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domingo, outubro 01, 2017

Procuradora de Tete forja atestado médico, promiscue-se com Política e junta-se ao Congresso da Frelimo

A Procuradora distrital de Tete, Ivánia Taibo Mussagy, forjou um atestado médico para poder se deslocar à cidade da Matola, província de Maputo, onde participou no 11o Congresso da Frelimo, pontapeando, desta forma, o Estatuto dos Magistrados Judiciais, o qual, entre outros impedimentos, veda aos magistrados judiciais a militância activa em partidos políticos. Todavia, mesmo ciente de que a sua presença no referido evento – que decorreu de 26 de Setembro último a 01 de Outubro corrente – era inadmitido, a magistrada mandou aquela norma às favas e andou de lés a lés no recito da Escola Central da Frelimo, fez poses e deixou-se fotografar.
O resultado dessa vaidade, em jeito de show off, não tardou: alguns retratos de Ivánia Mussagy, trajando capulanas de farda e camisetas com timbres do 11o Congresso, que os camaradas escolheram para o histórico evento do partido/Estado [o Presidente Filipe Nyusi tenta tapar o sol com a peneira alegando isso não existe, mas a prática o desmente], foram parar nas redes sociais, de onde correram o país.
“O partido não dirige o Estado (...). O partido age para influenciar a actividade do Estado e das autarquias locais”, disse Nyusi, no seu discurso de abertura do congresso em alusão.

sábado, maio 13, 2017

Moçambique: Empresa indiana impõe "recolher obrigatório" em Cassoca

A população de Cassoca, uma comunidade no sul da provincia moçambicana de Tete, tem vindo a protestar sem sucesso contra uma medida de “recolher obrigatório” decretada pela empresa indiana Jindal, que tem na área uma exploração de carvão.
Há três anos, a comunidade de Cassoca vive dentro da concessão mineira da Jindal, sob promessa de reassentamentos, mas desde que a empresa construiu um cerco à área, com vedações de arame farpado, a população esta sujeita a viver sob regras da empresa, que incluiu o estabelecimento de limites nos horários para atravessar as cancelas.

sexta-feira, março 24, 2017

Desconhecidos matam chefe de Organização da Renamo na província de Tete

Pessoas desconhecidas mataram na quinta-feira o chefe de Organização da Renamo, no distrito de Tsangano, centro de Moçambique, João Abrão, disse hoje à Lusa o porta-voz do principal partido da oposição, António Muchanga.
Segundo António Muchanga, o chefe de Organização da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) terá sido sequestrado em casa, à noite, na localidade de Mapanje, província de Tete, por pessoas que se faziam transportar numa viatura branca e o seu corpo foi encontrado crivado de balas na serra de Nhodola, a poucos metros da vila de Tsangano.
A polícia moçambicana ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

sexta-feira, março 03, 2017

TETE: POPULAÇÃO DE CHIÚTA EXIGE RETIRADA IMEDIATA DA ADMINISTRADORA DISTRITAL

A população do distrito de Chiúta, em Tete, exige a retirada imediata da administradora distrital, Rosa Nascimento.
A administradora distrital é acusada pela população de Chiúta de usar alimentos para os afectados pela fome, em proveito próprio.
 A denúncia foi despoletada nos dois comícios realizados na vila de Manje, sede distrital e na localidade de Caúnda, orientados pelo primeiro secretário do Comité provincial da Frelimo, em Tete.
Segundo os populares de Chiúta, a administradora daquele distrito fez uso do milho destinado às vítimas da seca e estiagem para o pagamento, em forma de produto, às pessoas que trabalhavam na sua machamba pessoal.
A população pediu ao primeiro secretário provincial da Frelimo, que visitou aquele distrito, para que levasse de volta consigo a administradora Rosa Nascimento, porque, segundo a população, as relações entre as comunidades e a administradora são piores. 

Fonte: Rádio Moçambique – 03.03.2017

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

TETE: 2 LÍDERES COMUNITÁRIOS ASSASSINADOS EM TSANGANO

Os malfeitores consumaram este acto macabro, com recurso a armas de fogo e instrumentos contundentes, concretamente varões, catanas e facas. 
Trata-se dos líderes comunitários de Chiandame e N’pulo, assassinados na calada da noite quando estes dormiam nas suas residências.
Em solidariedade com estes dois dirigentes comunitários, o primeiro secretário do partido Frelimo, em Tete, Fernando Bemane, visitou, esta terça-feira, uma das famílias enlutadas.
Na ocasião Bemane manifestou o seu desagrado em este comportamento desumano e apelou a família enlutada a ser vigilante e a denunciar indivíduos de conduta duvidosa que circulam pelas comunidades.
Bemane está em Tsangano a fazer o acompanhamento do trabalho político do seu partido e duramente dois dias, irá efectuar vários encontros políticos com as bases (RM Tete)

Fonte: Rádio Moçambique – 22.02.2017

quinta-feira, novembro 24, 2016

Empresas fecham portas em Tete

O ambiente de negócios em Tete, província do centro de Moçambique, é descrito como “não saudável”.
Por causa da crise provocada pela queda do preço do carvão no mercado internacional, muitas empresas fecharam as portas.
Neste momento, o Conselho Empresarial Provincial está a efectuar um trabalho para apurar quantas empresas entraram em insolvência e o tipo de ajuda a prestar para que elas possam voltar a estar operacionais.

Moçambicanos apanham o comboio para evitar ataques

A estação dos Caminhos de Ferro de Moçambique na vila de Moatize, no centro do país, regista um fluxo de pessoas fora do normal. Os passageiros preferem esperar e apanhar o comboio a viajar pela estrada.
A estação está apinhada de gente com destino às províncias de Sofala, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado.
Enquanto o comboio não parte, alguns passageiros aguardam deitados no chão, outros acomodam-se nos bancos ali existentes. Muitos preferem esperar aqui e apanhar os comboios da linha de Sena a viajar pelas estradas, onde é preciso aguardar durante horas por escoltas militares, correndo-se mesmo assim o risco de ser atacado por homens armados.
"Há mais segurança no comboio do que nas estradas", diz Ana Biquiane, que viaja para a Beira, na província de Sofala. "É melhor ir segura do que correr riscos." Ler mais (Deutsche Welle, 24.11.2016)

Tragédia de Tete já causou 93 mortes

Subiu para 93 o número de vítimas mortais da tragédia de Tete em Caphiridzange. Estão agora internados 51 pacientes, dos quais 13 graves, incluindo uma mulher grávida e três crianças. De acordo com a porta-voz do Hospital Provincial de Tete, Verónica de Deus, já iniciou o processo de operações. Hoje foram operadas 5 pessoas.

Fonte: O País – 24.11.2016

Carmelita Namashulua insiste que os corpos estavam irreconhecíveis

Ainda sobre a vala comum em Tete

Só não disse como é que, depois da exumação, os corpos se tornaram reconhecíveis.

O Governo continua a mentir sobre as razões da abertura de uma vala comum, onde havia enterrado doze corpos de vítimas do incêndio de proporções gigantescas que, até terça-feira, tinha causado a morte de 84 pessoas e ferido 173, na localidade de Caphridzange, no distrito de Moatize, na província de Tete. A ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashilua, foi ontem à Assembleia da República repetir o que disse em ocasiões anteriores: que os corpos foram enterrados na vala comum porque estavam irreconhecíveis.

Os corpos vieram depois a ser exumados e reconhecidos, sem a intervenção da Medicina Legal.

“A realização da sepultura provisória de alguns corpos na vala comum deveu-se ao facto de se apresentarem num avançado estado de decomposição, carbonizados e desfigurados, dificultando a identificação e reconhecimento dos mesmos”, disse Carmelita Namashulua.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Causas de explosão em Moçambique continuam por esclarecer

Número de mortos sobe para 80; Mais de 60 ainda internados, 35 em estado grave.
As causas da explosão de um camião-cisterna na passada quinta-feira, a 65 quilómetros de Tete,continuam por esclarecer.
A explosão causou, pelo menos, 80 mortes e dezenas de feridos, no povoado de Caphiridzange, distrito de Moatize.
A ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namasulua, disse que, entre as vitímas há duas grávidas e 12 crianças, que estavam envolvidas no roubo coletivo do combustível.  Ler mais (Voz da América – 21.11.2016)

Sobe para 80 o número de vítimas mortais na tragédia de Tete

A situação na província de Tete ainda é crítica. De ontem para hoje, de acordo com a Porta-voz do Hospital Provincial de Tete, Verónica de Deus, mais sete pessoas perderam a vida. Neste momento, sobe para 80 o número de mortes, resultado da explosão de um camião cisterna em Caphirizange, no distrito de Moatize.

Fonte: O País – 20.11.2016

sexta-feira, novembro 18, 2016

GOVERNO MOÇAMBICANO DECRETA TRÊS DIAS DE LUTO NACIONAL

O governo de Moçambique decretou três dias de luto nacional, na sequência da tragédia que esta quinta-feira vitimou 56 pessoas e feriu outras 108 na sequência da explosão de um camião cisterna na localidade de Caphiridzange, distrito de Moatize, província central de Tete.
Do universo de feridos, 96 estão internadas e a receber assistência médica.
A medida foi tomada hoje durante a sessão extraordinária do Conselho de Ministros que reuniu com um único ponto de agenda: apreciar a tragédia de Caphiridzange.
No termo da sessão, o porta-voz do governo, Mouzinho Saíde, disse que o governo decidiu decretar três dias de luto nacional, a partir da meia-noite de sábado até segunda-feira e a bandeira nacional será içada a meia haste em todo o território nacional, assim como em todas as missões diplomáticas e consulares no exterior.
Devido a tragédia, o Conselho de Ministros, reunido na sua sessão extraordinária, lamenta esta triste ocorrência, manifesta a sua solidariedade para com os feridos e apresenta as mais sentidas condolências às famílias enlutadas, disse Saíde.
O Conselho de Ministros decidiu ainda criar uma comissão de inquérito, dirigida pelo Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, devendo integrar o Ministério do Interior, da Administração Estatal e Função Pública, da Saúde (MISAU), dos Transportes e Comunicações e dos Recursos Minerais e Energia.
A comissão estará encarregue de apurar as circunstâncias que originaram o incidente assim como as respectivas causas e responsabilidades.
O camião cisterna pertence a uma empresa malawiana de transporte de combustível.

'Fonte: AIM – 18.11.2016

quinta-feira, novembro 17, 2016

Explosão faz pelo menos 73 mortos e mais de 100 feridos em Tete (Notícia actualizada)

Pelo menos 70 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas esta quinta-feira em Moçambique, depois de um camião ter explodido perto da fronteira com o Malawi, avança a Reuters.
O veículo em causa ter-se-á despistado e explodiu quando algumas pessoas estavam a tentar tirar combustível do mesmo.
 Em comunicado o governo moçambicano avançou que o camião transportava combustível para o Malawi, depois de ter partido da cidade da Beira onde o acidente terá ocorrido.
“O incidente aconteceu quando cidadãos tentaram tirar combustível de um camião-tanque. Com o aquecimento, o camião pegou fogo tendo originado a morte, segundo dados preliminares, de 43 pessoas e queimaduras em outras 110 pessoas, entre adultos e crianças”, descreve um comunicado do Conselho de Ministros enviado à Lusa.
Para o local foram mobilizadas ambulâncias e pessoal médico para socorrer as vítimas e os feridos já começaram a ser transportados para o Hospital Provincial de Tete.
“O Governo de Moçambique lamenta a perda de vidas humanas e o ferimento de outras cem pessoas e está a providenciar todo o apoio necessário para salvar vidas e confortar as famílias dos perecidos”, refere ainda o documento do Conselho de Ministros.


Fonte: Mozmassako – 17.11.2016

43 pessoas morrem num incidente em Tete

Foi registado hoje um incidente na localidade de Caphiridzange, no distrito de Moatize, Província de Tete. Dados preliminares dão conta da morte de 43 pessoas e mais de 110 sofreram queimaduras de diferentes graus.
O incidente aconteceu quando cidadãos tentaram tirar combustível de um camião-taque. Com o aquecimento, o camião pegou fogo, tendo originado a morte de várias pessoas, entre adultos e crianças.
Já foram mobilizados para o local ambulâncias e pessoal médico para socorrer as vítimas. Os feridos estão a ser evacuados para o Hospital Provincial de Tete.
O Govero lamenta, atraves de um comunocado enviado à nossa redacção, a perda de vidas humanas e o ferimento de outras 100 pessoas e está a providenciar apoio necessário para salvar vidas e confortar as famílias dos perecidos.
Os trabalhos no local continuam para minimizar os efeitos desta tragédia.
Governo vai intevir
Na sequência do, o Governo criou uma equipa de trabalho que se desloca amanhã à Tete.
A equipa, chefiada pela Ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, integra o Ministro dos Tranportes e Comunicações, Carlos Mesquista, o Vice-Ministro da Saúde, Mouzinho Saíde, e o Director do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Osvaldo Machatine.
A equipa do Governo Central vai juntar-se aos esforços do Governo da Províncial de Tete no apoio aos envolvidos no incidente. 

Fonte: O País – 17.11.2016

quarta-feira, outubro 19, 2016

TETE: ALUNO QUE PERCORRIA 33 KMs PARA A ESCOLA, MORRE EM PLENA CAMINHADA

Chimthopo é um posto administrativo localizado a mais de 250 quilómetros da sede do distrito de Mágoè e apenas possui uma escola primária completa. Devido a sua localização longínqua, os alunos estão impossibilitados de continuar com os estudos na sede do distrito.
Como alternativa, os alunos são obrigados, diariamente, a percorrer 66 quilómetros, atravessando o rio Zambeze, através de canoas, até à sede do vizinho distrito de Zumbo, onde existe o ensino secundário.
Segundo apurou a Rádio Moçambique, o finado percorria diariamente 66 quilómetros, isto é, ida e volta, transportando-se em bicicleta e não resistiu à sede, devido ao calor intenso que se faz sentir.
Um outro aluno escapou à morte, graças ao pronto-socorro por parte da comunidade de Chimthopo.
E para que casos idênticos não ocorram nos próximos dias, os residentes pedem a construção de uma escola secundária na região.

Fonte: AIM – 18.10.2016

domingo, abril 17, 2016

CRATERA ABERTA APÓS CONFRONTOS MILITARES PARALISA TRÂNSITO NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE

O buraco, de quase um metro de profundidade e que atravessa todo a largura do pavimento de uma das principais estradas do centro de Moçambique, foi aberto na noite de sábado, após intensos confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e homens armados, presumivelmente da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), impedindo por completo o trânsito de viaturas nos dois sentidos, situação que se mantinha até ao início da tarde de hoje.
"A estrada está cortada e as Forças de Defesa e Segurança estão a impedir que se chegue lá para evitar mais ataques", disse à Lusa um transportador, acrescentando que estava a ser preparada uma escolta militar com um blindado para se reativar a circulação.
Vários transportadores que fazem a ligação Chimoio-Catandica-Guro e Tete foram forçados a voltar para trás e deixaram os passageiros em terra. Ler mais ( LUSA, 17.04.2016)

terça-feira, março 22, 2016

Espectáculo gratuito do Governo

O Conselho de Ministros formou uma comissão de alto nível com mandato para investigar a ocorrência ou não da violação dos direitos humanos. A esta atitude do Governo alguns chamaram de juiz em causa própria, mas, acima de tudo, mostra o seu distanciamento de tais actos, por isso, independentemente de a Human Rights ter “convidado” o Governo a investigar, ele, o Governo, agiu na certa ao criar a tal comissão para apurar os factos no terreno. Provavelmente, não tenha sido feliz na indicação das personalidades que transformaram o seu mandato num acto de “publicidade” e de demonstração de “serviço”, quanto a mim dispensável. Igualmente, isto na minha opinião, não terá sido feliz ao indicar pessoas de ministérios directamente relacionados com as actividades a investigar no terreno, como foi o Interior e Justiça. Esta era uma missão para titulares de pastas fora das FDS e mais ligados à humanidade, casos da Educação, Género e Acção Social, Cultura, Juventude, entre outros pelouros, de forma a confrontarem os seus colegas dos pelouros no terreno das operações.

sexta-feira, março 18, 2016

150 pessoas abandonam as suas casas em Mazoe (Tete)

Apoiantes da RENAMO abandonam as suas casas em Mazoe, Changara, por alegadas agressões por parte de membros da FRELIMO e da polícia moçambicana.Casas incendiadas, pilhagem de bens e agressões físicas levam a que mais de 150 pessoas apoiantes da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) abandonem as suas casas em Mazoe, uma cidade do distrito de Changara, localizada no sudoeste da província de Tete. Ler mais (Deutsche Welle, 17.03.2016)

O cúmulo da estupidez governamental!

Sejamos sérios. Uma coisa é Filipe Nyusi e seus ministros ignorarem totalmente o calvário que aquelas populações vivem. É um acto que, apesar de irresponsável, compreendemos, porque este particular de se preocupar com o povo só é peculiar de quem, de facto, foi votado e sente-se no dever moral de fazer alguma coisa perante um problema que caminha para níveis de catástrofe. Mas criar uma comissão de inquérito para gozar com a situação em que aquela população se encontra, e tentar passar um certificado de estupidez a todos os moçambicanos e estrangeiros que estiveram em Kapitse, é um acto bárbaro. Pagar ao jornal “Domingo” para inventar narrativas para ilibar o Governo é o cúmulo. In Editorial de Canal de Moçambique (17.03.2016)

quarta-feira, março 16, 2016

"Houve abusos muito sérios" no centro de Moçambique

O governo moçambicano desmentiu alegados abusos cometidos pelo exército na província de Tete, no centro do país. Esta foi a posição da comissão criada pelo conselho de ministros moçambicano que se deslocou a Tete para investigar os abusos praticados pelas Forças de Defesa e Segurança moçambicanas. Escute aqui (RFI - 16.03.2016)