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terça-feira, agosto 04, 2015

Demagogia e retórica de regresso e a grande velocidade

“Aliciar e patentear” já antes foi feito, com os resultados conhecidos.

Por Noé Nhantumbo

Depois de praticamente encerrada a EMOCHIM, aparece agora um novo capítulo da novela do aliciamento político com fins mediáticos. A adesão de dois integrantes da EMOCHIM provenientes da Renamo vale o que vale em “marketing” político.

Dá alento a quem anda à procura de sucesso que lhe foge na frente política. Em si não significa que a Renamo tenha perdido a iniciativa no que se refere aos pontos em discussão no CCJC. Foi uma manobra elaborada no mais puro secretismo que tem o seu mérito mas convém que ninguém confunda isso com vitória do executivo de FJN.

Tempos houve em que era comum a apresentação periódica de elementos da Renamo integrando-se nas fileiras da Frelimo. Ciclos de exercícios idênticos aconteceram um pouco por todo o país, mas nem isso coibiu a Renamo de existir ou de produzir os resultados eleitorais conhecidos por todos.

terça-feira, junho 02, 2015

PERITOS MILITARES DA EMOCHIM DESPEDEM-SE DO GOVERNO E DA RENAMO

Peritos militares internacionais, envolvidos na implementação do acordo de cessação das hostilidades, despedem-se das delegaçõe do Governo e da Renamo.
Na semana passada, o governo anunciou o fim da missão dos militares internacionais e deu culpa à Renamo pela falta de avanços nos trabalhos dessas equipas.

terça-feira, março 17, 2015

60 DIAS PARA A DESMILITARIZAÇÃO, INTEGRAÇÃO E REINSERÇÃO SOCIAL DAS FORÇAS RESIDUAIS DA RENAMO

As delegações do Governo e da Renamo fixaram sessenta dias como período para a EMOCHIM-Equipa da missão de observadores para a cessação das hostilidades militares, trabalhar na desmilitarização, integração e reinserção social das forças residuais da Renamo.
O Consenso foi obtido durante a ronda negocial 98, realizada esta segunda-feira em Maputo.
Entretanto, os oficiais militares da Grã-bretanha, Botswana e Itália, países integrantes da equipa de observação da cessação das hostilidades militares EMOCHI, decidiram regressar aos seus países de origem volvidos 135 dias da missão daquele órgão.
A informação foi avançada pelo chefe da delegação do Governo,José Pacheco, no fim da ronda do diálogo político.
Integram a EMOCHIM a África do Sul, Cabo verde, Grã-bretanha, Itália, Portugal, Quénia e Zimbabwe.
Fonte: Rádio Mocambique - 17.03.2015

Observadores militares deixam missão da EMOCHM

Os oficiais militares da Grã-Bretanha, Botswana, Itália e Portugal, que faziam parte dos nove países convidados a integrar a Equipa de Observação da Cessação das Hostilidades Militares (EMOCHM), decidiram regressar aos seus países de origem, depois de cumprir com os 135 dias que compreenderam a primeira parte da missão daquele órgão.
A informação foi avançada esta segunda-feira pelo chefe da delegação do Governo, José Pacheco, no fim da 98ª ronda do diálogo político. “Tivemos informações segundo as quais o adido militar de Portugal pediu bilhetes de passagem para os dois oficiais que integram a EMOCHM”, disse.
Questionado sobre as prováveis causas que levaram os três países a abandonarem a missão, Pacheco respondeu: “O que nos têm dito é que receberam ordens das suas respectivas sedes para regressarem, sem avançar qualquer informação adicional”.
Fontes ligadas a alguns países que deixaram a missão consideram que as decisões resultam da percepção de uma aparente falta de interesse do Governo e da Renamo em assumir os compromissos estabelecidos no acordo de Setembro de 2014.

Fonte:  O País - 17.03.2015