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sábado, abril 09, 2016

Nyusi diz que Dom Jaime despertou consciência colectiva dos moçambicanos

A morte de Dom Jaime Gonçalves é um acontecimento que marca a história da nação moçambicana. Por isso, o Chefe do Estado não faltou à missa do corpo presente que acaba de terminar na Paróquia Nossa Senhora de Fátima da Beira.
No momento da sua intervenção, Filipe Nyusi logo reconheceu a grandeza do homem e da obra. As palavras inaugurais falam por si: “O povo moçambicano está de luto”, frisou o Presidente da República, partilhando com os presentes, de seguida, as lembranças da sua própria memória.

Severino Ngoenha e Tomás Vieira Mário dizem que Dom Jaime é um exemplo de nacionalismo

Depois da missa do corpo presente de Dom Jaime Gonçalves, a morte do Arcebispo Emérito da Beira continua sendo um assunto na ordem do dia, não fosse uma das figuras mais proeminentes no processo da pacificação do país. A fim de analisar a sua vida e obra, o académico Severino Ngoenha e o jornalista Tomás Vieira Mário juntaram-se há uma hora para recuperar o passado de um homem que sempre foi defensor dos seus ideais.
Quer para Severino Ngoenha quer para Tomás Vieira Mário, Dom Jaime Gonçalves foi uma figura nacionalista, e que, a pesar de ter herdado uma igreja em conflito com o poder após a independência, soube renova-la com discursos que consistiam em ajudar as pessoas a desenvolver numa filosofia da cristianização, mas sem colonização. “Dom Jaime foi um verdadeiro nacionalista, muito antes de ser democrata”, disse Severino Ngoenha.

“Calou a voz que lutou para que todos os cidadãos tivessem dignidade”, diz Daviz Simango

A missa de corpo presente de Dom Jaime, ainda a decorrer na Beira, conta com a participação de vários admiradores da vida e obra do mediador da paz em Moçambique. No entanto, nem todos puderam estar presente na cerimónia. Um deles é o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, quem também reconhece a importância do Arcebispo emérito da Beira para a preservação da democracia em Moçambique.
Mesmo sem poder se deslocar à cidade da beira, Dhlkama delegou o Secretário-Geral do seu partido, Manuel Bissopa, para deixar ficar uma mensagem de despedida, na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima da Beira.
E a mensagem do líder da Renamo começou logo por enaltecer a imagem do homem que lhe marcou em vários episódios da sua vida. “Falar de Dom Jaime é falar de um homem destemido, que se notabilizou pela postura na abordagem de assuntos eclesiásticos e da sociedade”, diz a mensagem lida por Bissopo.

sexta-feira, abril 08, 2016

Dom Jaime Gonçalves ficará na história como “uma das grandes figuras de Moçambique”

Será recordado com saudade entre os moçambicanos, afirmou Lourenço do Rosário, académico e ex-mediador na crise política. Realiza-se no sábado (09.04) o funeral de um dos principais arquitetos da paz em Moçambique.
Dom Jaime Gonçalves foi o mediador da Igreja Católica moçambicana e do Vaticano no Acordo Geral de Paz de 1992, que pôs fim a 16 anos de guerra civil entre o Governo da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) e a RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana). Faleceu na última quarta-feira (07.04) vítima de doença prolongada.
Nos últimos tempos, o arcebispo emérito da cidade da Beira já não gozava da mesma simpatia de outrora por parte dos líderes daqueles partidos. Contudo, entre os moçambicanos, é recordado como uma figura de relevo na vida política, social e religiosa de Moçambique.
A DW África entrevistou Lourenço do Rosário, académico moçambicano e ex- mediador nas conversações entre o Governo e a RENAMO, que lembrou a figura de Dom Jaime Gonçalves. 

Ler mais (Deutsche Welle – 08.04.2016)

quarta-feira, abril 06, 2016

Dom Jaime Gonçalves fará muita falta, dizem personalidades moçambicanas

"Sem Dom Jaime Gonçalves, o país fica órfão de um dos seus melhores filhos," afirma Raúl Domingos
Personalidades moçambicanas lamentam a morte, hoje, de Dom Jaime Gonçalves. O religioso fará muita falta, dizem.
Raúl Domingos, presidente do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, diz que conheceu pessoalmente Dom Jaime Gonçalves em Roma, em 1990. Escutar (Voz da América)

Afonso Dhlakama diz que a morte de Dom Jaime choca o país

A notícia da morte de Dom Jaime Gonçalves chegou a todas partes do mundo, inclusive “à parte incerta”. Por isso, na sequência das condolências relativas à morte do antigo Arcebispo da Beira, o Líder da Renamo, através de uma ligação telefónica efectuada há poucos minutos, também manifestou a dor da perda.
Para Afonso Dhlakama, o episódio da madrugada de hoje é um choque para os moçambicanos porque além do trabalho religioso realizado a favor da igreja católica, Dom Jaime lutou pela paz e democracia. E o líder da perdiz lembra-se da dedicação de Dom Jaime na luta pela construção de um país melhor como se tudo tivesse acontecido hoje mesmo.
“Quero-me recordar que Dom Jaime esteve em Roma dois anos e meio, em representação da igreja Católica, como mediador. Conseguiu, de forma distinta, falar com a Frelimo e com a Renamo. Aliás, foi ele que trouxe a Maríngwè a mensagem do Vaticano, em Abril de 1988. Na época, aterrou de avião e encontrou-me para dizer que queria negociar, quando o presidente Chissano tinha receio de que a Renamo iria atacar em Maputo. Eu disse-lhe que fosse tranquilizar o presidente porque a nossa intenção era negociar”, contou Dhlakama, frisando em cada pausa que Dom Jaime foi um grande irmão.

terça-feira, março 01, 2016

Antigos combatentes acusam ex-arcebispo da Beira de favorecer Renamo

O secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACCLIN), órgão da Frelimo, acusou hoje o ex-arcebispo da Beira Jaime Gonçalves de favorecer a oposição da Renamo, quando culpa o Governo pela actual instabilidade em Moçambique.

Citado hoje pelo diário Notícias, Fernando Faustino considerou que não é ético e até indecoroso que Jaime Gonçalves saia em defesa de um partido que não respeita a Constituição, mata civis e limita a circulação na principal estrada do país.

"Se é padre, que se ocupe plenamente da religião, se quer ser político, que se assuma plenamente como tal, filiando-se abertamente num partido para que não seja confundido", afirmou o dirigente da ACCLIN, órgão liderado por inerência pelo presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e chefe de Estado, Filipe Nyusi.

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Mediador Católico: Bush influenciou Governo moçambicano a negociar acordos de Roma

O mediador católico do Acordo Geral de Paz em Moçambique Jaime Gonçalves atribui ao ex-presidente norte-americano George Bush influência decisiva junto do Governo moçambicano para que aceitasse o diálogo com a oposição no entendimento histórico de Roma em 1992.
Em entrevista à Lusa, o arcebispo emérito da Beira e figura central dos acordos de Roma, que, a 04 de outubro de 1992, encerraram 16 anos de guerra civil entre Governo moçambicano e Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), afirma que, perante a oposição do partido dominante, Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), ao diálogo direto, era preciso alguém com poder sobre o então Presidente Joaquim Chissano e "quem tinha esse poder era Bush".

Ex-arcebispo da Beira recorda como afastou Portugal e outros países de acordos de Roma

O arcebispo emérito da Beira e figura essencial do Acordo Geral de Paz em Moçambique, Jaime Gonçalves, recorda como Portugal e várias potências estrangeiras tentaram participar na histórica reconciliação de Roma e todos tiveram a mesma resposta: "Vão embora".
Em entrevista à Lusa, o representante do Vaticano e da Igreja Católica de Moçambique conta que, quando finalmente conseguiram sentar as partes beligerantes à mesa de negociações directas em 1992 na capital italiana, os mediadores tiveram uma crise inesperada "e que muitos não sabem", porque o primeiro encontro entre Governo e Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) "mexeu um pouco com as políticas [internacionais] ".
Um dos países que deram conta da sua vontade de participar no diálogo foi Portugal, justificando, segundo o prelado, com a sua condição de antiga potência colonizadora e que nada podia acontecer em Moçambique sem o envolvimento de Lisboa.

Ex-arcebispo da Beira: Acordos de Roma ainda são “a luz para conflitos em Moçambique”

O arcebispo emérito da Beira Jaime Gonçalves, mediador do acordo que selou em 1992 o fim da guerra em Moçambique, defende que o documento ainda é a solução para os conflitos no país e deve ser revisitado pela Igreja.
"O documento do Acordo Geral de Paz continua a ser o mais actual e ainda é a luz para a solução dos conflitos em Moçambique", disse em entrevista à Lusa o mediador da Conferência Episcopal moçambicana e do Vaticano no entendimento alcançado a 04 de outubro de 1992 em Roma entre Governo e Renamo (Resistência Nacional Moçambicana).
Mais de duas décadas após o acordo histórico, que marcou o fim de 16 anos de guerra civil em Moçambique, o país vive sob ameaça de novo conflito entre os mesmos protagonistas e Jaime Gonçalves entende que a Igreja Católica não a pode ignorar.

domingo, julho 12, 2015

“Foi a FRELIMO quem agrediu o povo e depois foi agredida” (Repetição)

“Foi a FRELIMO quem agrediu o povo e depois foi agredida”
           Dom Jaime Gonçalves, arcebispo da Beira
Por Rafael Bié
Encontrámo-lo na sua “residência oficial”, num dos bairros da cidade da Beira, depois de tanto termos insistido para uma entrevista. “Vou a Maputo para uma reunião e depois volto”, foi a resposta que inicialmente obtivemos de Dom Jaime Gonçalves, Arcebispo católico da diocese da Beira. Perante a nossa insistência, depois do seu regresso de Maputo, respondeu-nos que “eu disse tudo o que tinha a dizer em Maputo”. Contrapusemos, afirmando que havia muita coisa sobre a qual ainda não se tinha falado. Controverso para uns, pró-RENAMO para outros, Dom Jaime é um homem de fortes convicções, e coerente para consigo próprio. Diz o que lhe vai na alma. Aparentemente, sabe muita coisa sobre o País. Convidamos o caro leitor a seguir o controverso sacerdote…

sábado, setembro 27, 2014

JAIME GONCALVES LANCA “A PAZ DOS MOCAMBICANOS”

Trata-se de um livro que traz por escrito alguns “apontamentos pessoais” do autor sobre as conversações de paz em Moçambique, que decorreram na capital italiana, Roma, entre 1990 e 1992, o qual ele escreve na qualidade de um dos mediadores representando a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) e o Vaticano no processo das negociações.

Segundo escreve o “Noticias”, o autor do prefácio do livro, Brasão Mazula, antigo reitor da Universidade Eduardo Mondlane, antigo estabelecimento de ensino superior no pais, considera que embora não se trate de uma tese académica formal, é uma obra que aguça “a nossa curiosidade de saber o que foram as negociações de Roma e mostra também como a Igreja e particularmente a Conferência Episcopal de Moçambique, apesar de humilhada, nunca se deixou intimidar”.

Fonte: AIM - 26.09.2014

segunda-feira, julho 14, 2014

Ainda a detenção e legalização da prisão de Muchanga

Dom Jaime condena humilhação pública do porta-voz da Renamo

- O bispo emérito da Beira e antigo mediador do Acordo Geral de Paz (AGP), é de opinião que apesar de poderem eistir razões legais que justifiquem a detenção, “não se pode aceitar que as pessoas sejam tratadas como cães.

quarta-feira, julho 02, 2014

Dom Jaime Gonçalves Lança Apelo aos Políticos em Homilia no Macuti

Dom Jaime Pedro Gonçalves apela aos políticos «que assumam as culpas, abandonem as acusações mútuas» e que as entidades de justiça punam aqueles que continuam a matar o povo Moçambicano através da guerra.

«O governo e a Renamo devem, com urgência, pôr fim à tensão política e militar porque os Moçambicanos querem paz e não guerra” disse Dom Jaime.

Para o arcebispo emérito da Beira, o continente Africano, e Moçambique em particular, estão a viver momentos difíceis de guerra, pese embora alguns dirigentes digam que o país não está em conflito armado.

quinta-feira, junho 26, 2014

Moçambique: Paz corre muitos riscos – afirma Dom Jaime Gonçalves

O artigo abaixo é de há 10 anos atrás (10.4.2004) e foi publicado pela Agência Angola Press (Angop). E agora?

Moçambique: Paz corre muitos riscos – afirma Dom Jaime Gonçalves

MAPUTO, 10/04 - O Arcebispo da Beira, Dom Jaime Gonçalves, considera que a paz em Moçambique corre muitos riscos apontando o cenário que ocorre antes e depois de eleições como exemplos da sua afirmação.


Falando Sexta-feira naquela cidade central de Moçambique, Dom Jaime Gonçalves explicou que sempre que aproximam eleições, durante o processo e pouco depois mesmo, "há confusões entre políticos que sempre puseram a pazem risco".

terça-feira, janeiro 22, 2013

"Dom Jaime não é nosso candidato", esclarece o MDM na Beira

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) convocou ontem uma conferência de imprensa, na Beira,para desmentir notícias postas a circular na imprensa, dando conta de que o  arcebispo  emérito da Beira, Dom Jaime Pedro Gonçalves, é o provável candidato desta formação política às eleições autárquicas deste ano, naquele município.

Geraldo Carvalho, chefe do departamento de mobilização e propaganda do MDM, é citado pelo Diário de Moçambique a dizer que a informação está a preocupar a sua organização, visto que o Conselho Nacional deste partido, órgão com mandato para se pronunciar sobre as  candidaturas, ainda não abordou a ninguém.

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Dom Jaime poderá ser candidato do MDM na Beira

O MDM, em contacto com a nossa Reportagem, não desmentiu e nem confirmou esta informação.

O antigo arcebispo da Beira, Dom Jaime Pedro Gonçalves, poderá ser o candidato do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) nas eleições autárquicas deste ano a nível da cidade da Beira. Dom Jaime Pedro Gonçalves, que passou à reforma em finais do ano passado, após servir por mais de quatro décadas à igreja católica, é o provável candidato pelo MDM na autarquia da Beira, nas eleições autárquicas deste ano. O MDM, em contacto com a nossa Reportagem, não desmentiu e nem confirmou esta informação. Albano Cariz, membro da Comissão Política do partido do “galo”, afirmou apenas que, em momento oportuno, será anunciado o candidato.

quarta-feira, outubro 03, 2012

“Com a guerra, a unidade nacional não passava de uma cantiga, e o governo tinha perdido o controlo do território”

“O País” traz, nesta edição, uma entrevista com Dom Jaime,  arcebispo emérito da Arquidiocese da Beira. Dom Jaime foi um dos principais negociadores da paz de que desfrutamos há 20 anos .

O que teria levado a igreja católica a envolver-se na procura de paz para Moçambique?

A Conferência Episcopal de Moçambique entendeu que a resistência liderada pela Renamo incitava os moçambicanos à revolta, expandido por todo o país a guerra civil ou de desestabilização, como queira, isto a partir do início da década 80. Esta resistência contava com o apoio de forças internas, neste caso, os próprios moçambicanos, e externas. Estou a referir-me àquele grupo de países ou pessoas que pretendiam criar a chamada África branca, ou seja, os que não consentiam ligação com países comunistas.

quinta-feira, setembro 13, 2012

Renamo pediu apoio à Igreja para facilitar encontro com Frelimo e acabar com a guerra

O arcebispo Dom Jaime Gonçalves revelou anteontem na Beira que no primeiro encontro que teve com Afonso Dhlakama, líder da Renamo, em Gorongosa, depois de o procurar em vários lugares, ele é que tomou a iniciativa de pedir que a Igreja ajudasse a Renamo a encontrar-se com a Frelimo para acabar com a guerra.

sábado, fevereiro 11, 2012

Edil da Beira compara assunto a matérias rotineiras

Contactado Daviz Simango para se pronunciar sobre a mobilização de trabalhadores do município e recursos materiais para reabilitar a casa onde passará a viver Dom Jaime Pedro Gonçalves, sem prévio conhecimento da AMB, disse que se trata de responder ao apelo de apoio a esta figura que considera de grande defensor da paz no país. Sustentou que os funcionários da edilidade estão a montar na casa do Dom Jaime Pedro Gonçalves, ar condicionado, estão a efectuar nova instalação e a colocarem mosaicos. “Dom Jaime está reformado. Foram lançados apelos a várias instituições do Estado, a privados e aos singulares, no sentido de apoiá-lo. Nós como autarcas desta cidade estamos a responder”, disse Simango.