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quinta-feira, novembro 12, 2015

Desmilitarizar a Renamo à força aumenta o risco de uma guerra generalizada- Por Franquelino Basso

Por Franquilino Basso

Entre os debates mais intensos que permeiam a sociedade actual, uma questão que não pode ser colocada em segundo plano, certamente, é a da desmilitarização dos homens armados da Renamo. Opinar sobre a tão complexa matéria é, seriamente, um desafio. No entanto, enquanto cidadão, tenho o direito e dever de me manifestar, sobretudo em relação a um assunto que é bastante recorrente nos media, nos últimos meses.
Antes de tudo, permitam-me dizer que sou apenas um estudante de Filosofia e escrevo este texto por iniciativa própria, motivado por testemunhos diários de pessoas próximas que me levam à convicção de que, como um candidato a filósofo, não vale a pena calar-me perante um assunto como este.
Através do meu pequeno rádio, ouvi dizer, na voz de um dos dirigentes máximos da Polícia da República de Moçambique, o comandante-geral, que se iria desmilitarizar a Renamo e, para esse fim, a força seria usada se necessário. Uma reconsideração a este respeito acho que é urgente. Nada tenho contra a desmilitarização da Renamo, nem de qualquer outro grupo ilegalmente armado. Concordo que seja trabalho da Polícia zelar pela ordem e tranquilidade pública, o que implica que é seu dever recolher todas as armas em mãos alheias. Desmilitarize-se qualquer grupo ilegalmente armado mas, por favor, não à força, especialmente a Renamo.

quinta-feira, julho 23, 2015

Despartidarização e desmilitarização

Por Machado da Graça

Muitas pessoas afirmam não conseguirem compreender a razão do permanente impasse no processo de diálogo entre o Governo e a Renamo no Centro de Conferências Joaquim Chissano.

Ora a mim a razão parece-me bastante clara. Trata-se de um jogo de poder em que nenhum dos lados quer ceder perante o outro.

Por um lado temos o poder do partido Frelimo que se manifesta através do seu controlo absoluto sobre a totalidade do Estado, desde os orgãos do executivo aos do legislativo e do judicial.

terça-feira, abril 22, 2014

Sobre a missão de observadores do cessar-fogo Governo e Renamo continuam sem consenso

O Governo e a Renamo voltaram, na segunda-feira, a não chegar mais uma vez a um consenso sobre o mandato da missão dos observadores que irão fiscalizar o cessar-fogo. 


Depois de na última ronda, o Governo, através do ministro dos Transportes e Comunicações, Gabriel Muthisse, ter dito aos jornalistas que a Renamo aceitava entregar as armas e integrar os seus homens, e que a prioridade era concluir os termos de referência, passando as exigências da Renamo a serem matéria de discussão no segundo ponto, referente às Forças de Defesa e Segurança, na segunda-feira, o mesmo Governo, representado pelo ministro da Agricultura, José Pacheco, veio dar o dito por nao dito, negando qualquer possibilidade de discutir a proposta da Renamo sobre a paridade nas FDS.