh a deixar o poder, advertiu em várias ocasiões que poderá recorrer à força como a última alternativa.

Empresários próximos ao partido Frelimo devem ao Tesouro milhões há 18 anos

Dez das 30 empresas que entre 1999 e 2002 pediram empréstimos ao Estado moçambicano até hoje não pagaram um único centavo. Em comum, além da dívida de mais de 231 milhões de meticais, têm o facto dos seus sócios serem membros ou próximos do partido Frelimo e representarem um dos primeiros grupos de empresários bafejados pela privatização caótica e apressada que aconteceu no âmbito do Programa de Reabilitação Económica. Ademais várias das empresas devedoras são participadas pelo próprio Estado.
A maior devedora do Tesouro é a Transportes, Investimentos e Serviços, Limitada(TSL). A empresa criada no ano de 2000 por Alsone Jorge Guambe e vários parentes (Carla Maria Pereira Arrides, Leonardo Arone Mate, Leocádia Rosita Alsone Guambe, Sindy Adelaide Alsone Guambe, Hermenegildo da Conceição Alsone Guambe, Alsone Júnior Jorge Guambe e Jorge Alsone Guambe) deve 67.255 mil meticais e nunca pagou nenhuma amortização, de acordo com o Relatório sobre a Conta Geral do Estado(CGE) de 2015 elaborado pelo Tribunal Administrativo(TA).
O @Verdade apurou que a empresa aparentemente familiar, que entretanto faliu, era próxima do antigo governante Pascoal Mocumbi. Antes de fundar a TSL, Alsone Jorge Guambe já se tinha aventurado no mundo empresarial, que entretanto se abrira em Moçambique desde a década 90, e, entre outros investimentos, associou-se ao então jovem membro do partido no Poder Fernando Sumbana Júnior.
Mais recentemente dirigia os destinos do Instituto Superior de Ensino Aberto à Distância de Moçambique. Ler mais (@Verdade – 18.01.2017).

Gâmbia: Presidente decreta estado de urgência contra intervenção externa

 O presidente gambiano, Yahya Jammeh, decretou estado de emergência na terça-feira, alegando que há "um nível de ingerência estrangeira excepcional e sem precedentes" no processo eleitoral do país, num pronunciamento transmitido pela televisão.
Na sua aparição, lamentou "a atmosfera hostil injustificada que ameaça a soberania, a paz e a estabilidade do país".
O anúncio foi feito a dois dias do fim do mandato de Jammeh, que está a ser pressionado a ceder o poder ao seu adversário das presidenciais Adama Barrow, actualmente no Senegal.
O país encontra-se em crise desde que Jammeh anunciou, a 09 de Dezembro, que não reconheceria os resultados das eleições eleitorais de 01 de Dezembro. Foi uma mudança de postura radical, já que, uma semana antes, chegou a felicitar Barrow pela vitória.

“Falha no pagamento da dívida empurra-nos para uma situação de falência”, António Francisco

O académico António Francisco não compreende como é que o Governo falha o pagamento de uma dívida renegociada há menos de um ano. António Francisco diz mesmo que se o país fosse uma empresa seria dissolvido, tal como o Nosso Banco.
António Francisco reagia, em entrevista ao nosso jornal, ao anúncio, desta segunda-feira, de que o Estado vai falhar o pagamento de uma prestação de cerca de 60 milhões de dólares relativos à dívida da Ematum.
“O que acho preocupante é que, de facto, o não pagamento desta dívida surge menos de um ano depois de ter sido renegociada e a gente tem que se perguntar que renegociação foi essa, porque quem tinha informação sobre as possibilidades do não pagamento era o Governo. Os credores não tinham e nem sabiam que havia outras dívidas ocultas, mas o Governo Sabia. Então, fez a renegociação, alterou os prazos, a taxa de juro e quando surge o primeiro pagamento diz que não está em condições”, questionou o académico.  

Chacha recorre ao Supremo e processo ainda não está fechado

O vereador dos Transportes no Município da Matola, André Chacha, reagiu, ontem, à exigência do MDM, segundo a qual este devia ser demitido do cargo que ocupa, devido à condenação de oito anos de prisão, pelo Tribunal Superior de Recurso de Maputo.
Através do seu advogado, Chacha disse que o argumento do MDM não tem cabimento, porque recorreu ao Tribunal Supremo e este ainda não se pronunciou. “O acórdão do Tribunal de Recurso obrigou-nos a recorrer ao Tribunal Supremo. Agora vamos ficar à espera da decisão do Supremo. Enquanto essa condenação não transitar em julgado, enquanto não for executada a sentença, o visado é inocente”, explicou o advogado de Chacha, Damião Cumbane, realçando que “não são poucas vezes em que decisões de primeira ou segunda instância são anuladas por tribunais de outros níveis”.

Dhlakama alerta que violações estão a diluir o peso da trégua em Moçambique

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, alerta que as "provocações em violações da trégua" em Moçambique estão a diluir o peso do cessar-fogo de dois meses, iniciado a 03 de janeiro, e apela para um compromisso do Governo.
Numa avaliação do primeiro período da trégua, o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) disse, em declarações por telefone à Lusa a partir da Gorongosa, que não houve registo de violações por confrontos militares, mas denunciou novos casos de raptos e assassínios de membros do seu partido, o que tem fragilizado o compromisso.
"Quero apelar para que haja colaboração de facto", afirmou o líder da oposição, referindo que já abordou o assunto com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, para que "comece a aprender e a corresponder também com aquilo que a Renamo e o Dhlakama estão a fazer".
Além de vários casos denunciados nos primeiros dias da trégua pelo seu partido, o líder da Renamo disse que, na semana passada, quatro desmobilizados do braço armado da oposição, que se deslocavam desarmados dos distritos de Ile e Lugela para Morrotone, província da Zambézia, foram raptados após terem desembarcado de um autocarro próximo de uma base das Forças de Defesa e Segurança e estão desaparecidos desde então.

terça-feira, janeiro 17, 2017

Gâmbia: CEDEAO prepara intervenção militar caso Jammeh persiste em abandonar o poder

Os países da África Ocidental preparam uma intervenção militar na Gâmbia face a persistência do seu presidente, Yahya Jammeh, de abandonar o poder, numa altura em que o seu mandato expira quinta-feira, informou esta terça-feira o governo nigeriano, citado pela Prensa Latina.
Entre os Estados implicados nessa acção destacam-se a Nigéria e o Senegal, que dispõem já de forças conjuntas para um desdobramento das suas tropas em território gambiano caso Jammeh insiste em manter-se no poder.
"Tomou-se uma decisão de não permitir que o presidente cessante da Gâmbia permaneça no poder, e isso ocorrerá por meio de uma intervenção, a menos que renuncie", disse uma fonte militar, referindo-se ao governante.

Fonte: Angola Press – 17.01.2017

Gâmbia: Quatro novos ministros deixam o governo

Quatro novos ministros do presidente gambiano Yahya Jammeh, deixaram o governo, já assolado por uma série de demissões desde a sua recusa de ceder o poder ao seu sucessor eleito Adama Barrow a 19 de Janeiro, soube esta terça-feira a AFP de fonte próximo do poder.
Por outro lado, alguns oficiais que se recusaram a estabelecer aliança ao regime foram detidos nos últimos dias, segundo uma fonte securitária da oposição, que reclama pela sua libertação imediata.
A Gâmbia está mergulhada numa grave crise desde que Jammeh anunciou a 09 de Dezembro que não reconheceria mais os resultados da presidencial de 01 de Dezembro, uma semana após de ter portanto felecitado Barrow pela sua vitória.
Muitos ministros foram recentemente exonerados ou demitidos, numa altura em que Yahya Jammeh afirma querer continuar no poder enquanto a justiça não decidir sobre os seus recursos eleitorais, apesar das pressões internacionais para que o mesmo entregue o poder quinta-feira, tendo em vista a expiração do seu mandato.

MDM acusa Governo e Renamo de conspirarem contra o povo

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) entende que desde a cessação das hostilidades militares, por um período de dois meses, as “autoridades governamentais passeiam a sua classe nas antigas bases” da Renamo, o que sugere haver um complô entre as partes, pois, para além de que antes era impensável, ninguém sabe o que é que o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder do maior partido da oposição acordaram nas suas conversas telefónicas.
As declarações do daquele partido, com 17 assentos no Parlamento, surge dias depois de Maria Helena Taipo, governadora da província de Sofala, ter visitado as antigas bases da Renamo em Sathungira e Mazembe, no âmbito de trégua decretada a 03 de Janeiro corrente, por Afonso Dhlakama, no prosseguimento do contacto telefónico com o Chefe de Estado, cujo teor é publicamente desconhecido.
“Nós pensamos que vamos implantar aqui algumas indústrias e erguer outras infra-estruturas. Eu penso que, doravante, o governo vai sentar, reflectir e verificar o que é que falta e o que é que este povo aqui precisa (...)”, disse Helena Taipo, no fim da visita àquele local já ocupado pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS).

segunda-feira, janeiro 16, 2017

"Não é provável que Moçambique consiga ir aos mercados nos próximos anos"

O analista da NN Investment Partners Marco Ruijer considerou hoje que não é provável que Moçambique consiga aceder aos mercados financeiros nos próximos anos, acrescentando que os investidores não deverão conseguir recuperar a totalidade do dinheiro investido. 
"A situação assemelha-se a um possível incumprimento financeiro", disse o gestor à agência de informação financeira Bloomberg, comentando o anúncio de Moçambique, hoje de manhã, segundo o qual não iria pagar os quase 60 milhões de dólares da prestação de Janeiro relativa aos juros dos 726,5 milhões de dólares emitidos em dívida soberana em Abril.
"Não parece provável que Moçambique consiga facilmente voltar a aceder aos mercados financeiros nos próximos anos, o que pode indiciar um acordo ainda mais duro" para os credores, acrescentou o gestor de 7 mil milhões de dívida dos mercados emergentes e que recentemente vendeu os títulos moçambicanos que geria.

Moçambique confirma que não vai pagar dívida e entra em 'default'

O Ministério das Finanças confirmou esta segunda-feira, dia 16 de Janeiro, que não vai pagar a prestação de Janeiro, de 59,7 milhões de dólares relativos aos títulos de dívida soberana com maturidade em 2023, entrando assim em incumprimento financeiro ('default').
"O Ministério da Economia e Finanças da República de Moçambique quer informar os detentores dos 726,5 milhões de dólares com maturidade a 2023 emitidos pela República que o pagamento de juros nas notas, no valor de 59,7 milhões de dólares, que é devido a 18 de Janeiro, não será pago pela República", lê-se num comunicado disponibilizado hoje em Maputo.
No documento, Moçambique lembra que já tinha alertado em Outubro para a falta de liquidez durante este ano e salienta que encara os credores como "parceiros importantes de longo prazo cujo apoio à necessária resolução do processo da dívida vai ser crítico para o sucesso futuro do país".

Gâmbia: Presidente eleito recebido em Dakar

A Agência de Notícias Senegalesa (APS) anunciou ter sabido "de fontes oficiais" da chegada ao Senegal do Presidente eleito da Gâmbia, Adama Barrow, à madrugada de domingo.
Segundo a APS, o Presidente senegalês, Macky Sall, aceitou acolher Barrow até 19 de Janeiro de 2017, dia da sua investidura na Gâmbia, a pedido do seu homólogo da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
A decisão foi tomada à margem da cimeira África-França que terminou sábado, na capital maliana, Bamako.
A situação política na Gâmbia foi discutida pelos chefes de Estado presentes na cimeira de Bamako onde estava igualmente presente Adama Barrow.

Dívida de Moçambique é "bastante assustadora" e 'haircut' é o mais provável, avisa analista

A situação da dívida pública em Moçambique é "bastante assustadora", considerou hoje um analista da Exotix Partners LLP, prevendo que os credores vão ter de aceitar um corte no valor dos títulos de dívida ('haircut'). 
Para o analista Stuart Culverhouse, ouvido pela agência de informação financeira Bloomberg, a situação da dívida em Moçambique é "bastante assustadora", porque um rácio de 130% face ao valor do Produto Interno Bruto sugere que a dívida é insustentável e insolvente e requer um grande 'haircut', ou seja, um corte no valor dos pagamentos feitos aos credores, que pode ir de 20 a 40%, disse.
O cenário mais provável, acrescentou o director do departamento de rendimento fixo nesta consultora britânica, é que os detentores dos 726,5 milhões de dólares em títulos de dívida soberana moçambicana tenham de aceitar algum tipo de 'haircut' porque o Governo pode, caso contrário, "adoptar uma posição muito dura".

A dívida escondida

Moçambique Soberania Exodus foto.

Os centros de reeducação forjaram os "contra-revolucionários"

É que Mercedez Benz usado nesse período me parece muito periférico para discutir. A única coisa relevante é que André Matsangaissa que era chefe ainda militar, ter Mercedez Benz era ser burguês; que também nessa altura qualquer suspeita de aquisição de bens alheios ou enriquecimento ilícito, era sujeito à investigação e até lhe enviarem a um campo de reeducação.
Quanto à aquisicão de carros, houve gente que teve oportunidade de receber até à borla de portugueses que deixaram o país. Victor Terra, o meu professor na escola secundária de Nacala, teve o único carro da sua vida nessa altura. O meu falecido tio, o Ruas, também teve o único carro da sua vida. Lá em Mazua onde nasci, o José foi deixado uma carrinha pelo seu patrão Jácome. E conheço muitos que tiveram essa oportunidade.
Porque ainda não tenho certeza absoluta não estou a dizer que André Matsangaisse não tenha roubado o tal carro como nos induziram. Contudo, isso de roubo ou não não faz elevar ou descer do espaço que Matsangaissa ganhou.
Uma coisa que devia-se saber, é que os centros de reeducação forjaram a contra-revolução, contrariando os objectivos e isso pode ser o que aconteceu com André Matsangaissa. As minhas reflexões vão ao tempo que vivi no Itoculo e onde tive contactos com reeducandos do Centro de Itoculo, incluindo quem havia sido meu professor de desenho em Nacala. Sempre que falei com ele, via-se num revoltoso. Conheci, outros que eram professores, um grupo de 12 trazido da RDA (República Democrática de Alemanha) directamente ao centro, alunos do Instituto Pedagógico Industrial de Nampula. Posso dar muitos exemplos de então reeducandos que conheci e se tornaram meus amigos.
Vejam que a outra vaga de "contra-revolucionários" foi forjada pela Operação Produção.