Perdeu a vida
este domingo, na cidade da Beira, Noé Nhantumbo, jornalista e colunista do
semanário Canal de Moçambique e diário digital CanalMoz e escritor.
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domingo, maio 28, 2017
quarta-feira, novembro 04, 2015
Parlamento obstruído e PR em “colete-de-forças”?
Por Noé Nhantumbo
Democracia debilitada ou inexistente?
Moçambique, com o Orçamento Geral do Estado deficitário e dependente de doações externas, tem a obrigação de travar a onda despesista que se regista.
A funcionalidade governativa e parlamentar são uma exigência de primeiro plano.
Todo o formalismo existente no que se refere aos órgãos que compõem o quadro dos poderes democráticos torna-se um simulacro da verdade se não funcionam em pleno e com a qualidade transformadora que os cidadãos governados esperam.
É lamentável e chega a ser criminoso alimentar centenas de pessoas num parlamento que pouco produz que seja de interesse nacional.
Uma forte disciplina partidária reina no seio dos deputados, coarctando as suas intervenções, mesmo quando bem-intencionadas e de interesse nacional.
Quem ganha principescamente e continua a exigir melhorias e aumento das suas regalias e mordomias deveria estar trabalhando proactivamente na defesa daqueles que são os elementares e legítimos interesses dos representados. Ler mais
terça-feira, agosto 04, 2015
Demagogia e retórica de regresso e a grande velocidade
“Aliciar e patentear” já antes foi feito, com os resultados conhecidos.
Por Noé Nhantumbo
Depois de praticamente encerrada a EMOCHIM, aparece agora um novo capítulo da novela do aliciamento político com fins mediáticos. A adesão de dois integrantes da EMOCHIM provenientes da Renamo vale o que vale em “marketing” político.
Dá alento a quem anda à procura de sucesso que lhe foge na frente política. Em si não significa que a Renamo tenha perdido a iniciativa no que se refere aos pontos em discussão no CCJC. Foi uma manobra elaborada no mais puro secretismo que tem o seu mérito mas convém que ninguém confunda isso com vitória do executivo de FJN.
Tempos houve em que era comum a apresentação periódica de elementos da Renamo integrando-se nas fileiras da Frelimo. Ciclos de exercícios idênticos aconteceram um pouco por todo o país, mas nem isso coibiu a Renamo de existir ou de produzir os resultados eleitorais conhecidos por todos.
domingo, junho 21, 2015
Ostentação, arrogância, branqueamento, receitas para o desastre
Por Noé Nhantumbo
Agora que a “atunada” mostra as suas entranhas, quem protege quem?
Excelentíssimos advogados incansáveis do regime, agora que o “caldo da EMATUM” está entornando e a “panela da ENI” começa a borbulhar, quem defende quem?
Aquela jogada judicial do Conselho Constitucional, gerada pela Comissão Nacional de Eleições, foi relativamente fácil, se atendermos a que o esquema de forçar a homologação de um PR estava blindado pela força do aparato policial e judicial. Tudo estava preparado e tinha que dar certo.
segunda-feira, maio 04, 2015
Maquinação, protectorado e a farinha do mesmo saco?
Por Noé Nhantumbo
O Comité Central da Frelimo reuniu-se e deliberou que se tinha de assegurar a manutenção do controlo do poder por todos os meios. Isso é uma decisão partidária legítima, mas deveria haver senso de compreender que isso não é linear nem constitui a agenda nacional.
Parece que o meio escolhido para reforçar uma “coesão descabelada” tenha sido a união das “alas internas”. Um partido atravessando uma encruzilhada difícil e complexa de sua história terá conseguido fechar a boca aos críticos internos sob a proposta de que tudo era válido desde que o poder efectivo não escorregasse para a oposição. Esse é um problema interno da Frelimo, embora com repercussões no país.
terça-feira, março 10, 2015
O TRILHO DA MORTE JÁ É ANTIGO
Por Noé Nhantumbo
...Acomodação, conveniência, conluio e cumplicidade consequentes
Beira (Canalmoz) - Em nome da revolução ou de qualquer outro artifício conveniente construído deve haver capacidade de discernir que o assassinato político é de génese antiga em Moçambique.
O caminho para a independência nacional tem exemplos bastantes para elucidar quem esteja interessado em conhecer um lado negro da nossa história que alguns recusam que os moçambicanos conheçam.
Embora seja compreensível que quando se luta a morte é uma das consequências directas, outra coisa diferente é montar ou pretender fundar um estado em alicerces dessa natureza.
A cultura da morte como solução de litígios e desinteligências mina a possibilidade de a tolerância reinar e das pessoas viverem em paz e concórdia.
terça-feira, dezembro 09, 2014
"Analistas em polvorosa mesmo com abundância de assuntos
Caçam, pescam, dissecam, mas raramente acertam
Por Noé Nhantumbo
Com escassez estonteante de análises dignas desse nome e com resultados
eleitorais rebuscados e paridos por cesariana, com o futuro próximo
declaradamente incerto, muita é a apetência para a adivinhação.
De certas latitudes, surgem sugestões para que, no sentido de se ver a
democracia consubstanciada na Renamo, o seu líder deveria dar o lugar a outras
pessoas.
sexta-feira, outubro 10, 2014
Libertar as Embaixadas das células do partido Frelimo
Por Noé Nhantumbo
Desde Pretória
até Berlim, passando por Washington e Lisboa
Aquela filosofia
de partido único que punha e dispunha sem contestação deve ser refutada porque
contrária à nova ordem política pluralista vigente no país.
As células do
partido Frelimo que pontificavam e actuavam abertamente nas Embaixadas
mascararam-se e encobriram-se numa acção que deve ter obedecido a comandos de
Maputo.
Mas, aproveitando
o vento de monopolização da acção política e regressão aos tempos do partido
único, que foi ensaiado e muitas vezes implementada nesta Terceira República de
Armando Guebuza, viu-se embaixadores transformando-se em secretários de célula
ou comissários políticos.
De Lisboa,
circularam notícias alarmantes aquando das eleições de candidatos a deputados
na diáspora.
quarta-feira, agosto 13, 2014
“Quarto Poder” cumpriu o seu papel no processo de pacificação?
Ainda é pouco, pois pode fazer muito mais
Por Noé Nhantumbo
Mas impõe-se que nos situemos e que se saiba dirigir o fogo da palavra para
o alvo certo ou para alvos mais decisivos nesta fase do combate pela
democratização do país.
Julgo que nada de mais importante existe do que remover as células do
partido Frelimo da comunicação social pública. Em segundo lugar, importa que se
tenha a compreensão dos mecanismos que presidem e determinam a auto-censura na
classe. Em terceiro lugar, poderia dizer que a unidade da classe vai trazer dignidade
salarial e corporativa.
terça-feira, agosto 12, 2014
Não se deixem enganar pelos apologistas de que nada muda
Moçambicanos, cerrem fileiras pela paz e democracia
Por Noé Nhantumbo
Essa tem sido a palavra de ordem dos que não querem e abominam a mudança.
O facto de haver erros e imperfeições nos outros que concorrem nos pleitos eleitorais não significa que não se deva dar oportunidade para não apresentem os seus projectos políticos. Não significa que a mudança não deva acontecer. Moçambique é uma república e não um reinado, onde o poder se transmite por hereditariedade. Neste caso, por via de indicação directa pelos “libertadores” da pátria.
quinta-feira, julho 03, 2014
Apelo da CNE contra a violência eleitoral não basta!
Incluir a PGR, PRM/FIR é vital e urgente
Por Noé Nhantumbo
Não se pode dar carta-branca à PRM para violentar
simpatizantes de partidos políticos e, volta e meia, apelar contra a violência
eleitoral na campanha e no dia da votação. É hipocrisia de quem está amarrado
ao sistema e que sabe previamente que está impotente para abordar e enfrentar
os prevaricadores.
Este presidente da CNE, escolhido num processo de si
controverso e cheio de zonas de penumbra, ou ganha a coragem de apontar para os
alvos apropriados, ou deve calar-se e colocar o seu lugar à disposição.
terça-feira, junho 10, 2014
Momentos graves dispensam hipocrisia viperina
Os mortos de Montepuez e os de Nhamatanda também são moçambicanos.
Por Noé Nhantumbo
Há alguns escribas e comunicadores sociais, analistas e pseudo-analistas batendo-se, nos palcos que lhes são pomposamente facultados, contra a morte de inocentes neste martirizado país.
Em mais uma guerra que acumula vítimas em número crescente e assustador, alguns procuram ignorar qual é génese do actual conflito. Se antes gostavam de se referir a uma suposta guerra de destabilização, agora esperemos que criem outro termo para qualificar o que está acontecendo nos dias que correm.
quinta-feira, junho 05, 2014
Alternância democrática constrói-se com pequenos passos
Há que entender que juntos tudo se torna mais fácil
Por Noé Nhantumbo
segunda-feira, maio 19, 2014
Entre “marchas e clarins” os tubarões aviam-se com contratos
Fim do regime suscita apetites, golpes de rins e ofensivas
Por Noé Nhantumbo
Não é que a sociedade civil
moçambicana nada esteja a fazer para honrar e dignificar o seu nome e postura.
Não é que a oposição política não esteja funcionando e trazendo a público as
suas preocupações e projectos. Não é que o país
não esteja andando ou progredindo em determinados sectores. Não é que tudo o
que o poder do dia esteja fazendo seja completamente mal feito.
Mas não se pode dizer que o país está nos carris e que tudo esteja “nos conformes”...
Há uma certa paralisia na esfera política dado o contínuo impasse no Centro de Conferências “Joaquim Chissano”. Há suspeitas fundamentadas de que as manobras dilatórias protagonizadas pelos interlocutores naquele fórum tenham como objectivo final o adiamento dos pleitos eleitorais, e desta forma prolongar a permanência no poder da actual equipa.
sexta-feira, março 14, 2014
Urgente limpar o caminho para eleições justas, livres e transparentes
O STAE deve ser seriamente reestruturado…
Todo o cuidado é pouco tendo em conta a história pouco edificante que tem sido apanágio do STAE.
Há todo um edifício infestado de vírus que não deixa que a popular expressa pelo voto seja conhecida e validada.
Joga-se com vantagens obscuras e encobertas. Não se pense que as cedências anunciadas quanto ao pacote eleitoral sejam feitas de boa vontade e com o intuito de imprimir uma nova dinâmica e credibilidade aos processos eleitorais no país. Alguma coisa está subjacente e seguramente instalada de modo a dar vantagem ao partido governamental.
segunda-feira, março 10, 2014
Dupla AEG/Nyusi não se desarma!
Porquê insistir na via da Sambivização…
Afinal os que praticavam fraudes também podem ser vítimas delas…
Por Noé Nhantumbo
Há espaço para todos e o bolo é suficientemente grande para encher a barriga de todos. E vai ainda sobrar para os dias seguintes. Mas alguns moçambicanos não querem se colocar na posição de terem que compartilhar Moçambique.
Pretender exercer pressão final no campo militar de modo a fragilizar a posição que a Renamo conquistou depois do início das confrontações pode ser uma manobra ou estratégia mais uma vez errada. Pode ser a forma de esticar forças que não existem ou que não garantem vitórias definidoras de uma nova correlação de forças.
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
África tão perto da Ucrânia ainda que tão longe…
Por Noé Nhantumbo
Numa dinâmica cheia de
protagonismo popular caiu um regime…
Chegará a vez de África…
Já ninguém pode negar que regimes
políticos podem cair sem intervenção de mãos externas. Corajosos e persistentes
ucranianos o demonstraram mais uma vez.
Não foi uma Primavera mas um
Inverno frio libertador que trouxe algumas verdades para a superfície. Afinal,
um regime não cai em virtude de subversão financiada através do exterior. Não
são as mãos externas o factor predominante para correcções políticas
necessárias onde a maioria de uma sociedade está descontente e desesperada. As
balas, snipers, tanques e canhões têm um efeito devastador mas não determinante
nem final quando a paciência de um povo está esgotada.
segunda-feira, fevereiro 24, 2014
“Magicamente” vazam casos de dilapidação de fundos públicos
Por Noé Nhantumbo
Os nossos Zumagates” tornam-se conhecidos…
Imobiliárias e funcionários governamentais furam o bolso do cidadão…
Poderia provocar espanto e surpresa que fundos públicos, calculados em vários milhões de meticais, tivessem sido atribuídos a arrendamento e reabilitação de casas de altas figuras ligadas ao partido no poder em Moçambique. Em nome de direitos adquiridos, milhões de meticais são alocados de maneira contrária à lei num ambiente turvo e de secretismo.
Directores e ministros fazem vista grossa a uma autêntica dilapidação de fundos escassos para manter altas figuras da Frelimo vivendo no luxo.
quinta-feira, janeiro 16, 2014
Alquimia da paz requer paradigmas completamente diferentes
Por Noé Nhantumbo
Sem frontalidade e honestidade a Paz continuará podre…
Sem menosprezo pelos diferentes pronunciamentos relacionados com a crise político-militar em Moçambique e as diferentes soluções propostas há que reconhecer, convenhamos, que a Paz de tanto propagandeada continuará longe se não houver uma transformação profunda da maneira como os protagonistas encaram e tratam este melindroso dossier.
segunda-feira, janeiro 13, 2014
A política de exclusão e apropriação do País por um grupo de pessoas
Palavreado cheio de “penumbra” e contraproducente…
Por Noé Nhantumbo
Beira (Canalmoz) – Antes de se falar em “acarinhar” um líder seria de facto mais interessante e importante, incluir democraticamente todos os moçambicanos. Os falhanços de hoje são uma consequência directa de uma política de exclusão e apropriação do país por um grupo de pessoas. Durante muito tempo foi convicção posta em prática que era possível governar Moçambique conforme se fazia nos tempos do partido único. A solução na opinião de uns era, acomodar o líder, este por sua vez iria aplacar os seus e Moçambique continuaria sob controlo dos mesmos.
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