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quinta-feira, novembro 12, 2015

Desmilitarizar a Renamo à força aumenta o risco de uma guerra generalizada- Por Franquelino Basso

Por Franquilino Basso

Entre os debates mais intensos que permeiam a sociedade actual, uma questão que não pode ser colocada em segundo plano, certamente, é a da desmilitarização dos homens armados da Renamo. Opinar sobre a tão complexa matéria é, seriamente, um desafio. No entanto, enquanto cidadão, tenho o direito e dever de me manifestar, sobretudo em relação a um assunto que é bastante recorrente nos media, nos últimos meses.
Antes de tudo, permitam-me dizer que sou apenas um estudante de Filosofia e escrevo este texto por iniciativa própria, motivado por testemunhos diários de pessoas próximas que me levam à convicção de que, como um candidato a filósofo, não vale a pena calar-me perante um assunto como este.
Através do meu pequeno rádio, ouvi dizer, na voz de um dos dirigentes máximos da Polícia da República de Moçambique, o comandante-geral, que se iria desmilitarizar a Renamo e, para esse fim, a força seria usada se necessário. Uma reconsideração a este respeito acho que é urgente. Nada tenho contra a desmilitarização da Renamo, nem de qualquer outro grupo ilegalmente armado. Concordo que seja trabalho da Polícia zelar pela ordem e tranquilidade pública, o que implica que é seu dever recolher todas as armas em mãos alheias. Desmilitarize-se qualquer grupo ilegalmente armado mas, por favor, não à força, especialmente a Renamo.