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segunda-feira, janeiro 13, 2014

A política de exclusão e apropriação do País por um grupo de pessoas

Palavreado cheio de “penumbra” e contraproducente…

Por Noé Nhantumbo

Beira (Canalmoz) – Antes de se falar em “acarinhar” um líder seria de facto mais interessante e importante, incluir democraticamente todos os moçambicanos. Os falhanços de hoje são uma consequência directa de uma política de exclusão e apropriação do país por um grupo de pessoas. Durante muito tempo foi convicção posta em prática que era possível governar Moçambique conforme se fazia nos tempos do partido único. A solução na opinião de uns era, acomodar o líder, este por sua vez iria aplacar os seus e Moçambique continuaria sob controlo dos mesmos.

sexta-feira, outubro 18, 2013

Os recados de Dhlakama

O líder da Renamo falou ontem ao país a partir do seu quartel-general, perante centenas de membros idos de todas as províncias e jornalistas dos principais órgão de informação

A Renamo celebrou ontem a passagem dos 34 anos após a morte de André Macate Matsangaissa e de um ano desde que Afonso Dhlakama está instalado em Santungira. Centenas de membros daquele partido provenientes de todas as províncias reuniram-se na chamada Academia Política de Santungira para celebrar a ocasião com actividades culturais e ouvir o discurso do seu líder.

Afonso Dhlakama, diferentemente das ocasiões anteriores, apareceu com um discurso apaziguador e disse que jamais promoverá guerra no país e que os incidentes deste ano foram apenas para responder a ataques do governo e mostrar que ainda tem capacidade para responder militarmente às provocações.

Dhlakama exigiu que o governo acabe com as escoltas policiais, até próxima segunda-feira, no troço Muxúnguè-Rio Save e vice-versa ao longo da Estada Nacional número Um. é que segundo afirmou, as escoltas em causa não fazem sentido, porque já havia dito que não iria mais atacar viaturas e, se assim o disse, nenhum militar da Renamo ousaria contrariá-lo.

Afonso Dhlakama, que promete combater a partidarização do Estado, afirmou que “não basta que alguém tenha lutado ao meu lado para ser ministro, tem de merecer intelectual e tecnicamente” .

Na ocasião, o líder da “Perdiz” chamou Rahil Khan, um dos membros do seu partido, para apresentá-lo aos presentes como exemplo de quem está a sofrer e perdeu muitas oportunidades só por ser membro da Renamo. “São pessoas como esta que são marginalizadas no nosso país. essas pessoas são perigosas, porque, se houver centenas dessas pessoas ‘stressadas’ e sem oportunidades, elas não terão nada a perder com a guerra. por isso, temos que combater isso e dar oportunidades a todos”, disse Dhlakama.

Fonte: O País online - 18.10.2013

quarta-feira, junho 15, 2011

Cinco desafios para o alcance da completa soberania do Estado

O jornal “O País” foi mais a fundo na análise do último relatório do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP). Os avaliadores do país sugerem que o Governo pague, com maior urgência possível, as pensões em dívida aos antigos combatentes; apoie a reinserção dos que ainda não estão integrados; e que desarme os guardas da Renamo instalados em Marínguè.

terça-feira, outubro 05, 2010

Raúl Domingos denuncia incumprimento do AGP

Raúl Domingos, uma proeminente figura política moçambicana, por sinal, quem chefiou a delegação da Renamo durante as negociações em Roma com o Governo da Frelimo, que culminaram com a Assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP), denunciou, segunda-feira, incumprimentos do tratado.
Actualmente Presidente do Partido para Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), Raúl Domingos refere, num comunicado de imprensa da sua organização política, que o acordo alcançado em Roma entre a Renamo e o Governo sob mediação da Comunidade Católica de Santo Egídio e a Igreja Católica em Moçambique tinha em vista o alcance de três objectivos centrais, nomeadamente (1) O respeito pela dignidade humana e de modo especial pelos Direitos Humanos; (2) A igualdade de oportunidades perante a Lei; E a Justiça de que é parte integrante a estrita observância da Lei e do Estado de Direito Democrático.

quarta-feira, setembro 16, 2009

CNE aprovou listas ilegais para as “Provinciais”

Beneficiando a Frelimo e Renamo

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) aprovou listas ilegais referentes às eleições para as Assembleias Provinciais pertencentes aos partidos Frelimo e Renamo. Tais listas estão afixadas para quem as quer ver nas vitrinas da própria CNE, desde a passada terça-feira dia 8 de Setembro.
Contrariamente ao que disse publicamente Leopoldo João da Costa, Presidente da CNE, a "anarquia" confundida por partidos excluídos em nome da democracia também atingiu as duas maiores formações políticas, ao não consegui­rem, alistar o número mínimo necessário de suplentes exigidos por Lei para as Assembleias Provinciais.
Espreitando as listas afixadas descobre-se que a Frelimo, no círculo de Boane, devia propor 7 membros efectivos e um número mínimo de 4 suplentes, mas apenas meteu 2 suplentes e mesmo assim foi "autorizada" a partici­par.
Na Cidade da Matola, a Frelimo devia candidatar 44 elementos seus e um mínimo de 22 suplentes. Estranhamente, candida­tou apenas 15 suplentes e apesar disso foi aprovada a sua lista.
No círculo eleitoral da Manhiça, o partido no poder candidatou os 11 efectivos necessários e devia juntar um mínimo de 6 suplentes, mas conseguiu apenas 5 e passou no gabinete.
Na Cidade de Beira, o partido dos camaradas apresentou os 25 efectivos exigidos por Lei mas onde devia propor 13 suplentes, apresentou 12 faltando um e foi aprovado na secreta­ria.
Em Vilankulo, apresentou os 9 efectivos exigidos e devia concorrer com um mínimo de 5 suplentes mas meteu quatro e passou.

Renamo

A sorte do jogo da secretaria atingiu também a Renamo.
No círculo eleitoral de Boane a perdiz apresentou os 7 efectivos exigidos e devia apresentar no mínimo 4 suplentes mas conseguiu 3.
Em Matutuine , apresentou 3 efectivos e no lugar de 2 suplentes apresentou apenas 1 e o jogo da sorte deu-lhe uma passagem automática.
E em Xai-Xai, a Renamo apresentou os 9 efectivos necessários e tinha que dar 4 suplentes mas no final de contas apresentou 8 efectivos e 4 suplentes e foi aprovada esta lista.
A acreditarmos na desculpa de Leopoldo da Costa, não são apenas os famosos excluídos que apresentaram listas incompletas, como se vê nestes casos dos dois maiores partidos.
Resta saber as razões que levaram a CNE a julgar assim.

MAGAZINE INDEPENDENTE – 15.09.2009

Fonte: Moçambique para todos