Mostrar mensagens com a etiqueta Mudanças. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mudanças. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, novembro 24, 2016

João Paulo Borges Coelho diz que Frelimo não está aberta a mudanças e à democracia

É pela primeira vez que o historiador e escritor moçambicano, João Paulo Borges Coelho, pronuncia-se publicamente sobre a crise política que o país atravessa.
A conversa que concedeu ontem a “O País” teve como pretexto o lançamento do seu novo livro intitulado “Água – uma novela rural”.
Mas porque a crise de água, temática abordada nesta novela, é um símbolo da crise no seu todo, o escritor não deixou de partilhar connosco a sua visão sobre o assunto.
Para o autor do romance “O olho de Hertzog” a crise política que se vive no país é resultado de uma transição à fase pós-nacionalista.
Na visão do escritor, a Frelimo não está aberta a esta mudança que se caracteriza por uma convivência democrática.
“Por um lado a uma dificuldade em transformar a Renamo num partido integrado na sociedade por diversas razões e, por outro, há uma grande resistência da Frelimo a uma abertura, a uma convivência democrática. A Frelimo tem no seu seio um núcleo forte de forças anti-democráticas que resistem à mudança”, criticou. 
O historiador não deixou de criticar o processo longo e desgastante que são as rondas do diálogo político, numa altura que a paz é um imperativo nacional.
“Negociações de paz que passam por centenas de sessões sem se avançar é uma pavorosa falta de imaginação, no melhor dos sentidos e, no pior, é má-fé”, classificou o escritor.

Fonte: O País – 24.11.2016

quarta-feira, janeiro 06, 2016

COMENTANDO SOBRE A CARTA DE JULIÃO JOÃO CUMBANE

Julião João Cumbane escreveu um artigo como muitos achei-o de muito excelente. O autor escreveu para a Frelimo na qualidade de membro daquele partido. Mas eu digo, tal igual disse sobre o referido artigo de Teodato Hunguana este artigo serve para qualquer partido da Pérola do Índico que almeje na construcão de um Estado de Direito Democrático, o fortalecimento das instituições democráticas e que o país mergulhe no abismo. E para quem é da Frelimo fala e com o direito sobre como manter o poder ou preparar-se a uma oposicão construtiva enquanto que para os partidos da oposição é de como conquistar trabalhar afincadamente e de maneira mais convincente na construção dum verdadeiro Estado de Direito Democrático em Moçambique.

Entendo do texto de Cumbane que recomenda uma nova maneira de fazer política e eleições que seria de forma mais transparente possível que é uma das vias que não deixa dúvida que é o vencedor num processo eleitoral. Num processo transparente mesmo que a diferença é de apenas 1% entre o vencedor e vencido, dificilmente se contesta. Contudo, o importante é mesmo que se identifiquem os que atabalhoam os processos eleitorais, incluindo o uso de violência física em Moçambique. A mim parece que Cumbane toca-nos um pouco ou mesmo muito. São indivíduos que não trabalham tempo todo, mas têm interesses pessoais que ultrapassam aos interesses dos partidos, aos da nação. Têm muita pressa para ganharem o que querem e irem logo à sombra.

terça-feira, janeiro 05, 2016

“Os moçambicanos devem deixar de confiar na Frelimo, vamos continuar a viver sob pressão”, Lutero Simango

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) comunga a ideia defendida pela Renamo, segundo a qual a erradicação da pobreza no país e a eliminação de outros males dependem do afastamento da Frelimo do poder, supostamente por “não tem mais nada a oferecer em termos de respostas aos problemas do povo”. Lutero Simango, chefe da bancada parlamentar da terceira força política, que administra os municípios da Beira, de Quelimane, de Gurúè e de Nampula, entende que volvidas 40 décadas de governação do partido-Estado, é altura de os moçambicanos “deixarem de confiar na Frelimo”, pois ao contrário do que apregoa não defende os seus interesses. A crise política e militar vai persistir enquanto a partilha de poder, da riqueza e de oportunidades abranger unicamente a um grupinho de indivíduos.
Em entrevista/balanço da segunda sessão ordinária da oitava legislatura, concedida ao @Verdade, Lutero Simango disse que a Assembleia da República (AR) perdeu a oportunidade de estar na vanguarda do processo de reconciliação nacional efectiva, de promover a paz e de assumir a sua responsabilidade de renovar a esperança dos moçambicanos relativamente aos problemas que enfrentam, tais como a pobreza, a guerra não declarada, a exclusão política, económica e social.

terça-feira, agosto 12, 2014

Não se deixem enganar pelos apologistas de que nada muda

Moçambicanos, cerrem fileiras pela paz e democracia

Por Noé Nhantumbo

Essa tem sido a palavra de ordem dos que não querem e abominam a mudança.

O facto de haver erros e imperfeições nos outros que concorrem nos pleitos eleitorais não significa que não se deva dar oportunidade para não apresentem os seus projectos políticos. Não significa que a mudança não deva acontecer. Moçambique é uma república e não um reinado, onde o poder se transmite por hereditariedade. Neste caso, por via de indicação directa pelos “libertadores” da pátria.

quinta-feira, dezembro 26, 2013

Podemos evitar mudanças precipitadas?

Quando suspeitos a corrupção e com bases sólidas e documentadas e por vezes em casos julgados e condenados à prisão se candidatam a um mandato de cinco anos, para onde esses indivíduos e os que lhes APOIAM querem nos levar? 
A história está registando tudo isto. 
Eu não gostaria de nenhuma mudança precipitada em Moçambique. Uma mudança precipitada é aquela que recentemente se deu na Tunísia, no Egipto, Líbia, no Mali, na República Centro Africana. Alguns dos governos desses países, quando foram destituídos precipitadamente pelos seus povos acabavam de ser "eleitos" com mais de 90%. Não é estranho que tenha isso acontecido? 
Mas depois, o que é que significa a uma mudança precipitada naqueles países? Concretamente, o que é que se assiste? 
A mania, desculpem-me, mas é mesmo mania, dos que estão nas condições de apoiantes de Ben Ali, Mubarak ou Gaddafi é de pensar que é pregando um evangelho semelhante a dos apoiantes de Salazar ou Marcello Caetano que evitarão mudanças. Lembro-me do amigo Viriato Tembe que desapaceu em público... Em Mocambique vamos ainda a tempo para evitarmos muita coisa.

sexta-feira, novembro 09, 2012

MDM e presidente da câmara recebem nota positiva em Quelimane

Os habitantes de Quelimane dão nota positiva à governação local do Movimento Democrático de Moçambique que assumiu controlo da cidade há cerca de um ano em eleições municipais.

De acordo com entrevistas na cidade o município parece estar a fazer progressos substanciais na qualidade dos serviços básicos e os residentes.

Volvido aproximadamente um ano de governação de Manuel de Araújo, do MDM, no Município de Quelimane, os residentes da autarquia atribuem uma nota positiva ao presidente da câmara Manuel de Araújo pela forma como tem conseguido resolver e ultrapassar os problemas que apoquentam os cidadãos.
A degradação das vias de acesso e do meio ambiente – originado pela falta de recolha de resíduos sólidos – e a falta de colaboração entre as autoridades municipais e os operadores do comércio informal, apontados outrora como grandes preocupações, já estão a ser superados.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Porquê Cuamba e Pemba falharam à mudança?

Por Gito Katawala*

Ok, acho que devo alguma explicacao, depois de ler a pergunta/constatacao do EGM, tive que explicar pra ele em privado que na minha opiniao ha uma explicacao que tem como origem nas caracteristicas e manifestacoes do eleitorado dessas duas cidades, Pemba e Cuamba. Nao sou um etnologo, mas a minha origem bantu e a convivencia com outros descendentes dos "maraves" leva-me a concluir que entre todos os "macuas" sao muito cautelosos e nao hesitam em acomodar-se mesmo sabendo que esta a ser usados ou ignorados. Entendam que isto nao eh uma incitacao a animosidades nem acusacoes pejorativas, mas eh uma constatacao baseada nos anos de convivencia. Nao eh mera coincidencia que os colonos e administracao portuguesa escolheu a dedo os poucos que se lhes outorgou a assimilacao; nao eh mera coincidencia que nunca tiveram um representante nos primeiros movimentos de libertacao; nao eh mera coincidencia que nunca houve um "high profile individual" na nomenklatura Mocambicana. A bondade deles eh o preco que pagam por todas essas humilhacoes, sempre regateam o seu bem estar a troco de um nao me chateies.

domingo, março 13, 2011

O reino do petróleo quer mudar mas sem revolução

Por Margarida Santos Lopes

Hoje é "dia de raiva" na Arábia Saudita. Ao palácio de Abdullah chegam pedidos de uma monarquia constitucional. O povo está a perder o medo e a Casa de Saud começa a ceder. Ler mais