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quinta-feira, janeiro 17, 2019

Ossufo Momade é novo presidente da Renamo

O general Ossufo Momade foi eleito presidente do partido Renamo na madrugada de hoje. O presidente eleito do maior partido da oposição obteve 410 votos, seguido de Elias Dhlakama, que ficou com 238 votos e Manuel Bissopo com 7.
Na sala do VI Congresso da Renamo, onde aconteceu a votação, estavam 700 delegados. Até a hora da sua eleição, na madrugada de hoje, Ossufo Momade era coordenador interino da Comissão Política da Renamo.
O novo presidente da Renamo substitui assim o líder histórico do partido, Afonso Dhlakama, que faleceu recentemente. Momade foi durante a guerrilha o responsável da Renamo pela zona norte do país.
Fonte: O País – 17.01.2019

domingo, maio 06, 2018

Dhlakama alertou membros da Renamo para projectarem seu substituto

“Os meus anos estão a terminar. Então, preciso daqueles que me irão substituir e não serei eu a indicar um amigo ou um sobrinho para o efeito. Não. Este não é o poder do régulo Mangunde. O meu pai é régulo. Quando o meu pai morrer, um dos meus irmãos ou um dos meus filhos vai o substituir. Agora, o poder político cabe a Renamo. Não vejam Dhlakama como uma pedra. E se eu morrer hoje?”, perguntou o líder da Renamo há oito meses.

Na mesma altura, Dhlakama disse aos membros do seu partido que nunca a guerra acaba com matanças, daí a necessidade de se negociar a paz por via do diálogo. “Se pegarmos em bazucas e partirmos para matar todos os membros da Frelimo, eles fogem para o mato e investem  na guerrilha. Mesmo sem o apoio da população, vão impedir o nosso governo. Se calhar, depois disso, possam vencer a Renamo e nós voltamos a fazer a mesma coisa que eles. Para que isso não aconteça, é importante encontrar as soluções daquilo que sempre provoca o desentendimento. O diálogo não tem prazo e nem calendário. Vai continuar”, afirmou o Dhlakama.

Fomte: O País – 06.05.2018

sábado, maio 05, 2018

Sobre sucessor de Afonso Dhlakama


Discutir sobre quem será o sucessor de Afonso Dhlakama, na direcçãoo do Partido Renamo é lógico para além de ser inevitável porque estamos a falar de um instituição pública muito importante do nosso país. A sucessão em si é do interesse de TODOS os moçambicanos independentemente de que partido é membro ou simpático ou se é apartidário. Razões são muitas.
Contudo, é para mim preocupante quando exactamente o que se critica é o que muitos gostariam de ver. Em muitos comentários se questiona se Dhlakama havia apontado seu sucessor antes da sua morte. Afinal devia ser ele a apontar seu sucessor na presidência da Renamo? Por conta disso, até cometem-se erros graves como de sugerir gente de fora para dirigir a Renamo.  Que democracia interna nos partidos sugerimos? Bom ou não há num partido do tamanho da Renamo quem será o sucessor.
Posso até entender o que querem dizer, mas deviam ser muito claros para que todos saibamos o que é importante nos partidos políticos em democracias sem falar apenas da Renamo. No meu entender ou na minha opinião, esses analistas e comentadores sugerem que a Renamo devia ter uma Comissão Política como membros presidenciáveis ou membros que ao olho dos moçambicanos identificam outros membros presidenciáveis ou os capacitam para tal. Eu devia dar um exemplo, mas deixo por aqui.
P.S: A morte de Afonso Dhlakama é um assunto nacional e por isso, qualquer patriota se engaja em reflexões a bem da nação.  

quinta-feira, maio 03, 2018

Morreu Afonso Dhlakama

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, morreu, de acordo com a Sapo. A informação sobre a morte do homem que se tornou líder da guerrilha aos 27 anos de idade, por parte da “perdiz”, ainda é escassa.

De nome completo Afonso Macacho Marceta Dhlakama, o líder da Renamo nasceu a 1 de Janeiro de 1953, em Mangunde, distrito de Chibabava em Sofala. É filho de um líder tradicional, o régulo Mangunde.
Dhlakama ingressou na FRELIMO em 1974, mas abandonou o Movimento em pouco tempo, tornando-se um dos fundadores da Resistência Nacional de Moçambique. Foi quando morreu André Matsangaíssa, em combate na Gorongosa, a 17 de Novembro de 1979, que Dhlakama tornou-se presidente do movimento tendo assumido as rédeas em 1980. Dhlakama assumiu assim a guerrilha com 27 anos de idade. Foi com a sua liderança que guerra civil, que durou 16 anos, se expandiu para todo o território nacional e desestruturando o país ao nível económico e social. O que levou o governo a negociar com o regime do Apartheid que financiava a Renamo um acordo de não agressão em 1984. No tal acordo o governo moçambicano deixaria de apoiar o ANC que lutava contra o então regime sul-africano, e este por sua vez a Renamo.  Ler mais (O País - 03.05.2018)

quinta-feira, abril 05, 2018

Sobre os administradores distritais a partir de 2019

Em entrevista ao semanário Canal de Moçambique, Afonso Dhlakama disse que a RENAMO o defende a nomeação dos administradores distritais pelos governadores que serão eleitos, pela primeira vez no país, nas eleições gerais de 2019. "Nós continuamos a bater com o pé, que deve ser o governador a nomear os administradores, embora seja provisoriamente, de 2019 a 2024", declarou Afonso Dhlakama.
Fonte: Deutsche Welle – 04.04.2018

sábado, março 03, 2018

Araújo apela reconciliação entre Daviz Simango e Afonso Dhlakama

Desde que Daviz Simango foi desvinculado da Renamo, em 2008, a única vez que foi visto publicamente com o líder Afonso Dhlakana foi nas celebrações dos vinte anos da Universidade Católica de Moçambique, na cidade da Beira. 
Tendo em conta o apoio do MDM ao candidato da Renamo na segunda volta das eleições intercalares de Nampula, Manuel de Araújo diz que é chegado o momento para reconciliação pública dos dois líderes, para o bem do país.
Fonte: O País – 03.03.2018

terça-feira, fevereiro 13, 2018

Entre “partidocracia”, bipolarização e descentralização da centralização?

Por Dércio Tsandzana

Quando decidi emitir a presente opinião, tive dois constrangimentos: (1) o temor de me alongar e criar desinteresse nas pessoas que vão ler; e (2) o receio de não ter a capacidade necessária para transmitir a mensagem com as palavras certas e perceptíveis para todos. Contudo, pelo sim ou pelo não, segue a opinião para quem puder lê-la.
Há quem chame a comunicação do Chefe do Estado um grande passo para à busca da paz efectiva, e alguns a catalogam de melhor acordo. Mas há quem, ainda, refira a existência de uma violação da legalidade, pelo facto de não se remeter ao Referendo alguns elementos dispostos na Constituição da República, a serem objecto de revisão (no 2 do artigo 292, com destaque para a al. e) do no 1 – Limites materiais). No meio disto tudo eu diria que este foi o acordo possível. É um passo para a paz que queremos, mas ao mesmo tempo, pode configurar um retrocesso sobre o que se pressupõe ser a descentralização.
Desde o início do conflito político-militar, os clamores de Paz eram dirigidos para dois dirigentes: Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, daí que não parece espantoso que hoje fossem os mesmos a decidir pela vida de milhares de moçambicanos. Contudo, o problema não reside aí. Tal assenta, fundamentalmente, em o que foi decidido e com que finalidade.

I. Num célebre livro de Robert Michels, intitulado "Les Partis Politiques - essai sur les tendances oligarchiques des démocraties", escrito em 1914, o termo 'partidocracia' ganhou corpo, apesar do mesmo ter sido verdadeiramente aplicado em um Governo só em 1930 pelo dirigente político argentino, Manuel Fresco. O termo não colhe consensos sobre o que o mesmo significa na essência.
Em poucas palavras, diríamos que o actual acordo sobre a descentralização coloca-nos numa situação de culto à 'partidocracia' - uma deriva da democracia representativa, marcada por uma forma de oligarquia, concentrando o poder dentro de uma (nova) classe privilegiada: os partidos políticos, e onde temos: a) alianças entre os partidos políticos, através da partilha do poder, infringem o sufrágio universal; b) decisões importantes são tomadas pelos líderes partidários cuja imparcialidade não é garantida; c) o surgimento (no nosso caso a manutenção) de partidos políticos fortes, através de alianças capazes de evitar o aparecimento de partidos novos e pequenos e d) o papel do eleitor se limita a corrigir o equilíbrio de poder entre os partidos políticos. Aliás, de alguma forma já vivíamos essa 'partidocracia', olhemos para o peso que os partidos políticos exercem em torno dos edis que eram (até aqui) eleitos e sob a gestão do próprio Estado, exemplos elucidativos não faltam.

quinta-feira, dezembro 28, 2017

Dossier sobre descentralização depositado na AR antes de Março

Senhor presidente, em princípios de Setembro deste ano, anunciou, na serra da Gorongosa, aos seus membros, durante uma reunião de quadros do seu partido, que a eleição de governadores era um dado adquirido, no âmbito da descentralização do país, e que até Dezembro deste ano, o documento atinente à eleição em referência seria depositado na Assembleia da República (AR). Estamos praticamente no fim do ano e nada em concreto avançou. O que aconteceu?

Tem razão… mas começaria por explicar que negociar não é fácil e torna-se ainda mais difícil quando se trata de negociar assuntos políticos que mexem com a vida de milhões de pessoas e com o futuro de partidos políticos. As negociações estão em curso e dentro em breve o documento em torno deste assunto dará entrada à Assembleia da República, com a proposta para a revisão pontual da Constituição, tendo em conta que, neste momento, este documento mãe indica que deve ser o Presidente da República a indicar governadores. Isto já está tudo acordado entre a Renamo e o Governo.

quinta-feira, novembro 02, 2017

Dhlakama diz que assassino de Mahamudo Amurane nunca será revelado

O presidente da Renamo alertou esta quinta-feira que o assassinato do autarca de Nampula, Mahamudo Amurane, há um mês, vai acabar em silêncio porque as autoridades moçambicanas “não têm a cultura de dizer a verdade”.
Afonso Dhlakama considerou uma farsa as actuais investigações e sustentou que os mandantes do crime nunca serão conhecidos, acusando o Governo de estar a propiciar estes silêncios, tal como aconteceu com outras figuras assassinadas por motivações politicas.
“Alguma vez o Governo moçambicano ou da Frelimo já disse a verdade quando se trata de violência ou criminalidade?”, questionou Dhlakama, insistindo que as autoridades “só prometem investigar, prometem perseguir para depois informar ao publico”.
“Mesmo agora o edil de Nampula, não espero que o Governo venha dizer que foi tal fulano [que o assassinou]. Podem prender um e outro porque tinha `boca cumprida`, mas os autores mesmo, os atiradores, nunca serão apresentados”, sublinhou o líder do maior partido da oposição em Moçambique.
Após o assassinato de Mahamudo Amurane, a 4 de Outubro, a Polícia fez duas detenções, de um empresário de construção civil e um vereador municipal, que estavam na companhia do então presidente durante o ataque, tendo depois sido constituídos arguido no caso.
Desde então, não são conhecidos os contornos das investigações sobre a morte do autarca, que estava em vias de rompimento com o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política, com o qual havia sido eleito edil de Nampula.

Fonte: Voz da América, em Notícias Sapo – 01.11.2017

quinta-feira, outubro 05, 2017

Líder da Renamo defende que assassinato de Amarune não foi orquestrado pelo MDM

Dhlakama diz que assassinato tem motivações políticas
O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, admite a hipótese de Mahamudo Amurare ter sido assassinado por motivações políticas, mas põe de lado a possibilidade de tal acto macabro ter sido orquestrado pelo MDM, e apela a polícia a encontrar os assassinos.
“Não quero aceitar que a motivação tenha saído do MDM. Daviz Simango não tem esquadrão da morte, ele não teria coragem de pedir o esquadrão para abater o seu membro”, disse Dhakama.
Para Dhlakama, eventuais acordos secretos políticos ou económicos, entre Amurane e supostos parceiros, que não foram cumpridos, podem ter ditado a morte do edil de Nampula.
Contudo, para Dhlakama, o mais importante neste momento é clarificar o crime.

Fonte: O País – 05.10.2017

quinta-feira, agosto 17, 2017

Dhlakama começa a acantonar tropas e a desmilitarizar a Renamo

Líder da oposição garante à VOA que seus homens vão integrar o exército nacional

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, revelou que vai iniciar a “acantonar” e a “desmobilizar” o seu braço armado para a composição de um exército unificado, que deverá servir os interesses da segurança do país e “não partidários”, evitando assim golpes de Estado, emboscadas e outros atentados à segurança de Moçambique.
Em declarações à VOA a partir da serra da Gorongosa nesta quinta-feira, 17, Dhlakama disse que o encontro com o presidente moçambicano, Filipe Nyusi garantiu consensos e revelou que vai deixar as matas a seguir ao anúncio da data das eleições gerais, que deverá ser em Abril de 2018.
O líder do maior partido da oposição em Moçambique avançou que, até Dezembro, uma lei de descentralização deverá dar entrada na Assembleia da Republica, dando lugar à revisão da Constituição da Republica, que vai reduzir os poderes do Chefe do Estado na nomeação dos governadores provinciais.

Fonte: Voz da América - 17.08.2017


quinta-feira, agosto 10, 2017

Manuel de Araújo encoraja PR e Dhlakama a prosseguirem com o diálogo

Edil de Quelimane defende inclusão e transparência no processo do diálogo para a paz
O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, encoraja o Presidente da República e o líder da Renamo a prosseguirem com o diálogo para a paz efectiva.
Contudo, De Araújo chama atenção para o perigo que pode ocorrer, se não forem envolvidos outros actores e defende o envolvimento de entidades independentes para monitorarem o processo.
“Quando são duas entidades, sem um mecanismo independente, sem inclusão e transparência, corremos o risco de daqui a um tempo voltarmos a uma situação de guerra”, referiu, acrescentando que o processo deve ser inclusivo e transparente.

Fonte: O País – 10.08.2017

quinta-feira, maio 04, 2017

Dhlakama diz que exigência da Renamo de nomear governadores não é prioritária

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, afirmou hoje que a exigência do principal partido da oposição em Moçambique de nomear governadores provinciais já não é prioridade, defendendo a eleição destes dirigentes nas gerais de 2019.
"[A exigência de nomeação de governadores provinciais] não é descartada, já não é prioritária, não posso dizer que está descartada, ou está esquecida, porque havia de confusionar as cabeças dos membros e simpatizantes e mesmo do povo", disse Afonso Dhlakama, falando a partir do distrito de Gorongosa, centro do país, onde se encontra refugiado desde 2015.
A exigência da Renamo de governar nas seis províncias onde o partido reivindica vitória nas eleições gerais de 2014 e a consequente recusa do Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) foi a principal razão para o retorno do país ao conflito armado, opondo as duas partes.

quinta-feira, abril 27, 2017

Nyusi anuncia saída das Forças de Defesa e Segurança de Gorongosa

Filipe Nyusi anunciou a retirada das Forças de Defesa e Segurança de duas bases em Gorongosa
O presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou, hoje, que o Governo decidiu retirar as Forças de Defesa e Segurança de Gorongosa. De acordo com Chefe de Estado as forças já deixaram duas bases e o abandono da terceira está em curso.
Nyusi anunciou ainda a criação de dois centros de verificação das tréguas compostos por membros da Renamo e do Governo em Maputo e em Gorongosa.

Fonte: O País – 27.04.2017

quarta-feira, abril 26, 2017

"Secretismo" nas negociações de paz em Moçambique pode condicionar solução definitiva

A forma "fechada e secreta" como as negociações para o fim da crise política e militar em Moçambique estão a ser dirigidas pode condicionar o alcance de uma paz permanente, disseram à Lusa diferentes analistas.
"Historicamente falando, é muito pouco provável que este conflito seja resolvido num processo negocial que exclui outros segmentos da sociedade", declarou o ativista social moçambicano, Roberto Tibana.
A forma como esta fase do diálogo foi desenhada revela que há um interesse comum entre a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal força de oposição, em manter as negociações de paz à porta fechada, referiu.
"É um formato que consolida a hegemonia deles e que não vai ter em conta os interesses de toda sociedade", observou Roberto Tibana, que fez parte do Painel de Monitorização do Diálogo Político, um grupo de personalidades da sociedade civil que exigem a abertura do processo.
De acordo com o ativista, o processo negocial deve ser extensivo à sociedade civil, na medida em que o problema político moçambicano não passa apenas pela descentralização e pela cessação das hostilidades militares - dois dos principais pontos da agenda desta fase de diálogo.
"Eles vão ter de chegar a um acordo. A Renamo usa as armas para fazer a pressão e a Frelimo quer um ciclo eleitoral calmo", acrescenta.

No entanto, Roberto Tibana não acredita que esta seja "uma solução definitiva". Ler mais (DN - 26.04.2017)

sábado, março 04, 2017

Analistas questionam grupo de contacto criado por Filipe Nyusi

O grupo de contacto criado pelo Presidente moçambicano e integrado pelos embaixadores da Suíça, Estados Unidos da América, Reino Unido, Botswana, Irlanda, Noruega, China e da União Europeia foi publicamente apresentada na quarta-feira,1.
Entretanto, analistas dizem não perceber o que estará por detrás da decisão de Filipe Nyusi de pedir o envolvimento de embaixadores estrangeiros no diálogo político, depois de há cerca de um mês ter dispensado a mediação internacional.
O Presidente disse, na ocasião, que o grupo de contacto vai juntar-se às equipas do Governo e da Renamo na discussão dos assuntos militares e de descentralização, sem, no entanto, indicar o seu papel.

sexta-feira, março 03, 2017

AFONSO DLHAKAMA DECLARA PRORROGAÇÃO DA TRÉGUA, EM MODCAMBIQUE, POR MAIS 60 DIAS

O líder da Renamo, Afonso Dlhakama, anunciou, esta sexta-feira, em teleconferência, a prorrogação por sessenta dias, a trégua nas hostilidades militares.
A prorrogação da trégua, segundo Afonso Dlhakama, visa evitar mortes e permitir que o processo de diálogo em curso no país ocorra num ambiente de paz, factor essencial para a dinamização da economia nacional.
“Declaro mais uma trégua de sessenta dias, de 4 de Março a 4 de Maio de 2017. Acho que a paz e sagrada. Podemos ter problemas políticos e tudo, mas se as pessoas dormem bem, nas suas casas, viajam bem, sem disparos, mesmo nas nossas bases e nos quartéis dos outros, quero acreditar que é a paz para Moçambique”- disse Afonso Dlhakama.
Afonso Dlhakama afirmou que a paz que se pretende não é apenas o calar das armas, pelo que expressa a sua vontade de alcançar uma paz verdadeira.

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

As explicações que faltavam

Dois anos após a invasão militar à casa do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na rua das Palmeiras, na cidade da Beira, Lourenço do Rosá- rio dá a sua versão dos factos. Ano passado, Do Rosário concedeu uma entrevista ao SAVANA, tendo declinado tecer qualquer comentário sobre o assunto.
No entanto, esta semana, o SAVANA voltou à carga e o reitor d´A Politécnica entendeu ter chegado o momento de contar a história. Lembrou que, depois da emboscada que Dhlakama sofreu a 25 de Setembro de 2015, em Gondola (Manica), que o fez regressar às matas, houve contactos entre o Governo e a Renamo no sentido de viabilizarem a saída do líder da Renamo das matas da Gorongosa.
Nisto, conta o antigo mediador da paz, que foi contactado pela delegação da Renamo para integrar a equipa que iria testemunhar a saída de Dhlakama. De seguida, diz ter contactado o Governo para transmitir esta informação, uma vez que era chefe da equipa dos mediadores nacionais.

Em resposta, o então chefe da delegação do executivo e ministro da Agricultura, José Pacheco, tomou nota da comunicação e mandou que se preparassem e que seriam acompanhados por uma delegação militar do Governo chefiada pelo coronel Norton e outra da Renamo dirigida pelo falecido coronel José Manuel. Chegados ao local no interior das matas da Gorongosa, encontraram Dhlakama e com ele saíram até à cidade da Beira, local onde os mediadores se despediram, referindo que dia seguinte estariam de regresso a Maputo.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Dhlakama alerta que violações estão a diluir o peso da trégua em Moçambique

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, alerta que as "provocações em violações da trégua" em Moçambique estão a diluir o peso do cessar-fogo de dois meses, iniciado a 03 de janeiro, e apela para um compromisso do Governo.
Numa avaliação do primeiro período da trégua, o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) disse, em declarações por telefone à Lusa a partir da Gorongosa, que não houve registo de violações por confrontos militares, mas denunciou novos casos de raptos e assassínios de membros do seu partido, o que tem fragilizado o compromisso.
"Quero apelar para que haja colaboração de facto", afirmou o líder da oposição, referindo que já abordou o assunto com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, para que "comece a aprender e a corresponder também com aquilo que a Renamo e o Dhlakama estão a fazer".
Além de vários casos denunciados nos primeiros dias da trégua pelo seu partido, o líder da Renamo disse que, na semana passada, quatro desmobilizados do braço armado da oposição, que se deslocavam desarmados dos distritos de Ile e Lugela para Morrotone, província da Zambézia, foram raptados após terem desembarcado de um autocarro próximo de uma base das Forças de Defesa e Segurança e estão desaparecidos desde então.