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quinta-feira, dezembro 01, 2016

Bispos católicos voltam à carga

“Interesses particulares estão a atrasar a paz e a vida dos moçambicanos

Os bispos católicos emitiram mais uma Carta Pastoral, onde expõem a sua preocupação em relação à falta de consenso entre o Governo e a Renamo para o restabelecimento da paz e da livre circulação de pessoas e bens. No documento, os bispos católicos dizem que há interesses particulares que
estão a atrasar a obtenção da paz.
“Deploramos que, por causa de interesses particulares e ocultos, se atrase a pôr ponto final a este conflito armado, que continua a semear no seio da família moçambicana luto, dor medo, ansiedade, angústia, insegurança”, lê-se na Carta. Segundo os bispos, o conflito está a comprometer “o curso normal da vida social e o futuro de Moçambique”.
Dívidas escondidas, fome e sequestros No documento, os bispos manifestam- se também preocupados em relação às dívidas escondidas, à fome e às calamidades naturais.
“Com profunda mágoa, porém, constatamos o grande sofrimento do nosso povo devido às calamidades naturais, seca e inundações, que deixam as populações numa situação de fome e insegurança alimentar”, escrevem os bispos. “E devido à crise económica, ao endividamento, ao recrudescimento da tensão político- -militar, a generalização da violência e ao desrespeito pelo valor da vida: linchamento, queimadas de casas, lamentamos igualmente atitudes e acções de intolerância, arrogância e indiferença pelo contínuo grito de toda a sociedade moçambicana: paz, paz, diálogo”.

Fonte: Canalmoz,-  29.11.2016)

terça-feira, julho 05, 2016

UE e Igreja Católica formalmente convidadas para mediarem crise em Moçambique

A polícia moçambicana acusou hoje homens armados da Renamo de terem matado uma pessoa e provocado ferimentos graves em outras nove e ligeiros em 22, em ataques ocorridos na semana passada no centro do país.

Num balanço sobre a "situação político-militar" entre os dias 25 a 30 do mês passado, o Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) informa que a vítima mortal era um civil que seguia numa coluna de viaturas que fazia o trajeto rio Save-Muchúnguè, na província de Sofala, que foi atacada no dia 30 por alegados homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).
Todas as vítimas resultaram de ataques perpetrados nas províncias de Manica e de Sofala, dois pontos do país que têm sido o centro dos confrontos entre o braço armado do principal partido de oposição e as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e de ataques atribuídos ao movimento a escoltas militares que garantem a segurança na circulação em vários troços da região.

segunda-feira, abril 04, 2016

Igreja Católica quer que Parlamento seja exemplo de tolerância

O arcebispo católico da Diocese de Maputo, Dom Francisco Chimoio, defende a necessidade de uma maior tolerância ao nível do Parlamento, para que esta instituição seja palco da promoção do diálogo e da paz.
Este apelo foi deixado num encontro de cortesia que Dom Francisco Chimoio manteve com a direcção da bancada parlamentar do MDM, durante o qual abordaram questões da fé religiosa, mas também a situação política nacional, caracterizada por uma tensão militar, com alguns confrontos à mistura, sobretudo nas províncias do centro do país.

segunda-feira, março 28, 2016

Arcebispo da Beira defende diálogo honesto entre Governo e Renamo

O arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, em entrevista à Rádio Vaticano em Maputo, defendeu que a tensão político-militar que se vive no país, caracterizada por confrontos entre forças governamentais e homens armados da Renamo, particularmente na zona centro do país, deve ser resolvida com base num diálogo sério e mais abrangente.

Dom Cláudio Dalla Zuanna afirma que o diálogo honesto e sincero é a única forma que as duas partes devem encontrar para resolver o diferendo, mas também os outros segmentos da sociedade devem fazer a sua parte. Escutar e ler mais (Rádio Vaticano)

quarta-feira, março 23, 2016

Igreja Católica apela ao abandono das armas e à retomada ao diálogo

A Igreja Católica lançou uma carta onde destaca a deterioração da tensão política, a criminalidade e o crescimento das famílias deslocadas e refugiadas. A igreja aproveita a Páscoa para apelar ao abandono absoluto das armas e a retomada imediata do diálogo.
A mensagem da Igreja Católica saiu da reunião de bispos, na Beira, no passado dia 17. A igreja começa por fazer um diagnóstico da situação actual do país.
“Com tristeza temos de reconhecer que no nosso país se multiplicam os sinais de paixão e morte: deterioração da tensão político-militar, contínuas provocações e escaramuças que semeiam morte e luto, escalada de criminalidade, violência e raptos, destruição de casas e de outras infraestruturas sociais e económicas, desestabilização do normal curso da vida, comprometendo a actividade produtiva e escolar, crescimento do número de famílias em situação de deslocados e refugiados, intensificação e generalização do ambiente de desconfiança, ódio e hostilidade, seca na região Sul e nas zonas do centro, chuvas intensas, principalmente no norte do país, calamidades que comprometem a produção agrícola, resultando no agravamento da situação de pobreza e fome”.
A Igreja Católica lembra que a Páscoa é a vitória da vida sobre a morte e do perdão sobre a ofensa. E apela “ao abandono absoluto das armas e a retomada imediata do diálogo eficaz, entre as partes em conflito, envolvendo outras forças vivas da sociedade”.  
A terminar os bispos católicos pedem o fim das mortes. “Sejamos aliados da vida e não da morte. Obedeçamos todos à palavra da escritura, que está inscrita nos nossos corações: não matarás”.  

Fonte: O País – 23.03.2016

sexta-feira, março 18, 2016

A Carta de D. Manuel Vieira Pinto que Samora Machel não leu

 Ouvir com webReader
Samora Machel e Manuel Vieira Pinto fazem parte da História de Moçambique. O primeiro foi o líder incontestável líder que conduziu o país à independência tornando-se no primeiro presidente durante 11 anos. O segundo foi o único bispo português que se insurgiu pública e abertamente contra a dominação colonial, pronunciando-se, em coerência, pela autodeterminação do povo moçambicano o que lhe custou a expulsão, dias antes do 25 de Abril.  Nos 11 anos de independêcia, as relações entre o Estado e a Igreja estiveram longe de ser as melhores. Apesar disso, Vieira Pinto e Samora Machel nutriam uma sincera admiração e respeito um pelo outro. Eles procuravam manter encontros pessoais. Em 25 de Setembro de 1986, Manuel Vieira Pinto escreveu a carta que não chegaria ao destinatário, em virtude deste morrer (19 de Outubro) antes de a receber, num encontro a dois. Era um inventário frontal das inúmeras situações provocadas pela guerra provocadas pelos dois lados e do apontar dos caminhos julgados mais eficazes para a obtenção da paz. Eis o conteúdo da carta:

O Povo não sabe onde pôr o coração.

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A confiança que Vossa Excelência nos merece, como Presidente da Frelimo e da República Popular de Moçambique, leva-nos a falar, mais uma vez, das violências que não cessam de humilhar e destruir o nosso povo. A guerra continua e com ela a violência, a humilhação, os abusos, os excessos, as atrocidades e os crimes. Permita-nos, Senhor Presidente, que falemos, concretamente, das violências que, neste momento, mais humilham e esmagam o nosso Povo, mais destroem o país e o encobre de vergonha e de sangue: os massacres, as execuções sumárias, os assassinatos, as n.... e as torturas.

domingo, fevereiro 28, 2016

Enquanto os tiros soam


Mediação do diálogo político: Igreja Católica reclama mutismo de Nyusi

O Presidente da República, Filipe Nyusi, ainda não respondeu a manifestação de interesse apresentada pela igreja católica no âmbito da mediação do diálogo político entre o governo e a Renamo. A denúncia da falta de feedback da Presidência da República foi tornada pública, esta quarta-feira, pelo bispo da Beira, Dom Claudio Zuanna.

O prelado falava numa reflexão de partidos políticos em torno da situação política no país, evento que teve lugar na cidade de Maputo.

quinta-feira, fevereiro 25, 2016

“A paz em Moçambique tem os seus inimigos” - diz D. Cláudio Zuanna

O arcebispo da Igreja Ca­tólica da Diocese da Bei­ra denunciou, ontem, a existência de sectores interessa­dos na instabilidade política e militar em Moçambique, por ser uma situação da qual tiram divi­dendos e benefícios próprios.
Perante representantes dos partidos políticos, sociedade ci­vil, académicos e religiosos, Dom Cláudio Zuanna falou directo e frontal sobre a actual tensão política em curso no país, tendo deixado saliente que a guerra tem os seus aliados. “A paz em Moçambique tem os seus ini­migos, aqueles cujos interesses acabam por ser favorecidos pela guerra”, disse o líder da Igreja Católica na Beira, sem descorti­nar os alvos.
Num discurso direccionado a críticas à situação política do país, em que de forma recor­rente, nos últimos anos, a paz e a estabilidade são apenas inter­valos da instabilidade, D. Carlos Zuanna, ainda que de forma não directa, não poupou críticas ao Governo pela “militarização” do país e exortou-o a parar com as importações de material bélico, situação que tem sido revelada pelas redes sociais. “Parar com a aquisição de novas armas e não militarizar o país, espalhando armamento e homens armados pelos quatro cantos” exortou.
A injustiça, intolerância políti­ca, a exclusão social e a falta de transparência são os actuais ele­mentos descritos pelo arcebispo Zuanna como factores da insta­bilidade que mereceram alguns recados ao Governo.

Fonte: O País – 25.02.2016

terça-feira, outubro 20, 2015

Igreja católica quer mediar no conflito em Moçambique

Os bispos católicos moçambicanos dizem ter ficado preocupados com o cerco das forças de segurança à casa do líder do maior partido da oposição, a RENAMO, no passado dia 9 de Outubro. Na ocasião foi desarmada a guarda pessoal de Afonso Dhlakama.

Numa conferência de imprensa, em 15 de outubro, o arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, referiu, no entanto, que há que pôr fim à proliferação de armas no país: "Os partidos ou grupos que confiam nas armas para resolver ou para impor a sua razão, já estão do lado daquele que vai perder. É preciso, com certeza, fazer um trabalho, para convencer que as armas não podem estar espalhadas no país nas mãos de qualquer cidadão".

"Dhlakama quer dialogar"

Dom Cláudio Dalla Zuanna foi um dos mediadores que foi à casa de Afonso Dhlakama, durante o cerco das forças de segurança. No domingo passado (11.10), Zuanna visitou o líder da RENAMO, tendo Dhlakama reiterado a vontade de resolver os diferendos políticos através do diálogo.

"Foi uma conversa tranquila. Vi um homem tranquilo. Ele continua a afirmar o seu desejo de um diálogo, que seja um diálogo construtivo, um diálogo sobre assuntos concretos, sobre tentar enfrentar algumas questões práticas. Isto é o que ele afirmou", disse o arcebispo.

Carta ao Presidente

sexta-feira, maio 29, 2015

BURUNDI: IGREJA CATOLICA RETIRA-SE DO PROCESSO ELEITORAL

A Igreja Católica do Burundi anunciou quinta-feira a retirada dos seus representantes das diferentes Comissões Eleitorais Provinciais Independentes (CEPI) e das Comissões Eleitorais Comunais Independentes (CECI), cujos presidentes, na sua maioria, pertencem a esta congregação.

A decisão resulta do facto de existir um clima de incerteza no processo eleitoral marcado pelas violentas manifestações da oposição contra a candidatura do Presidente, Pierre Nkurunziza, a um terceiro mandato.

A Igreja Católica tentou dissuadir Nkurunziza da disputa de um terceiro mandato susceptível de provocar confrontos no país, cujo alastramento e generalização pode ter consequências nefastas àquele país dos Grandes Lagos.

A continuação dos eventos confirmou as apreensões da Igreja Católica do Burundi que voltou a condenar a violência ligada às manifestações dos rivais políticos que provocaram pelo menos 30 mortos.

A retirada da Igreja Católica pode ter um impacto no processo eleitoral, sendo a maioria dos presidentes das CEPI e das CECI religiosos, pela confiança que inspiram aos actores eleitorais.


Fonte: AIM – 29.05.2015

quinta-feira, julho 10, 2014

Oração de sapiência para abertura do ano lectivo e acadêmico no ISGECOF em Lichinga

TEMA: A CONVIVÊNCIA POLÍTICA ENTRE OS HOMENS, UMA REFLEXÃO SOBRE A PAZ EM MOÇAMBIQUE


0)      INTRODUÇÃO
Quando o Excelentíssimo Sr. Director do Instituto Superior de Gestão, Comércio e Finanças (ISGECOF), Delegação de Lichinga convidou à Sua Excelência Reverendíssima Sr. Dom Elio Greselin, Bispo de Lichinga, para apresentar o tema da Convivência Política entre os homens, uma reflexão sobre a paz em Moçambique no dia 24 de Março do corrente ano em forma de uma oração de sapiência para abertura do ano lectivo e acadêmico no ISGECOF e, o Sr. Bispo respondeu dizendo que naquela data não estaria em Lichinga, entretanto ia enviar um sacerdote da Diocese de Lichinga para ajudar a reflectir sobre o tema e, chamou-me dando  esta proposta; a minha sensação foi logo de responder ao Sr. Bispo, como o profeta Jeremias dizendo: «Ah! Senhor Iaweh, não sou um orador, porque sou ainda muito novo» (Jr 1,6). Porque para mim, a oração de sapiência num Instituto Superior de renome como este, devia ser proferida com pessoas com uma experiência acadêmica comprovada e não um miúdo como eu! Mas também lembrei-me das palavras de Deus dirigidas ao mesmo profeta: «Não digas: Sou ainda muito novo porquanto irás aonde eu te enviar, e dirás o que Eu te mandar. Não temas, porque Eu estarei contigo para te livrar» (Jr 1,7-8). E assim fiquei animado e aceitei o desafio tendo a total esperança e confiança em Deus que nos acompanhará ao longo desta nossa reflexão.
                      O tema escolhido para esta nossa reflexão é tanto quanto interessante, desafiante e paradoxal. Requer de todos nós uma análise acadêmica teórica, profunda e imparcial para podermos colher frutos que possam ajudar-nos a entrar naquela que é a nossa tarefa como Igreja e como intelectuais para darmos propostas válidas para uma convivência política entre os homens que possa garantir a paz entre os homens; de modo particular entre os moçambicanos.
                      A nossa reflexão vai seguir o seguinte esquema:
1.      Status Questionis do tema
2.      A Convivência Política entre os homens
3.      Os Caminhos para Paz em Moçambique,
4.      A Contribuição para paz do Magistério da Igreja Católica,
5.      Situação actual da Paz em Moçambique
6.      O que fazer para que haja uma paz efectiva?
7.      Conclusão
                      Esperamos que a partir desta análise possamos «provocar» um debate teórico e intelectual para encontrarmos os « porquês» da convivência política e reflectirmos profundamente sobre a paz em Moçambique, que é um bem almejado por todos nós.

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Igreja Católica moçambicana demarca-se de quem exaltou Presidente em seu nome

A Igreja Católica moçambicana está surpreendida com o facto de uma pessoa ter falado, sem mandato, em seu nome, numa marcha de exaltação do Presidente moçambicano, Armando Guebuza, afirmou à Lusa o porta-voz da Igreja.

terça-feira, janeiro 07, 2014

Há ricos que nem sabem quanto têm e pobres que não sabem o que vão comer

Dom Francisco Chimoio diz que desigualdades sociais podem perigar a paz
O arcebispo de Maputo considera que a ocupação da base de Santungira não foi uma decisão correcta. Dom Francisco Chimoio apela às delegações a assumirem um diálogo sincero e a evitarem partir à mesa com respostas nos bolsos
O que marcou a comunidade cristã católica em 2013?
No dia 28 de fevereiro, Bento XVI renunciou ao papado. Graças a Deus, a 13 de março, foi escolhido o Papa Francisco. Tivemos a conclusão do ano da fé no dia 24 de novembro, que tinha sido iniciado a 11 de Novembro de 2012. Perdemos o dom Bernardo Filipe Governo no dia 21 de Outubro, em Quelimane, vítima de doença. Tivemos também o falecimento do dom Luís Gonzaga Ferreira da Silva e do monsenhor Mabuianga, na África do Sul. Tivemos, a nível da nossa igreja, ordenações sacerdotais. No dia 21 de Dezembro, foram ordenados dois sacerdotes e um diácono.

terça-feira, novembro 12, 2013

Bispos católicos apontam intolerância política e exclusão como ameaça à paz

Os bispos católicos de Moçambique, que durante a semana passada estiveram reunidos em assembleia plenária no Seminário Santo Agostinho na cidade da Matola, província de Maputo, descrevem o actual momento de tensão político-militar e de sucessivos raptos que o País está a atravessar, como sendo de “dor, angústia e desespero” do povo moçambicano.

"Neste momento de dor, angústia e desespero do povo moçambicano causado pelo regresso à guerra no País, queremos unir a nossa voz à voz do povo que clama pela paz e respeito da sua vida", referem.

Os bispos lembram que em Carta Pastoral de Agosto de 2012, "escrevemos que o clima de intolerância e a falta de inclusão de todos os cidadãos ameaçavam a paz conquistada com tanto sacrifício há 21 anos".

sábado, novembro 09, 2013

Porquê não houve encontro Guebuza-Dhlakama?

Porquê não houve o tal encontro entre Guebuza e Dhlakama propalado ali e acolá?
Uma das questões que leva em mim a uma grande dúvida é do porquê houve quem acreditou da seriedade daquele convite.
Acho que há muito que se deve estudar sobre o processo que culminou com a assinatura do AGP. Há partes e momentos que muitos desconhecem por muitas razões. Nós que nos dois anos intensivos de diálogo (1989-1992) escutávamos as tantas rádios (VOA, DW, RFI, etc) nas manhãs ou noites e calhava ouvirmos um comunicado ou uma reportagem sobre as negociacões, podemos nos recordar que o mais difícil protocolo foi sobre a seguranca e garantias que os membros da Renamo não seriam perseguidos. Recordo-me que em 1991, quando eu trabalhava na ADPP em Muzuane, Nacala-Porto, a palavra GARANTIA estava no uso frequente e até em brincadeiras, precisamente influenciados pelo que se passava nas negociacões entre o governo da Frelimo e a Renamo. Enquanto faltava o acordo sobre garantias, mocambicanos iam morrendo. Mas nessa altura, infelizmente, eram poucos mocambicanos que não pertencendo a nenhum dos lados beligerantes podiam a fazer pressão. Para além do medo, faltava-nos o conhecimento sobre como fazer pressão. Hoje não temos esse défice...

Escutem a voz (Igreja Católica) dos que naquela altura bateram-se para o AGP, recordem-se de quão magoado ficou Dom Dinis Senguelane, outra personalidade mocambicana que se bateu pelo AGP,

Escute AQUI

terça-feira, junho 25, 2013

Igreja Católica propõe que diálogo seja entre Guebuza e Dhlakama

O Governo já reagiu à proposta da Igreja Católica. Gabriel Muthisse, membro da delegação do governo no diálogo com a Renamo, disse que o envolvimento de outras figuras dependerá do evoluir do diálogo.

A Igreja Católica em Moçambique defende que o actual modelo de negociações entre o Governo e a Renamo não é eficaz. O bispo auxiliar em Maputo, João Nunes, diz que as negociações devem ser lideradas pelos presidentes da República, Armando Guebuza, e da Renamo, Afonso Dhlakama.

terça-feira, junho 04, 2013

Igreja católica insurge-se contra má gestão de terra

A igreja católica, através da Comissão Pastoral da Terra & Ecologia da Arquidiocese de Nampula e a Comissão Pastoral da Justiça e Paz da Diocese de Nacala, organizou recentemente, na cidade de Nampula, um debate sobre terras comunitárias subordinado ao tema “mecanismos de gestão de terra em Moçambique e a questão da boa governação: perspectivas para um desenvolvimento sustentável”. Na ocasião a igreja católica, na província de Nampula, mostrou-se preocupada com os actuais mecanismos de gestão de terras em Moçambique e a boa governação, facto que tem sido motivo de vários conflitos a diferentes níveis.
Falando na semana passada na cidade de Nampula na provincial sobre terras comunitárias, o Arcebispo de Nampula, Dom Tomé Muaqueliua disse que “a terra deve ser prioridade para o bem comum”, pelo que urge rever o sistema de concessão de terras e florestas territoriais marítimos que prejudiquem o povo. Ler mais

quinta-feira, abril 25, 2013

Contra as mentiras da Luísa Consula que usou o nome da Igreja para fins ilícitos

Católicos prometem medidas duras
O assunto da Luísa Consula que foi empossada como Vogal da Comissão Provincial de Eleições alegando ter vindo da Igreja Católica continua na ordem do dia.
Depois dos Católicos negarem categoricamente o suporte da candidatura daquela senhora nos órgãos eleitorais, eis que medidas duras estão por vir.
Numa entrevista concedida em exclusivo ao “Diário da Zambézia”pelo Padre MenesesCarlos Barroso, Pároco da Sagrada Família e também Vigário Geral da Diocese de Quelimane, ficamos a saber que a igreja católica não vai tolerar esta atitude perpetrada pela Luísa Consula, dai que segundo ainda o Padre Meneses, nos próximos dias, medidas duras serão tomadas contra esta cidadã que usou o nome da Igreja para fins ilícitos.

sábado, fevereiro 16, 2013

Vinte e dois papas renunciaram ou foram obrigados a isso antes de Bento XVI

A renúncia de um papa não é um facto tão incomum na história antiga da Igreja Católica, segundo um especialista espanhol que documentou que 22 papas renunciaram ou foram obrigados a renunciar antes de Bento XVI. Ler mais