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quarta-feira, junho 16, 2021

OMR: peace requires elite pacts within Frelimo and in military

Ending the Cabo Delgado war requires elite pacts between the oligarchs and big beasts in Cabo Delgado and a similar pact in the military. This implicitly recognises that that big men in Cabo Delgado must be allowed to profit from resources and big men in the military must continue to profit from commissions and contracts, but that enough money must be released to solve local grievances about jobs and to allow enough for soldiers to be fed and adequately equipped.

This is the effect of recommendations of OMR (Observatorio do Meio Rural, Rural Obsservatory) in the summary of their 1 June webinar Military insecurity and the future of gas (Portuguese and English). It is very brave putting into a publication what many people recognise - that in Mozambique today it should be accepted that the big beasts and lower level cabritos (goats) must eat, but internal agreements need to be negotiated so that profits are shared in a way that not everything is eaten.

The two final seminar recommendations are: "Realization of a regime pact that goes beyond the government and Frelimo, considering the issue of Cabo Delgado as a national imperative. Realization of a pact between military forces, listening to the different military sensitivities on issues that go beyond its sphere, openly discussing issues of income, benefits and war deals, aspects that have constituted a clear obstacle on the military front." The first is a call fro two internal negotiations, between the oligarchs and big beasts of Cabo Delgado to agree a sharing system, while also leaving something for local people and job creation. The second puts on the table "openly discussing issues of income, benefits and war deals" and thus demands an agreement between the big men in military and security of how to share commissions, while leaving enough to buy food and equipment for soldiers, and end the bigger fight between army and police. It is perhaps the first time a serious report has put on the table elite deals to regulate greed.

The seminar report also has a good short summary of global gas producers and market, Mozambique gas including Temane (Inhambane), income, and the security crisis.

Comment: a possible model  The United States has a long history of managing what some call corruption. A relevant model was Seattle on the US west coast. The city wanted an image of high morality but many of its citizens wanted entertainment, so it developed its "tolerance policy." For 50 years (1920s through 1960s) the Seattle Police Department vice squad and patrol officers collected bribes to allow activities considered "vices" to continue. Officers openly collected payments of cash from prostitues, gambling operators, bar operators who served after hours or who catered to gay and lesbian customers, etc. Money was passed up the chain of command. From the local police officer on up, each person gave half of the money they received to their superior, up to the highest level. Most important, there was an established tariff for each activity and a detailed accounting system so that no one was cheated. The bribes set were low enough to ensure that the illegal businesses remained profitable. And as it was organised by the police, it kept out mafia and other criminal protection rackets.

Because New Orleans police were low paid, they had an organised system of hiring out off-duty police for extra patrolling or as guards. In Boston planning applications had to be approved by the fire department and they were careful not to allow anything dangerous, but they would only read the application if there was a $5 note after each page.

Nor is it just the US. The UK has its "cronies list" - a list of friends of the Conservative party who have priority in winning government contracts. Many places - and aid agencies - have informal rules that 10% or 15% kickbacks on contracts are allowed.

The crisis in Cabo Delgado is caused by the free market. The big beasts and cabritos can charge anything they like and impose onerous conditions. Police and soldiers can demand money, mobile phones and sexual favours because there is no agreed tariff. And there are paralysing fights, notably between police and army, instead of cooperation.

Ending the war in Cabo Delgado means recognising and, by agreement, regulating the illegal free market. Some form of the Seattle model could be agreed. Jh

Source: Mozambique, News Reports & Clippings – 10 june 2021

domingo, maio 06, 2018

Dhlakama alertou membros da Renamo para projectarem seu substituto

“Os meus anos estão a terminar. Então, preciso daqueles que me irão substituir e não serei eu a indicar um amigo ou um sobrinho para o efeito. Não. Este não é o poder do régulo Mangunde. O meu pai é régulo. Quando o meu pai morrer, um dos meus irmãos ou um dos meus filhos vai o substituir. Agora, o poder político cabe a Renamo. Não vejam Dhlakama como uma pedra. E se eu morrer hoje?”, perguntou o líder da Renamo há oito meses.

Na mesma altura, Dhlakama disse aos membros do seu partido que nunca a guerra acaba com matanças, daí a necessidade de se negociar a paz por via do diálogo. “Se pegarmos em bazucas e partirmos para matar todos os membros da Frelimo, eles fogem para o mato e investem  na guerrilha. Mesmo sem o apoio da população, vão impedir o nosso governo. Se calhar, depois disso, possam vencer a Renamo e nós voltamos a fazer a mesma coisa que eles. Para que isso não aconteça, é importante encontrar as soluções daquilo que sempre provoca o desentendimento. O diálogo não tem prazo e nem calendário. Vai continuar”, afirmou o Dhlakama.

Fomte: O País – 06.05.2018

quarta-feira, novembro 29, 2017

Risco de “revoluções incontroladas” levou Frelimo a antecipar mudanças em 1990

Joaquim Chissano deu ontem uma aula sobre “desafios de liderança e boa governação em Moçambique”. O evento marcou as celebrações do primeiro aniversário do Instituto de Governação, Paz e Liderança, de que o antigo Estadista é patrono.
A introdução da democracia multipartidária em 1990 foi uma das maiores transições políticas que Moçambique experimentou desde a proclamação da independência. À época Presidente da República, Joaquim Chissano defende que a abertura política e económica foi uma resposta antecipada aos desafios que se colocariam no futuro: o momento histórico da evolução do Estado e da sociedade moçambicana impunha um novo modelo de governação capaz de defender os interesses comuns dos moçambicanos. E mais: a democracia multipartidária constituía-se como o único mecanismo capaz de viabilizar as negociações de paz e reconciliação no período pós-guerra.
Mas há outras razões que ditaram o fim do monopartidarismo. O antigo Estadista lembra que, na segunda metade da década de 1980, começaram a registar-se profundas transformações políticas e económicas, tanto a nível regional como internacional. Essas transformações tiveram o respaldo da comunidade internacional ou, para ser mais preciso, do Ocidente, que faz coro pela democratização dos Estados africanos. Em Moçambique, a pressão externa pela abertura política é recebida num contexto de guerra fratricida, pelo que o risco de haver “revoluções incontroladas” era maior. Por isso, nota Chissano, era preferível ser a Frelimo a controlar as mudanças. E assim foi.

quarta-feira, agosto 09, 2017

Simango defende que paz continua ameaçada apesar de encontro entre Nyusi e Dhlakama

Simango acredita que encontro serviu apenas para a fotografia

O líder do MDM, Daviz Simango, minizou a eficácia da paz em Moçambique, como resultado do encontro entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, na serra da Gorongosa, em Sofala, defendendo que há caminhos e acções espinhosos por percorrer para garantir estabilidade e prevenção de conflitos.
“A nossa paz continua ameaçada, porque os moçambicanos, ainda não estão informados, os moçambicanos ainda não estão envolvidos neste processo de paz”, disse Daviz Simango, líder do Movimento Democratico de Moçambique (MDM), segundo maior partido da oposição.
Simango, falando nesta segunda-feira, 7, na Beira, insistiu que a exclusão de outras forças políticas e da sociedade na busca pela paz, deixa apreensivos os moçambicanos e levanta dúvidas sobre o processo de normalização da vida política de Moçambique, e reiterou a necessidade de revisão da Constituição da República, para inclusão política e económica.

quinta-feira, maio 11, 2017

UE: Sucesso de acordo de paz em Moçambique depende de processo de reconciliação

O representante da União Europeia (UE) em Moçambique considerou hoje que um acordo de paz para o país só será importante se passar da assinatura aos actos e com um processo de reconciliação nacional.
"Um acordo de paz não pode chegar. O mais importante depois é a sua implementação", referiu Sven von Burgsdorff em entrevista à Lusa, a propósito do Dia da Europa, que hoje se assinala.
Uma aplicação bem sucedida de um acordo de paz requer "uma forma de encarar o passado" e perguntar por que houve o conflito, "encontrar remédios para enfrentar as injustiças cometidas e evitar que isso possa voltar a acontecer", referiu.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, estão a negociar um terceiro acordo de paz, à espera que seja o último de que o país venha a precisar.

quinta-feira, maio 04, 2017

Dhlakama diz que exigência da Renamo de nomear governadores não é prioritária

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, afirmou hoje que a exigência do principal partido da oposição em Moçambique de nomear governadores provinciais já não é prioridade, defendendo a eleição destes dirigentes nas gerais de 2019.
"[A exigência de nomeação de governadores provinciais] não é descartada, já não é prioritária, não posso dizer que está descartada, ou está esquecida, porque havia de confusionar as cabeças dos membros e simpatizantes e mesmo do povo", disse Afonso Dhlakama, falando a partir do distrito de Gorongosa, centro do país, onde se encontra refugiado desde 2015.
A exigência da Renamo de governar nas seis províncias onde o partido reivindica vitória nas eleições gerais de 2014 e a consequente recusa do Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) foi a principal razão para o retorno do país ao conflito armado, opondo as duas partes.

quinta-feira, abril 27, 2017

Nyusi anuncia saída das Forças de Defesa e Segurança de Gorongosa

Filipe Nyusi anunciou a retirada das Forças de Defesa e Segurança de duas bases em Gorongosa
O presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou, hoje, que o Governo decidiu retirar as Forças de Defesa e Segurança de Gorongosa. De acordo com Chefe de Estado as forças já deixaram duas bases e o abandono da terceira está em curso.
Nyusi anunciou ainda a criação de dois centros de verificação das tréguas compostos por membros da Renamo e do Governo em Maputo e em Gorongosa.

Fonte: O País – 27.04.2017

quarta-feira, abril 26, 2017

"Secretismo" nas negociações de paz em Moçambique pode condicionar solução definitiva

A forma "fechada e secreta" como as negociações para o fim da crise política e militar em Moçambique estão a ser dirigidas pode condicionar o alcance de uma paz permanente, disseram à Lusa diferentes analistas.
"Historicamente falando, é muito pouco provável que este conflito seja resolvido num processo negocial que exclui outros segmentos da sociedade", declarou o ativista social moçambicano, Roberto Tibana.
A forma como esta fase do diálogo foi desenhada revela que há um interesse comum entre a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal força de oposição, em manter as negociações de paz à porta fechada, referiu.
"É um formato que consolida a hegemonia deles e que não vai ter em conta os interesses de toda sociedade", observou Roberto Tibana, que fez parte do Painel de Monitorização do Diálogo Político, um grupo de personalidades da sociedade civil que exigem a abertura do processo.
De acordo com o ativista, o processo negocial deve ser extensivo à sociedade civil, na medida em que o problema político moçambicano não passa apenas pela descentralização e pela cessação das hostilidades militares - dois dos principais pontos da agenda desta fase de diálogo.
"Eles vão ter de chegar a um acordo. A Renamo usa as armas para fazer a pressão e a Frelimo quer um ciclo eleitoral calmo", acrescenta.

No entanto, Roberto Tibana não acredita que esta seja "uma solução definitiva". Ler mais (DN - 26.04.2017)

sexta-feira, março 10, 2017

Suécia defende inclusão das mulheres no processo de paz moçambicano

A embaixadora da Suécia em Moçambique, Irina Schoulgin Nyoni, defendeu hoje em Maputo a inclusão das mulheres nas negociações de paz em Moçambique, assinalando que este grupo populacional é a principal vítima das guerras no mundo.
Em declarações aos jornalistas, no final de um encontro com o primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, a quem apresentou cumprimentos de despedida, Nyoni disse que o processo de paz em moçambicano deve ser o mais inclusivo possível.
"A principal mensagem que posso deixar em relação ao processo de paz é que deve haver atenção em relação à inclusão, estou a pensar nas mulheres, que normalmente são as vítimas da violência", declarou a embaixadora da Suécia.
Além de serem as mais afectadas, continuou, as mulheres devem ser protagonistas na formulação de políticas de reconstrução pós-conflito, para verem salvaguardadas o direito à igualdade do género.
Irina Schoulgin Nyoni adiantou que deixa Moçambique num momento em que as relações bilaterais estão num bom patamar e têm sido caracterizadas pela intensificação do apoio sueco ao desenvolvimento do parceiro africano e por um diálogo franco em várias matérias.

sábado, março 04, 2017

Analistas questionam grupo de contacto criado por Filipe Nyusi

O grupo de contacto criado pelo Presidente moçambicano e integrado pelos embaixadores da Suíça, Estados Unidos da América, Reino Unido, Botswana, Irlanda, Noruega, China e da União Europeia foi publicamente apresentada na quarta-feira,1.
Entretanto, analistas dizem não perceber o que estará por detrás da decisão de Filipe Nyusi de pedir o envolvimento de embaixadores estrangeiros no diálogo político, depois de há cerca de um mês ter dispensado a mediação internacional.
O Presidente disse, na ocasião, que o grupo de contacto vai juntar-se às equipas do Governo e da Renamo na discussão dos assuntos militares e de descentralização, sem, no entanto, indicar o seu papel.

domingo, fevereiro 05, 2017

Sociedade civil mocambicana sugere uma comissão da verdade e reconciliação

Mas há quem diga que pode ser inútil, porque a paz depende da vontade de Nyusi e Dhlakama.

Uma comissão da verdade e reconciliação poderia contribuir para a consolidação da paz e democracia em Moçambique, dizem vozes da sociedade civil.
Advertem que o país poderia seguir a experiência sul-africana na década de 1990, quando foi abolido o Apartheid.
Presentemente, a tensão política distendeu-se, ao que tudo indica, na sequência da trégua de dois meses decretada pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e algumas pessoas acham que esta é uma boa altura para os moçambicanos pensarem numa verdadeira reconciliação e numa paz efectiva.
O bispo auxiliar de Maputo, Dom Carlos Nunes, diz que é responsabilidade de todos os moçambicanos manter este clima de tranquilidade e paz que se vive no país.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Dhlakama alerta que violações estão a diluir o peso da trégua em Moçambique

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, alerta que as "provocações em violações da trégua" em Moçambique estão a diluir o peso do cessar-fogo de dois meses, iniciado a 03 de janeiro, e apela para um compromisso do Governo.
Numa avaliação do primeiro período da trégua, o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) disse, em declarações por telefone à Lusa a partir da Gorongosa, que não houve registo de violações por confrontos militares, mas denunciou novos casos de raptos e assassínios de membros do seu partido, o que tem fragilizado o compromisso.
"Quero apelar para que haja colaboração de facto", afirmou o líder da oposição, referindo que já abordou o assunto com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, para que "comece a aprender e a corresponder também com aquilo que a Renamo e o Dhlakama estão a fazer".
Além de vários casos denunciados nos primeiros dias da trégua pelo seu partido, o líder da Renamo disse que, na semana passada, quatro desmobilizados do braço armado da oposição, que se deslocavam desarmados dos distritos de Ile e Lugela para Morrotone, província da Zambézia, foram raptados após terem desembarcado de um autocarro próximo de uma base das Forças de Defesa e Segurança e estão desaparecidos desde então.

terça-feira, janeiro 17, 2017

MDM acusa Governo e Renamo de conspirarem contra o povo

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) entende que desde a cessação das hostilidades militares, por um período de dois meses, as “autoridades governamentais passeiam a sua classe nas antigas bases” da Renamo, o que sugere haver um complô entre as partes, pois, para além de que antes era impensável, ninguém sabe o que é que o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder do maior partido da oposição acordaram nas suas conversas telefónicas.
As declarações do daquele partido, com 17 assentos no Parlamento, surge dias depois de Maria Helena Taipo, governadora da província de Sofala, ter visitado as antigas bases da Renamo em Sathungira e Mazembe, no âmbito de trégua decretada a 03 de Janeiro corrente, por Afonso Dhlakama, no prosseguimento do contacto telefónico com o Chefe de Estado, cujo teor é publicamente desconhecido.
“Nós pensamos que vamos implantar aqui algumas indústrias e erguer outras infra-estruturas. Eu penso que, doravante, o governo vai sentar, reflectir e verificar o que é que falta e o que é que este povo aqui precisa (...)”, disse Helena Taipo, no fim da visita àquele local já ocupado pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS).

terça-feira, janeiro 03, 2017

Daviz Simango diz que Moçambique tem desafios apesar das tréguas

Líder do MDM reage à trégua anunciada por Afonso Dhlakama.

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, considerou que Moçambique ainda tem “desafios para alcançar a verdadeira paz”, apesar do prolongamento de 60 dias das tréguas, anunciado nesta terça-feira, 3, pelo líder da Renamo.

Simango, líder do terceiro maior partido, disse ser necessário compreender se com essas tréguas as partes estão a atacar o essencial para devolver a paz aos moçambicanos, e como estariam a ser tratatos os princípios que deviam ser regidos pela Assembleia da Republica, sobre as exigências da Renamo e do Governo, insistindo no principio da revisão da constituição para acomodar a real situação dos moçambicanos.

“Eu penso que ainda temos muitos desafios pela frente. Primeiro é preciso compreender se com essas tréguas estamos a atacar o essencial, e o que tera acontecido com os principios que deveriam ter ido a Assembleia da Republica”, observou Simango.

Afonso Dhlakama confirma trégua por mais 60 dias

Está confirmado! Tal como o O País havia avançado, o Presidente da República e o líder da Renamo chegaram a novo acordo sobre o cessar-fogo. A trégua será estendida por mais dois meses.
A trégua inicial terminava já amanhã, dia 04 de Janeiro. Entretanto, o líder da Renamo convocou, hoje, uma conferência de imprensa, por telefone, para anunciar o prolongamento da trégua por mais 60 dias.
Afonso Dhlakama disse, por outro lado, que durante os sete dias de paz, houve algumas violações por parte das Forças de Defesa e Segurança.
Dhlakama assegura, ainda, que o diálogo político na presença de mediadores internacionais vai continuar, e o Governo e a Renamo vão indicar especialistas para viabilizar a Lei da descentralização.
O novo acordo entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama foi fechado ontem ao telefone. Dhlakama diz que foi ele quem tomou a iniciativa e agradece pela colaboração de Filipe Nyusi.

Fonte: O País – 03.01.2017

segunda-feira, dezembro 19, 2016

“Para o alcance da paz e reconciliação nacional não se deve apostar no diálogo entre dois partidos”

De acordo com Lutero Simango, Chefe da Bancada do MDM, para se alcançar a paz e a reconciliação nacional não se deve continuar com o diálogo bipartidário. “Entendo que o diálogo em Moçambique deve ser nacional e inclusivo, porque a questão da paz interessa a todos os moçambicanos”. E continuou, buscando um caso económico também referenciado por Filipe Nyusi na Assembleia da República: “tentar culpar os mercados internacionais pela crise financeira e custo de vida em Moçambique é usar um falso argumento. O custo de vida em Moçambique é elevado por causa das dívidas ocultas e pela depreciação do metical,” frisou.
O MDM continua a defender a necessidade de um diálogo nacional e inclusivo, como a única plataforma de reinventar o Estado e resolver os problemas nacionais.
Lutero Simango reagia ao Informe Anual do Estado proferido pelo Presidente da República.

Fonte: O País – 19.12.2016

Renamo confiante na promessa do Presidente da República buscar a paz

A bancada da Renamo não esteve alheia ao informe anual sobre o estado da nação. Reagindo ao discurso presidencial, Ivone Soares disse que o seu partido espera que Filipe Nyusi cumpra a promessa de devolver a paz aos moçambicanos, acompanhada de meios mínimos para que todos possam viver com dignidade necessária. “Estamos confiantes que o Presidente Filipe Nyusi, com os pronunciamentos que fez desta vez, vá garantir que todos os moçambicanos possam ter esta prenda de Natal, a paz e a estabilidade económica”, disse Ivone Soares.
Focando-se mais no informe anual sobre o estado da nação, a Chefe da Bancada da Renamo diz que o Presidente da República realçou o dossier da paz, que a todos importa. “Porque todos os moçambicanos estão interessados em perceber como o Presidente vai garantir que as equipas do diálogo político tenham sucesso. A bancada da Renamo está intimamente comprometida e alinha com o pensamento do presidente Afonso Dlhakama, que é de tudo fazer para que a paz volte o mais rápido possível”, enfatizou
Contrariando o optimismo de Soares, José Lopes, da Renamo, disse, depois do informe: “para nós, ‘a situação geral da nação mantém-se firme’ na pobreza, na corrupção, na criminalidade e na discriminação. Porque, nesses aspectos, nada evoluiu no país”. 

Fonte: O País – 19.12.2016

quarta-feira, dezembro 07, 2016

Comissão das negociações de paz cria novo grupo sobre descentralização

As delegações do Governo e da Renamo nas negociações de paz em Moçambique decidiram hoje criar um novo grupo de trabalho para elaborar os princípios sobre descentralização, exigida pela oposição para o fim da crise.
Falando no fim de mais um encontro da comissão mista das negociações de paz em Maputo, Jacinto Veloso, chefe da delegação do Governo, disse que o grupo será responsável pela elaboração, em tempo curto, de um documento com a "filosofia e os princípios que devem ser observados na elaboração da legislação sobre a descentralização de Moçambique".
"Este grupo vai ser designado directamente pelo Presidente da República de Moçambique [Filipe Nyusi] e pelo presidente do partido Renamo [Resistência Nacional Moçambicana, Afonso Dhlakama]", declarou Veloso, que avança que o grupo deverá ser "flexível, pequeno e competente".
O ponto sobre a descentralização surge na sequência da exigência do maior partido de oposição de governar as seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.

terça-feira, novembro 22, 2016

Mediadores insistem em cessar-fogo em Moçambique

Mario Raffaeli, que coordena a equipa de mediação, afirma que é preciso declarar o fim das hostilidades antes de um acordo definitivo. A resposta do Governo moçambicano à proposta sobre descentralização está em análise.
"O que se pode fazer ao mesmo tempo [em que se discute a proposta de descentralização do país] é a declaração da cessação das hostilidades", afirmou Mario Raffaeli, em Maputo, no final de um encontro mantido esta terça-feira (22.11) com a delegação do Governo.
O coordenador da equipa de mediação internacional nas negociações de paz em Moçambique afirmou que os mediadores vão analisar a resposta do Governo à proposta que apresentaram sobre a descentralização administrativa do país, à semelhança das contribuições entregues pela Resistência Nacional Moçambicana (RENAMo) na segunda-feira (21.11).  Ler mais (Deutsche Welle – 22.11.2016)

segunda-feira, novembro 21, 2016

Muito bem Senhor Ex- PR Joaquim Chissano concordo consigo, mas:

1.      Falta clareza nas negociações de paz. Ainda bem que usa a primeira pessoal do plural – não sabemos o que queremos.
2.      Falta cultura democrática nas elites políticas. Tenho em mim que a sua visão não é parcial e usa o termo democracia no “lato sensu” ou seja sentido lato e não “stricto sensu”. Na minha opinião, se o partido no poder providenciasse aos moçambicanos as amplas liberdades que se caracterizam num regime democrático, estes [moçambicanos] rejeitariam tudo o que fosse para lhes retirar o direito
3.     É preciso que haja confiança entre as partes – é verdade, mas quando diz principalmente a Renamo, o senhor comete um grande erro porque está a anunciar uma trapa. O senhor Chissano revelou em 2012 que fintou a Dhlakama para assinar o acordo geral da paz (AGP) e as línguas falam do vosso encontro em Gaborone, capital de Botswana.
4.      Nas tais negociações entre o governo da Frelimo e o partido Renamo, nunca soubemos da posição do primeiro. Duvído que assim tenha sido aquando as negociação do AGP.
5.     A solução definitiva passa por uma discussão séria e abrangente sobre o sistema político. Pessoalmente concordo esta ideia, mas o partido onde o senhor é presidente honorário, o mesmo que está no poder e constitucionalmente com responsabilidade acrescida é o primeiro a negar-nos a discussão séria e abrangente.
6.     A falta de uma "oposição verdadeiramente construtiva" é aponta o senhor como um problema que ameaça a política em Moçambique. Aqui o senhor cometeu um erro grave e desviou-se à propaganda. Aqui o senhor deve ter deluido tudo o que foi positivo nessa palestra a menos que tenha referido a oposição nos municípios da Beira, Quelimane, Gurue e Nampula que obstruí o desenvolvimento e até ameaça a morte em plena sessão. Espero que também tenha falado dos esquadrões da morte.
7.      Por último, "As crises políticas em África são sempre pós-eleitorais", sabe o senhor que se devem aos que usando instituições do Estado, praticam fraudes. O caso de Moçambique é conhecido que a CNE, a PRM, o Conselho Constitucional, instituições do Estado são facilitadores de fraudes eleitorais.
  

Não sei se na palestra houve interpelação, mas éis o que eu haveria dito.

Eis o artigo: