sábado, novembro 14, 2015

Paris/Atentados: Mais de 120 pessoas mortas, entre os quais quatro terroristas

Mais de 120 pessoas morreram, entre os quais quatro terroristas, nos ataques perpetrados sexta-feira à noite no centro de Paris e nas imediações do Estádio de França, informaram as autoridades francesas.
O Presidente francês, François Hollande, deslocou-se à sala de espetáculos Bataclan, onde houve tomada de reféns e dezenas de pessoas foram mortas.
Acompanharam o chefe de Estado francês, o primeiro-ministro, Manuel Valls, e os titulares das pastas do Interior, Bernard Cazeneuve, e da Justiça, Christiane Taubira.
Segundo fonte policiais, três suspeitos de serem responsáveis pelo ataque ao Bataclan foram mortos durante o assalto feito pela polícia para libertar os reféns.
Outra pessoa, descrita como um bombista suicida, morreu numa das explosões nas imediações do Estádio França, referiu a polícia.
Na sequência dos ataques registados na sexta-feira à noite no centro de Paris e nas proximidades do Estádio França, o chefe de Estado francês declarou o “estado de emergência” e determinou o encerramento de fronteiras
Fonte: LUSA – 14.11.2015

sexta-feira, novembro 13, 2015

"Tudo o que um país sonha ter"

Embaixadores europeus estiveram esta semana no Niassa e ficaram impressionados com as potencialidades da província moçambicana. A União Europeia e Moçambique vão assinar um acordo de cooperação de 700 milhões de euros.

Os diplomatas europeus estiveram esta semana no Niassa e prometeram ajudar a tirar a província do anonimato.
Numa visita ao Governo provincial, os embaixadores assistiram a um documentário sobre as potencialidades da região. O embaixador Sven Burgsdorff, chefe da delegação da União Europeia em Moçambique, diz ter ficado impressionado.

EUA negam proibição de venda de dólares a Angola

Segundo comunicado da Embaixada dos Estados Unidos em Angola, "não existe nenhuma regulamentação" por parte do governo americano "que proíba a venda de dólares a Angola".
"O acesso de Angola a dólares", explica o comunicado, "depende de decisões económicas tomadas por bancos privados a nível mundial. As trocas comerciais legítimas entre os nossos países são importantes e estas dependem do acesso lícito à moeda. Os nossos dois governos têm estado a trabalhar juntos para aumentar a capacidade, a nível local e internacional, de combate a branqueamento de capital e financiamento ao terrorismo ao mesmo tempo que procuramos estabelecer laços comerciais ainda mais forte entre ambos países."
Este esclarecimento acontece na sequência de notícias alertando para uma decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos, negada pelo comunicado acima, de que a Reserva teria suspendido a venda de dólares a bancos sediados em Angola por sistemática violação das regras de regulação do sector e suspeita de que o país possa estar a financiar redes de terrorismo.

quinta-feira, novembro 12, 2015

Desmilitarizar a Renamo à força aumenta o risco de uma guerra generalizada- Por Franquelino Basso

Por Franquilino Basso

Entre os debates mais intensos que permeiam a sociedade actual, uma questão que não pode ser colocada em segundo plano, certamente, é a da desmilitarização dos homens armados da Renamo. Opinar sobre a tão complexa matéria é, seriamente, um desafio. No entanto, enquanto cidadão, tenho o direito e dever de me manifestar, sobretudo em relação a um assunto que é bastante recorrente nos media, nos últimos meses.
Antes de tudo, permitam-me dizer que sou apenas um estudante de Filosofia e escrevo este texto por iniciativa própria, motivado por testemunhos diários de pessoas próximas que me levam à convicção de que, como um candidato a filósofo, não vale a pena calar-me perante um assunto como este.
Através do meu pequeno rádio, ouvi dizer, na voz de um dos dirigentes máximos da Polícia da República de Moçambique, o comandante-geral, que se iria desmilitarizar a Renamo e, para esse fim, a força seria usada se necessário. Uma reconsideração a este respeito acho que é urgente. Nada tenho contra a desmilitarização da Renamo, nem de qualquer outro grupo ilegalmente armado. Concordo que seja trabalho da Polícia zelar pela ordem e tranquilidade pública, o que implica que é seu dever recolher todas as armas em mãos alheias. Desmilitarize-se qualquer grupo ilegalmente armado mas, por favor, não à força, especialmente a Renamo.

Urge despartidarizar o Estado

O Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, defende a necessidade urgente de se despartidarizar as instituições do Estado de modo que os funcionários públicos possam desenvolver as suas actividades com profissionalismo, eficácia e eficiência, sobretudo na resolução das inquietações dos cidadãos.

Simango, que visita Nampula desde ontem para participar na Reunião Nacional de Quadros do seu partido, disse que os moçambicanos precisam ganhar fé e esperança face aos momentos de instabilidade político-militar que o país está a passar, devido a falta de entendimento entre o Governo e a Renamo no que tange a várias questões políticas, com destaque para o desarmamento das forças residuais da “perdiz”.

Casas de baixo custo na Beira dividem Frelimo e edilidade

A FRELIMO na Beira considera que a execução do projecto do Conselho Municipal visando a construção de casas de baixo custo nos bairros de Maraza e Chota passa por um estudo de viabilidade e uma consulta aos munícipes daquelas áreas residenciais, porque, no entendimento deste partido, “já não existe espaço para mais construções naquelas zonas”.
A posição da Frelimo foi manifestada pela sua bancada na Assembleia Municipal da Beira, durante a nova sessão ordinária daquele órgão recentemente realizada, na qual o partido governamental argumentou que se não forem tomada precauções a situação poderá propiciar conflitos de terra, tal como acontece no bairro de Ndunda, onde residentes e a edilidade disputam terrenos.

TSANGANO E MOATIZE: DEZ ESCOLAS ENCERRAM DEVIDO À INSTABILIDADE

O director provincial da Educação e Desenvolvimento Humano, Joaquim Meque, que deu a conhecer o facto ao “Notícias”, disse que devido ao estado de abandono em que se encontram os referidos estabelecimentos de ensino oportunistas estão a vandalizar as salas de aula, maior parte das quais reconstruídas após a assinatura do Acordo Geral de Paz, 1992.

Estamos a tentar sensibilizar os pais e encarregados de educação para deixarem as crianças em zonas seguras e com escolas para evitar que percam o ano lectivo”, disse o director provincial, que entretanto lamentou o facto de tais apelos não serem acatados pelo grosso dos visados, optando por deixar os petizes ficarem em casa.

CASO MIDO MACIE”: RÉUS CONDENADOS A 15 ANOS DE PRISÃO

Assim, com a uniformização do tempo de prisão para Meshack Malele, Thamsanqa Ngema, Percy Mnisi, Bongani Kolisi, Sipho Ngobeni, Lungisa Gwababa, Bongamusa Mdluli e Linda Sololo, todos antigos membros da Polícia sul-africana, chega ao fim um dos mais longos processos de julgamento que a África do Sul conheceu nos últimos tempos, escreve hoje o “Notícias” de Maputo.

Já em Agosto último o juiz Bert Bam, que presidiu às sessões de julgamento deste processo, havia declarado culpados todos os réus no crime de homicídio qualificado na pessoa do taxista, tendo inclusive ordenado na altura a prisão imediata dos acusados.

O juiz justificou a aplicação dos 15 anos de cadeia para cada um com o facto de todos eles terem participado na brutal tortura que culminou com a morte daquele moçambicano. Para ele, a pena só não foi de prisão perpétua ou de 25 anos de cadeia como chegou a ser aventado, porque todos eles são réus primários.

ÚLTIMA HORA: Confusão no Gilé e já há mortes

A Localidade de Muiane, no distrito de Gilé, norte da Zambézia, uma zona de exploração de recursos naturais, regista confrontos envolvendo a população e a Polícia de Protecção de Recursos Naturais. Tudo porque aquela força policial baleou um garimpeiro, numa confusão que visava salvar os bens de um investidor que comprou uma parcela que possui ouro e tantalite.
Segundo soube do Diário da Zambézia, a população(garimpeiros), explorava ouro naquela parcela e já comprada, o dono decidiu interditar e dai gerou confusão e foi dai que a Polícia disparou balas reais e mataram um cidadão. Dai, a vítima foi levada ao hospital local e os familiares e outros intervenientes, nem sequer aceitaram, tendo devolvido o corpo até ao Posto Policial local, mas já munidos de zagaias, paus, catanas e outras armas brancas. A confusão instalou-se e que até a policia viu algumas das suas armas serem roubadas.

Este é um assunto que vamos seguir nas próximas horas. (Diário da Zambézia)

CARLOS MACHILI NO BANCO DS RÉUS

Na sessão de julgamento Sheila Matavele, representante do Ministério Público, explicou que o réu desviou cerca de nove milhões, quinhentos e quinze mil meticais (210.297 dólares norte-americanos), fazia pagamentos a pessoas que não tinham vínculo contratual com a agência e usava meios do Estado para fins pessoais.

A magistrada do Ministério Público acrescentou que o réu chegou a alugar viaturas para serem usadas na agência sem nenhum concurso público, tal como regem as normas de contratação no Estado.

Segundo escreve o “Notícias”, dirigindo-se ao Tribunal, Carlos Machili começou por dizer que quando chegou à ANEIA esta instituição não tinha nenhuma viatura para trabalhar, razão pela qual usou o seu carro pessoal para prestar vários serviços, uma vez que quando cessou as funções de Reitor da Universidade Pedagógica (UP) o veículo em causa serviu-lhe na Direcção dos Assuntos Religiosos.

Explicou que quando a viatura avariou procurou saber junto da Direcção Administrativa e Financeira (DAF) a possibilidade ou não da sua reparação por conta da instituição, tendo-lhe dito que era perfeitamente legal assim como acontecia com os carros dos directores da Inspecção e do Licenciamento.

Guerra com balas e palavras mantém-se e com Nyusi e Dhlakama desencontrados, a paz continua utopia

Não são apenas os discursos políticos que são “incoerentes” e vão em direcção contrária aos apelos de paz, conforme sugerem os bispos católicos, o Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, não se falam, há tempo, e o silêncio agudizou-se depois do cerco e desarme dos segurança de Dhlakama, na manhã de 09 de Outubro passado, na cidade da Beira. António Muchanga, porta-voz do maior partido da oposição, disse ao @Verdade que após três emboscadas consecutivas premeditadas contra o seu líder, “uma pessoa sensata” não voltaria a confiar no Governo, fica claro que “não há nenhuma agenda para negociar a paz” e para tal “não é preciso” que as duas partes se encontrem sem que haja nada de concreto a tratar.

Aos bispos católicos, que manifestaram a sua indignação pelo facto de a situação político-militar estar “em contínua deterioração e do clamor do povo” se traduzir “em deslocados (...), perante o risco de perder a vida (...)”, e afirmaram deplorar “a incoerência entre o que se diz e o faz (...)”, o Presidente da República, disse: “Eu quero falar com Dhlakama. Não está a ser possível. Ele usa intermediários. Mas quero aqui dizer que a experiência mostra que foram muito produtivos os contactos com Dhlakama. Em duas horas, no primeiro dia, e uma hora, do segundo dia, conseguimos desbloquear alguns problemas. Ele não aceitava que os membros da Renamo tomassem posse na Assembleia da República, mas conseguimos convencer-lhes para prepararem a documentação e tomarem posse”.

Polícia mata a tiro três assaltantes em Nacala-Porto

Três indivíduos que presumivelmente faziam parte de uma quadrilha de assaltantes foram baleados mortalmente, na tarde de segunda-feira (09), na Praia de Fernão Veloso, na cidade portuária de Nacala-Porto, província de Nampula. Dos meliantes abatidos consta que um era sargento das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), afecto ao comando da mesma unidade naquela cidade portuária. Outros integrantes da quadrilha, que conseguiram fugir são provenientes da cidade de Maputo.
no fim-de-semana passado, um grupo constituído por mais de 15 cidadãos considerados cadastrados perigosos assaltou uma instituição de ensino, propriedade de missionários cristãos, apoderou-se de avultadas somas em dinheiro, e violou sexualmente as irmãs e as estudantes daquele estabelecimento.
Eis a peça da notícia na íntegra:

quarta-feira, novembro 11, 2015

Reserva Federal Americana suspende venda de dólares a Angola

A Reserva Federal dos Estados Unidos decidiu suspender a venda de dólares a bancos sediados em Angola por sistemática violação das regras de regulação do sector e suspeita de que o país possa estar a financiar redes de terrorismo.

De acordo com a edição desta semana do semanário Expresso, a decisão do banco central americano foi comunicada pelo First National Bank da África do Sul, intermediador destas operações no mercado angolano.

Em causa ficam os USD 6 mil milhões de bens importados anualmente dos Estados Unidos.
Na base do corte também terão estado práticas de branqueamento de capitais, envolvendo somas anuais de milhões de dólares.

TEMPO DE MASSACRE” AO TUBARÃO NA BAIA DE INHAMBANE

A perseguição sem trégua lançada por pescadores na província meridional de Inhambane, na sequência dos recentes ataques de tubarão que já provocaram um morto e dois feridos, levaram ao massacre terça-feira de nove tubarões de várias espécies destinado a restaurar a segurança dos pescadores nas águas da sua baía.

Entre os nove tubarões mortos na baía dos Cocos, distrito de Jangamo, destacam-se espécies como tubarão touro (três); igual número de tubarão-martelo; dois tubarões tigre; um tubarão viola cujo comprimento varia de dois a três metros, com uma média de 90 quilogramas.

terça-feira, novembro 10, 2015

FERROVIÁRIO DE NACALA VENCE PRIMEIRA EDIÇÃO DA TAÇA DA LIGA

O Ferroviário de Nacala conquistou hoje a primeira edição da Taça da Liga BNI, ao derrotar o Costa do Sol, de Maputo, na marcação de grandes penalidades por 5-4, depois do nulo que prevaleceu tanto no período regulamentar quanto no prolongamento.

O jogo da final da Taça da Liga teve lugar no Estádio da Machava, no Município da Matola.

Para chegarem a esta fase, o Costa do Sol derrotou o Clube do Chibuto, da província de Gaza, nas meias-finais por uma bola sem resposta, e o Ferroviário de Nacala eliminou o HCB de Songo, província central de Tete por 2-1 no seu reduto.

Esta primeira edição da Taça da Liga BNI foi disputada num sistema a eliminar, envolvendo somente clubes do Moçambola.

A prova é organizada pela Liga Moçambicana de Futebol (LMF) em parceira com o Banco Nacional de Investimentos (BNI).

Fonte: AIM – 10.11.2015

EDIL DA MAXIXE SOB INVESTIGAÇÃO JUDICIAL

O Presidente do município da Maxixe, na província meridional de Inhambane, Simão Rafael, poderá enfrentar dois processos criminais paralelos, por falta de transparência nos concursos e adjudicação das obras das estradas na cidade e o outro por agressão física ao comandante local da PRM, Manuel do Nascimento.

A efectivação dos dois processos está refém do encerramento do primeiro pelo Gabinete de Combate à Corrupção em Inhambane, que está a investigar o assunto no município da Maxixe e a formalização da queixa-crime pelo comandante da PRM na cidade, vítima de agressão física no seu gabinete de trabalho pelo edil local.

Onde e quando é que o deputado Rui Sixpence se encontrou com a diáspora?

Mais um membro do sistema a faltar a verdade. Onde e quando é que o Rui Sixpence, o deputado da Frelimo na Europa e o Resto do Mundo encontrou-se com a diáspora que assim se apelide. Quando muito Sixpence só pode ter se encontrado com membros e simpatizantes da Frelimo nas suas células algumas das quais instaladas nas embaixadas e consulados moçambicanos. O pior é que o Rui Sixpence quer nos ofender, sim ofender a muitos de nós que vivemos na diáspora, quando usando a Rádio Frelimo, ele acha que nós recebemos informações não reais pelas redes sociais e ele tem informações reais, as difundidas pelo G40 na RM aka Rádio Frelimo e ou na TVM aka TVF. Mas eu ouço.
Um deputado que vivendo na Europa e nomeadamente na Alemanha dizendo-se representar aos moçambicanos na Europa  nada dele se ouve e muito menos se cruza em debates. Hoje ele já nos prova que é inimigo das redes sociais, tem medo de se cruzar com moçambicanos cá fora para debater assuntos do país e tornar-se o verdadeiro mensageiro democrático nosso. Sim, para nós até é possível fácil ouvir e ou ler a opinião de e ou debater com o deputado que vive num distrito em Moçambique, seja ele da Frelimo, Renamo ou MDM.
Caro deputado, estamos na era das TICs e não nos anos 70 ou 80.

Ora eis a notícia difundida pela Rádio Moçambique:

MOÇAMBICANOS NA DIÁSPORA ENCORAJAM O GOVERNO A PROSSEGUIR COM O DESARMAMENTO DA RENAMO

Moçambicanos na diáspora encorajam o governo a prosseguir com o desarmamento da Renamo e a recolher todas as armas que estão em mãos alheias.
A comunidade moçambicana na diáspora diz não ser admissível que o povo moçambicano viva com medo no próprio país.
O deputado da Assembleia da República, pelo círculo eleitoral da Europa e do resto do mundo, Rui Sixpence, diz que alguns moçambicanos acompanham as notícias do país, através das redes sociais.
Sixpence explicou que, nalgumas vezes, essas redes sociais difundem informações não reais sobre o país, o que confunde os moçambicanos na diáspora.

Fonte: Rádio Moçambique – 10.11.2015

EDITORIAL do SAVANA: A crise que se avizinha


A crise que se avizinha P ela primeira vez em dez anos, o governo de Moçambique foi bater à porta do Fundo Monetário Internacional (FMI) para pedir um empréstimo de 286 milhões de dólares, que deverá ser autorizado quando o Conselho Executivo daquela instituição financeira internacional se reunir em meados de Dezembro.

O pedido deste empréstimo é um indicador claro do quão stressada se encontra a economia moçambicana, numa altura em que uma das três principais agências de anotação financeira, a Fitch, acaba de baixar a classificação de Moçambique de B+ para B.
Ao atribuir esta nota, a Fitch acrescenta que o quadro fiscal do país “deteriorou-se de forma acentuada no decurso do último ano, reflectindo elevados défices orçamentais, um rápido crescimento da dívida pública, volatilidade de receitas e um crescimento da factura salarial”.

segunda-feira, novembro 09, 2015

Declaração de guerra?

Por Machado da Graça

Houve confrontos militares, em Sofala “(Vanduzi) e na Zambézia (Morrumbala), entre as Forças de Defesa e Segurança e as forças residuais da Renamo, ou lá como quisermos chamar-lhes.

Embora nenhum dos lados revele nú- meros de baixas, terá havido, certamente, mortos e feridos. Do lado do Governo/Frelimo uma voz autorizada revelou em que contexto se deram esses confrontos.

O Ministro do Interior, Basílio Monteiro, veio a público afirmar que os combates derivam da necessidade de “perseguir ninhos de instabilidade para remover essas ameaças em resposta aos anseios de todo o povo moçambicano”. E prometeu que “vamos continuar a perseguir até remover o último ninho de instabilidade”.

Tumultos em Pangane provocam morte e feridos

Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) morto, dois civis feridos e parte da população refugiada nas matas e nas ilhas das cercanias é o resultado do pandemónio que se está a viver na localidade de Pangane, posto administrativo de Mucojo, interior do distrito de Macomia, em Cabo Delgado.
A Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi chamada a acudir a situação e o clima se mantêm tenso, havendo populares que ameaçam pôr termo à vida dos agentes da Lei e Ordem.
A rotina dos residentes de Pangane, uma pacata localidade costeira do distrito de Macomia, na parte central de Cabo Delgado, com cerca de oito mil habitantes está às avessas desde a quinta-feira passada.
Os líderes religiosos locais decidiram banir por completo a venda de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos comerciais e hoteleiros ali existentes porque a religião muçulmana, que é predominante na zona, é contrária à venda e consumo deste tipo de bebidas.
Por outro lado, o banimento é justificado pelo comportamento inapropriado que, supostamente, os consumidores, muitos deles jovens, apresentam quando estão embriagados. Faltam ao respeito, insultam à toa na via pública, entre outras práticas que atentam contra as famílias e a religião.

A operação de recolha de bebidas terá sido dirigida por um líder religioso, cujo nome não conseguimos apurar, que se fazia acompanhar por um grupo não especificado de jovens, os quais “apreenderam” produtos e dinheiro vivo estimado em 42.110 meticais em pelo menos cinco estabelecimentos. Ler mais